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Máquina em transe

Por que a sociedade em rede e, por extensão, a revolução digital é uma tendência? Este grupo pretende elaborar esta questão no sentido de relacionar a revolução digital às formas de subjetivação contemporâneas.

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Comentário de Benjamin L Franklin em 10 julho 2010 às 21:01
gastei todo o meu francês ... hehehe
Comentário de Marcelo Estraviz em 10 julho 2010 às 19:21
nussa! que chique! vou colocar no subtítulo do meu livro!
"linkania: uma episteme da práxis"
Comentário de Augusto de Franco em 10 julho 2010 às 17:30
A resposta do Marcelo me satisfaz, Benjamin. Não propriamente essa que está abaixo (que também é boa), mas a outra, "em javanês" (no grupo A desistência como ativismo): "calabo cagal vao!"

Não sei se pelo peso dos anos, hehe, estou ficando sem paciência para esse tipo de intelectualismo estiolante, que, como o Marcelo observou, "é como amamentar uma criança lendo a tabela periódica".

Agradeço penhorado o seu cuidado para que eu não acabe criando uma ortodoxia ou um discurso monolítico. Mas pode ficar tranquilo que não vou codificar nenhuma doutrina. Se fosse fazer isso não estaria conversando com você, mesmo quando tenha a opinião de que é uma conversa com o passado.
Comentário de Benjamin L Franklin em 10 julho 2010 às 16:35
ah ... Marcelo,
Já tinha lido seu artigo ... ainda não sei se se trata de uma episteme da práxis, que não se traduz em um saber, mas fluxo nonsense. Pois eh ... to pensando a respeito ...
Comentário de Benjamin L Franklin em 10 julho 2010 às 16:22
Oi Marcelão ...
péssima notícia: não existe a pílula azul .... hehehe, a ilusão da escolha está justamente na idéia do indivíduo, desde a psicanálise, que acha que o desejo está relacionada com uma falta, um buraco, um real que não pode ser capturado pelo universal - daí o sujeito dividido; até o espiritismo, que acha que a sorte é resultado de um trabalho em uma outra vida, mas, mesmo assim, uma escolha individial - é quase o sujeito dividido da psicanálise ... hehehhe
E também o budismo californiano, tão em moda, que acha que podemos ser individualmente integrados em um todo e que todos somos um ... credo!
Bom ... as formas de subjetivação do ocidente, nosso fundamentalismo e aquela ilusão de escolha individual do destino. Bom ... não acredito mais nesse mundo, mas também não acredito em nenhum mundo ... heheheh e é por isso, caro Augusto, que fiquei te instigando a criar pontos de vista mais incoerentes com sua própria doutrina - não é pra ficar puxando por gostos pessoais ... não é isso não, mas para evitar que sua fala fique monolítica, adicionar um pouco de arte e bagunça, pra evitar que sejas capturado e seduzido pelo seu próprio saber.
O convite aqui é para que contrariemos nossas convicções. Não é para concordarmos uns com os outros, mas para discordarmos conosco mesmo.
Vo continuar tentando encontar vantagens e desvantagens nas hierarquias e nas redes, não que ache que sejam mesmo assim, mas assim entendemos o que que está em jogo, quando fazemos a troca.

abraços
Comentário de Marcelo Estraviz em 10 julho 2010 às 9:35
Hahahaha! Ato falho mesmo! Num desenho daria um belo fractal infinito!!
Comentário de Augusto de Franco em 10 julho 2010 às 5:05
Hehe, adorei o "óculos de ver lentes". Parece um equívoco e do ponto de vista freudiano, um ato falho. Mas de outro ponto de vista epistemológico talvez seja a mesma coisa que o "óculos de ver redes" (expressão que muitos pensam que é minha, mas não é: é do Cássio Martinho, apenas desenvolvi no contexto de uma ontologia).
Comentário de Marcelo Estraviz em 9 julho 2010 às 18:36
Opa! Bela conversa! Tava mesmo parado isto aqui. Meus dois cents:

A liberdade oprime
. E o que quero dizer com isso? Bem... Basicamente que perceber a liberdade gera imediatamente um vazio, um vácuo, uma sensação de perdido flutuando num universo feio, sujo e malvado. Esse é o caminho do niilismo. É a metáfora ideal para ocupar o papel de crítico da tal "sociedade contemporânea" seja lá isso o que queira dizer. E esse niilismo que não acredita em nada acaba acreditando, curiosamente, num passado glorioso ou numa energia transcendente. Em resumo, é muita opressora essa tal liberdade. Por isso, resta um posicionamento receoso. Sobra aquela vida de crítico da vida.

Com todo respeito, Benjamin, até porque aprendi a gostar de suas provocações: Você está a um passo da liberdade. Você a vê, mas não avança. E não dá mais nenhum passo atrás, porque não acredita mais "neste mundo". É o momento da decisão,d a pílula de matrix. Você não é, definitivamente, o cara que tomou a pilula azul. Você está com as duas pílulas na mão. Mas já faz muito tempo. Há que decidir-se.

Sobre as fissuras da sociedade em rede, gostei desse desafio. Mas a questão é outra, o paradigma é outro. Não se trata de achar o defeito lá, pra fortalecer nossa opinião aqui. Essa dialética dual é, como Augusto reiterou, denecessária. E isso não significa que o mundo será perfeito através do advendo das redes e blablabla. As redes já existem, os fluxos já são. Cabe desvendar, no sentido de tirar o véu. E isso não ocorre nem ocorrerá de forma totalizante. Qualquer totalitarismo (mesmo da idéia verdadeira) é burro e inviável.

Tem um trecho de meu artigo de 2001, onde falo:

Os herméticos irão perdendo terreno, ou se linkarão a outros herméticos e então tudo bem. Os velhos irão perdendo o terreno. Ou se linkarão com outros velhos, só por prazer. Tudo isso está fluindo e para que mude o paradigma falta pouco. É uma revolução silenciosa e divertida. E é sub-corporativa, deliciosamente caótica, enredada, sináptica, não linear, não metódica.


O problema, a meu ver, não é a fissura nos pensamentos que discutimos por aqui. Mas sim a coragem de tomar a pílula, de usar o óculos de ver lentes, de desistir de hierarquias, de atravessar o medo, que é na verdade, somente uma cortina.

O ponto do Augusto guru ou mestre, perceba, não é do Augusto. É sim de quem queira considerá-lo assim. E fazendo isso, "se hierarquiza para baixo dele". Augusto, se quisesse. faria uma igrejinha muito lucrativa. A questão é eu ou você, Benjamim, ou qualquer outro, desistirmos de ajoelharmo-nos perante qualquer outro previsível.

O louco, mas o louco mesmo, é viver nesse chão que se move toda hora. Mas acredite: é divertido. Dá uma zonzeira da boa, as vezes certo enjôo. Mas é isso, imprevisivelmente delicioso. Atravessando a cortina do medo, a liberdade não oprime mais.
Comentário de Augusto de Franco em 9 julho 2010 às 14:35
Apenas dou minhas opiniões, Benjamin. Não adianta vir com esse papo de mestre ou guru porque ele não me fará renunciar ao desejo de dar minhas opiniões. Quando eu quiser, é claro. É um ato voluntário. Assim como a crítica. Assim como aquele embuste que chamavam de autocrítica.

E aproveitando a oportunidade, aqui vai mais uma opinião: não acredito nessa história de dialética. Nem nesse tipo de debate em que um interlocutor acha que o outro precisa fazer uma crítica do seu próprio pensamento (ou autocrítica). Respondi a seus argumentos de modo substantivo, opinando sobre o conteúdo dos seus argumentos. Não fiz referências à sua pessoa (com exceção da brincadeira da paródia de Marx, mas mesmo assim no contexto do que você argumentava).

Acredito, sim, na conversação. Por isso, não renuncio a ela. Por isso continuamos conversando. Mas sem fugir do contexto do debate, especulando sobre o interlocutor ou tentando dizer como deveria ser a conversa. Cada um é livre para dar suas opiniões do modo que quiser.
Comentário de Benjamin L Franklin em 9 julho 2010 às 13:13
querido Augusto,

conheço seus pontos de vista - e acredito que podem ser sofisticados, se não tratá-los condescendentemente. Sei que vc trabalhou duro, durante anos, para montar seu pensamento, mas é hora de uma dialeticazinha ... Não acredito que vc acredite que a sociedade em rede seja uma panaceia para os males do mundo. Gostaria muito de ver vc criticando seu próprio pensamento. Onde a coisa não vai bem? Onde estão as fissuras do seu pensamento? Quais seriam, no seu ponto de vista, as formas de opressão das redes sociais? Senão seu discurso começa a soar como o discurso do mestre, justamente aquilo que vc não gostaria - acho eu - e vai acabar virando um guru, ensinando os executivos a vender telefones celulares. O exercício de crítica de si mesmo pode ajudar o pensamento do fluxo.

Bom ... que mais posso dizer, sem que a coisa toda fique no: "vc é um marxista bolorento!" "- Não sou não!" "É sim!" " Não sô não, é a sua ...!" ? heheheh.

forte abraço!
 

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