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Grupo para recolher impressões sobre a Conferência Internacional sobre Redes Sociais Curitiba 11-13/03/10

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O encontro foi valioso. Fiz um relato pessoal e postei no redevivadailha.wordpress.com - Acho que para o proximo encontro podemos discutir mais sobre como as Redes podem ajudar na busca e prática da…Continuar

Iniciado por Karoline Lisanne Fendel. Última resposta de Josué de Menezes 20 Jun, 2010.

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Comentário de Augusto de Franco em 23 março 2010 às 8:08
Transcrevo para cá o interessante texto da Renata Lemos:

mini mash up #CIRS 2010

renata lemos (22/03/10)

demorei, mas finalmente consegui parar para escrever esse post que relata, brevemente, minhas impressões sobre um dos eventos mais interessantes de redes sociais que temos no Brasil: a recente porém já consagrada CIRS.

pierre lévy: continua brilhante, trazendo uma avaliação perfeita do panorama atual de mídias sociais pelo viés da gestão do conhecimento, em um remix conceitual que ele está chamando de PKM (Personal Knowledge Management). fantástico. só peca pela negação aos ciborgues (inevitáveis) e ao saudosismo da era dual onde real ainda era algo que podia ser imaginado como sendo diferente do virtual e vice-versa. o mundo mudou, real e virtual hoje são um só grande mash up, mas o lévy ainda se apega a esse tipo de separação. a gente perdoa.

steven johnson: decepção. daquele jeito condescendente americano irritante, deu uma aulinha 101 básica de twitter (acho que ele pensou que nós, pobres latinos, ainda nunca havíamos ouvido falar em foursquare). emergência que é bom mesmo, nada.

clay shirky: a apresentação dele na CIRS foi muuuuuito melhor e mais consistente do que a que ele fez no TED. primeiramente: começou aplaudindo o feminismo digital na índia (conquistou meu coração i m e d i a t a m e n t e ) não sei porque depois disso achei tudo o que ele falou inteligente #sobsuspeita

mas o coração da CIRS não está nas palestras maravilhosas (ou quase).

a CIRS é CIRS por causa da ferveção (ou fluição) dos open spaces.

alguns momentos foram marcantes e merecem ficarem gravados aqui:

. marcelo estraviz e a sua “desistência como ativismo” – debate interessantíssimo, difícil, turbulento – e vivo. plena vida inteligente em ebulição.

. os meninos da webcidadania no open space de política me fazendo acreditar que – existe esperança (vereadores presentes no open space falavam coisas pertinentes) – verdadeiros milagres que só existem nesse ambiente CIRS com esse jeito @augustodefranco de ser.

. luiz algarra e o seu “diálogo interno” – provocação filosófica que começa no elevador e termina no coração  do ascensorista até a física quântica até o board executivo das corporações. brilhante.

. netweaving. netweaving. netweaving. quem nunca tinha feito, fez; quem não sabia o que era, entendeu...

e nisso a CIRS cresceu.
Comentário de Nilce em 22 março 2010 às 21:42
Augusto, marcou-me, entre tantas falas interessantes, a sua idéia de sermos: "buscadores e polinizadores"!
E foi um prazer conhecê-lo pessoalmente!
Comentário de Vivianne Amaral em 19 março 2010 às 20:41
Postei no meu blog da Escola http://tinyurl.com/yhexuxd as impressões sobre a CIRS
Comentário de Edna Costa em 19 março 2010 às 17:50
.

olá pessoal,

Como sou metida a besta, quero ser igual aos escritores, poetas, escultores e pintores, então preciso esperar que a inspiração chegue antes de escrever algo. Ainda em Curitiba comecei a amadurecer alguma coisa, continuando durante estes dias para finalmente concretizar hoje.

Estas impressões estarão também na forma de post no meu blog, porém talvez um pouco mais completo e complexo, e na terceira pessoa, como manda a linguagem acadêmica. Sim, preciso treiná-la se quiser levar adiante os planos de um possível mestrado. Possível porque o que era praticamente certo já não é mais depois do último fim de semana. Prigogine diz na capa do seu livro: "O fim das certezas". Uma quebra de paradigma que me fez e está fazendo rever todos os conceitos e contextos, pessoais e principalmente profissionais.

O aprofundamento no tema "redes" mostrou que tudo que fazia e acreditava ser feito em rede é um engano e que depende apenas de mim proceder as mudanças, ou seja, interiorizar e me apropriar de um formato inédito para mim e, como consequência, torná-lo parte do dia-a-dia. Trabalho com meio ambiente e educação ambiental e, como tal, sinto agora que tenho a função educativa de estudar mais e levar os conhecimentos adiante, de forma enraizadora. Paulo Freire diz: "Somos todos educadores e educandos."

A primeira grande mudança fica por conta do adiamento da prova de mestrado, pois tenho necessidade de amadurecer, digerir, alimentar e beber mais desta fonte. O tempo é pouco, as inscrições encerram-se no final do mês, mas há outra prova no segundo semestre. Quero levar elementos dos conteúdos para o meu projeto e para agora não há tempo. Quero inclusive aprender como posso administrar na minha cabeça e no futuro mestrado uma forma de trabalho ordenada e ao mesmo tempo transgressora dentro de uma instutição tão conservadora quanto a Universidade de São Paulo. Para isso preciso de tempo.

Desde já sei que encontrarei situações de conflito. Um exemplo é o Encontro Municipal de Educação Ambiental que estamos organizando aqui em Ribeirão Preto. Antes da CIRS preparamos um "esqueleto" de um projeto para ser afinado depois, porém ao voltar da CIRS, com as idéias fervendo, olhei aquilo e vi um evento retrógrado e quadrado, praticamente um "mais do mesmo". Sugeri mudanças e a inclusão do Open Space no lugar de oficinas. Algumas pessoas receberam com entusiasmo, outras nem tanto e estas influenciaram as primeiras, por se tratar de algo novo e nunca experimentado no grupo. Além de confirmar uma fala durante a CIRS (desculpe, agora não lembro de quem, talvez Augusto de Franco), que diz que é difícil ter uma rede onde há estruturas hierarquizadas. Dei esse exemplo para demonstrar como as coisas funcionam na realidade e "pé no chão".

Sinto-me um pouco como um peixe fora d'água chegando a espantar-me como tudo aconteceu de forma tão rápida, mas enfim, aconteceu. Não me situo mais nas conversas nem nos espaços que antes eram comuns para mim. Como disse acima, uma situação nova, de conflito a ser resolvida e que não sei qual será o desfecho. Uma coisa é certa: não tenho desejo de voltar atrás.

Como disse no twitter e repito, agradeço muito ao Augusto de Franco e Julio Carvalho pela oportunidade.

abs.

.
Comentário de renata lemos em 19 março 2010 às 8:28
A CIRS foi um exemplo prático da evolução do networking para o netweaving.

Já estou esperando a do ano que vem.
Comentário de Cynthia Fior em 18 março 2010 às 16:05
Muito bom Luciana! Eu que não fui a CIRS e venho lendo os e-mails e assistindo as palestras gravadas para tentar me aproximar do conhecimento de quem foi, consegui captar no seu relato a emoção mais próxima do que eu poderia sentir sobre o que aconteceu, sem ter estado lá.
Obrigada. Abs,
Comentário de Augusto de Franco em 18 março 2010 às 15:32
Foi mesmo, Luciana. Uma observação: o Small is Powerful (com um L só) não é bem do Clay Shirky. Em 2003, no livro "A revolução do local", parodiei o Small is Beautiful: Economics As If People Mattered, uma coleção de ensaios de E. F. Schumacher (1973). Abraços.
Comentário de Rebeca Paciornik Kuperstein em 18 março 2010 às 15:32
Fico feliz em "ouvir " cada um dos relatos ,eles todos tem ,cada um ,um pouco do que vivi neste evento.
foi muito tocante ouvir o Clay Shirky falar das "Tiny global companies" e sentir que é da sua empresa que ele esta falando.Confesso a grande dificuldade que tenho em me expor na rede,mas vale a pena! pois è a rede [as pessoas] que propiciam que projetos significativos aconteçam em diversas partes do mundo.
Estar em rede é um aprendizado continuo e intenso.
agradeço ao Augusto de Franco e a todas as pessoas que ajudaram a organizar e realizar o evento.
Grande abraço.
Rebeca.
Comentário de Luciana Annunziata em 18 março 2010 às 15:23
Gracias Augusto! boa leitura a todos. Foi tudo muito inspirador!
Comentário de Isabella C. do Rosário Oliveira em 18 março 2010 às 15:09
A experiência que tive na CIRS não foi importante somente para minha vida profissional para contar como mais um evento do qual participei, mas especialmente para a minha formação humana. Através das interações que tive com outros adeptos não só da teoria mas da prática das redes, pude compreender melhor como funciona a dinâmica que é própria dessas redes...
 

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