Escola de Redes

Desde a biologia-cultural o conversar não é Falar, falar é uma maneira do conversar, e conversar e um fluxo de vida no emaranhado de emoções e linguagem. La cultua se describe como uma rede fechada de conversaçoes. Y toda a atividade humana surge em redes de conversações, e cada tarefa em particular se constituye como uma forma particular de entrelaçamento de fazer , sentires e emocioes. Olheado asím, a Escola de Redes e uma rede fechada de redes abiertas y fechadas de conversaçoes. Y como todas a redes sociais no é social em si mesma, depende do sentir e emoção com que se la habita.
O convite aqui é pensar sobre as redes sociais a partir da comprención da biologia-cultural e, em particular, da rede social que queremos juntos co-inspirar.

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Respostas a este tópico

Gostei muito, Ignacio! E wu-wei tem muito a ver com a desistência como ativismo. Preciso refletir mais sobre isso com o pessoal.

Falando em wu, conhecem wu-ming? Wu-ming significa anônimo, ou ninguem, em chinês. Eu participei tangecialmente desse coletivo no início dos 2000 aqui no Brasil. Discutia-se copyright e a construção de mitologias distribuidas. Criei, com outras pessoas, situações de mídia tática, através de Luther Blissett e a seguir outros personagens, que povoaram a blogosfera como se existissem de verdade, quando eram na verdade construções coletivas para geração de ruído informacional. Não me extenderei nisso porque o assunto aqui é outro. Mas foi legal relembrar essa época, onde li pela primeira vez sobre TAZ e outras badernas. hehe.

Mas Ignacio, eu ainda leio com incômodo coisas suas deste tipo: "red cerrada de conversaciones (cultura)". Eu juro que não consigo entender essa coisa do fechado, pois acho que isso não existe, só em laboratório, no vácuo!

abs,
me
As interações de uma rede se definem mutuamente. É importante notar que fechamento aqui não é o mesmo que impermeabilidade, ou seja o fechamento aqui quer apenas dizer que os resultados do funcionamento se situam no interior das fronteiras do sistema, não se pressupõe que o sistema não interaja com o ambiente. Ou seja, a rede está permeável ao exterior, mas sempre se define pelo que ocorre em seu interior a cada instante, considerando como dentro e fora os participantes da rede a cada momento presente das interações. Ajudei, ou compliquei mais ainda?
Ajudou! (a confirmar meu incômodo! hehehe) Esse dentro e fora... eis a questão. Isso não existe pra mim. Você é continuamente modificado pelo ambiente e isso altera as interrelações também continuamente, entende?
Bem, Estraviz, o conceito de sistema nervoso fechado é bastante desafiador. Cito uma passagem de Miriam Monteiro de Castro Graciano em seu texto A TEORIA BIOLÓGICA DE HUMBERTO MATURANA E SUA REPERCUSSÃO FILOSÓFICA:

O sistema nervoso consiste em uma rede fechada na qual todos os nódulos se comunicam com todos os outros, ainda que indiretamente, e a configuração da rede muda como um todo ao se alterar algum de seus componentes.

(...) os estados de atividade do sistema nervoso são mudanças nas relações de atividade entre os seus componentes, e não mudanças de estrutura em seus componentes. (HMR)

Isto é, tanto faz se as mudanças de configuração da rede resultam de perturbações do meio, ou da dinâmica interna de mudanças estruturais do próprio organismo. Primeiro, porque toda perturbação, em sentido estrito, é igualmente externa. Segundo, porque, tanto em um caso como em outro, o sistema nervoso opera e continua operando do mesmo modo — fazendo correlações internas.

Este argumento vem a reforçar a tese, apontada no primeiro capítulo, de que somos constitutivamente incapazes de distinguir entre ilusões, delírios, alucinações ou percepções. Todos estes fenômenos são, no operar do sistema nervoso, absolutamente indistinguíveis.

Portanto, para Maturana é ineficaz, e até mesmo equivocado, tentar discriminar estes fenômenos através de um mapeamento entre mecanismo internos e contingências externas ao sistema vivo observado. Primeiro, porque tal univocidade simplesmente não pode ser detectada. Segundo, porque esta atitude revela um equívoco conceitual, uma confusão entre domínios de descrição, posto que alucinações e percepções só podem ser descritas no domínio da conduta de um organismo, momento em que o distinguimos como uma unidade simples, como uma totalidade. No momento em que apontamos componentes e relações de componentes desta mesma unidade, não a estamos distinguindo mais como uma unidade simples, mas sim composta. Entretanto, ao fazer isto, ao decompor uma unidade em suas partes constituintes e analisá-las sob este aspecto, constatamos que não nos é possível fazer qualquer distinção entre percepções, ilusões ou alucinações. Ou seja, não é possível detectar qualquer diferenciação do operar dos componentes neuronais quando as fontes de perturbação provenham da dinâmica interna do organismo que eles integram, ou de algum fator ambiental externo.
Sendo assim, para Maturana, um sistema nervoso não consiste em um sistema capaz de captar informações, e quem insiste em analisá-lo a partir deste pressuposto comete quatro equívocos cruciais.

Primeiro, não vê as mudanças de estado das células sensoras e efetoras como parte da dinâmica fechada do sistema nervoso.

Segundo, enfatiza aspectos ambientais e passa a tratar as células sensoras como exceção ao fechamento operacional do sistema nervoso, o que o leva a confundir as mudanças estruturais do sistema nervoso enquanto sistema celular com as mudanças de estado do sistema nervoso enquanto rede de relações de atividade.

Terceiro, não vê que as mudanças estruturais ocorridas a partir das interações do organismo com seus sensores conservam a deriva estrutural do sistema nervoso de forma contingente à história de interações do organismo.

Quarto, pensa que o sistema nervoso altera a sua dinâmica de estados em resposta a aspectos ambientais e, conseqüentemente, não percebe que o operar do sistema nervoso é cego a qualquer aspecto ambiental.

[...]

Esta forma de descrever o sistema nervoso privilegia o caráter dinâmico processual do seu operar em detrimento de uma perspectiva representacionista.
Queridos amigos, empecé a escribir mi respuesta sobre lo cerrado de los sistemas cerrados y redes de conversaciones cerradas, donde hablaré también de una vez por todas sobre el fluir de los sentires y su relación con la cultura, además habré de relacionarlo con nuestra actual conversa sobre “una espiritualidad (terrena) que habita en congruencia con el fluir del vivir, siguiendo en la tónica de mirar lo que puede haber bajo la noción de Fluzz".
Sin embargo en el camino me entusiasme respondiendo a Carlos sobre ese descubrimiento fantástico del Wu-ming, que yo no conocía hasta ahora. Entonces primero les enviaré estas historias sobre ello, y luego retomaré lo que tengo pendiente. Obrigado!!

Caro Marcelo, eu gostei muito saber do Wu-ming y de sua historia con el. Acho que ahí voce e eu tenemos um bello espacio común. Hasta donde se, la palabra Wu quiere decir, más o menos, Shaman. Mircea Eliade supo de personas en la antigua china llamadas Wu, dotadas de habilidades parecidas a los shamanes, y el los consideró como tales. Interesantes correlaciones podemos hacer entre Wu, Wu-Wei y Wu-ming, ne?

Mi amigo Víctor Campbell y yo publicamos un libro de poesía el 2006 que yo diría es puro Wu-ming. El nombre de los autores no aparece en la portada del libro y dentro se integran textos y voces de distintas personas entrelazadas con las nuestras. Nuestros nombres si aparecen dentro pero convertidos en dos personajes de los que se habla y que hablan pero no se sabe a ciencia cierta si son o no los autores del libro. Se llama: El Libro de Oro del Movimiento Lúdico. La Materialización de la Poesía. Y el Movimiento Lúdico mismo es una organización pensada para operar en red distribuida, de hecho tan distribuida, que apenas existe, es un colectivo de juego, arte y participación ciudadana que aprendió a no tener integrantes sino “Integrantes Viajantes”, los que van y vienen, o vienen y se van, igual da. Los últimos años solo nosotros dos seguimos viniendo pero eso está ok para nosotros. Jajaja. Decimos que al Movimiento Lúdico le gusta mucho dormir siestas. Pero tiene historia y obras desde 1994. Pronto sacaremos la versión digital revisada y ampliada del Libro de Oro, será un placer hacértelo llegar y escuchar tus comentarios.

El Movimiento Lúdico ha sido mi propia escoela nao-escoela, donde aprendí mucho con y de las personas; sobre la mente, la creación artística, el aprendizaje, lo terapéutico, lo espiritual y el disfrute estético y sensual de la vida. Hoy diría que me parece sincrónico el que lo concibiéramos y lo viviéramos como una red distribuida sabiendo en aquel entonces tan poco sobre redes. Pero nos dábamos cuenta de algo fundamental; el hecho de que sabíamos que no queríamos tener dirigentes, ni dueños, ni lideres, ni maestros. Queríamos que hubiese tantos movimientos lúdicos como integrantes. Por lo demás decidimos dejar de tener integrantes y olvidarnos de la membresía, el que quería participar participaba y aquel que se siente parte habiendo solo participado una vez, era tan miembro como cualquiera. Disolvimos también la paradoja del éxito y el fracaso, el asunto era jugar, pero jugar en serio, e invitando a diversas personas a jugar, a la ciudadanía en último termino. Para muchos es casi una leyenda, de hecho una vez me encontré a alguien que no sabía que yo era miembro (viajante), y me ha discutido largamente que el ML no existe ni existió nunca Jajajaja… y yo encantado lo escuché sin más.

Me gustaría compartir con todos ustedes un par de textos que aparecen en el Libro de Oro y que dan cuenta de la naturaleza del Movimiento Lúdico. El primero es un manifiesto poético antimanifiesto escrito por Campbell en el origen, el 94:

Movimiento Lúdico
La Materialización de la Poesía


El Movimiento Lúdico aspira a que cada uno se transforme en el propio gurú de sí mismo.
El Movimiento Lúdico es un espacio ideado para generar instancias de multiplicación energética y creativa de sus integrantes.
El Movimiento Lúdico no tiene un manifiesto
tiene tantos manifiestos como integrantes.
El Movimiento Lúdico legitima la permanencia de la impermanencia
en los procesos grupales. Los legitima con la misma intensidad con que legitima el compromiso con las investigaciones, acciones, intervenciones, carnavales…
El Movimiento Lúdico es básicamente multidisciplinario.
El Movimiento Lúdico se declara esencialmente optimista, aunque no anula las realidades objetivas y subjetivas que involucran las múltiples manifestaciones de enajenación producidas por la escasa cultura emocional y espiritual en la que nos encontramos sumergidos aún muchos de nosotros, los seres humanos.


Y acá en el siguiente fragmento de texto sobre nuestro espíritu fundacional (del 2001), ya hablábamos de redes sociales en relación a nuestra visión y propósito, así como del fin de los maestros-alumnos:



La revolución partirá en los tijerales del templo interno


Encontrar la mágica reconstitución de la honestidad perdida
en las redes sociales exhaustas de tanta fragmentación y rapiña.

Partimos de la base de la aceptación total de lo que existe y de lo que no,
pero nos reservamos el derecho de elegir querer o no querer
nuestro querer o no querer algo, lo que fuere.

Aceptamos la aguda determinación de los deseos en
la vida individual y colectiva.

La vida del Movimiento Lúdico es una historia en la cual
el discípulo borraría al maestro, y el fiel al sacerdote.

Hay que cultivar callos en un optimismo maduro, profundo,
esencialmente pesimista y sobre todo querer jugar en serio.


Esta dorada tarde, a sí mismo el Movimiento Lúdico
se canta y se celebra


Y hablando de Hubs vendría al caso citar este:

Somos el presente de onda
de un movimiento humano,
un Embudo Multidimensional
por donde se cuelan irreversiblemente
las hordas maravillosas de perros azules, místicos,
literatos, bufones y estetas de toda toda época y lugar

Somos simples canales de una percepción universal,
integrada a la multiplicidad de códigos existentes

Cualquier intento de asemejar el amor a lo lúdico con abanderamientos,
es puro mal gusto


Incluso diría que el ML es un aspecto importante de mi espiritualidad, probablemente uno de los aspectos más terraqueos de la misma, ya que se trata de la poesía y el juego vivido como una espiritualidad, lo divíno y lo mágico subsisten en la poesía y el juego. Y no me refiero a la poesía escrita, sino a todo, al acto poético.
Para nosotros en el ML la razón y la sinrazón han de complementarse si queremos conservar la buena salud, así que nos abrimos espacio para todo tipo de locuras poéticas. Y ya que en este forum yo sólo he compartido la parte reflexiva y racional, quisiera compartir con ustedes algo de la parte lúdica y de hecho algo incluso un poco demencial también. Resulta que con Campbell tenemos un programa de Tv digital en Youtube dedicado a la poesía, que se llama: La Belleza de No Pensar. Nombre que retomamos de un celebre programa de conversaciones chileno que se llama “La Belleza de Pensar”. Ahí tenemos registrados más de 300 poetas chilenos y de Latinoamérica leyendo en diversos recitales, y también algunas cápsulas de actos poéticos que perpetramos. Entonces quisiera invitar a quien quisiere, a ver una micro cápsula que se llama “Conversaciones con La Poesía Chilena”, este nombre lo retomamos de un libro de entrevistas que se llamó así y que fue como un canon poético, que tenía la pretensión de llevar ese nombre pero incluyendo en el a menos de 10 poetas. Entonces hicimos este acto poético objetando tal arbitrariedad. Pero en una lógica dadaísta inventamos el personaje de la poesía chilena para hablar con el.
La estética de nuestro programa es explícitamente rústica y amateur. Y no se si voces nos puedan entender el ruin español chilenizado que hablamos, pero el video no es para entender nada así que sólo diviértanse viendolo:
Lo pueden ver en: http://www.youtube.com/watch?v=wTV1UJY7qpc

Un fuerte abrazo para todos, y volto em seguida con las minhas reflexiones faltantes.
Acho que entendo o conceito de sistema fechado, caro Algarra. Ele já foi utilizado pelos precursores e fundadores da cibernética (Wiener, Ross Ashby etc.). E também tem correlações com a termodinâmica (Prigogine etc.). Meu problema, quando mencionei este ponto em certo momento da discussão que fizemos aqui, era com a redução das redes sociais à redes de conversações. Penso que as redes sociais são mais do que isso, mesmo se tomarmos o conceito de Maturana de conversar (que envolve o linguagear e o emocionar etc.).

Mas... estamos agora avançando no deslindamento de uma possível mística (ou espiritualidade) terrestre e gostaria de continuar no assunto. Uma mística terrestre (para usar a expressão de Maturana no Amor y Juego) não gera religião. Essa é uma constatação importante para a "visualização" de formas pós-religiosas de espiritualidade. Se é possível imaginar que ocorreu "antes", pode-se imaginar que ocorrerá "depois". "Antes" e "depois", como vocês podem perceber, é mais ou menos como "dentro" e "fora" na pergunta do Marcelo. O "antes" e o "depois" são maneiras de viver o agora (que é o único que existe, hehe).

Aquele abraço!
Augusto, estás en deuda con los que nunca pudimos conseguir ese libro.

Augusto de Franco disse:
Acho que entendo o conceito de sistema fechado, caro Algarra. Ele já foi utilizado pelos precursores e fundadores da cibernética (Wiener, Ross Ashby etc.). E também tem correlações com a termodinâmica (Prigogine etc.). Meu problema, quando mencionei este ponto em certo momento da discussão que fizemos aqui, era com a redução das redes sociais à redes de conversações. Penso que as redes sociais são mais do que isso, mesmo se tomarmos o conceito de Maturana de conversar (que envolve o linguagear e o emocionar etc.).

Mas... estamos agora avançando no deslindamento de uma possível mística (ou espiritualidade) terrestre e gostaria de continuar no assunto. Uma mística terrestre (para usar a expressão de Maturana no Amor y Juego) não gera religião. Essa é uma constatação importante para a "visualização" de formas pós-religiosas de espiritualidade. Se é possível imaginar que ocorreu "antes", pode-se imaginar que ocorrerá "depois". "Antes" e "depois", como vocês podem perceber, é mais ou menos como "dentro" e "fora" na pergunta do Marcelo. O "antes" e o "depois" são maneiras de viver o agora (que é o único que existe, hehe).

Aquele abraço!
Eu tenho uma edição chilena (Amor y Juego: ITC) e uma tradução brasileira (Amar e Brincar: Palas Athena), amigo Boyle. Mas, infelizmente, não temos o texto digitalizado para compartilhar. Taí uma boa sugestão para o Maturana e para a Escola Matríztica: devolver seus livros ao Domínio Público (já que a apropriação está na raiz da sociedade anti-matristica: patricarcal-matriarcal, seria uma atitude coerente). Já temos aqui na BIBLI.E=R diversos textos do Maturana, mas este, particularmente, bem como vários outros, ainda não.

Carlos Boyle disse:
Augusto, estás en deuda con los que nunca pudimos conseguir ese libro.
Augusto de Franco disse:
Acho que entendo o conceito de sistema fechado, caro Algarra. Ele já foi utilizado pelos precursores e fundadores da cibernética (Wiener, Ross Ashby etc.). E também tem correlações com a termodinâmica (Prigogine etc.). Meu problema, quando mencionei este ponto em certo momento da discussão que fizemos aqui, era com a redução das redes sociais à redes de conversações. Penso que as redes sociais são mais do que isso, mesmo se tomarmos o conceito de Maturana de conversar (que envolve o linguagear e o emocionar etc.).

Mas... estamos agora avançando no deslindamento de uma possível mística (ou espiritualidade) terrestre e gostaria de continuar no assunto. Uma mística terrestre (para usar a expressão de Maturana no Amor y Juego) não gera religião. Essa é uma constatação importante para a "visualização" de formas pós-religiosas de espiritualidade. Se é possível imaginar que ocorreu "antes", pode-se imaginar que ocorrerá "depois". "Antes" e "depois", como vocês podem perceber, é mais ou menos como "dentro" e "fora" na pergunta do Marcelo. O "antes" e o "depois" são maneiras de viver o agora (que é o único que existe, hehe). Aquele abraço!
Querido Ignacio, fiquei muito feliz em saber mais de você atraves da poesia, mas particularmente com este trecho de seu texto: "...el hecho de que sabíamos que no queríamos tener dirigentes, ni dueños, ni lideres, ni maestros. Queríamos que hubiese tantos movimientos lúdicos como integrantes. Por lo demás decidimos dejar de tener integrantes y olvidarnos de la membresía, el que quería participar participaba y aquel que se siente parte habiendo solo participado una vez, era tan miembro como cualquiera. Disolvimos también la paradoja del éxito y el fracaso, el asunto era jugar... Bem, basicamente isso sou eu. hehehe!

Ainda conversaremos mais sobre o ML em outra oportunidade! gostei muito do Manifesto Ludico e vou reproduzi-lo em outras frentes.

Agora aguardo ansioso a continuidade desta rica conversação sobre a mística terrestre e esse agora cercado de antes, depois, foras e dentros! :)
E aí Ignacio?

Interessantíssima essa reflexão sobre a sabedoria animal!

Formatei e pendurei na BIBLI.E=R o seu texto em PDF:

MUÑOZ, Ignacio (2006): Biosfera y Antroposfera: Animalidad y Humanidad

Ignacio Muñoz Cristi disse:
Hola caros parceiros. Disculpen mi demora pero otros asuntos hube de atender prontamente llevado por el fluir (¿fluzz?) del vivir.

Bueno, ante todo aclaro que no soy un experto de la china ancestral, ni del Tao, más tengo encima algunas buenas lecturas y caminos caminados. Parafraseando a Marcelo, DESISTIRÉ aquí de satisfacer vuestras expectativas, que en todo caso me honran. Jajaja.

Algunos puntos históricos señalaré y luego construiré unas cuantas reflexiones al respecto.

Lo que se es que hace aproximadamente 5 mil años atrás un pueblo tribal se asentó a lo largo del rió Amarillo, al norte de la actual China. Es decir, tiempos en que el patriarcado hace milenios había ya surgido en oriente. De hecho estas tribus además de la caza, la pesca y la siembra en pequeña escala, se dedicaban al pastoreo, lo cual nos lleva a pensar que estuvieron sujetos a la misma encrucijada que todos los pastores vivieron, aquella en que si se conserva transgeneracionalmente la negación del acceso a alimentarse del proto “rebaño” a otros comensales (animales o humanos), surge la apropiación, y con ella la experiencia del enemigo, la transmutación de la herramienta de caza en arma y la expansión de la dinámica psíquica de la apropiación a otras dimensiones del vivir, como ocurre con la apropiación de la verdad.

Pongo estas distinciones para comenzar, pues quiero partir sugiriendo, como hice en mi post anterior, que aún el proto taoísmo o taoísmo shamanico original, surgió en medio de una cultura patriarcal-matriarcal, pero que al mismo tiempo habitaba una matriz relacional con mallas, con tramas, matristicas, fundadas en la confianza y la mutua aceptación. Entonces estaban sujetos desde el comienzo a las contradicciones emocionales-relacionales que de hecho más tarde, milenios mas tarde, llevaron al surgimiento del Taoismo filosófico y después, ¡ho ruin paradoja!, al taoísmo religioso.

Otro rasgo patriarcal-matriarcal de estas tribus, es la exaltación del jefe, ciertamente con poderes shamanicos: comunicación con los animales, viajes por el cielo, la tierra y el inframundo, control de los elementos naturales, interpretación de sueños, y sanación, entre otros. Ahora bien, no sabemos directamente como se relacionaban con el jefe salvo por los relatos que llegaron a nuestros días, los cuales de hecho deben haber sido interpretados patriarcalmente con posterioridad, pero pienso que es una cuestión de profundización de una dinámica psíquica que ya estaba sembrada antes, y que se deduce de lo que ya dije.
Dentro de las mas famosas historias están las del poderoso Yu, de quien se dice que no había tenido madre sino que nació directamente del cuerpo de su padre. Que revelador no?.
También se le atribuye el descubrimiento de la concha de tortuga que describía la naturaleza del flujo y el cambio en el cosmos. La cual sería la base del I Ching o libro de las artes adivinatorias. También es interesante notar que vivían en una dualidad pero con fuertes dimensiones unitarias, donde los máximos signos son el cielo y la tierra. Probablemente el origen del Ying y el Yang. Los shamanes, como Yu, viajaban al cielo, se decía. Y quedan registros de los pasos de antiguas danzas que usaban para “elevarse” a los planos superiores” donde recibían sabiduría y secretos. En la sabiduría ancestral estos pueblos vivían fundidos con la naturaleza, pero para ellos la naturaleza incluía al cielo, y sus experiencias espirituales deben haber tenido este elemento ominoso entre sus componentes. Aún así vivían los elementos terráqueos en su espiritualidad, así como la unidad con todo lo que existe, de donde surgen las historias donde personas pueden conversar con animales. Pero el cielo era fuente de cotidiana constatación del orden, origen de las regularidades más a largo plazo, y de donde probablemente surgió posteriormente la comprensión de lo que los taoístas llamaban La Vía, o el Camino del Cielo como un aspecto central del Tao. Quien podía distinguir y seguir la “voluntad” del cielo, podía alcanzar la armonía y prosperidad. Evidentemente todos los agricultores sabían y usaban sus comprensiones astronómico-astrológicas para la optima realización de sus plantaciones.
Ahora bien, los pueblos tribales ancestrales han sido clasificados como animistas, es decir que creían en entidades trascendentales que habitaban todo en la naturaleza. A diferencia del tao filosófico, donde el Tao es innombrable e impensable, una potencia impersonal.

Por lo que sé, al comienzo de la dinastía Chou, durante el siglo XII antes de nuestra era, reyes y nobles empleaban shamanes como consejeros, adivinos y sanadores, lo que derivó en la institucionalización del shamanismo. Los shamanes tenían que ejecutar su praxis ahora como un deber, el cual muchas veces les costó la vida cada vez que no resultó efectivo. Así se profundizó aún más su decadencia patriarcal-matriarcal. Una distinción que considero potente es aquella entre ritual espiritual y ritual mágico. En un comienzo los ritos tenían como fin restablecer o conservar el orden cósmico a través de la comunión de la comunidad humana y natural, pero con el surgimiento del patriarcado-matriarcado aparece la experiencia de separación hombre-naturaleza y la desconfianza en las regularidades cósmicas, lo que lleva al surgimiento del deseo de control o manipulación, y ahí comienza la magia en el sentido de tecnología controladora, no más ya como representación del flujo natural del cosmos.

Usualmente se considera que la incorporación más evidente de practicas shamanicas al taoísmo se encuentra en el ámbito del taoísmo religioso (Tao-Chiao). Sin ambargo hay diversos elementos presentes también en la cosmovisión del taoísmo filosófico (Tao-Chia).
Para empezar, dentro de lo que se sabe o cree saber, Lao-tzu, quien como ustedes saben fue uno de los autores del Tao-te Ching, era originario de la provincia de Ch`u, lugar que para entonces aún conservaba una cultura profundamente impregnada por el shamanismo, a diferencia de las zonas del control imperial hegemónico en que esto casi había desaparecido. Una vez más, la espiritualidad no es en si, sino que surge en relación a la red cerrada de conversaciones (cultura) en que se habita. Incluso hay alguna investigación lingüística que relaciona las estructuras del Tao-te Ching con la literatura de Ch`u. Lo mismo se puede decir del otro gran forjador del taoísmo filosófico, Chuang-tzu, quien provenía también de regiones situadas al sur del río Yang-tze.

En el modo de caracterizar al sabio taoísta, aparecen las asociaciones más claras con los shamanes, ambos pueden hablar con los animales, son blandos y flexibles como el bebé, su energía sexual es fuerte y practíca técnicas que resultan en su longevidad. Y sobre todo, ambos observan el orden de la naturaleza para dejarse orientar en sus actos por el.

Como ya dije la diferencia central entre el proto taoísmo shamánico y el filosófico en la concepción del orden natural, para los primeros son fuerzas animadas, de carácter divino, y para los segundos es un poder impersonal. Aún así, ambos tienen de terrenal y celestial.

Hay un concepto central en el taoísmo que tiene que ver con la orientación al orden natural, el Wu-wei, que ha sido traducido generalmente como No-Acción. Maturana y Dávila han desarrollado una mirada al respecto que en mi opinión es mucho más precisa; Wu-wei = No-esfuerzo. En el wu-wuei si se actúa. La acción que surge del Wu-wei es aquella que espontáneamente surge en armonía con el fluir del vivir, sin esfuerzo, no se empujan los procesos, no hay expectativa, por ende no aparece exigencia ni frustración como consecuencia. En su bello y esclarecedor ensayo: Biología del Tao o el Camino del Amar, nos explican: “La noción del Tao constituye una invitación a un vivir en el bien-estar psíquico y corporal, a un vivir sin esfuerzo en la unidad de toda la existencia en el hacer que surge del ver el presente cuando no hay prejuicio o expectativa. Como tal, la noción del Tao ha llevado a muchas personas a la reflexión y a la acción que busca encontrar o revelar la naturaleza de ese vivir en los ámbitos de la filosofía, la mística, y la religión.
¿Con qué nos conecta ese vivir?, ¿con lo divino o lo biológico? Pensamos que el vivir al que la noción del Tao nos invita es el vivir fundamental del vivir del ser vivo en su naturaleza biológica que se da en el existir en un presente cambiante continuo. En nosotros, los seres humanos, ese vivir ocurre como un vivir en el lenguajear sin enajenarse en el explicar, vivir que surge cuando se vive en la ampliación del ver en el desapego que es la biología del amar. Por esto el camino del Tao es el camino del amar, y el camino del amar es la biología del Tao”.
(El texto completo está en la Biblioteca de la Escola de Redes).

Otro asunto que me resulta interesante y revelador del concepto de Wu-wei, es la distinción que aparentemente hacían del mismo Lao-tzu y Chuang-tzu. Al leer el Tao-te Ching uno ve descripciones y sugerencias para la optima participación del sabio en los asuntos de estado, nada más lejos de la no-acción. Se invita a participar sin desear fama o riqueza, pero se considera fundamental que los dirigentes y sus cortes operen según la comprensión y observación del Tao.
Muy por el contrario en el Libro de Chuang-tzu, el sabio es descrito como alguien que jamás se enredaría en los asuntos de estado, alguien que, en la lógica de Marcelo, “desistía” de meterse en política, una lógica de no interferencia. Sin embargo el wu-wei no se restringe al ámbito político por supuesto. Y en la concepción de ambos, como dice el Tao-te Ching, el Wu-wei es “ir con los principios del Tao”. Sin embargo para este la senda del Tao está marcada con el sello de la benevolencia, el Tao es amable y blando como un bebé. Pero para Chuang-Tzu el Tao tiene un carácter neutro, ni amable ni rudo. Ahora bien, una vez más hay que ponerse en la matriz de la circunstancia cultural de ambos para poder ver el origen de estas diferencias.
Ambos son parte del llamado periodo clásico (700-220 A.E), que vio nacer a grandes pensadores, como Confucio, Mo-tzu y Sun-tzu, el estratega militar tan en boga por estos días. Eran días de caos político generalizado y guerras civíles. Lao-tzu vivió en la primera parte de ese periodo, llamado: Periodo de Primavera y Otoño (770-476 A.E.). En ese tiempo los grandes señores feudales ocuparon sus recursos para fortalecerse militarmente y ampliar su territorio subyugando a los feudos más pequeños. Sin embargo bien sabían que un Estado fuerte no se basa sólo en el poder militar, eran importantes también la diplomacia y el sentido de nación. De tal manera que fue un tiempo en que creció la demanda de consejeros políticos y militares, lo que de hecho dio lugar al surgimiento de toda una nueva clase social. Es en este contexto en que se entiende la invitación de Lao-tzu. El sabio era parte de la comunidad humana, era deseable que así fuera, y no se podía ser armónicamente parte de la comunidad humana sin dejarse orientar por el Tao, de ahí la importancia de la visión benevolente o amable; sin el bienestar del pueblo, ningún gobierno se sostendría. Eran tiempos de decadencia generalizada, donde los señores solían ser todo lo contrario de benevolentes. Y para que la cultura cambiase se requería que las personas cambiaran, y para que cambiaran espontaneamente estas habían de poder distinguir y fluir según los principios del Tao.
Por su parte Chuang-tzu pertenece al momento posterior llamado: Periodo de los Estados en Guerra (475-221 A.E.). En este periodo los conflictos políticos y militares se prolongaron por más de 300 años. Y había una tensión permanente entre los grandes feudos, que de 45 pasaron a sólo7. Entonces en esta época fue aún más grande la demanda de diplomáticos y consejeros que en el periodo anterior. Y el caos aún más generalizado. Muchos nobles hambrientos de poder, y muchos consejeros inescrupulosos dispuestos a cualquier cosa con tal de satisfacer sus ansias de reconocimiento. En este contexto resulta entendible que sabios taoístas como Chuang-tzu y Lieh-tzu consideraran incluso contraproducente para la propia salud el involucrarse en asuntos de Estado. Y ambos iban aún más lejos en esta actitud de desistencia, concordaban en que las convenciones sociales, que tanto promovía Confucio, eran el mayor enemigo de la libertad e integridad personal. Lo que los llevó a promover el abandono del mundo, de la comunidad, para convertirse en eremitas. La participación social y política era contraproducente para alcanzar la longevidad. De aquí la distinción en la comprensión del Tao mismo, como potencia neutra, y del wu-wei como ausencia de implicación o compromiso.
Sin embargo en ambos casos la concepción del Wu-wei como acción sin esfuerzo aplica perfectamente. Lo mismo en la visión del Tao, tal como la propusieron Maturana y Dávila, como un vivir en el bienestar psíquico-corporal habitando la unidad de todo lo que existe en el Ver el presente sin prejuicio ni expectativa.

Entonces, la cosmovisión terrena del Tao, también depende de la cultura en la cual se habita. La habitaron distinto las tribus shamanicas, los filósofos de los dos periodos, y luego los religiosos.
Ciertamente esta terrenalidad parece ser menos divinizada, menos trascendental, en los filósofos, los cuales, como ustedes saben, no son filósofos en el sentido occidental, sino místicos, caminantes de una senda espiritual reflexiva.

Hay varias cuestiones que quisiera mencionar respecto al Camino del Amar, que considero oportunas para reflexionar sobre una espiritualidad (terrena) que habita en congruencia con el fluir del vivir, siguiendo en la tónica de mirar lo que puede haber bajo la noción de Fluzz. Pero lo haré en otra ocasión. Pero terminaré citando el fragmento de un breve texto que escribí sobre la sabiduría y la unidad de la animalidad y la humanidad.

“La coherencia operacional con las circunstancias que se viven, usualmente connotada al hablar de adaptación, ocurre espontáneamente como resultado de ser componente y partícipe en las coherencias estructurales de la biosfera, cultura, o cosmos a que se pertenece, y es esa coherencia operacional en el caso humano la que hace posible la sabiduría como un modo de convivir en armonía con la matriz relacional del presente en que se existe.

Para que la mirada en el vivir y convivir sea sistémicamente coherente con las circunstancias que se viven y conviven, la persona requiere operar en el ámbito de acoplamiento estructural a que pertenece su vivir en esas circunstancias. Y para que eso ocurra, la emoción requerida es el desapego en la aceptación de la legitimidad de las circunstancias que se viven (amar). Y para que ese vivir de hecho se dé, la persona habría de conservar su operar en la biología del amar de manera que ningún prejuicio la saque del dominio de acoplamiento estructural propio al momento a que quiere o requiere atender.

Como ha señalado Humberto Maturana, desde la perspectiva de un observador que mira desde fuera, es a este operar en congruencia sistémica con la circunstancias que se vive al actuar, al que usualmente se señala con la palabra sabiduría, y desde la perspectiva del observador que ocurre en la intimidad del propio vivenciar la experiencia de deslizarse en coherencia sistémica con las propias circunstancias se vive como una experiencia estética, que de hecho vive inconcientemente lo que se puede distinguir como sabiduría.

Y para el observador atendiendo al dominio en que un organismo existe como totalidad, un animal en estado salvaje también puede aparecer como viviendo un vivir sabio, es decir un vivir en acoplamiento sistemicamente congruente con sus circunstancias. Por ende la sabiduría, en tanto operación biológica no es exclusiva de lo humano, por el contrario, el fundamento de la experiencia y del operar de la sabiduría en el ámbito humano tiene un fundamento biológico que se convive culturalmente.

Desde este entendimiento resulta claro entonces que muy por el contrario de lo que se cree y sostiene corrientemente en la cultura que vivimos en la actualidad y desde hace milenios, nuestra animalidad no es nuestra parte inferior, baja o brutal, sino todo lo contrario, es el fundamento de todo lo que llegamos a considerar bello y sabio. Las llamadas pasiones bajas, odio, envidia, cobardía, etc., no surgen en la historia evolutiva que nos da origen, y ni siquiera en los primeros milenios de la existencia humana, sino que surgen al surgir la cultura patriarcal-matriarcal cuando se genera y conserva un vivir centrado en la desconfianza, la apropiación, el sometimiento y el control. Estas pasiones “bajas” son emociones culturalmente configuradas desde un tal trasfondo cultural.

Desde siempre en las culturas llamadas ancestrales los seres humanos se han identificado con los diversos vivires animales de un modo inspirador, muchas veces fundacional en el ámbito mitológico de una comunidad humana y el cosmos que trae a la mano con su vivir, y esto no es extraño justamente dado que muchas de estas comparaciones no son metáforas (dominio revelador de semejanzas) sino isóforas (dominio revelador de igualdades) cuyo sustrato común es nuestra biología, nuestro ser sistemas autopoieticos con un origen y co-deriva común realizada acá en la biosfera”. (El texto completo lo pueden ver en: http://bioculturalia.wordpress.com/2010/04/27/biosfera-y-antroposfe...
Obrigado pelo interes Don Augusto. Por acá en el sur del sur mis actividades me han demandado todo el tiempo. Pero en estos dias acabaré el post que dejé pendiente. Es un gusto poder seguir compartilhiando con todos voces.
Saudos caros parceiros!
Cabe una disculpa por tan larga espera con mi post sobre sistemas cerrados, pero los asuntos que me tuvieron ocupados han sido muchos, incluyendo un viaje a brasil en el que, afortunadamente, aún me encuentro. Y esta vez seré más breve que de costumbre para tratar el asunto, que sin embargo bien podrá extenderse bastante más en el futuro.
Vallamos entonces al asunto directamente en cuestión:

Entiendo la incomodidad que despierta en Marcelo y en tantos más el escuchar lo que escuchan cuando oyen hablar de sistemas cerrados en el ámbito humano. Si yo escuchara que la noción de sistema cerrado se refiere al ámbito de la permeabilidad o capilaridad de los sistemas, matrices y redes, como si se dijese que no son fenómenos que existen abiertos al flujo de componentes, interacciones y relaciones, también consideraría que hay algo equivocado, algo contradiciendo mi experiencia. Pero el asunto es que al hablar de sistemas cerrados se está hablando de algo que esta en otro ámbito, el de la identidad de los sistemas, y hay dos grandes ámbitos de miradas al menos; el de la mirada a los sistemas atendiendo a la dinámica de constitución de sus identidad, y el de la mirada a los sistemas definidos por el contenido de los flujos a través de los cuales se da su existir. Son disjuntos (autónomos) pero se entrelazan.
En la mirada a los sistemas definidos por los tipos de flujos que los atraviesan uno considera, como por ejemplo hace Prigogine, la explicación de la biosfera como un sistema abierto (al intercambio energético y material) lejano al equilibrio y que camina en el curso de su inevitable desintegración entrópica. Fundamentos termodinámicos y más de por medio. Ahí, se atiende a la identidad de los componentes de los flujos, sean energéticos, moleculares, biológicos, sociales o humanos, que constituyen las congruencias estructurales y regularidades del fluir en que se conservan los sistemas, pero no a la identidad de la clase de organización estructural que constituye al sistema mismo distinguiéndolo de un trasfondo, su nicho. La identidad del flujo surge siempre especificada por la naturaleza de las operaciones y relaciones que lo constituyen. Y la identidad ocurre como un fenómeno relacional entre sistemas y nichos que es de carácter fluido, ocurre y se conserva en un flujo operacional, no es esencial o trascendente al operar. Una identidad surge como un borde (limite) operacional-relacional, siempre dinámico, pero es cerrada en el ámbito de lo que la constituye como el tipo particular de fenómeno que es. Si cambia la operacionalidad que la constituye cambia de identidad, pasa a desintegrarse y aparece otro fenómeno y otro espacio relacional.
El portugués es un sistema cerrado en el ámbito de las lenguas. Está abierto al infinito en cuanto al flujo de palabras, evoluciona a la deriva abierto como cualquier lengua. Pero en el hay algo que deja de ser el cuando se habla portugués mezclado con español, hay un punto en que esa lengua es otra, y la distinguimos como portuñol. Y el portuges tampoco se puede hablar hablando ingles o chino. Pero eso no impide que haya lenguas francas.
La cultura por ejemplo, es un sistema dinámico abierto al flujo de todo tipo de operaciones culturales, y de personas, pero es cerrada en el sentido de su identidad como fenómeno cultural, es decir su producir operaciones y relaciones culturales. Entonces la distinción de serrado o abierto surge respecto a que es lo que se esté queriendo mirar con vías a ser explicado.
Un observador distingue un sistema serrado al distinguir que en su operar produce operaciones que generan más operaciones de la misma clase. El sistema nervioso opera generando flujos de cambios de actividad electroquímica que desencadenan nuevos flujos de actividad electroquímica.
El juego de ajedrez implica una cultura, una red cerrada de operaciones culturales. Y uno sólo puede mover las piezas como las reglas del juego especifican, sin embargo hay un potencial de variaciones en las jugadas abierto al infinito. En el ajedrez “entran” o aparecen nuevas jugadas, nuevos jugadores, nuevas subculturas en torno a los rituales del juego, pero la red cerrada de operaciones que lo constituye se conserva invariante, sino, lo que aparece es otro juego.
En el organismo la autopoiesis (dinámica del vivir) ocurre como un flujo continuo de producción de los componentes que generan la red que genera los componentes, en una dinámica circular de autoproducción molecular.

Como Explicó Maturana en 1973: “Me di cuenta de que el ser vivo no es un conjunto de moléculas sino que una dinámica molecular, un proceso que ocurre como unidad discreta y singular como resultado de su operar, y en el operar de las distintas clases de moléculas que lo componen, en un entre juego de interacciones y relaciones de vecindad que lo especifican y realizan como una red cerrada de cambios y síntesis moleculares que producen las mismas clases de moléculas que la constituyen, configurando una dinámica que al mismo tiempo especifica en cada instante sus bordes y extensión. Es a esta red de producciones de componentes, que resulta cerrada sobre sí misma porque los componentes que produce la constituyen al generar las mismas dinámicas de producciones que los produjo, y al determinar su extensión como un ente circunscrito a través del cual hay un continuo flujo de elementos que se hacen y dejan de ser componentes según participan o dejan de participar en esa red, a lo que en este libro llamamos autopoiesis.”

(Tomado del prefacio de: Maturana, H. R., Varela, F. De máquinas y seres vivos. Autopoiesis: La organización de lo vivo, (1974), Ed. Universitaria, Quinta edición, Santiago de Chile, 1998.
pp. 14 y 15.)

Todo esto hay que poder relacionarlo con la comprensión del operar del observador, para quien la distinción de la organización determina la identidad del sistema o unidad observado, y la aparición de una unidad cualquiera, siempre determina una serie de fenómenos asociados a las características que la definen, lo que es igual a decir que cada clase de unidades especifica una fenomenología particular. Así, las unidades autopoiéticas especifican la fenomenología biológica como la fenomenología propia de ellas.

Como observadores, seres humanos que existen en el lenguaje, hacemos distinciones, y en la operación de distinción traemos a la mano unidades, o entes, que diferenciamos como perteneciendo a dos categorías: unidades simples y unidades compuestas (sistemas).
Una unidad simple es una totalidad en la que no distinguimos componentes. Y una unidad compuesta surge cuando distinguimos componentes en una unidad simple.
Como nos muestra la biología-Cultural, al distinguir un sistema podemos hablar de sus componentes y de las relaciones entre ellos haciendo dos distinciones: Organización y estructura.

“La organización se constituye como las relaciones entre componentes que definen la identidad de clase de una unidad compuesta. Así, una unidad compuesta conserva su identidad de clase en tanto se conserva su organización. Y la organización de una unidad compuesta es una invariante.
La estructura se constituye como los componentes más relaciones entre ellos que realizan a una unidad compuesta particular como un caso particular de una cierta clase. La estructura de una unidad compuesta puede variar y lo puede hacer de dos maneras: 1) Con conservación de la organización de modo que sus características cambian conservando su identidad de clase. 2) Sin conservación de la organización lo que constituye su desintegración o pérdida de identidad de clase”.

(Material de Estudio de Biología-Cultural. Escuela Matríztica de Santiago. Humberto Matruana & Ximena Dávila)

Los elementos que componen un sistema no son componentes en sí mismos, se constituyen como componentes de un sistema solo en tanto participan en la realización de la composición de la unidad compuesta particular que componen. “No existen componentes libres flotando por ahí”. Y la identidad de clase de un sistema está determinada por su organización.
Todo sistema existe en una deriva de cambios estructurales, y hay dos tipos de cambios: cambio estructural con conservación de la organización, y cambios estructurales que no conservan la organización. Y un ser vivo existe sólo en interacciones con el medio que gatilla en él cambios estructurales con conservación de su organización autopoietica. Es a esta relación de interacciones del organismo con el medio con conservación de la organización lo desde la comprensión Biológico-Cultural se llama Acoplamiento Estructural, la cual es la dinámica de conservación de la adaptación. La relación de acoplamiento estructural corresponde a la transformación congruente de organismo y medio. El ser vivo se conserva en el vivir mientras sus interacciones sean sólo perturbaciones que gatillan cambios estructurales. El ser vivo se muere (pierde su identidad de ser vivo) cuando se encuentra en una interacción que gatilla en él un cambio destructivo que desintegra su organización. En el ámbito físico, una silla (cadera) puede tener una estructura compuesta por elementos metálicos, y uno puede cambiar esos componentes por otros de madera o de plástico, sin que esto cambie su organización. Pero si altero la relación entre los componentes, por ejemplo poniendo las patas de la silla en la parte superior del asiento o en su respaldo, ya no será una silla. Abre gatillado en ella un cambio estructural que no conserva su organización silla.
En la vida cotidiana sabemos que una silla puede sufrir cambios estructurales que la dejan como silla, y cambios estructurales por los cuales deja de serlo, y cuáles son cuáles depende de la estructura de la silla, así como su ocurrencia depende de las interacciones con las circunstancias.

Así, aun cuando en cada caso de sistemas cerrados habrá que mirar las particularidades del dominio en que hacemos las distinciones, el fundamento es el mismo, la operación de distinción respecto a unidades y sistemas así como sus componentes y las relaciones entre estos, se trate, de muebles, seres vivos o culturas.
Para hablar de cultura por ejemplo, habría que considerar, la dinámica del lenguaje, los sentires y emociones, así como el conversar y su dinámica de redes. Lo cual no haré ahora.

P.d. Celebró que celebremos la comunidad de los 5000, y deseo que se amplifiquen ahora las relaciones entre esos 5000. Abrazo para todos.

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