Escola de Redes

Buscadores & Polinizadores

O auto-didatismo e a livre aprendizagem humana em uma sociedade inteligente & o alter-didatismo e as comunidades de aprendizagem na emergente sociedade em rede

INTRODUÇÃO

Na transição da sociedade hierárquica para a sociedade em rede estamos condenados a nos tornar buscadores cada vez mais autônomos e polinizadores cada vez mais interdependentes.

É assim que transitaremos do heterodidatismo para o autodidatismo e para o alterdidatismo: quando o lema 1) “eu busco o conhecimento que me interessa do meu próprio jeito” for a senha para o lema => 2) “eu guardo o meu conhecimento nos meus amigos” e for a senha para o lema => 3) “nos produzimos nosso conhecimento comunitariamente” (em rede).

A escola que já se prefigura no final desse trajeto é uma não-escola. A escola é a rede.

Nela, todos seremos autodidatas. E todos seremos alterdidatas. Isso quer dizer que todos seremos educandos-educadores na medida em que aprendermos a aprender e aprendermos a conviver com o meio natural e com o meio social em que vivemos.

Aprender a aprender é a condição fundamental para a livre aprendizagem humana em uma sociedade inteligente. É ensejar oportunidades aos educandos de se tornarem educadores de si mesmos (aprendendo a andar com as próprias pernas ao se libertarem das muletas do heterodidatismo). Aprender a conviver com o meio natural e com o meio social é ensejar oportunidades aos educadores de se tornaram educandos da interação comunitária na nova sociedade em rede (desaprendendo ensinagem ao se libertarem das muletas do heterodidatismo).

Nesse caminho, desaprender a ensinar será tão importante quanto aprender a aprender, individual e coletivamente. Porque, no fim, não haverá ensinantes. Como buscadores e polinizadores, todos seremos aprendentes.

O educando-buscador será um educador. O educador-polinizador será um educando. E a educação não será nada disso que andam falando.

Não entendo nada de educação. É por isso que eu posso – juntamente com meus amigos – escrever um livro como este.

Escola-de-Redes, 20 de abril de 2009 (no início da escrevinhação...)

O trabalho dos membros deste grupo não é propriamente usar os campos de comentários para discutir os textos alheios e sim escrever seus próprios textos, como se estivessem escrevendo partes de um livro... Pois é isso mesmo que estarão fazendo!

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Respostas a este tópico

Vi, ou li em algum lugar que para muitas pessoas, lutar contra os poderes constituídos é tão possível quanto lutar contra os fenómenos atmosféricos. "Aprendemos" desde cedo na escola que temos que respeitar nosso professores, e até hoje, nas escolas e universidades somos obrigados a acatar as mais ridículas ideias e observações de nosso mestres, aqueles que em troca nos darão um 10. Ninguém quer arriscar o "zero", melhor aquiescer. Querendo ou não, aprendemos estas lições dos nossos pais, de nossos avós e isto passa a ser a verdade, estamos impregnados deste ranço, que confunde respeito com subserviniencia, senso de utilidade com orgulho.
Precisamos aprender a aprender e para isto precisamos tomas consciência de que ninguém faz nada sozinho, que a nossa atuação se dá de melhor forma quando queremos atuar como tijolo numa construção, e nos sentimos satisfeitos com uma obra porque ela é boa e útil para todos e não apenas porque temos o crédito sobre elas. Neste sentido cabe salientar que tornou-se tão importante ter estes créditos reconhecidos que nem nos importamos se muitas vezes se nossas obras são boas. O importante é ter os créditos delas (vejam quanta coisa ruim é feita por pessoas que querem este reconhecimento) mesmo que sejam assassinatos em massa e outras violências.

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