Escola de Redes

Amigos, que tal se cada um que lembrar um caso responder a este tópico, adicionando-o a esta lista inicial?
- Odebrecht
- Vale
- Anglo American
- Veracel

Vamos trabalhar em rede? Então, depois de termos uma lista de umas 20, os jornalistas e pesquisadores da Escola de Redes poderão dividir trabalho, e cada um ir atrás das fontes e fazer uma reportagem, gerando então 20 casos.

Depois disso podemos montar um framework de análise desses 20 casos. E de repente isso pode até gerar alguma dissertação de mestrado ou coisa do gênero.

Teremos tido um produto, realizado em rede.

É por aí, Cíntia?

Um beijo
Sérgio

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Respostas a este tópico

Oi, Sérgio,

Nada como alguém de gestão do conhecimento para por ordem na casa...rs
Acabo de achar um site de notícias, chamado Eco Press, sobre Projetos de Responsabilidade Social> Talvez todo mundo já o conheça, ele se auto-define como o primeiro site analítico da imprensa brasileira sobre meio ambiente e responsabilidade social.
O link que coloquei foi sobre a Alcoa.
Na revista Exame de fevereiro saiu uma pequena notícia dizendo que o movimento Via Campesina promoveu um bloqueio à estrada e invadiu as instalações da Alcoa no Pará, município de Juriti. Citando o artigo: "A justificativa:exigir mais assitência social e e maior participação dos moradores nas decisões que afetam a comunidade." Revista Exame (2009), "Mineração - Bloqueio à Sustentabilidade", 11 de fevereiro, p. 16.
Anexei um caso da Klabin que foi estudado no teste de produto Gerenciamento de Projetos Sociais Participativos", no Senac. Célia, você está neste também... Juro que não é pessoal...rs
Anexos
O texto a seguir foi enviado pela Adelaide Fonseca e parece um bom objeto de análise:

Fonte: adaptado do site www.idis.org.br

Veracel – protagonismo comunitário

Promover o protagonismo da comunidade e, por meio dele, gerar desenvolvimento local. Esse foi o caminho adotado pela Veracel Celulose para provocar a transformação social das comunidades em que ela mantém operações.
Seguindo os objetivos expressos em sua Agenda de Sustentabilidade, a Veracel Celulose propôs, em setembro de 2006, a criação do Programa de Redes Sociais nas localidades em que atua. O programa consiste na formação de redes envolvendo pessoas e organizações dos três setores com objetivo de provocar transformações sociais nas comunidades.
As redes sociais propostas pela Veracel inserem-se em uma diretriz estratégica da empresa, que é o “diálogo social”. Segundo Lívia Sacramento, coordenadora de responsabilidade social da Veracel, essa interação é importante porque qualifica o relacionamento entre a empresa e as localidades onde atua. “Por meio do diálogo, você torna a empresa mais conhecida e o processo mais transparente. No caso das redes, criamos um canal de comunicação direto entre a Veracel e a comunidade, sem passar pelo poder público”, aponta.
O projeto piloto foi realizado em três municípios do sul da Bahia: Guaratinga, Mascote e Itagimirim. As localidades apresentavam características históricas semelhantes, com economias baseadas em culturas tradicionais, como plantio do cacau, pesca, pecuária e extrativismo. O critério determinante, porém, foi a escolha de comunidades localizadas em regiões em que a Veracel possui áreas de plantio de eucaliptos.
Novidade - Uma das principais inovações metodológicas do programa foi o processo de formação das redes nessas regiões, denominadas “Redes A”, que teve início com a decisão da Veracel de realizar um “inventário social”. Isso porque somente após a elaboração do estudo do contexto socioeconômico das cidades e de um mapa das organizações da sociedade civil e das lideranças locais seria possível criar uma rede autônoma.
Lívia Sacramento aponta que, ao contrário de uma rede autônoma, numa rede tutelada cria-se uma relação de dependência que não é interessante para as comunidades, poder público e nem mesmo para a empresa. “A experiência tutelar é um processo natural das empresas quando entram em um município. No entanto, muitas vezes, elas geram o financiamento de situações que não elevam o padrão de vida das pessoas nem promovem a construção de relacionamento. Ao promover o planejamento participativo, ao contrário, começa-se a construir um sentimento de confiança e respeito entre ambas as partes”, diz.
Outra marca do programa foi a inexistência de um foco pré-definido pela empresa para as redes. A temática, nesse projeto, era o próprio desenvolvimento das comunidades que, por meio de auto-análise e identificação de seus ativos, chegariam a ações visando ao desenvolvimento.
Em setembro de 2006, após a realização dos inventários sociais, o IDIS iniciou a implementação das redes do projeto piloto. Lívia aponta que “a vantagem de ter o IDIS como parceiro é a existência de uma metodologia consolidada e, ao mesmo tempo, flexível”.
A metodologia adotada constituiu-se de duas estratégias principais:
• realização de oficinas bimestrais voltadas aos facilitadores das três redes;
• visitas de monitoramento em cada comunidade participante.
Antes do início das oficinas, o IDIS organizou uma reunião para constituir as redes sociais. Representantes dos três setores da sociedade e lideranças locais foram chamados a participar do encontro, no qual foi exposto o objetivo do programa. Nesse momento, 11 facilitadores de rede foram escolhidos por cidade. Esses facilitadores receberam treinamento teórico/prático nas oficinas bimestrais e retornaram a seus municípios com a incumbência de disseminar o conteúdo aprendido e realizar as tarefas planejadas. Eles também tiveram a função de mobilizar novas pessoas e organizações para participar da rede.
Foco nos ativos locais – A primeira oficina teve o objetivo de mostrar às comunidades o que observar na hora de realizar o diagnóstico local. Segundo Osmar Araújo, gerente desse programa pelo IDIS, o diagnóstico situacional baseado em ativos é fundamental para a evolução do programa, pois identifica as potencialidades de cada localidade em vez de focar apenas nos problemas.
Ele lembra o caso de União Baiana, um distrito de 635 habitantes, que pertence ao município de Itagimirim. Embora os índices de analfabetismo do município fossem baixos, ao se analisar a realidade do distrito observou-se que 75 pessoas eram analfabetas. Ao invés de esperar ajuda externa para sanar o problema, o próprio diagnóstico identificou a possibilidade de superar essa fragilidade social valendo-se de recursos locais. “A rede detectou um problema que era daquele distrito, mas não do município. Quando percebeu isso, criou, por meio da ação coletiva, classes de alfabetização de jovens e adultos. O diagnóstico da localidade revelou um dado negativo que estava diluído no censo municipal”, afirma o cientista social.
Lidia Ferreira, também gerente do programa pelo IDIS, acrescenta que o diagnóstico ainda serve para estabelecer consenso entre os participantes da rede. Isso porque cada pessoa é de uma área e tende a encaminhar os projetos e ações para seu campo. “O diagnóstico é também um instrumento para estabelecer prioridades dos projetos e ações que a rede quer realizar”, destaca.
Idéia-força – Com o diagnóstico pronto, cada rede teve condições de definir sua “idéia-força”, determinando como ela contribuirá para que a comunidade mude o cenário em direção ao que se pretende atingir. Para isso, durante duas oficinas, os facilitadores foram levados a refletir sobre os objetivos das redes e a planejar ações para atingi-los.
Os municípios das "Redes A" estabeleceram objetivos relacionados à geração de trabalho e renda, aproveitando sempre os ativos existentes. Em Mascote, a rede identificou que os artesãos da comunidade utilizavam madeira nativa para elaborar seus produtos. O grupo promoveu a articulação dos artesãos para organizar a produção e a comercialização do artesanato e estabelecer metas para substituição do uso da madeira nativa por madeira comercial. Assim, as possibilidades de venda para novos mercados foram ampliadas, e contribuiu, sobretudo, para preservação da Mata Atlântica.
Aproveitando a presença da associação de produtores de mandioca e de um moinho de beneficiamento para transformá-la em farinha, União Baiana resolveu delimitar áreas de plantio, além de equipar a Casa de Farinha. Já em Guaratinga, criou-se um projeto voltado à especialização de costureiras e compoteiras.
O plano inclui a criação de um centro de capacitação e de formação de profissionais. “No início, encontramos dificuldades. Demoramos em fazer o diagnóstico, pois as pessoas não davam informações. Elas desconfiavam da Veracel e da própria rede. Quando as pessoas perceberam que a rede poderia melhorar a qualidade de vida delas por meio da geração de renda, a resistência desapareceu”, avalia Sônia dos Santos, facilitadora da rede de Guaratinga.
Elaboração de projetos – As oficinas que se seguiram foram de elaboração de projetos; implementação de projetos; e mobilização de recursos e comunicação. Todas elas foram intercaladas com visitas dos profissionais do IDIS às comunidades para acompanhar a implantação das tarefas estabelecidas. Ao todo, foram realizadas oito visitas.
Em novembro de 2007, as três redes apresentaram seus projetos a parceiros e possíveis patrocinadores. A Rede de Guaratinga estabeleceu parceria com um comerciante local. “Depois da apresentação, os parceiros foram chegando. Já temos a sede onde será implantada a oficina de costura. Vamos assinar um contrato com isenção de aluguel por um ano. Com o projeto andando, teremos condições de pagar a locação”, revela Sônia dos Santos.
O sucesso das "Redes A", inspirou a Veracel a ampliar a iniciativa para mais quatro municípios. Em novembro de 2007, foram instituídas as "Redes B" em Barrolândia, Ponto Central, Santa Maria Eterna e Boca do Córrego, todos na Bahia. O critério de escolha dessas localidades foi o baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “São distritos que são muito mais carentes do que os das Redes A, e onde há dificuldade de acesso à água”, explica Elaine Siqueira, responsável pelo planejamento das redes da Veracel.
A primeira oficina organizada pelo IDIS para essas cidades aconteceu em novembro de 2007, em Cabrália (BA). “Voltamos deslumbrados. Todos participaram ativamente e ninguém se furtou ou se queixou”, conta Gláucia Maria, facilitadora do município de Barrolândia, que enviou 12 pessoas à oficina.
Senhores - O Jornal Mogi News entregou a semana passada um Prêmio de Responsabilidade Social na Região do Alto Tietê (podemos achar informações sobre no site www.moginews.com.br) e A Mais Projetos Corporativos também entregou troféus às empresas ranqueadas em 2009 no Benchmarking Ambiental Brasileiro - lista completa dos ranqueados no site http://www.benchmarkingbrasil.com.br.
Compartilho a minha experiência com o Fundo Viva o Amanhã, promovido pela Avon no Brasil. http://www.vivaoamanha.com.br, que convida as revendedoras a indicarem projetos que, na visão delas, são considerados importantes na comunidade onde vivem. Ela indica e, uma vez verificado seu número de cadastro na empresa como revendedora, a entidade recebe um e-mail para iniciar a inscrição. O formulário é uma forma de reflexão sobre o que é um projeto, seus impactos e resultados pretendidos, valores despendidos em relação ao projeto e à remuneração etc.
O Comitê de Patrocínio Socialmente Responsável, formado por funcionários de várias áreas - jurídico, fiscal etc. - escolhe os melhores após a triagem um parecerista especializado.
Depois de escolhidos a empresa destina uma verba para que a gerente de setor, funcionária da empresa e que 'coordena o setor de vendas e o trabalho das revendedoras autônomas', promove uma cerimônia em comum acordo com a entidade, reunindo autoridades, revendedoras locais, público em geral para entregar simbolicamente o cheque à entidade e um diploma à revendedora que indicou o projeto como Agente de Vida daquela localidade.
A iniciativa tem dois anos e uma média de 400 projetos e todo o país por edição. Esta edição iniciou-se dia 1o. de setembro e se encerra 16 de outubro. Até agora mais de 10 mil acessos.

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