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Sou Agente de Desenvolvimento Local na Baixada do Glicério, São Paulo-SP, e estou com uma dúvida: Aqui na Baixada temos um grande problema com enchentes, principalmente nessa época de início de ano. Toda pancada de chuva e metade das ruas do bairro alagam, criando grandes transtornos para os moradores e comerciantes da região. A própria ONG onde trabalho (Fundação Orsa) alaga quando chove forte.

Alguém tem experiência para compartilhar sobre ações reivindicativas em Fóruns de Desenvolvimento Local? A comunidade do Glicério está com uma enorme demanda de discutir o problema de enchentes, mas não quero pautar um assunto sem ter expectativa de encaminhamento. O problema de enchentes só pode ser resolvido com uma intervenção grande do poder público, com obras de infra-estrutura. Lógco que ações de conscientização ajudariam como limpeza de bocas de lobo, mas o nosso problema está além de bocas de lobo entupidas, nosso problema é geográfico, pois a Baixada do Glicério é uma zona de várzea. Ou seja, precisamos de grandes obras de infra-estrutura pra resolver esse problema.

Bom, segue abaixo algumas fotos da rua da minha ONG alagada nessa última segunda-feira 23 de fevereiro:





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Respostas a este tópico

Olá Takahashi.

Eu não tenho experiência específica nas ações reivindicativas, espero que logo apareça aqui gente capaz de auxiliá-lo nisso.

Entretanto, as questões que envolvem os rios em SP sempre despertam muito a minha atenção. Digo isso porque considero os processos hidrológicos no "ambiente natural" - por si mesmos - ótimos e acessíveis exemplos de dinâmicas sistêmicas. Quando juntamos essas dinâmicas às questões sociais (urbanas), temos aí um ótimo exemplo da necessidade de uma abordagem "complexa".

Peço licença para propor - aos que tiverem disposição para tal - um pequeno (e reducionista) exercício de abstração: a figura que publiquei abaixo representa um "lugar" sem grandes intervenções realizadas pelo homem. Em azul, estão representados os principais rios e lagos perenes (existem muitos outros de menor importância) e os terrenos próximos aos rios estão representados em verde. A paisagem geral é de pequenas elevações, ladeiras e várzeas, cobertas por uma vegetação de "campo". Imagine-se por um momento nesse lugar, no ponto representado pelo quadrado vermelho e tente visualizar seu entorno...


Agora uma outra representação do mesmo "lugar", que talvez seja um pouco mais familiar e mais fácil de visualizar o entorno (pelo menos para aqueles que conhecem São Paulo):


O lago que aparece na parte central da 1ª figura - mais de 33 mil m² e 78 milhões de litros d'água - desapareceu no dia 23/02, ao mesmo tempo em que o Takahashi tirava as fotos a partir do quadrado vermelho. "O lago ficou seco em cerca de 50 minutos. Peixes de várias espécies, tartarugas e cágados foram dragados canal a dentro." (Folha de SP - 25/02/2009)

Acho que é algo para pensarmos o fato de que as grandes obras de infra-estrutura vêm sendo feitas (e desfeitas) frequentemente nesse "lugar" desde o séc. XVII. Será que não é hora de pensarmos (todos, não só o Glicério) de uma nova maneira?

Boa sorte Takahashi, Glicério e para o mundo todo também...
Olá Takahashi!!

Faço parte da Equipe Oasis São Paulo, gostaria de conversar mais contigo sobre o Movimento, iremos fazer uma mobilização de 20 comunidades em São Paulo e gostariamos ofertar o Jogo Oasis para o Glicério!!

Meu contato é:
caos30@gmail.com e 11 85170457

fico no aguardo!!!

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