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A desistência como ativismo

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A desistência como ativismo

Grupo para continuar discutindo o que começamos no openspace de curitiba

Membros: 69
Última atividade: 2 Nov, 2015

Onde paramos

Bem, a coisa começou aqui:
http://escoladeredes.ning.com/group/acirsjcomeou/forum/topics/a-desistencia-como-ativismo?commentId=2384710%3AComment%3A62786&groupId=2384710%3AGroup%3A56448

Veio um pouco pra cá:
http://escoladeredes.ning.com/group/openspacescirs/forum/topics/open-space-desistencia-como

E agora continua aí embaixo.

PS: Se você pensa desistir de ler os links acima, entenderemos perfeitamente! Pra resumir então, este grupo discute basicamente a desistência dos "hierarquismos".

Fórum de discussão

Filmes sobre desistência 27 respostas 

Tive a ideia de colocar aqui trechos ou trailers de filmes que tem a ver com desistência (no seu amplo aspecto). Lembrou de algum? Põe aqui! Comente! Ou simplesmente assista. Ou não. :)

Tags: desistência

Iniciado por Marcelo Estraviz. Última resposta de Lou Mello 2 Nov, 2015.

Mensagem de Anônimo ao Brasil #AcordaBrasil 16 respostas 

 Transcriçãofonte: http://www.youtube.com/watch?v=aIsTd9WIRKUOlá Povo Brasileiro, permitam-me introduzir-me a…Continuar

Iniciado por Augusto de Franco. Última resposta de Augusto de Franco 15 Dez, 2012.

O DISCURSO DE RUSSEL MEANS | BLACK HAWK WAR 3 respostas 

A dica e a tradução dos dois últimos parágrafos foi do Luiz de Campos Jr.…Continuar

Iniciado por Augusto de Franco. Última resposta de Augusto de Franco 21 Abr, 2012.

Sobre manifestos hackers remanescentes 13 respostas 

Aproximadamente uma década depois…Continuar

Iniciado por Augusto de Franco. Última resposta de Carlos Boyle 13 Mar, 2012.

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Comentário de Marcelo Estraviz em 6 maio 2013 às 11:24

Faz tempo que desistimos daqui. Mas hoje de manhã ao ler minha caixa de entrada um email do Osho, gostei de ver que ele falou dos desistentes. Aqui um pequeno trecho:

(...) Eu não ensino revolução, eu ensino rebelião, e a diferença é grande. Revolução é política e rebelião é religiosa. Revolução necessita que você se organize como um partido político, como um exército, e lute contra os inimigos. Rebelião significa que você se rebela enquanto indivíduo, você simplesmente sai fora, desiste de todo esse esquema. Pelo menos você não deve destruir a natureza.

E se mais e mais pessoas se tornarem 'desistentes', o mundo poderá ser salvo. Essa será a verdadeira revolução, não política. Ela será espiritual. Se mais e mais pessoas abandonarem as velhas mentes e seus caminhos, se mais e mais pessoas se tornarem mais amorosas, se mais e mais pessoas forem não-ambiciosas, se mais e mais pessoas forem não-gananciosas, se mais e mais pessoas não estiverem mais interessadas em poder político, em prestígio, em respeitabilidade...

Isso é o sannyas! Sannyas é abandonar o velho e podre jogo, e viver a sua vida por si mesmo. Não é uma briga contra o velho, é simplesmente sair das garras do velho, e essa é a única maneira de enfraquecê-lo, essa é a única maneira de destruí-lo. 

Se milhões de pessoas no mundo simplesmente escapassem das mãos dos políticos, os políticos iriam morrer por si mesmos. Você não consegue lutar contra eles. Se você lutar, você mesmo se torna um político. Se você lutar contra eles, você se torna ambicioso, você se torna ganancioso. Isso não irá ajudar.

Seja um 'desistente'. E você tem uma vida pequena: por cinquenta, sessenta ou setenta anos você poderá estar aqui. Você não pode ter esperança de transformar o mundo, mas você pode ter esperança de ainda poder curtir e amar o mundo. 

Use a oportunidade desta vida para celebrar tanto quanto for possível. Não a desperdice em brigas e lutas. (...)

Ok. Saber que Osho também falava sobre desistentes me anima a dizer que o que eu intuia faz alguns anos não é algo fora de propósito. :)

Comentário de rafael ferreira de paula em 15 setembro 2012 às 21:53

Saltei de banda, da Elza Soares.

Comentário de Marcelo Estraviz em 15 julho 2012 às 10:11

Seja o último

 

Jesus disse inúmeras vezes: "Os últimos serão os primeiros". É uma afirmação simples, uma frase simples. Não é uma questão de causa e efeito. Ele não está dizendo que se você quiser ser o primeiro, deve antes ser o último. Está dizendo: "Se você é o último, será o primeiro". 

E há uma grande diferença entre os dois. Linguisticamente, logicamente, nem tanto. Você dirá: "Qual é a diferença entre dizer uma coisa ou outra?" Mas, existencialmente, há uma grande diferença.

Seja o último. Aprecie ser o último, e não porque sendo o último você será o primeiro.Quando você é o último com alegria, já é o primeiro! Ora, onde mais você poderia estar? Que estado elevado pode alcançar?

Seja o último, aproveite.., porque a última posição é um espaço muito, muito bonito; ninguém compete por ela, ninguém vai lutar contra você — você é o último. Lao-Tsé dizia: "Sou o último, por isso vivo na maior paz, porque ninguém quer competir comigo".

Quem está disposto a lutar pelo último lugar? Todos têm compaixão pelo último; todos dizem: "Pobre homem". E quem é ambicioso pela última posição? Ninguém tira tal pessoa desse lugar. Se você é o último, todos o deixam em paz, ninguém o perturba; você pode ser simplesmente você mesmo.

E quando você está disposto a ser o último, pode ficar no presente — do contrário, não. Se você quiser ser o primeiro, terá de ficar no futuro, porque deverá pensar: "Como serei o primeiro? Como tirar de lá as pessoas que já estão lá, e arrumar um lugar para mim? Como lutar? Como manejar? O que fazer? O que não fazer?" Você estará no futuro.

Tentar ser o primeiro é viver no futuro: se você quiser ser o primeiro, terá de projetar, se preocupar com o futuro. E de onde tirará suas ideias? Do passado. Assim, você permanecerá no passado e no futuro, mas perderá o presente.

E o presente é a única coisa que realmente existe. O agora é o único tempo real.

Um homem que está disposto a ser o último — não como uma estratégia para se tornar o primeiro, mas apenas compreendendo que étolice e estupidez competir... Para quê? Por que não aproveitar a vida?

Você só pode fazer uma coisa: ou competir ou celebrar. Se competir não pode celebrar. Se você celebrar, não pode competir; é a mesma energia. Ou você aproveita ou luta. Você pode amar ou lutar; as duas coisas juntas não é possível.

Assim, a pessoa que se coloca como última — não com o desejo ser a primeira, mas compreendendo que ser a primeira é estupidez da mente, da mente medíocre, tola —, a pessoa que vê a tolice disso, a inutilidade disso, que vê as pessoas que são as primeiras se sentindo no inferno; compreendendo tudo isso, ela se torna a primeira.

Percebe? Você entende isso? Quando um indivíduo compreende isso, torna-se o primeiro. É isso que Jesus quer dizer.

Osho, em "A Flauta nos Lábios de Deus: O Significado Oculto dos Evangelhos"
Comentário de Daisy Grisolia em 19 abril 2012 às 8:49

Perfeito - o vídeo se encaixa perfeitamente no espírito do texto!

Comentário de Augusto de Franco em 19 abril 2012 às 8:27
Comentário de Luiz de Campos Jr em 21 março 2012 às 19:46

é muito maluco, eu baixei o kony no meu computador e ainda não vi... o que em termos estatísticos não importa, porque ao entrar lá no youtube e ter posto o vídeo para tocar para usar o meu DownloadHelper, minha exibição já foi contabilizada...
mas sem entrar no mérito de conteúdos, objetivos, etc - na linha do Marcelo - o que eu acho legal nesses casos, é como as pessoas ficam entusiasmadas com o fato de esses "fenômenos" [isso de 100milhõesdenãoseioque em nãoseiemquetempo] não só são possíveis hoje, mas que já estão se tornando corriqueiros...
me parece uma espécie -ao avesso - de vingança [do inconsciente] coletiva[o] contra o broadcasting...

Comentário de Daisy Grisolia em 21 março 2012 às 7:54

Kony 2012, Susan Boyler, ou ficando nos nacionais - a professora de Natal, todos eles. de algum modo fizeram com que milhões de pessoas movimentassem (umas mais e outras menos) seus cérebros. Sendo a favor, contra, distribuindo, criticando, tanto faz, o importante é que as pessoas se movimentam por esta via e este movimento tem ecos em muitos outros sistemas. As vezes o movimento é suficientemente intenso para gerar ações, outras vezes não...mas ainda assim vale pelo movimento. Neurônios, como músculos, precisam se exercitar ou atrofiam. Não espero das redes mais do que elas podem dar, mas acompanho com vivo interesse os movimentos que elas podem gerar. 

Comentário de Marcelo Estraviz em 21 março 2012 às 7:24

Me equivoquei quanto ao mais rápido. Confundi com os 700 milhões do video do Bieber: http://top10mais.org/top-10-videos-mais-vistos-youtube-2012/ não em uma semana mas no total. Curiosidade: o segundo colocado em rapidez (100 milhoes em 9 dias) é o da Susan Boyle, mais lirico do que épico. :)

Comentário de Augusto de Franco em 21 março 2012 às 7:05

Concordo com o argumento do Marcelo (com exceção do Bieber: não, não chega mais rápido a 100 milhões, o Kony - ao que parece - bateu todos os recordes). Mas, como disse o Marcelo, não dura.

Comentário de Marcelo Estraviz em 21 março 2012 às 7:02

O assunto Kony 2012 me interessou mais pela sua discussão justamente posterior do que pelos 100 milhões de views em uma semana. Um video novo do Justin Bieber chega a isso mais rápido. O que foi bacana mesmo é a discussão de contras e a favor do video, da discussão sobre os argumentos massificados, o método do filme, o uso elaborado da construção de um anti-herói. O video não é simples, foi construido com esmero. Mas que bacana que nós, os nós da rede, além de assistirmos impressionados, conseguimos desconstrui-lo tão rapidamente como chegou. A rede distribuida esparrama rapidamente mas também rapidamente encontra seu proprio antidoto. O que não acredito mais é de movimento em massa. Ver a massa é olhar "de cima", hierarquicamente. Mas o que importa mesmo, olhando com oculos de ver redes, é o que cada um fez: um assistiu o video, o outro viu só 2 minutos, outro foi atras de mais informação, outro passou a ser contra e disponibilizar a contra-resposta. Cada um fez algo diferente. Menos importante que os 100 milhoes, que é um numero massificado que não diz nada, é o que cada um fez, como cada um de nós estamos fazendo aqui. 

 

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