Escola de Redes

O trabalho dos membros deste grupo não é propriamente usar os campos de comentários para discutir os textos alheios e sim escrever seus próprios textos, como se estivessem escrevendo partes de um livro... Pois é isso mesmo que estarão fazendo!

Capítulo 2 | O educador-polinizador será um educando

O alterdidatismo e as comunidades de aprendizagem na emergente sociedade em rede

Na transição da sociedade hierárquica para a sociedade em rede estamos condenados a nos tornar polinizadores cada vez mais interdependentes.

É assim que transitaremos do heterodidatismo para o alterdidatismo: quando pudermos dizer: “eu guardo o meu conhecimento nos meus amigos”.

A escola que já se prefigura no final desse trajeto é uma não-escola. A escola é a rede. Nela, todos seremos alterdidatas. Um alterdidata é alguém que aprendeu a conviver com o meio natural e com o meio social em que vive.

Aprender a conviver com o meio natural e com o meio social é ensejar oportunidades aos educadores de se tornaram educandos da interação comunitária na nova sociedade em rede (desaprendendo ensinagem ao se libertarem das muletas do heterodidatismo).

O educador-polinizador será alguém que desaprendeu a ensinar. Porque será um aprendente.


Continua...

VEJA ABAIXO UM EXEMPLO DE COMO TRABALHAR COLETIVAMENTE NA ELABORAÇÃO DESTE LIVRO:

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VAI AQUI UM EXEMPLO DE COMO TRABALHAR COLETIVAMENTE NA ELABORAÇÃO DESTE LIVRO:

No texto acima aparece a expressão 'aprender a conviver'. Vamos sublinhá-la (como quem faz um link) para então aduzir aqui um texto sobre ela. No final este texto será incorporado no livro em algum lugar (pois a estrutura é a de hipertexto) e, na versão digital, o link funcionará mesmo. O texto segue abaixo:

APRENDER A CONVIVER

Dominar a leitura e a escrita, saber calcular e resolver problemas, ter condições de compreender e atuar em seu entorno social, ter habilidade para analisar fatos e situações e ter capacidade de acessar informações e de trabalhar em grupo, são geralmente apresentados como objetivos do processo educacional básico. No entanto, para além, muito além, disso, os novos ambientes educativos em uma sociedade-rede tendem a valorizar outras competências ou habilidades, como a de identificar homologias entre configurações recorrentes de interação que caracterizam clusters (e, conseqüentemente, reconhecer potenciais sinergias e aproveitar oportunidades de simbiose), saber não apenas acessar, mas produzir e disseminar informações e conseguir não apenas trabalhar em grupo, mas fazer amigos e viver e atuar em comunidade.

De certo modo, tudo o que parece realmente necessário para a convivência ou a vida em rede, como a educação para a democracia, a educação para o empreendedorismo e para o desenvolvimento ou a sustentabilidade, não comparece nos currículos das escolas. Não pode ser por acaso. Isso talvez corrobore a constatação de que a escola é uma das instituições que mais resistem ao surgimento da sociedade-rede.

Por quê? Ora, porque embora se declarem instituições laicas, as escolas são, no fundo, igrejas; ou seja, ordens hierárquicas (sacerdotais) que decidem o que as pessoas devem (saber) reproduzir. Graus de aprendizagem (na verdade, de ensino) são ordenações: medem a sua capacidade de replicar uma determinada ordem. Não é por acaso que a educação a distância encontrou fortíssima resistência na academia. Pelos mesmos motivos, processos e programas educacionais extra-escolares são duramente combatidos pelas corporações de professores, que argumentam – sem se darem conta de que, com isso, estão apenas revelando seu caráter sacerdotal – que não se pode deixar a educação nas mãos de leigos…

A escola, nos últimos séculos, não foi um meio de inclusão, mas de exclusão. Nesse tipo de platonismo (como todo platonismo, autocrático), o “doutor” (o sábio) era um representante do mundo dos incluídos, que se destacava do mundo dos excluídos (os ignorantes). Até hoje, no Brasil, se for pego cometendo um crime, quem tem curso superior merece prisão especial: seu diploma lhe confere o direito de não ficar na mesma cela que os sem-diploma (os ignorantes). Sim, o seu suposto conhecimento atestado por títulos lhe dá uma condição superior e é a própria lei que lhe reconhece o direito de se destacar dos semelhantes.

Em meados do século 19, de cada 100 brasileiros, 99 eram analfabetos (na mesma época os Estados Unidos contavam com 22% de alfabetizados). Se existe algo como uma dependência da trajetória, estamos mal. De qualquer modo, no Brasil não demoramos muito para descobrir que a instrução era uma arma poderosa... de exclusão! E em meados do século passado, nossas mães ainda diziam: “- Estude, meu filho, senão você vai acabar igual ao seu pai”. Elas estavam preocupadas com a inclusão dos seus filhos, é claro, queriam que eles se destacassem dos demais, vencessem na vida. Mas não sabiam que sua inclusão no seleto grupo dos que “foram para frente”, significava a sua própria exclusão desse mundo do incluídos, quer dizer, do conjunto daqueles que se destacaram dos demais. Se seus filhos estudassem e terminassem um curso superior teriam certamente privilégios que eles - os seus pais - não tiveram.

O anel de doutor era um sinal de destaque. E destacar-se dos demais é ter sucesso na vida. Isso era importante. Mas aprender a conviver – a interagir em rede ou a viver-em-comunidade – não era importante.

É por isso que o tipo de educação que recebemos, para nos destacar dos semelhantes, é terrivelmente prejudicial em uma sociedade em rede, na qual estão abertas infinitas possibilidades de polinização mútua e de fertilização cruzada que impulsionam a inovação e o desenvolvimento pessoal e coletivo. Essa idéia é desastrosa, porquanto, sob sua influência, desperdiçamos as potencialidades criativas e inovadoras das múltiplas parcerias e sinergias que o relacionamento horizontal entre as pessoas proporciona. Guiados por ela, perdemos talentos, bloqueamos a dinamização de inusitadas capacidades coletivas, matamos no embrião futuros gênios e exterminamos o mais precioso recurso para o desenvolvimento de pessoas e comunidades: o capital social (que é uma metáfora, construída do ponto de vista dos recursos necessários ao desenvolvimento, para designar nada mais do que a própria rede social).
EDUCANDOS DA INTERAÇÃO COMUNITÁRIA

Para tanto, o desafio é elaborar e testar metodologias compatíveis com processos de inteligência coletiva (“learn from your neighbours”; “I store my knowledge in my friends”), baseadas na idéia de cidade educadora (reconceitualizada como cidade-rede de comunidades que aprendem) e aproveitando experiências voltadas ao estímulo ao autodidatismo, como, por exemplo, alguma coisa assemelhada ao método Kumon (expandido, porém, com novos conteúdos e adaptado às novas formas de interação educativa extra-escolares, como o homeschooling, o unschooling e, sobretudo, communityschooling) e o conectivismo como nova teoria da aprendizagem (daí as redes sociais, que constituem o padrão de organização das novas comunidades de aprendizagem capazes de disseminar as ferramentas de auto-aprendizagem e de comum-aprendizagem).
VEJA ABAIXO UM EXEMPLO DE UM LINK DE "SEGUNDO GRAU", QUER DIZER, FEITO SOBRE UM TEXTO (ACIMA) JÁ LINKADO:

A EDUCAÇÃO PARA VENCER NA VIDA E SE DESTACAR DOS DEMAIS

Malcolm Gladwell (2008) escreveU um livro de quase 300 páginas, intitulado Outliers, para chegar à conclusão de que “o outlier, no fim das contas, não está tão a margem assim”. Ou seja, os bem-sucedidos são frutos de uma constelação particularíssima e imprevisível de fatores, alguns conhecidos, outros desconhecidos. Como ele próprio escreve, “advogados celebridades, prodígios da matemática e empresários de software parecem, à primeira vista, estar fora da experiência comum. Mas não estão. Eles são produtos da história, da comunidade, das oportunidades e dos legados. Seu sucesso não é excepcional nem misterioso. Baseia-se numa rede de vantagens e heranças, algumas merecidas; outras, não; algumas conquistadas, outras obtidas por pura sorte – todas, porém, cruciais para torná-los o que são” (*).

Sim, ele tem razão: nem excepcional, nem misterioso. No entanto, a combinação ideal, a “fórmula” do sucesso é desconhecida e varia de acordo com as condições de trajetória, tempo e lugar para cada indivíduo.

“Os mitos dos melhores e mais brilhantes e do self-made man afirmam que, para obtermos o máximo em potencial humano, basta identificarmos as pessoas mais promissoras. Olhamos para Bill Gates e dizemos, num espírito de autocongratulação: “Nosso mundo permitiu que aquele adolescente de 13 anos se tornasse um empresário tremendamente bem-sucedido”. Mas essa é a lição errada. O mundo só deixou que uma pessoa de 13 anos tivesse acesso a um terminal de tempo compartilhado em 1968. Se um milhão de adolescentes tivesse recebido uma oportunidade idêntica, quantas outras Microsofts existiriam hoje? Quando compreendemos mal ou ignoramos as verdadeiras lições do sucesso, desperdiçamos talentos... Agora multiplique esse potencial perdido por cada campo e profissão. O mundo poderia ser bem mais rico do que este em que nos acomodamos” (*).

No segundo capítulo do livro, Gladwell conta a história de Bill Gates, sublinhando o fato de que ele foi matriculado em uma escola particular que criou um clube de informática. Essa escola especial investiu, em 1968, 3 mil dólares na compra de um terminal de tempo compartilhado ligado a um mainframe no centro de Seattle. Assim, Gates, quando ainda estava na oitava série, passou a viver numa sala de computador (20 a 30 horas por semana). De sorte que, “quando deixou Harvard após o segundo para criar sua própria empresa de software, Gates vinha programando sem parar por sete anos consecutivos... Quantos adolescentes tiveram esse mesmo tipo de experiência?” É o próprio Bill Gates que responde: “Se existiram 50 em todo mundo, eu me espantaria. Houve a C-Cubed e o trabalho para a ISI com a folha de pagamento. Depois a TRW. Tudo isso veio junto. Acredito que meu envolvimento com a criação de softwares durante a juventude foi maior do que o de qualquer outra pessoa naquele período, e tudo graças a uma série incrivelmente favorável de eventos” (*).

Todos os outliers que Gladwell analisou no livro “foram favorecidos por alguma oportunidade incomum [como, no caso de Gates, estar na escola Lakeside em 1968]. Golpes de sorte não costumam ser exceção entre bilionários de software, celebridades de rock e astros dos esportes. Pelo contrário, parecem constituir a regra” (*).

Responsabilizar a sorte não acrescenta muito conhecimento sobre o fenômeno. Se continuarmos focalizando o indivíduo, a equação não terá solução. Ou melhor, não conseguiremos nem equacionar o problema (já que solução mesmo dificilmente haverá), o que poderia acrescentar, aí sim, algum conhecimento novo. Mas Gladwell erra um pouco o alvo. Não é que tudo se baseia – como ele diz, falando metaforicamente – “numa rede de vantagens e heranças” e sim que tudo depende (muito mais do que pensamos) de uma rede mesmo, de uma rede social propriamente dita. Quando ele afirma que o sucesso dos bem-sucedidos não foi criado só por eles, mas “foi o produto do mundo onde cresceram”, deixa de ver que esse mundo não é o mundo físico, nem 'o mundo' como noção abstrata usada para designar a totalidade da existência e sim o mundo social, quer dizer, a rede social a que estão conectados seus outliers. Eis o erro: ver o indivíduo e não ver a rede; ver a árvore, mas não ver a floresta; ver o organismo vivo, mas não ver o ecossistema em que ele está inserido. É a estrutura e o metabolismo da rede social que podem revelar as condições para o papel mais ou menos relevante assumido, em cada tempo e lugar (ou seja, em cada cluster), pelos seus nodos.

Em uma sociedade como a nossa, cuja topologia e dinâmica se aproximam, cada vez mais, das de uma rede distribuída – a chamada sociedade em rede, emergente nas últimas décadas – isso ficará cada vez mais evidente. Os critérios de sucesso nesse tipo de sociedade tendem a deixar de ser baseados em características puramente individuais e em noções competitivo-excludentes (se destacar dos demais, triunfar, vencer na vida, subir ao pódio onde cabem apenas alguns poucos) para passar a ser função de um corpo e de um metabolismo coletivos: a própria rede.

(*) GLADWELL, Malcolm (2008). Fora de série (Outliers). Rio de Janeiro: Sextante, 2008.
Augusto (em nome de Reinaldo, meu e demais parceiros e colaboradores da Eletrocooperativa):

Segue início do texto, que anexei a esta msg (com texto completo, com 14-5 páginas e 3 notas de rodapé).

Como não tenho toda essa habilidade para linkar ou formatar os textos no NING, repasso-os para que quem possua expertises maiores possa verificar a melhor forma de postá-lo nesta rede...

Grandes abraços e comentem, alterem ou sugiram o que quiserem!

Celso Sekiguchi/ Reinaldo Pamponet


Alter (ou Auto)-didatismo e a Se(r)virologia

Parte do Capítulo 2 | O educador-polinizador será um educando
O alterdidatismo e as comunidades de aprendizagem
na emergente sociedade em rede


Contribuição coletiva, a partir das
experiências da Eletrocooperativa, com a
colaboração de sua equipe e parceiros.

Vemo-nos a todo momento no desafio de escrever sobre o que fazemos e só então damo-nos conta sobre como é difícil falar sobre nós mesmos. Como o desafio está posto, sevirólogo que é sevirólogo tem apenas uma alternativa: se virar.
Situando-nos num contexto entre “buscadores e polinizadores”, a primeira questão que pode nos ocorrer é a de se o “Sevirólogo” seria um buscador ou um polinizador. Ou estaria entre um e o outro (às vezes mais de um, outras mais de outro e assim por diante), ou mesmo seria ambos?
Brincando com os títulos e subtítulos dos primeiros capítulos do livro: “O educando-buscador será um educador: o autodidatismo e a livre aprendizagem humana em uma sociedade inteligente” e “O educador-polinizador será um educando:
o alterdidatismo e as comunidades de aprendizagem na emergente sociedade em rede” já nos inspiram e provocam a enxergarmos o se(r)virólogo como “seres múltiplos” ou, mais do que ambíguos, polivalentes, atuando de ambos os lados da equação. Ou, que ambos (educando-buscador e educador-polinizador) precisarão de uma boa dose de “sevirologismo” e “sevirismo”...
Para além desses questionamentos e in-quietações - a ambiguidade é um fator ou característica fundante e fundamental para a sevirologia, que parte da iniciativa de cada indivíduo passando para a ação e uma consciência coletiva -, temos e procuramos manter uma certa dicotomia ou relação dialética e dialógica entre auto-didatismo e alterdidatismo, que pela nossa experiência prática (na Eletrocooperativa e em seus processos de auto- e alter-aprendizagens e auto-avaliações permanentes) são elementos sinérgicos em todos os processos de educação e formação democrática e para a cidadania.
Ao longo do texto, talvez isso possa se tornar mais claro ou menos intangível e inteligível (permitindo mais sevirismo e sevirologia aos prezados e-leitoras e leitores). De qualquer modo, também nesses casos o papel do sevirólgo deverá ser o de “se virar-mo-nos”.
Anexos
Estupendo, Celso. Será que você, o Reinaldo e os demais co-autores/colaboradores da Eletrocooperativa não poderiam fazer uma exposição sobre isso (estilo TED = 20 minutos) no Simpósio da Escola-de-Redes?

Celso Sekiguchi disse:
Augusto (em nome de Reinaldo, meu e demais parceiros e colaboradores da Eletrocooperativa):

Segue início do texto, que anexei a esta msg (com texto completo, com 14-5 páginas e 3 notas de rodapé).

Como não tenho toda essa habilidade para linkar ou formatar os textos no NING, repasso-os para que quem possua expertises maiores possa verificar a melhor forma de postá-lo nesta rede...

Grandes abraços e comentem, alterem ou sugiram o que quiserem!

Celso Sekiguchi/ Reinaldo Pamponet


Alter (ou Auto)-didatismo e a Se(r)virologia

Parte do Capítulo 2 | O educador-polinizador será um educando
O alterdidatismo e as comunidades de aprendizagem
na emergente sociedade em rede


Contribuição coletiva, a partir das
experiências da Eletrocooperativa, com a
colaboração de sua equipe e parceiros.

Vemo-nos a todo momento no desafio de escrever sobre o que fazemos e só então damo-nos conta sobre como é difícil falar sobre nós mesmos. Como o desafio está posto, sevirólogo que é sevirólogo tem apenas uma alternativa: se virar.
Situando-nos num contexto entre “buscadores e polinizadores”, a primeira questão que pode nos ocorrer é a de se o “Sevirólogo” seria um buscador ou um polinizador. Ou estaria entre um e o outro (às vezes mais de um, outras mais de outro e assim por diante), ou mesmo seria ambos?
Brincando com os títulos e subtítulos dos primeiros capítulos do livro: “O educando-buscador será um educador: o autodidatismo e a livre aprendizagem humana em uma sociedade inteligente” e “O educador-polinizador será um educando:
o alterdidatismo e as comunidades de aprendizagem na emergente sociedade em rede” já nos inspiram e provocam a enxergarmos o se(r)virólogo como “seres múltiplos” ou, mais do que ambíguos, polivalentes, atuando de ambos os lados da equação. Ou, que ambos (educando-buscador e educador-polinizador) precisarão de uma boa dose de “sevirologismo” e “sevirismo”...
Para além desses questionamentos e in-quietações - a ambiguidade é um fator ou característica fundante e fundamental para a sevirologia, que parte da iniciativa de cada indivíduo passando para a ação e uma consciência coletiva -, temos e procuramos manter uma certa dicotomia ou relação dialética e dialógica entre auto-didatismo e alterdidatismo, que pela nossa experiência prática (na Eletrocooperativa e em seus processos de auto- e alter-aprendizagens e auto-avaliações permanentes) são elementos sinérgicos em todos os processos de educação e formação democrática e para a cidadania.
Ao longo do texto, talvez isso possa se tornar mais claro ou menos intangível e inteligível (permitindo mais sevirismo e sevirologia aos prezados e-leitoras e leitores). De qualquer modo, também nesses casos o papel do sevirólgo deverá ser o de “se virar-mo-nos”.
Augusto, Reinaldo (e em meu próprio nome e demais Eletrocooperados/as):

Estou verificando agendas deles e minha. O que poderíamos, nem que não desse tempo para a semana que vem, seria - já dentro da expertise própria da Eletro - produzirmos algo mais enxuto de até 5 minutos, para apresentarmos essa proposta em video...

Fica o desafio, para que se não pudermos estar no simpósio de Campos (o que eu gostaria muito, nem que fosse apenas por um dia, fazendo um bate-volta até o encontro), prepararmos algo no estilo TED mesmo e começarmos a circuladô-de fulôrmentes, apresentarmos tais propostas e ideais, que não são apenas da Eletrocooperativa e seus "prati-cipantes" (nem apenas particip- ou pratic-antes), mas de ins-piradores pela
se(r)virologia, em geral, ou seja pela grande parte da humanidade...

Abs, Celso (celso@politeia.org.br)

Obs.: assim que tivermos (ou não) uma posição comunicamos a você, Augusto. Super grato, por ora, pela sugestão! CSk.

Augusto de Franco disse:
Estupendo, Celso. Será que você, o Reinaldo e os demais co-autores/colaboradores da Eletrocooperativa não poderiam fazer uma exposição sobre isso (estilo TED = 20 minutos) no Simpósio da Escola-de-Redes?

Celso Sekiguchi disse:
Augusto (em nome de Reinaldo, meu e demais parceiros e colaboradores da Eletrocooperativa):

Segue início do texto, que anexei a esta msg (com texto completo, com 14-5 páginas e 3 notas de rodapé).

Como não tenho toda essa habilidade para linkar ou formatar os textos no NING, repasso-os para que quem possua expertises maiores possa verificar a melhor forma de postá-lo nesta rede...

Grandes abraços e comentem, alterem ou sugiram o que quiserem!

Celso Sekiguchi/ Reinaldo Pamponet


Alter (ou Auto)-didatismo e a Se(r)virologia

Parte do Capítulo 2 | O educador-polinizador será um educando
O alterdidatismo e as comunidades de aprendizagem
na emergente sociedade em rede


Contribuição coletiva, a partir das
experiências da Eletrocooperativa, com a
colaboração de sua equipe e parceiros.

Vemo-nos a todo momento no desafio de escrever sobre o que fazemos e só então damo-nos conta sobre como é difícil falar sobre nós mesmos. Como o desafio está posto, sevirólogo que é sevirólogo tem apenas uma alternativa: se virar.
Situando-nos num contexto entre “buscadores e polinizadores”, a primeira questão que pode nos ocorrer é a de se o “Sevirólogo” seria um buscador ou um polinizador. Ou estaria entre um e o outro (às vezes mais de um, outras mais de outro e assim por diante), ou mesmo seria ambos?
Brincando com os títulos e subtítulos dos primeiros capítulos do livro: “O educando-buscador será um educador: o autodidatismo e a livre aprendizagem humana em uma sociedade inteligente” e “O educador-polinizador será um educando:
o alterdidatismo e as comunidades de aprendizagem na emergente sociedade em rede” já nos inspiram e provocam a enxergarmos o se(r)virólogo como “seres múltiplos” ou, mais do que ambíguos, polivalentes, atuando de ambos os lados da equação. Ou, que ambos (educando-buscador e educador-polinizador) precisarão de uma boa dose de “sevirologismo” e “sevirismo”...
Para além desses questionamentos e in-quietações - a ambiguidade é um fator ou característica fundante e fundamental para a sevirologia, que parte da iniciativa de cada indivíduo passando para a ação e uma consciência coletiva -, temos e procuramos manter uma certa dicotomia ou relação dialética e dialógica entre auto-didatismo e alterdidatismo, que pela nossa experiência prática (na Eletrocooperativa e em seus processos de auto- e alter-aprendizagens e auto-avaliações permanentes) são elementos sinérgicos em todos os processos de educação e formação democrática e para a cidadania.
Ao longo do texto, talvez isso possa se tornar mais claro ou menos intangível e inteligível (permitindo mais sevirismo e sevirologia aos prezados e-leitoras e leitores). De qualquer modo, também nesses casos o papel do sevirólgo deverá ser o de “se virar-mo-nos”.

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