Escola de Redes

Topico criado para acolher comentarios sobre o encontro que realizamos em 09/09/2009 do Nodo SP da Escola de redes.

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Respostas a este tópico

Não assinamos livro de presença. Não preenchemos nenhuma ata ou registro da reunião. Não focializamos nenhuma cerimônia, nem elegemos uma mesa diretora para os trabalhos. Não houve pauta pré-definida nem votação, muito menos consenso. Não havia obrigatoriedade de presença, nem foi preciso justificar as ausências. Não medimos o índice de participação, não cantamos um hino e nem hasteamos bandeira. Não houve preleção nem conclusão dos trabalhos. Não propusemos um tema e nem censuramos algum assunto. Não houve direção, nem ordem, mas aconteceu!

O Simpósio do Nodo São Paulo da Escola de Redes ocorreu na noite de 09/09/09, no Empório Alto dos Pinheiros, e contou com a presença de umas quarenta pessoas que apenas ali estavam para viver o fluir de suas vidas conversando sobre qualquer tema, inclusive sobre redes sociais humanas e seus diversos desdobramentos.

Gente que só se conhecia dos fóruns digitais da Escola de Redes (http://escoladeredes.ning.com/) esteve presente para apertar a mão, trocar um abraço ou tascar um beijo no rosto de um amigo virtual que ali estava em carne e osso!

Emoção, troca, encontro, inteligência, humor, reflexão e espontaniedade em altas doses. Quem não foi, perdeu. Muitos da Papagallis estavam por lá (Lígia Giatti, Rafael Munduruca, Ronaldo Richieri, Vivianne Amaral, Narjara Thamiz e Maria Fernanda T. da Costa). Não percam o próximo acompanhando as conversações na Escola de Redes, ok?
E lá fui eu pro encontro, com aquela incerteza do que iria encontrar pela frente. Levei até meu caderninho, achando que ia ter coisas fabulosas pra anotar - já que ali se encontravam grandes figuras.
Que nada! Fabuloso mesmo foi abraçar as pessoas, compartilhar histórias, idéias e impressöes sem roteiro definido. E afinal encontrei pessoas que gradualmente väo vi-vendo redes em suas vidas, e também a descontraçäo e a informalidade é rede näo é?

obs: "quero (muito) mais" (2)

abraços
Foi mesmo mágico este 09.09.09! Pude rever pessoas de mares d´antes navegados, outros de caminhos já cruzados e sobretudo de novos percursos a caminhar!

Abaixo algo sobre transition towns para o Paulo de Santa Catarina e outros de sorriso tão lindo como o dele.

O mundo em transição – O movimento inglês Transition Towns, criado e disseminado pelo inglês Rob Hopkins, transforma cidades em modelos sustentáveis e independentes de crises externas.
Fonte:Entrevista com o permaculturista Rob Hopkins, criador do movimento Transition Towns (Cidades em Transição)
Imagine cidades inteiras sustentáveis, baseadas no comércio local, independentes do petróleo e de importações de alimentos. Pois elas já existem graças à visão e ação de Rob Hopkins, criador do movimento Transition Towns (Cidades em Transição). Assustado com a dependência exterior do Reino Unido em combustível e alimentação e sabendo que esse cenário de mudança climática e escassez de petróleo só irá piorar nos próximos anos, Rob decidiu que apenas suas ações individuais como permaculturista não iriam bastar. Matéria de Thais Oliveira / Edição de Mônica Nunes, no Planeta Sustentável.
Com a sua vasta experiência em ecovilas e como professor de universidade, construiu um plano de mudança com o objetivo de alcançar a resiliência que, neste caso, significava a capacidade de sobreviver a choques externos como a escassez do petróleo, crises na produção de alimentos, falta de água e energia. Incluiu, nesse plano, todos os setores da sociedade – governo, setor privado e cidadãos – e todos os aspectos da vida cotidiana – saúde, educação, transporte, economia, agricultura e energia.
Sua primeira vitória foi em 2005, em Kinsale, na Irlanda, onde ensinava na universidade local, com a histórica decisão que levou o município todo a adotar o movimento como seu plano de gestão. Hopkins mudou-se então para Totnes, na Inglaterra, e transformou-a em vitrine do movimento. Devagar, a cidade de 8 mil mil habitantes pretende chegar em 2030 totalmente transformada e independente. Hoje já são mais de 110 cidades, bairros e até ilhas em 14 países do mundo convertidas na Transição.
O conceito é simples – apesar de trabalhoso – e flexível. Segundo Hopkins, cada comunidade adapta os doze passos iniciais do movimento à sua realidade e capacidade. Esses itens são apenas guias de como começar a quebrar a nossa dependência do petróleo, revendo os modelos de economia, comida, habitação e energia. Assim, essas cidades funcionam tanto no Japão quanto nos Estados Unidos ou no Chile. A idéia é parar de depender – ou depender minimamente – da tecnologia e voltar ao tempo onde não precisávamos de geladeiras, carros, tratores e aviões. Técnicas e conhecimentos dos nossos avós e ancestrais são valorizados e resgatados.
Uma das frentes do movimento reeduca a população e estudantes em aptidões como costura, gastronomia, agricultura familiar, pequenos concertos e artes manuais como marcenaria. Iniciativas incluem a criação de jardins comunitários para plantio de comida, troca de resíduo entre indústrias ou simplesmente o reparo de itens velhos, ao invés de jogá-los no lixo. O investimento em transporte público e a troca do carro pela bicicleta é inevitável para a redução das emissões de carbono. Em Totnes até uma nova moeda – a libra de Totnes – foi criada para incentivar e facilitar transações com produtores locais.
Diferente dos fatalistas que prevêem o fim do mundo em 2012 ou quadros horríveis de fome, seca e morte, os adeptos do Transition Towns têm uma visão realista, mas positiva, do futuro. Acreditam na ação transformadora de comunidades e no trabalho pesado para mudar as estatísticas. Em entrevista exclusiva ao Planeta Sustentável, Rob Hopkins fala sobre a origem permaculturista do movimento e de seu futuro.
Como surgiu a idéia do Transition Towns?
Toda a idéia do movimento surgiu através do meu trabalho como permacultor e professor de permacultura nos últimos dez anos. Quando comecei a me aprofundar sobre a crise de combustível e mudança climática, as ferramentas de resposta sobre o assunto eram as de permacultura. Mas o que eu percebi é que, apesar de a permacultura ser o sistema de design ideal para isso, o movimento é ainda muito pouco conhecido e tem quase uma aversão embutida ao mainstream. Por isso, o que quis fazer através do Transition foi criar um modelo em que a permacultura fosse implícita ao invés de explícita, que ela estivesse escondida dentro do processo para que as pessoas a descobrissem se assim a desejassem.
Como você definiria o movimento?
Ele ainda está numa fase inicial de implementação, ainda é muito novo, mas é muito simples. É um modelo de doze passos que leva ao processo de quebra da dependência de combustível. E, assim, abrange tudo: comida, economia, moradia e por aí vai. É aplicar os princípios de permacultura para esse objetivo de independência, mas com a esperança de abranger muito mais pessoas, em todos os setores, não somente os que originalmente se interessariam pelo assunto. O movimento quer ser positivo e focado, mas também muito inclusivo. Ele tenta apelar para todos igualmente. E acho que aí está a chave de seu sucesso.
Você conseguiu um fato inédito de incluir governo, comércio, todos os setores nos planos das cidades. Como isso foi feito?

Com muito trabalho de persuasão e organização. É muito difícil, mas precisava acontecer. A permacultura precisava avançar muitos passos e rapidamente porque segura peças importantes do quebra-cabeças que vão ser os próximos dez anos. Não temos muito tempo a perder.
Já são mais de 110 comunidades engajadas no movimento, mas apenas uma na América Latina: no Chile. Você acha mais difícil os países em desenvolvimento se engajarem?
No Brasil, existem algumas pessoas interessadas no movimento, mas esse interesse ainda está no nível do contato e não da participação ativa. Acho que os desafios são diferentes porque o que focamos é a idéia de ser resiliente, ou seja, a necessidade de reconstruir o modelo de sociedade. Aqui no Reino Unido, por exemplo, nós desmontamos tudo e acabamos com a possibilidade de nos mantermos de forma independente. Nós nos tornamos dependentes do comércio internacional e compramos o que queremos pelo menor preço possível de outros países. Com isso, nos isolamos e nos colocamos no lugar mais perigoso que existe.
Nos países em desenvolvimento ainda há mais independência, mas isso começa a ser desvalorizado, a se perder e a ser destruído. Acho que, nesse caso, a primeira coisa a fazer é colocar o valor de volta na produção de alimentos e nos conhecimentos tradicionais, porque, quando perdemos o valor nessas áreas, é muito difícil recuperar. Mas o movimento se traduz para todos os tipos de sociedade e casos. Não é rigoroso, é apenas um conjunto de princípios que pode ser adaptado a cada realidade, a cada cultura e contexto. É mais um convite do que um modelo rápido e duro.
Quais são os novos desafios do Transition Towns?
Estamos desenvolvendo um modelo de treinamento, um curso de dois dias em que as pessoas aprendem tudo o que precisam para começar a transformar suas comunidades. Esse treinamento é uma organização que está formando grupos de treinadores em todo o Reino Unido e começa a atuar, também, nos Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e Nova Zelândia. Também estamos começando a dar consultoria para empresas em como elas podem ser mais independentes de combustível e mais sustentáveis. Trabalhamos também com o governo local para encontrar soluções. Assim, enfrentamos todas as frentes: sociedade, comércio e governo. Além disso, o “The Transition Handbook – from oil dependency to local resilience” (Ed. Green Books) está sendo traduzido em várias línguas e pode ser comprado através do nosso site.
* Matéria do sítio Planeta Sustentável, enviada por Edinilson Takara, leitor e colaborador do EcoDebate.
Car@s:

Só de pass-agens me fiz presente (com Guga, um grande amigo nosso da rede dos Românticos-Conspiradores: www.romanticos-conspiradores.ning.com, articulada entre outros por Nilton Lessa, Luiz de Campos e cia. em torno das ideias provoc-ações de José Pacheco e a turma das escolas democráticas, e tbem meu filho que não por acaso frequenta a Escola Politeia, em Perdizes - www.politeia.org.br) e revi algumas poucas e re-conheci outras tantas pessoas.

Senti falta tbem de outras galeras dos encontros e desencontros, mas pegando carona na sugestão de Estraviz, se em torno de todos os mesaniversários, dias 09 de cada mes, propuséssemos ou conseguirmos nos reunir por pelo menos uns 9 minutos (ou 90, ou 9 horas, como numa peça de Zé Celso/ Teatro Oficina), talvez consigamos manter as celebrações (tipo Eletrocooperativa), ao invés de voltarmos às velhas cerebrações, em torno das ideias postas aos ventos e repostas nas netwaves da vida...

Foi muito bom, apesar da minha ligeira passagem (de 9 minutos?), re-aver sem apropriações devidas ou indébitas, pessoas e sentir a fluidez dessas energias (de quem esteve, passou ou ficou de passar/ ainda está em corpo, espírito e/ou em mentes) nesses des-encontros des-conversados e des-concertantes, como proporia o pessoal do Algarra, Fer, Ronaldo e cia...

Bjs e abs grandes a tod@s!

Celso
Olá!
Subi as fotos que foram tiradas com a minha máquina.
Foi um imenso prazer conhecer vocês pessoalmente e desfrutar do conhecimento que pairava no Empório.
Aproveito para recomendar a ferramenta Neoreader para publicação de artigos, textos e demais documentos produzidos pelos membros da Escola de Redes.
beijos,
Sílvia Maia Souza
infinitarede
.
Um encontro por mês, naquele local gostoso e com comida boa, é uma ótima idéia !
.


Marcelo Estraviz disse:
Ah, eu acho que a gente tem que fazer mais um encontro em um mês, o que acham? É bacana a economia das redes, que é a economia da abundância! A gente viu e sentiu tanta coisa no encontro que dá um gostinho de quero (muito) mais, né? eu também quero. quando?

:)
Olá, Infinita rede
adorei a dica do NeoReader! Thanks! Abs. Cida

infinitarede disse:
Olá!
Subi as fotos que foram tiradas com a minha máquina. Foi um imenso prazer conhecer vocês pessoalmente e desfrutar do conhecimento que pairava no Empório. Aproveito para recomendar a ferramenta Neoreader para publicação de artigos, textos e demais documentos produzidos pelos membros da Escola de Redes.
beijos,
Sílvia Maia Souza
infinitarede

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