Escola de Redes

"Há uma crescente evidência de que tanto a religião quanto a inclinação de formar redes sociais fazem parte de nossa herança biológica e que as duas possam estar relacionadas. A religião é um meio de integrar as pessoas coletivamente. Uma crença em Deus pode ter relevância para redes sociais de modo direto: Deus pode ser, de fato, visto como parte da rede social.

(…)

Um modo de tornar as redes sociais estáveis é organizá-las para que todo mundo esteja conectado a um nó que nunca pode ser removido. Então, haveria um caminho curto de uma pessoa para outra por meio desse nó em particular (…).

Se Deus fosse visto como um nó em uma rede, (…) as pessoas que sentissem uma conexão com Deus teriam um modo de se sentirem conectadas aos outros, porque, por Deus, todo mundo é “amigo de um amigo”.

(…)

Nossa afirmação não é que Deus realmente faça parte das redes sociais, é claro, mas, de certa forma, que um modo de entender a religião é estudar seu papel na função de redes sociais. A sensibilidade religiosa é particularmente conectada a nossos cerebros e está relacionada a nosso desejo de conexão social com o outro, não somente conexão espiritual com Deus, Uma função chave da religião, em outras palavras, é estabilizar conexões sociais".

(páginas 211 a 213 do livro Connected)

 

Sou aluna de um master em web e a tese na qual estou trabalhando está relacionada à presença e atuação de comunidades religiosas na Rede.

 

O trecho acima do livro que discutimos me chama muitíssimo a atenção e gostaria de desenvolver o tema, entendendo se existe, de fato, a necessidade de redes verticais específicas para grupos religiosos, ou se as redes sociais genéricas já existentes como Facebook suprem suas necessidades de interação online.

 

Se alguém tem contribuições e/ou outras referências bibliográficas, agradeço imensamente.

 

Abraços,

 

Cíntia Santana.

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Respostas a este tópico

Deus é tudo, onipotente, onisciente e onipresente. Se Deus não estiver em todas as redes temos que mudar o conceito de Deus.

De minha parte, Cíntia, o que tinha a dizer sobre isso, escrevi nos tópicos abaixo do Capítulo 7 de Fluzz:

  • Espiritualidade, não religião | Formas pós-religiosas de espiritualidade, livres das ordenações das burocracias sacerdotais
  • Quem disse que os deuses não existem? | Os deuses das religiões foram problemáticos porque foram hierárquicos e autocráticos como as religiões que os construíram
  • Ecclésias, não ordens sacerdotais | Seus irmãos e irmãs estão espalhados em múltiplos mundos. Para achá-los você tem que remover o firewall e expor-se à interação
  • Não há uma ordem pré-existente | A ordem está sempre sendo criada no presente da interação
  • Não-igrejas: porque não existe mais caminho | O objetivo é ser pessoa, nada além disso 

Muito obrigada, Augusto.

Vou ler suas recomendações.



Augusto de Franco disse:

De minha parte, Cíntia, o que tinha a dizer sobre isso, escrevi nos tópicos abaixo do Capítulo 7 de Fluzz:

  • Espiritualidade, não religião | Formas pós-religiosas de espiritualidade, livres das ordenações das burocracias sacerdotais
  • Quem disse que os deuses não existem? | Os deuses das religiões foram problemáticos porque foram hierárquicos e autocráticos como as religiões que os construíram
  • Ecclésias, não ordens sacerdotais | Seus irmãos e irmãs estão espalhados em múltiplos mundos. Para achá-los você tem que remover o firewall e expor-se à interação
  • Não há uma ordem pré-existente | A ordem está sempre sendo criada no presente da interação
  • Não-igrejas: porque não existe mais caminho | O objetivo é ser pessoa, nada além disso 

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