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Nova Economia: Intangível, Gratuita e Participativa.

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Nova Economia: Intangível, Gratuita e Participativa.

Este grupo vai discutir as transformações ocorridas no mercado que mudaram os paradigmas da nova economia.

Membros: 69
Última atividade: 1 Fev, 2016

Oportunidades na Economia do Intangível

A economia moderna tem passado por uma grande transição: da economia do tangível, do acúmulo, para a economia do intangível, da circulação e da atenção (do agora). Por séculos a riqueza e o poder eram medidos de forma tangível (palpável), sendo representados pela posse de uma determinada reserva de valor. Grandes Imperadores eram donos de castelos, jóias, exércitos. Esta forma de riqueza e poder tem ficado obsoleta, por ser incapaz de lidar com a velocidade dos processos no mundo moderno, como pode facilmente observado comparando-se uma GM a uma Google.
Dentro desta dinâmica, em 1971, o dólar perdeu o lastro ouro. Aquela reserva de valor palpável e limitada (ouro) deu lugar para uma reserva também palpável (dólar), mas que pode ser mais facilmente adaptada às necessidades de liquidez do mercado.


EUA - Um país sonhando, constrói realidades

Durante décadas milhões de imigrantes chegaram aos EUA em busca do Sonho Americano, de “fazer a América”. Ter seu carro, sua casa e estabilidade para cuidar de sua família era a materialização desse Sonho. No País das “oportunidades” muitos imigrantes ilegais (mão de obra com algumas das características chinesas – baixos salários e quase sem direitos) trabalham em busca do progresso, mas poucos realmente chegam lá. Mas numa economia movida pela expectativa do futuro promissor, participar do sonho pode ser quase tão bom quanto realiza-lo. Por isso, muitos americanos durante anos tiveram o usufruto dos seus principais bens, não sendo os verdadeiros donos deles. Através de uma relação, muitas vezes, perene com o sistema financeiro, eles fizerem o leasing para o “seus” carros, financiaram a hipoteca de “suas” casas e pagaram suas despesas nos cartões de crédito, sem quitá-los no final do mês. A década de 90 serviu como um modelo acelerado deste sistema: O elevado crescimento americano, sustentado em grande parte pela valorização expressiva dos mercados acionário e imobiliário, não chegou aos americanos através de melhores salários. Estas valorizações, inicialmente sustentadas por resultados reais advindos dos novos processos de informatização, comunicação e automação, deram inicio a uma década de prosperidade que incentivou empresas e famílias a aumentarem seus gastos. Incentivados por este moto contínuo de crescimento, muitos passaram a participar da especulação imobiliária e acionária como uma fonte de extra de renda. Na Economia movida pelos sonhos, a fé no futuro fazia parte do jogo.

A Crise

A bolha da internet estourou, a bolha imobiliária, idem. O 11 de setembro trouxe para a atmosfera americana o Medo. É muito difícil acreditar no futuro, se você tem Medo. Novas guerras e uma baixa expressiva na taxa de juros geraram um novo ciclo de endividamento, com novo aumento dos imóveis. Novos fatos foram se sucedendo até que com a perda de garantias de papeis do setor imobiliário, ajudada pela inadimplência, fez o castelo de cartas ruir.

Economia da Abundância ( Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired)

“Graças ao milagre da abundância, a economia digital virou a economia tradicional de cabeça para baixo. Quem procurar nos livros encontrará a definição de economia como “ciência social que consiste em fazer escolhas em um ambiente de escassez”. O próprio Milton Friedman nos lembrou várias vezes de que “não existe refeição grátis””.
“Mas o estudioso estava errado sob dois aspectos. Em primeiro lugar, “refeição grátis” não significa necessariamente que a comida está sendo distribuída ou que será paga em outro momento – pode significar apenas que outra pessoa está bancando a conta. Em segundo lugar, no universo digital, como já pudemos ver, as principais bases da economia da informação caem de preço a cada dia. Duas das principais funções da escassez das economias tradicionais (custos marginais da produção e distribuição) também começam a despencar. É como se um restaurante de repente não tivesse de pagar pelos ingredientes e pelos custos de mão-de-obra necessários para preparar os pratos.”

Mas será que é possível lidar com a “Nova Economia” sem Crises?

No ótimo artigo de Alain Herscovici sobre “Economia do conhecimento, trabalho ‘imaterial’ e capital intangível”, Alain assume: “A “Nova Economia” é, por natureza, uma economia especulativa”, e chega a compará-la, por sua intangibilidade, com a indústria de produtos culturais Num ambiente de constantes mudanças e muitas incertezas, de alta e rápida obsolescência, com fontes intangíveis de receitas e com preços de commodities ditados pelo próprio mercado é muito difícil prever os resultados que um negócio pode gerar. A análise das bolhas financeiras racionais mostra que elas aparecem nestes mercados, onde o valor fundamental dos ativos é dificilmente determinável.
Certamente o mercado hoje é caracterizado por um clima de mudanças constantes, o que além de gerar medo e a instabilidade é fonte inesgotável de crises, como também de grandes oportunidades.

Primeiros temas para reflexões:

0 - Sugestões
1 - A Nova Economia
2 - Produtos e Serviços Gratuitos (freeconomy)
3 - A Economia Participativa (wikinomics)
4 – A Criação da Sociedade Auto-sustentável
5 - Conhecendo a Crise Econômica Mundial
6 – Central de Mídia


Fórum de discussão

ECONOMIA E ENTROPIA - As FALSAS PREMISSAS Newtonianas da Economia Clássica que impedem a Sustentabilidade 6 respostas 

Iniciado por Claudio Estevam Próspero. Última resposta de Claudio Estevam Próspero 13 Set, 2012.

7 - Modelo de Ativação da Economia pelo Intangivel 2 respostas 

Iniciado por Haroldo Vilhena. Última resposta de Haroldo Vilhena 1 Fev, 2011.

Que venha 2014

Iniciado por Daniela Mascarenhas Cardoso 18 Jul, 2010.

8 - Domenico De Masi - Ócio Criativo / Criatividade e grupos Criativos / Pós-Industrial 10 respostas 

Iniciado por Claudio Estevam Próspero. Última resposta de Claudio Estevam Próspero 8 Jan, 2010.

0 - Sugestões 5 respostas 

Iniciado por Haroldo Vilhena. Última resposta de Claudio Estevam Próspero 8 Nov, 2009.

4 – A Criação da Sociedade Auto-sustentável 5 respostas 

Iniciado por Haroldo Vilhena. Última resposta de Augusto de Franco 18 Out, 2009.

2 - Produtos e Serviços Gratuitos (freeconomy) 2 respostas 

Iniciado por Haroldo Vilhena. Última resposta de Vera Maria dos Santos Moreira 12 Out, 2009.

5 - Conhecendo a Crise Econômica Mundial 1 resposta 

Iniciado por Haroldo Vilhena. Última resposta de Haroldo Vilhena 21 Jul, 2009.

1 - A Nova Economia

Iniciado por Haroldo Vilhena 18 Jul, 2009.

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Comentário de Haroldo Vilhena em 25 fevereiro 2011 às 15:07

É meu amigo, a grande mudança do sistema financeiro já começou, e agora não dá mais para segurar.

 

Abraços.

Comentário de Paulo Ganns @pganns em 25 fevereiro 2011 às 12:45

Alternative Currency Startup in

Search of CEO

JANUARY 18, 2011
by Venessa Miemis
“If you could devise a better system of money than what we have now, to be more fair and equitable, how would you do it?”

 

This was the question Ammar Charani asked nobel winners, academics, and leaders in economics, business, permaculture, and finance in order to get a grasp on our economic future. The inquiry inspired him to to build a community platform for exchanging goods and services with an alternative currency, and now the search is on for a seasoned CEO to take the product to market.

“Think eBay meets Groupon meets Berkshares,” I was told in the email notifying me of this opportunity.

With an advisory board that includes complementary currency advocates Bernard Lietaer and Margrit Kennedy, as well as experts in investment banking and electronic commerce, I’m intrigued to see what they roll out.

Below is a description of the position and application process. Please pass it along to your communities if you know someone who would be a good fit.

……………………………………

The Job

Looking for a seasoned CEO to shape the direction and grow a platform to exchange goods and services without cash, utilizing an alternative currency. The ideal candidate will be a proven, passionate and dynamic leader; both visionary and strategic. You must be educated about, and ideally involved in alternative currency, gift and barter economies, attuned to the cultural trends of shifting attitudes towards money, explorations of “collaborative consumption”, and the future of money. The CEO will help recruit a team and  build the company.

Responsibilities include:

  • Developing the vision and strategy of the organization and leading the achievement of the company’s mission and goals. This includes communicating a clear and compelling strategy to future employees, partner organizations, the media and the public.
  • Launching the product in a test market, and planning the subsequent roll-out into other markets
  • Building and leading a team
  • Establishing collaboration with community organizations and partners
  • Working closely with a mature Advisory Board of leaders in economics, business, design, operations
The Company
The company is a brain child of the collective knowledge of world renowned leaders in business, eduction, economy, sustainability and philanthropy. The concept is transformational. The technology is patent-pending and the platform economy is designed by scholars who are considered the world authority in complementary currencies. The company has advanced with an alpha testing and ready to launch a new platform that incorporates all the experiences gained from the alpha. It is structured as a for-profit social enterprise with a solid financial model to insure sustainability of the project and generous rewards to employees and affiliates.

 

To Apply

Please email acharani@gmail.com and sarah@itscontextual.com with a short note sharing why this interests you at personal and professional level — how this connects with your present and future goals.

 

Founder: Ammar Charani, serial entrep

Comentário de Paulo Ganns @pganns em 13 fevereiro 2011 às 18:38

 

A vida após o capitalismo

 

Robert
Skidelsky
 

 

Em 1995, publiquei um livro intitulado “The World After Communism” (“O mundo após o comunismo”). Actualmente, pergunto se haverá um mundo após o capitalismo.
Esta questão não é motivada pela pior crise económica desde nos 30. O capitalismo sempre teve crises e irá continuar a ter. Esta questão surge do sentimento de que as civilizações ocidentais estão cada vez mais insatisfeitas, sobrecarregadas com um sistema de incentivos que visa, essencialmente, acumular riqueza mas que mina a nossa capacidade de a usufruir. O capitalismo pode estar perto de acabar com o seu potencial de criar uma vida melhor – pelos menos nos países mais ricos do mundo. 

...continua

 

Comentário de Jaime Tak em 7 fevereiro 2011 às 9:17
Paulo, cinco bilhões (acho que é cinco trilhões) de bonos talvez seja o que a Dilma precise para tirar mais de 10 milhões de brasileiros da miséria absoluta. Se eu acumulasse uns cem mil bonos em trabalho voluntário a organizações do terceiro setor estaria muito bom. Digo acumular porque sei que vc disse que ao morrer esses bonos seriam ou já foram devolvidos ao capital social. Aqui jaz um homem do bem que acumulou b$ 100.000,00, era o quanto ele achava que devia acumular para ir para o céu (rs...).     
Comentário de Paulo Ganns @pganns em 7 fevereiro 2011 às 8:40

Jaime,

 

O paradigma atual está na acumulação. Então, em bonos, você privilegiaria a movimentação do capital social!

 

Acumular seria uma ação "antisocial" e você não chegaria ao paraíso!

 

Na sua lápide teria algo assim:

 

"Aqui jaz um homem do bem: movimentou b$ 5.000.000.000,00 em toda a sua vida! Com certeza foi para o céu!"

 

Entendeu?

 

hehehe

 

Paulo Ganns

 

Comentário de Jaime Tak em 7 fevereiro 2011 às 7:29
Paulo, gostei muito da percepção do capital social, da valoração social, contabilização e de uma possível criação da moeda bono. Vou querer acumular muito bonos antes de morrer e ver se volto direto para o paraíso. link 
Comentário de Paulo Ganns @pganns em 5 fevereiro 2011 às 14:02

Caros,

  Um rascunho de script para um teaser! link

  Clara, me desculpe por escrever Carla!

[ ]s

PGC

Comentário de Paulo Ganns @pganns em 5 fevereiro 2011 às 9:17

Haroldo e Carla,

 

Eu particularmente não gosto da técnica dos impostos. Para mim, seja qual for o nome ou a base de cálculo, qualquer que seja a denominação, com as formulações de precificação atuais, quem paga a conta é sempre a massa!

 

A ideia, que acredito ser o diferencial não elaborado por Gesell, é de ter um sistema dual, institucionalizado, aonde as duas moedas concorram.

 

Uma representativa do capital e outra do social, reconfigurando a riqueza de uma nação para uma composição das mesmas.

Sabemos que é este o discurso, mas travamos exatamente na intangibilidade dos valores sociais.

 

O BS$ viria exatamente para isso, tornar o social o mais palpável possível. 

 

Pense num Bovespa Social, com fechamento de balanços em B$, comparando, com um indicador só, o quanto de valor social uma empresa movimentou em um ano? Seria uma delícia! Quantos discursos vazios deixariam de ser escritos. Quantos publicitários mudariam de profissão! 

 

"Não lute contra a correnteza, aproveite-se dela!"

 

Então Carla, como incluir 70,3% dos "fora", no jogo capitalista?

 

Crie um jogo novo, com as regras parecidas e já incorporadas ao "modus operandi".

Como o BS$ será distribuído à todos, sem distinção de raça, cor, credo, idade, classe, anualmente, para que estes consumam bens e serviços que serão compostos por preços duais, acredito muito que o jogo irá mudar!

Haverá, no meu vislumbrar, no decorrer deste "SocialGame", "empresas" puramente BS$!

E, eu também não compreendo, sem aspas, qual é o mérito social que me permite advogar, para mim, uma valoração social maior do que o cara que limpa a minha lixeira. O labor dele, dependendo do sofrimento, deveria ser mais valorizado do que o meu. Mas o sistema atual está rodando e não há como pousar esse espaçonave. 

Então, na formulação da distribuição do BS$, a coisa é ajustada para suas horas de vida em um ano. Não há mérito diferencial nela, a não ser o fato de você estar viva!

 

=========================================

Pense Glocalmente:

 

Uma dinâmica sobre um tema polêmico e atual:

 

BeloMonte

 

Será que estamos dispostos a financiar, socialmente, um investimento como esse? Com o poder decisório atual, é impossível de tomar as rédeas destas decisões.

 

E se na legislação que virá, se vingar um BS$, como se daria tal decisão?

 

Simples: A empresas e o governos interessados, deveriam precificar um orçamento com base em BS$ e vender o empreendimento à população! Vendeu?

Não? GameOver!

Sim? A sociedade comprou e ela que se vire com os resultados!

 

Que acham?

 

[ ]s 

 

Paulo Ganns

Comentário de Clara Pelaez Alvarez em 5 fevereiro 2011 às 7:49

Também gostei das tuas reflexões Paulo!

Vejam, penso que o problema fundamental é essa coisa da valoração. Qualquer nova moeda que se crie terá que lidar com isso e é aí, que na minha opinião a coisa pega. Continua na tal lógica de mercado controlada pelo mesmo sistema. A tal sociedade em rede é composta por 28.7% da humanidade, e são estes que têm acesso ao sistema financeiro. Os outros 70,3% estão "fora" do sistema de capital, na verdade, são massa explorada... Então penso que qq novo sistema de circulação de riquezas teria que lidar com essa realidade. Até hoje, e sei que vou provocar calafrios com este comentário, não "compreendo" por que um engenheiro ganha mais que um pedreiro, sendo que as duas funções são necessárias para que qualquer obra seja edificada! É esta valoração que tem que ser repensada, penso eu!

 

Comentário de Haroldo Vilhena em 4 fevereiro 2011 às 21:27

Adorei o texto.

Estava curioso pois recebia notificações de comentarios teus sem conseguir acessa-los.

 

Tem alguns pontos em comum com o e-coin, principalmente quando aplicado a programas sociais onde o bonus seria lastreado por um imposto arrecadado mas que iria diretamente ao beneficiado pelo programa social, sem passar pelo governo.

Mais ou menos assim:

Ao inves do icms arrecadado em uma comunidade carente ir para o governo (e a sonegação é grande), iria como um credito para o beneficiario do programa social.

Assim a arrecadação de impostos seria "forçada" pelo proprio usuario...

 

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