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Grupo para recolher impressões sobre a Conferência Internacional sobre Redes Sociais Curitiba 11-13/03/10

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Redes como formas urbanas de busca a sustentabilidade 1 resposta 

O encontro foi valioso. Fiz um relato pessoal e postei no redevivadailha.wordpress.com - Acho que para o proximo encontro podemos discutir mais sobre como as Redes podem ajudar na busca e prática da…Continuar

Iniciado por Karoline Lisanne Fendel. Última resposta de Josué de Menezes 20 Jun, 2010.

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Comentário de Augusto de Franco em 18 março 2010 às 14:57
Acabei de ler o artigo de hoje da @luziata. E achei tão bacana que resolvi colar aqui.

10 + n coisas que aprendi na CIRS

Luciana Annunziata, Idéias prá inovar (18/03/10)

Semana passada estive na CIRS.

Fiquei pensando no que postar. Difícil. Foram muitos os encontros, dentro e fora das palestras. Boas conversas!

Fiz aqui o compilado de alguns aprendizados. Nem tudo está indexado por autor. Na mente, tudo se mistura e recombina, como nas redes.

Lá vai!

1. A rede não está nos nodos, mas nos fluxos. A rede é puro movimento, por isso não é possível saber o que a modificará ou influenciará. Mesmo mapear a rede é só uma tentativa de fotografar um território que já foi modificado. Mapear redes é arqueologia, como coloca Clara Pelaez.

2. Estar nas redes sociais é não saber. Pela abundância e irregularidade das conexões, não é possível saber como uma informação ou idéia vai fluir, onde vai parar e como será transformada, reinterpretada, ou enterrada. Entendendo isso, twitter vem mudando sua configuração e possibilitando que os próprios usuários acoplem a ele seus aplicativos. A rede resiste ao aprisionamento e os negócios precisam ganhar plasticidade para acompanhá-la.

3. Viver em rede e cooperar são atributos humanos que foram fundamentalmente modificados pelas ferramentas disponíveis. A facilidade de conexão derrubou os custos de transação de cooperar em rede e viabilizou inúmeras iniciativas que não existiriam se fossem necessárias empresas que as gerissem. A empresa simplesmente não é um modelo para viabilizar grande parte dos projetos humanos devido aos seus custos de transação crescentes. Coordenar ações em rede é muito mais barato.

Além disso, as organizações deformam a rede e dificultam que a auto-organização aconteça, assim como os prédios dificultam ver a paisagem. Essa idéia estava já na abertura do evento, feita por Augusto de Franco.

4. O que dá vida à rede são as emoções por trás do discurso de cada integrante. Fala-se muito em informação rodando na rede, mas pouco em emoção. A rede é um lugar de contar histórias, coloca Pierre Levy. A rede é um lugar habitado por pessoas reais, por desejos reais e projetos reais. Talvez por isso as marcas tenham uma certa dificuldade em aparecerem de forma legítima nas redes sociais. Marcas não são pessoas.

5. A entrada numa rede tem que ser voluntária. Quem não entra voluntariamente, não se conecta de verdade, não compartilha conhecimentos e muito menos motivações. O involuntário nunca será um nodo vivo da rede. A rede é expressão.

6. “Small is powerfull” quando se está conectado, coloca Clay Shirky. Esqueça as grandes redes. Mesmo dentro de uma rede maior, é a pequena rede que anima, energiza e faz acontecer. A ansiedade de uma grande organização, por exemplo, em ter uma grande rede não faz sentido nesse contexto. A rede não nasce a partir de um desejo central, mas de desejos capilares e da conexão entre eles.

7. A liderança na rede é volátil, evapora conforme se exaure a tarefa que ela ajuda a coordenar. Ou ela se engaja em outros desejos presentes na rede, ou será substituída. A grande diferença é que isso não é ruim. Viver em rede é desapegar-se do status, o movimento é constante e se você não for o líder da vez, vai poder ler, ir à praia ou simplesmente continuar vivendo em rede.

8. A grande fronteira das redes não é dada pelas ferramentas, mas pela cultura que as envolve. A rede cria um sistema comum de significados que se modifica e renova em seu fluir. Há crenças, valores e costumes próprios em cada rede. Clay Shirky nos diz que há uma barganha singular, ou seja, regras implícitas de funcionamento e, mais importante de tudo, um propósito, ou o “para quê” a rede foi criada. É a cultura que cria acordos e impedimentos que evidenciam o que está “fora” e “dentro da rede”. Esses limites, entretanto, são líquidos. A rede é um território móvel.

9. Tagear os conhecimentos dá um tipo de acesso à subjetividade do outro que conhece, que posta, que tageia. Há uma energia ligando os fenômenos e o processo discursivo que é a energia emocional. Essas e outras frases carregadas de interpretações estão na tag #2010CICI . Essa tag chegou a ficar entre as 10 mais do Twitter durante a CIRS e mostra que a discussão sobre a semântica como indexador fundamental da web continua. Pierre Levy deixou um gostinho de quero mais. É por esse caminho que ele segue, ainda que não esteja falando do mesmo que Tim Berners-Lee. “A imagem de um sistema semântico coordenado, matematicamente processado onde podemos situar todos os conceitos e transformações que eventualmente venham a sofrer, além da circulação das emoções envolvidas.”.

Bom, quem viver e tiver paciência para explorar o site dele verá.

10. Sem gestão pessoal do conhecimento não há gestão coletiva do conhecimento. Um enorme desafio hoje, conforme foi também apontado por Pierre Levy é o foco na busca de aprendizados e na produção pessoal que ocorre na web. A gestão do conhecimento pessoal é a base da inteligência coletiva porque dá início ao ciclo e explicitação do conhecimento e alimenta nossas conversações. “Quando conversamos, usamos palavras e conceitos, fazemos acordos, progressivamente criamos metadata comum, que torna-se a gestão conhecimento coletiva.”


…N. Aprende-se rede com redes. Ouvi isso do amigo Luiz Bouabci, um amigo profundamente envolvido com o estudo das redes sociais. Estava saindo do evento quando começamos a conversar. Sentamos nos degraus e ficamos olhando os operários desmontarem o painel título da conferência até abrir-se para nós a vista total em frente ao pavilhão.

Mais interessante do que a teoria é a prática das redes, onde tudo está sendo construído a cada instante. Há tantas variações possíveis que a teoria não daria e não dá conta de explicar. Além disso, explicar não substitui o viver, só estando em rede para saber como é.
Comentário de Deborah Dubner em 17 março 2010 às 22:48
Voltei para compartilhar. Eu amei esse encontro. A qualidade das palestras, o clima gostoso entre as pessoas, a não formalidade foram pontos altos. Mas o que mais me marcou foi a participação de todos através do twitter. Isso foi uma grande sacada. Deu voz a todo mundo. Eu nunca tinha participado de uma palestra na qual podia ouvir simultaneamente as idéias do palestrante e dos ouvintes. É como se estivéssemos dentro de cada mente, ouvindo uma única idéia sob diferentes pontos de vista. Foi incrível! Foi transformador, revelador, revolucionário mesmo. Cada frase era geometricamente ampliada, com matizes especiais, alguns mais críticos, outros apaixonados, uns agressivos, outros doces. Eu ficava ouvindo e lendo cada um no twitter, e isso gerava novos pensamentos em mim. Foi muito mais rico do que se estivesse apenas ouvindo o palestrante. Foi uma experiência realmente significativa. Aí me deu um super insight, de que era exatamente isso que eu deveria implementar no nosso portal www.itu.com.br. Dar voz ao cidadão através dessa ferramenta. Bem na home. De todos para todos! Fiquei maluca! Era óbvio!!! Como eu não tinha pensado nisso antes??? Queria fazer isso naquele instante (rsrsr). Conversei muito com o Alan, ele mostrou alguns riscos - sim, eu sei, concordo - mas nada me faria não implementar isso. Ou pelo menos tentar. Posso até tirar do ar depois, mas jamais não tentar. Aí voltei pra Itu e deixei todo mundo louco na segunda e terça, e hoje já está no ar. Estou gostando do que vi até agora. Já vi retweets, comentários, avisos sobre isso e o pessoal tá curtindo... Eu sei que o caminho é esse, e isso é só o começo. Ainda bem que nos preparamos durante 10 anos pra chegar nisso. É tudo o que eu acredito! Jornalismo 2.0, de todos para todos, ou melhor de quem quiser, para quem quiser. Agradeço enormemente a oportunidade de ter ido a esse evento. Valeu!!!
Comentário de Jaqueline de Camargo em 17 março 2010 às 17:44
Em tempo, seguem aqui minhas impressões sobre a CIRS. Maior alegria de fazer parte desse grande encontro de Curitiba 2010. Sabia que ia ser bom, pela ousadia da E=R em conectar e refletir pessoas e idéias inovadoras, o tempo todo. Mas a surpresa de encontrar as pessoas, sentir a liberdade da Rede ao vivo, é o que mais marcou. Fora isso tem uma coisa muito pessoal: sempre aprendi muito em eventos coletivos, mas sempre vivi também um exercício de tentar, o tempo todo, tirar o peso institucional das relações entre as pessoas, peso este que estava lá muitas vezes simplesmente bloqueando as idéias mais verdadeiras e novas que queriam emergir. Não quero nunca mais isso, onde estiver quero não só abrir espaço para a expressão das pessoas; quero também expressar com a liberdade e tranqüilidade que senti esses dias em Curitiba. O que o Augusto de Franco e um monte de gente da E=R tem gerado de inspiração nos posts, livros e vídeos para a ação em rede distribuída, estava lá, ao vivo e em cores. [segue num post mais detalhado no meu blog], Abs, tentarei chegar no Ekoa!
Comentário de Heródoto F. Bento-DeMello em 17 março 2010 às 16:17
Uau, foram conversações extremamente interessantes! Em primeiro lugar o contato com palestrantes e participantes - um grande fervilhar. Tivemos o Augusto - sempre provocador-, o diretor da escola do SESI (perdoe-me por não ter anotado o nome) e o professor Pacheco. Gostaria de ter ouvido mais do trabalho do Pacheco e do tb sobre a escola do SESI. Quem sabe eu tenho chance de visitá-la mais adiante.
Eu que trabalho com o quadro teórico da Maturana há 8 anos (desde quando o utilizei como fundamento da minha pesquisa de doutoramento) tive a primeira oportunidade de um espaço mais amplo onde suas idéias ecoavam (infelizmente a academia é ainda muito fechada às suas idéias) e, claro, tive a oportunidade de vê-lo ao vivo, agradecer-lhe pessoalmente por ter contribuído de forma tão significativa por reinventar-me a mim mesmo e a meu mundo, além é claro de ter agora uma foto com ele (puxa que emoção!).
Foi uma pena que no sábado de manhã não ocorreram palestras interessantes na CIRS - creio que poderia ter tido conversas tanto com o Pacheco, quanto com o diretor do SESI. A falta disso acho que contribui que muitos fossem embora (como eu, sorry).
Gostaria que o material da conferência ficasse disponível de forma mais aberta, a fim de que se pudesse ligar diretamente as apresentações e os vídeos a partir de nossos moodles e nings.
De qualquer maneira, quero ver se consigo passar a fazer contribuições aqui na Escola de Redes.
Muito obrigado a Augusto e aos outros organizadores (Ramiro etc) pelo evento e de forma especial aos colegas que aceitaram o meu desafio do Open Space, que foi sobre "Open Education".
Comentário de Marcus Colacino em 17 março 2010 às 10:55
Eu amo trabalhar e conversar com pessoas, de todas idades, formacoes, interesses e sonhos !!! E durante a CIRS tive a oportunidade de rever amigos e principalmente de conhecer novos "netweavers" que estao por ai fazendo o melhor pra nossa sociedade. Vamos juntos, em frente e na fé :)
Comentário de Antonio Marcos Gasparin em 17 março 2010 às 1:36
À vista, uma caixinha contendo fita adesiva, pincel atômico, e etc. À vista a funcionalidade da boa idéia, do espaço delineado em uma parede com a fita, tempo, espaço e redes alinhados em função do bem comum. Democracia, sim, à vista. Desde o tanto que se apreende das experiências relatadas, até às reflexões primeiras, somadas às permanentes, por exemplo, a reação daqueles que já num primeiro impulso se dispõem a encontrar-se lá noutro estado, noutras cidades, a fim de propagar esse entusiasmo. Isso fascina. As Pessoas, como são, que desejam sempre evoluir, fazem o que podem em prol do bem comum. Isso fascina. Poder pensar e fazer o que é possível, para que nossos semelhantes também possam dar o melhor de si, em prol do bem comum. É de pensar, que aqueles que podem fazer brotar na sociedade em que vivem, opiniões pertinentes, nos municípios, bairros, comunidades em geral, estão aí de fato, fazendo algo a mais. Parabéns, e obrigado, pessoas, por serem assim, interessadas e participativas!
Comentário de Angela Regina Pilon Vivarelli em 16 março 2010 às 18:25
Obrigada Vera, não pude ir mas estou lendo a respeito e vendo os vídeos...Obrigada a todos que tiveram a preocupação de partilhar!
Comentário de Guaraciara de Lavor Lopes em 16 março 2010 às 15:40
Procurei os adjetivos que conheço, mas não encontrei nenhum que traduzisse meu estado de espírito.
Como explicar a colocação de um som e “jeitão” no he he he do Augusto?
Como explicar a voz e a postura daqueles conhecidos só nas fotos?
Como explicar como a CIRS estava fluindo com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, em vários espaços, e que podíamos saber de tudo ao mesmo tempo?
E os twetteiros? Saber o que a platéia pensava, trocava com amigos de fora e, o palestrante interagindo?
Voltei para VR de alma lavada e enxaguada por saber que minha “esquizofrenia lúcida” é comum a um grupo; que a mudança não virá, somos a mudança.
Juntar meu conhecimento atual com os que se apresentam todo tempo e utilizar melhor as ferramentas a minha disposição é para mim o melhor resultado da CIRS.
Comentário de Julio Carvalho em 16 março 2010 às 0:45
Vocês viram os fluxos? Extremamente rápidos, muito brilhantes, e em alguns momentos, beirando a arte e a beleza ! Muito legal! Parabéns a todos!! Um Grande Abraço!
Comentário de Marco Antônio Konopacki em 15 março 2010 às 23:31
De fato o encontro foi muito bom, mas acho que faltou uma coordenação de mesa mais enfática em alguns momentos. Participei do curso de análise de redes sociais com a Clara e em alguns momentos senti que o público não a deixava avançar no tema. A interação com o público é importante, mas deve-se atingir metas claras na conclusão das atividades. A palestra do Pierre Levy foi muito boa! Espero publicar um resumo em áudio do que gravei.

Parabéns a todos pelo excelente evento.
 

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