Escola de Redes

Desde a biologia-cultural o conversar não é Falar, falar é uma maneira do conversar, e conversar e um fluxo de vida no emaranhado de emoções e linguagem. La cultua se describe como uma rede fechada de conversaçoes. Y toda a atividade humana surge em redes de conversações, e cada tarefa em particular se constituye como uma forma particular de entrelaçamento de fazer , sentires e emocioes. Olheado asím, a Escola de Redes e uma rede fechada de redes abiertas y fechadas de conversaçoes. Y como todas a redes sociais no é social em si mesma, depende do sentir e emoção com que se la habita.
O convite aqui é pensar sobre as redes sociais a partir da comprención da biologia-cultural e, em particular, da rede social que queremos juntos co-inspirar.

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Pois é, caro Ignacio. Mas é necessário provocar uma desastabilização nessa visão inspiradora de nosso Maturana. A plataforma Ning, que usamos aqui como ferramenta de netweaving, por certo, não é uma rede social. Mas as pessoas que interagem aqui, enquanto interagem, conformam redes sociais. Indivíduos interagindo são pessoas (humanas) e, enquanto tais, já são redes (sociais). Claro que, para fazer isso, é necessário que se atualize uma emoção (cooperativa ou amorosa), mas não um conteúdo determinado. A provocação é importante porquanto não é difícil confundir a co-inspiração como alguma coisa além da co-inspiração, alguma coisa que dependa de uma convicção, de um conjunto de idéias, de um ethos ao qual se deva aderir ou que se deva assumir e reproduzir.

Há aqui um perigo. Redes sociais não são ajuntamentos de pessoas que se dispõem consciente e voluntariamente a cooperar, a amar os semelhantes, a ter uma "ética". As pessoas nas redes cooperam enquanto interagem cooperativamente. E só são cooperativas (e amorosas) enquanto fazem isso. E, a rigor, só são humanas na medida em que fazem isso (não em uma rede voluntariamente construída e sim naquelas redes que existem independentemente de nossos esforços conectivos, que nos acolheram quando nascemos e continuam nos acolhendo enquanto vivemos). Não é que elas decidiram, antes, ser cooperativas para poder participar das redes, como quem faz uma profissão de fé para aderir a uma nova organização inspirada por uma nova doutrina. Rede sociais não são clubes de anjos, não são um novo tipo de organização baseado em uma nova visão do humano e do social. Simplesmente elas são o que são porquanto não podem não-sê-lo existindo indivíduos que interagem em seu processo de humanização. O humano só se consuma na relação com outro humano e é a relação que humaniza ambos.

Nada de pensar redes sociais como um clube seleto de pessoas cooperativas. As pessoas mais cooperativas do mundo tornam-se agressivamente competitivas se estiverem imersas em constelações centralizadas de fluxos, em configurações verticais, em organizações com topologias mais centralizadas do que distribuídas. Digo às vezes que Mohandas Gandhi ou Francisco de Assis, se inseridos numa topologia como a do Diagrama A de Paul Baran, não poderiam ser cooperativos, amorosos e pacíficos.

Não são as convicções que estão dentro da sua cabeça que determinam nada disso. Portanto, trata-se de exercer a interação em rede e não de convencer os outros do valor da cooperação, do amor e da paz. Trata-se de com-viver, de viver-em-rede, de não se organizar de modo hierárquico, de não obstruir fluxos, desatalhar clusters e excluir nodos. Trata-se de não gerar artificialmente escassez.

Então, meu caro Ignácio, se, sabendo disso, na hora que eu vou me organizar, eu estruturo um cluster separado de outros clusters, com fronteiras fechadas aos fluxos, protegido do outro para conformar uma identidade proprietária... então, nesse caso, de nada adianta sair por aí falando do amor. Simples assim: quem quer realizar essas coisas, deve "fazer redes". Não pode erigir uma igrejinha, uma patota, uma escola (a não ser que seja uma escola-não-escola, ou seja uma comunidade de aprendizagem em rede).

Nosso querido Maturana (há muito tempo admirado e amado por mim e por muitos de nós) e o pessoal da Instituto Matriztico (ou da Escola Matriztica de Santiago) devem refletir sobre essas coisas. Essa é a provocação fraterna que faço aqui.
Augusto de Franco disse:
Então, meu caro Ignácio, se, sabendo disso, na hora que eu vou me organizar, eu estruturo um cluster separado de outros clusters, com fronteiras fechadas aos fluxos, protegido do outro para conformar uma identidade proprietária... então, nesse caso, de nada adianta sair por aí falando do amor. Simples assim: quem quer realizar essas coisas, deve "fazer redes". Não pode erigir uma igrejinha, uma patota, uma escola (a não ser que seja uma escola-não-escola, ou seja uma comunidade de aprendizagem em rede).

Nosso querido Maturana (há muito tempo admirado e amado por mim e por muitos de nós) e o pessoal da Instituto Matriztico (ou da Escola Matriztica de Santiago) devem refletir sobre essas coisas. Essa é a provocação fraterna que faço aqui.


Provocación reflectiva alegremente aceptada Don Augusto. Obrigado por su interes e desculpe meu portugñol.
Me parece que voçe apunta al corazón de la cuestión con sua opinión. Antes que nada tendría que indicar que ninguém escapa al hecho de que vemos y decimos todo lo que vemos y decimos desde algún critério de distinçao, por ende todo lo que la comunidad Matríztica, y en este caso yo, comprendemos desde la biología-cultural, surge, nao como uma verdade em si, sino como um aspecto de las coherencias sistémicas distinguidas desde las abstracciones que constituyen los criterios desde donde vemos y decimos. Muy especialmente la naturaleza no essencial de o social, la cual es uma dinámica fluida que a veces está y a veces nao, dependiendo de la configuración de emocioes que la constituyen. Ciertamente nao se trata de invitar a ser amorosos, sino de mostrar que las condicioes de posibilidade para el surgimiento, realización y conservación de uma dinámica social simplemente nao se dan si nao se da una dinámica relacional de mutua aceptación (amar). Tampoco se dice aquí que haya umas relaciones buenas y otras malas, nao, sólo son distintas. Como ocurre respecto a las relaciones laborales, que nao son sociais, sin embargo abren un ámbito de relacionamiento que posibilita otras dinámicas relacionales, entre ellas las sociales. Así sucede por ejemplo al hacer amistad con os nossos colegas de trabalho o con el chefe. Pero la amistad con el chefe existe en un ámbito distinto de la relación laboral que se tiene con él, lo cual es observável al ver que el chefe nao responderá primariamente como amigo ante uma falta ao contrato laboral, sino como chefe. Igualmente el empleado ante um eventual nao cumprimento no pagamento de su salário. Y todo esto pudiendo conservar la relación amistosa, justamente porque ocurren en ámbitos disjuntos.
Em seguida, sucede que lo que distinguimos al mirar cualquier dinámica social, humana o nao, se puede abstraer diciendo que; en cada ocasión em cual vemos que los membros do um conjunto de seres vivos constituyen con suas conductas uma matriz relacional que actúa para elos como um medio nel que elos se realizan y conservan como tales, y existen em uma coderiva que es contingente a la sua participación en dicha trama relacional, distinguimos un sistema social. Pero esto nao ocurre si nao se da una dinámica de mutua aceptación, la cual es un fenómeno primariamente emocional, nao racional, aún cuando se puede razonar sobre el como aquí juntos estamos facendo.
Quiero dejar muy claro que, en mi experiencia, la Escola de Redes sí es un sistema social, por que lo que he distinguido hasta hora ocurre en este espacio de mutua aceptación. De hecho, un muy particular espacio do aceptación em cual se invita a refletir compartilhadamente em torno a las condiciones de posibilidad para la ampliación de las dinámicas de mutua aceptación que permiten la realización de una cultura democrática de las llamadas redes sociales. Mi provocación refletiva tiene a ver com invitar a olhear que lo social aquí, y en todas partes, es un fenómeno propio do sistemas dinámicos (y estructuralmente determinados) que ocurre como un fluxo, no es una propiedad intrínseca de los conjuntos de seres vivos o humanos. Ahora bien, La Escola de Redes por lo demás es un ámbito social sólo para los participantes que realizan la cultura que la constituye, lo cual queda evidenciado no la aceptación do las tarefas a que cada uno de nos se compromete (concorda?) cumprir. Simplemente nao se acepta, o nao se permite la conservación, de as pessoas que no satisfacen el modo de convivencia que constituye la identidade de la Escola. Entonces ela nao es un espacio social para las personas que nao la habitan, y tampoco lo será para las personas que de un día para otro començen a moverse conservando uma convivencia que contradiz o modo do habitar a que ela invita. Esto suena muito óbvio, y no tiene nada de malo, siempre es así, pero sino atendemos al fundamento es fácil esquecer la natureza dinámica del fenómeno social, que se desintegra, como voçe bem señala, cuando se perden las relaciones coínspiradas em torno ao cual la comunidade quiere conservar al centro de suas relaciones constitutivas, como por ejemplo el enfatizar conductas que tienen que ver con el deseo de vender, o de capturar clientes no aquario, y en general todo lo que tiene que ver con violar las reglas de nossa comunidade escolar. Todo esto queda claro en el mismo decir de la Escola: “Regras da Escola-de-Redes são orientações baseadas em acordos de convivência considerados automaticamente aceitos por quem se conecta aqui. Quem não aceitar não deve se conectar. Quem violar as regras será banido do site”.
Entonces Don Augusto, meu invitación central tiene a ver com mi deseo do aportar al refletir conjunto sobre aquelo que la Escola, como comunidad humana que somos, deseja conservar en su convivencia, ya que todo irá mudando según sea lo que conservemos momento a momento en nossa coderiva. Ya que como diz la ley sistémica de la conservación y cambio (Maturana y Dávila dixit): “Cuando en un conjunto de elementos comienzan a conservarse ciertas relaciones, se abre espacio para que todo cambie en torno a las relaciones que se conservan”. El vivir de los seres vivos ocurre como uma permanente dinámica de cambios estructurales em um meio cambiante, pero nesta deriva estructural natural ocurrem dinámicas de conservación que operan como fluxos estacionarios, es decir, son fluidas, móviles, pero se conservan em tanto se den las condiciones de posibilidad para sua conservación. De aquí a importancia do preguntarnos por lo que queremos conservar en la Escoela, como de manera implícita ya se hace en los distintos grupos, por ejemplo en nosso grupo “Pensando uma plataforma de Netweaving”. Y muy particularmente en la inspiración que, me parece, funda nossa Escola de Redes, la cual tiene que ver con la realización de uma cultura democrática, de colaboración, abundancia y descentralización operacional expandida y nao autocrática. Lo cual pienso se quiere sintetizár en el lema: “A rede não é um instrumento para fazer a mudança. Ela já é a mudança!”
Obrigado.
Salve meu novo amigo @Antropoetico, Ignácio Muñoz! É isso mesmo que você diz (do lugar onde diz, hehe - também eu posso fazer incursões no "maturanez", como sempre brinco com meu amigo Algarra).

Mas, como penso, do lugar onde digo, é quase isso.

Você afirma que "nao se trata de invitar a ser amorosos, sino de mostrar que las condicioes de posibilidade para el surgimiento, realización y conservación de uma dinámica social simplemente nao se dan si nao se da una dinámica relacional de mutua aceptación (amar)". O que estava dizendo é que não há como mostrar tais condições sem experimentá-las. E experimentá-las é interagir em rede.

Ontem mesmo, falando no Encontro Vivo de Pessoas, ressaltei este ponto. Os dirigentes da empresa chegaram à conclusão de que os colaboradores da empresa devem amar seus clientes (e os demais stakeholders) para transitar para um padrão de rede. Observei então que o amor não pode ser um apelo (ou uma explicação) para levar alguém a amar. E que tal só se consuma quando as pessoas começarem a conversar e a se estruturar em um padrão de rede. Assim como não há caminho para democracia, posto que a democracia é o caminho, não há nada que se possa fazer para transitar para um padrão de rede a não ser interagir em rede.

E mais: não é qualquer conteúdo que pode inspirar alguém (ou co-inspirar muitos) a interagir em rede e sim a própria interação... Penso que não se entenderá isso a menos que se observe fenômenos inconscientes, que não dependem da vontade do sujeito - das pessoas, no caso das redes sociais - fenômenos como a sincronicidade, a reverberação, os múltiplos laços de realimentação de reforço, o aglomeramento e o espalhamento, o enxameamento, a imitação distribuída, a contração de caminhos... É claro que, se quisermos fazer voluntariamente uma rede, apenas construiremos interfaces para tentar "conversar" com aquelas redes que existem independentemente de nossos esforços conectivos.

Este é o caso da Escola-de-Redes: as regras (ou acordos de convivência) são tentativas de não produzir artificialmente escassez (hierarquia é, por definição, escassez de caminhos artificialmente produzida); além é claro, de estabelecer um propósito (todas as redes voluntariamente construídas têm um propósito inicial, do contrário não seriam voluntariamente construídas).

Mas as regras não são uma separação entre os de dentro e os de fora a partir de um conteúdo, de uma mensagem, de uma doutrina, de um conjunto de idéias que alguns compartilham e outros não. Se fizéssemos isso, erigiríamos uma escola. A Escola-de-Redes - se quiser ser rede - é apenas uma maneira de mostrar: não há escola (da única maneira possível de mostrar isso, que é: não-fazendo Escola). Está percebendo a diferença, caro Ignácio?

Se você junta os que compartilham qualquer corpo de idéias (mesmo que sejam as excelentes idéias de nosso amigo Humberto Maturana) e, a partir daí, constrói um coletivo, você está fazendo uma escola. Não importa o que você pense, valorize, fale ou pregue: você ensina, quer dizer, escorre por um sulco já cavado pelo ensinamento! Não importa para nada se você reconhece (aliás, corretamente, a meu ver) que o patrimônio cultural conservado pela comunidade matriztica "não é uma verdade em si, mas um aspecto das coerências sistêmicas apreendidas a partir das abstrações que constituem os critérios a partir dos quais vemos e dizemos (o que dizemos)".

Em outras palavras: não é o desejo (dos sujeitos) de conservar determinado corpus teórico, nem mesmo o desejo de conservar um modo de convivência explicitável e explicável (pelos sujeitos) que constitui a comunidade humana (ou a rede). A rede acontece quando você interage. Ponto. Tudo que podemos fazer para ensejar a interação é evitar a produção artificial de escassez. Não adianta sistematizar conteúdos e esperar que, sintonizando-se com tais conteúdos, as pessoas passarão a conviver em rede. Isso está no terreno do proselitismo (uma dimensão de ensino, de propagação de ensinamento, não de aprendizagem).

Escrevendo agora o NET-W34V3R HOW-TO (que é apenas aparentemente uma atualização do H4CK3R HOW-TO de Eric Raymond: 10 anos depois), tenho refletido mais sobre isso. Raymond aconselhava o Zen aos hackers, a meu ver um formidável software de desconstituição de certezas, compartilháveis por uma ou várias comunidades. Tenho pensado que precisamos voltar ao Tao, para limar as aderências doutrinárias que ele adquiriu: ao se fundir ao budismo foram introduzidos conteúdos... Sim, continua sendo o Zen, mas só depois de você matar o Buda.

Quero dizer que a comunidade matriztica precisa matar o Maturana (que é a melhor forma de amá-lo). Precisa se livrar das aderências de um modo-de-argumentar, de uma autêntica maneira particular de pensar, falar e escrever que fazia sentido para o ser humano unique Maturana na sua deriva fenotípica própria (aquele continuum de experiências pessoais intranferíveis que só ele podia ser), mas que, reproduzidos por discípulos ou seguidores em uma escola vira maneirismo, tortuosidades argumentativas nas quais a interação entre os sujeitos sobre um conteúdo fica parecendo um jogo de cricket com tacos e wickets flexíveis, tendo por isso que invocar a toda hora a epistemologia para validar a ontologia). É o que ocorre, por exemplo, quando você interpela o interlocutor: "Mas a partir de que lugar você diz o que diz?". Isso me faz lembrar os primeiros freudianos, com os quais não se podia conversar porquanto, se você questionava a natureza de um complexo eles objetavam que você só estava fazendo tal pergunta porque estava possuído por aquele complexo. Sim, eles estavam fazendo (e fizeram) uma escola.

E o passo seguinte dessa ação profunda de amar tão profundamente o Maturana ao ponto de matá-lo é não constituir um grupo proprietário em torno de suas idéias, de abrir mão de erigir um corpo docente (uma escola) a partir de um corpo teórico para propagar um ensinamento que possa ser diferencialmente ministrado por "representantes autorizados", posto que chancelados pelo próprio Maturana (quer façam disso um negócio ou não - esse não é o ponto aqui).

Fiz tais observações porque penso que a fabulosa contribuição de Humberto Maturana aos fundamentos da teoria e da prática de redes, deve frutificar em rede, sem ser ordenada por pessoas ordenadas para reproduzí-la ou para atestar a autenticidade de um conteúdo e validar seus argumentos. E nem mesmo para reproduzir um modo particular de argumentar ou uma denominação de um programa proprietário, como, por exemplo, "biologia-cultural" enquanto nova ciência ou arte do habitar, do viver ou do conviver humano; ou o que seja. Isso é uma condição de contorno opaca quando precisamos de membranas.

Para tanto, a primeira atitude - e a única - é interagir, como você está fazendo agora, Ignácio. Maturana e seus amigos devem expor-se à interação. Maturana pode, mas o Instituto ou Escola Matríztica não pode ser um grupo que sai pelo mundo propagando um legado baseado nas idéias de Maturana. Para ser uma rede, o legado tem que ser open, para poder ser desenvolvido, alterado, modificado, sem necessidade de ordenação ou chancela. Para poder ser rede a membrana deve deixar entrar e sair outros conteúdos dentro do escopo estabelecido (posto que se será uma rede voluntariamente construída haverá um escopo delimitado e algumas regras ou acordos de convivência, mas isso, repito, nada tem a ver com a adesão a um conteúdo substantivo). Sempre sem exigências, é claro. Mas sabendo que sem interagir com o outro imprevisível, com aquele que não planejamos interagir, não pode ser rede (social distribuída).

Isso que digo é muito prático, Ignácio. Significa que os membros da comunidade matriztica podem compartilhar o que já compartilham entre si e, além disso, também podem compartilhar o que fazem com os outros que não aderiram ao seu legado construído, os que não são seus discípulos e não foram seus alunos, os que não reproduzem sua linguagem e sua forma de argumentar. Recentemente tive a experiência de fazer contribuições ao texto Matriz Ética do Habitar Humano onde disse basicamente essas mesmas coisas, tendo, entretanto, ficado com a impressão de que não havia real interação. Uma boa medida, quem sabe, para viabilizar e publicizar tudo isso, expondo-se ao fluxo da interação sem proteções corporativas, seria adotar plataformas de redes em vez de sites proprietários. Responder aos que interpelam ou, se acharem que não devem responder (posto que isso seria uma exigência) assumir a vulnerabilidade que significará a evidência gritante da não-resposta.

Estou dizendo que a Escola Matríztica deve ser uma não-escola para ser rede. Estou dizendo que não basta fluir na sintonia interna dos que acolhem o outro que reconhecem como desejosos de conservar o que querem conservar, do lugar onde estão, desde que esse conservar seja referente a um compartilhar um determinado conteúdo.

E por que estou dizendo isso? Não seria uma intromissão indevida nas atividades alheias? Não seria uma exigência incompatível com o espírito libertário que nos anima (afinal, cada qual não é livre para fazer o que bem entende, do jeito que bem entende)? Claro! Mas estou dizendo essas coisas porque, já há mais de dez anos considero a contribuição de Maturana o melhor fundamento (antropológico, vamos dizer assim) para a cooperação! No entanto, estudando e experimentando as redes, descobri que a cooperação não depende de um desejo que aflorou à consciência e sim do modo como os seres humanos se organizam, e nada mais!

Nos últimos dez anos, interagi com seus escritos, recombinei passagens, modifiquei pressupostos e aduzi outros, amassei esse barro até fazer dele outra coisa. Mudei a linguagem, não adotei os maneirismos, inventei outros modos de argumentar. Matei o Maturana. E espero que muitos outros, num gesto semelhante de amá-lo tão profundamente, possam fazer a mesma coisa.

Ignacio Muñoz Cristi disse:
Augusto de Franco disse:
Então, meu caro Ignácio, se, sabendo disso, na hora que eu vou me organizar, eu estruturo um cluster separado de outros clusters, com fronteiras fechadas aos fluxos, protegido do outro para conformar uma identidade proprietária... então, nesse caso, de nada adianta sair por aí falando do amor. Simples assim: quem quer realizar essas coisas, deve "fazer redes". Não pode erigir uma igrejinha, uma patota, uma escola (a não ser que seja uma escola-não-escola, ou seja uma comunidade de aprendizagem em rede).

Nosso querido Maturana (há muito tempo admirado e amado por mim e por muitos de nós) e o pessoal da Instituto Matriztico (ou da Escola Matriztica de Santiago) devem refletir sobre essas coisas. Essa é a provocação fraterna que faço aqui.


Provocación reflectiva alegremente aceptada Don Augusto. Obrigado por su interes e desculpe meu portugñol.
Me parece que voçe apunta al corazón de la cuestión con sua opinión. Antes que nada tendría que indicar que ninguém escapa al hecho de que vemos y decimos todo lo que vemos y decimos desde algún critério de distinçao, por ende todo lo que la comunidad Matríztica, y en este caso yo, comprendemos desde la biología-cultural, surge, nao como uma verdade em si, sino como um aspecto de las coherencias sistémicas distinguidas desde las abstracciones que constituyen los criterios desde donde vemos y decimos. Muy especialmente la naturaleza no essencial de o social, la cual es uma dinámica fluida que a veces está y a veces nao, dependiendo de la configuración de emocioes que la constituyen. Ciertamente nao se trata de invitar a ser amorosos, sino de mostrar que las condicioes de posibilidade para el surgimiento, realización y conservación de uma dinámica social simplemente nao se dan si nao se da una dinámica relacional de mutua aceptación (amar). Tampoco se dice aquí que haya umas relaciones buenas y otras malas, nao, sólo son distintas. Como ocurre respecto a las relaciones laborales, que nao son sociais, sin embargo abren un ámbito de relacionamiento que posibilita otras dinámicas relacionales, entre ellas las sociales. Así sucede por ejemplo al hacer amistad con os nossos colegas de trabalho o con el chefe. Pero la amistad con el chefe existe en un ámbito distinto de la relación laboral que se tiene con él, lo cual es observável al ver que el chefe nao responderá primariamente como amigo ante uma falta ao contrato laboral, sino como chefe. Igualmente el empleado ante um eventual nao cumprimento no pagamento de su salário. Y todo esto pudiendo conservar la relación amistosa, justamente porque ocurren en ámbitos disjuntos.
Em seguida, sucede que lo que distinguimos al mirar cualquier dinámica social, humana o nao, se puede abstraer diciendo que; en cada ocasión em cual vemos que los membros do um conjunto de seres vivos constituyen con suas conductas uma matriz relacional que actúa para elos como um medio nel que elos se realizan y conservan como tales, y existen em uma coderiva que es contingente a la sua participación en dicha trama relacional, distinguimos un sistema social. Pero esto nao ocurre si nao se da una dinámica de mutua aceptación, la cual es un fenómeno primariamente emocional, nao racional, aún cuando se puede razonar sobre el como aquí juntos estamos facendo.
Quiero dejar muy claro que, en mi experiencia, la Escola de Redes sí es un sistema social, por que lo que he distinguido hasta hora ocurre en este espacio de mutua aceptación. De hecho, un muy particular espacio do aceptación em cual se invita a refletir compartilhadamente em torno a las condiciones de posibilidad para la ampliación de las dinámicas de mutua aceptación que permiten la realización de una cultura democrática de las llamadas redes sociales. Mi provocación refletiva tiene a ver com invitar a olhear que lo social aquí, y en todas partes, es un fenómeno propio do sistemas dinámicos (y estructuralmente determinados) que ocurre como un fluxo, no es una propiedad intrínseca de los conjuntos de seres vivos o humanos. Ahora bien, La Escola de Redes por lo demás es un ámbito social sólo para los participantes que realizan la cultura que la constituye, lo cual queda evidenciado no la aceptación do las tarefas a que cada uno de nos se compromete (concorda?) cumprir. Simplemente nao se acepta, o nao se permite la conservación, de as pessoas que no satisfacen el modo de convivencia que constituye la identidade de la Escola. Entonces ela nao es un espacio social para las personas que nao la habitan, y tampoco lo será para las personas que de un día para otro començen a moverse conservando uma convivencia que contradiz o modo do habitar a que ela invita. Esto suena muito óbvio, y no tiene nada de malo, siempre es así, pero sino atendemos al fundamento es fácil esquecer la natureza dinámica del fenómeno social, que se desintegra, como voçe bem señala, cuando se perden las relaciones coínspiradas em torno ao cual la comunidade quiere conservar al centro de suas relaciones constitutivas, como por ejemplo el enfatizar conductas que tienen que ver con el deseo de vender, o de capturar clientes no aquario, y en general todo lo que tiene que ver con violar las reglas de nossa comunidade escolar. Todo esto queda claro en el mismo decir de la Escola: “Regras da Escola-de-Redes são orientações baseadas em acordos de convivência considerados automaticamente aceitos por quem se conecta aqui. Quem não aceitar não deve se conectar. Quem violar as regras será banido do site”.
Entonces Don Augusto, meu invitación central tiene a ver com mi deseo do aportar al refletir conjunto sobre aquelo que la Escola, como comunidad humana que somos, deseja conservar en su convivencia, ya que todo irá mudando según sea lo que conservemos momento a momento en nossa coderiva. Ya que como diz la ley sistémica de la conservación y cambio (Maturana y Dávila dixit): “Cuando en un conjunto de elementos comienzan a conservarse ciertas relaciones, se abre espacio para que todo cambie en torno a las relaciones que se conservan”. El vivir de los seres vivos ocurre como uma permanente dinámica de cambios estructurales em um meio cambiante, pero nesta deriva estructural natural ocurrem dinámicas de conservación que operan como fluxos estacionarios, es decir, son fluidas, móviles, pero se conservan em tanto se den las condiciones de posibilidad para sua conservación. De aquí a importancia do preguntarnos por lo que queremos conservar en la Escoela, como de manera implícita ya se hace en los distintos grupos, por ejemplo en nosso grupo “Pensando uma plataforma de Netweaving”. Y muy particularmente en la inspiración que, me parece, funda nossa Escola de Redes, la cual tiene que ver con la realización de uma cultura democrática, de colaboración, abundancia y descentralización operacional expandida y nao autocrática. Lo cual pienso se quiere sintetizár en el lema: “A rede não é um instrumento para fazer a mudança. Ela já é a mudança!”
Obrigado.
Augusto de Franco disse:
considero a contribuição de Maturana o melhor fundamento (antropológico, vamos dizer assim) para a cooperação! No entanto, estudando e experimentando as redes, descobri que a cooperação não depende de um desejo que aflorou à consciência e sim do modo como os seres humanos se organizam, e nada mais!

Nos últimos dez anos, interagi com seus escritos, recombinei passagens, modifiquei pressupostos e aduzi outros, amassei esse barro até fazer dele outra coisa. Mudei a linguagem, não adotei os maneirismos, inventei outros modos de argumentar. Matei o Maturana. E espero que muitos outros, num gesto semelhante de amá-lo tão profundamente, possam fazer a mesma coisa.

Touche!! Jajaja. Sigue voçe rondando lucidamente ao núcleo de la cuestión meu estimado. Sin embargo así como me parecen acertadas varias de suas opinoes hay algumas con las que nao puedo sino estar en franco desacuerdo.
Eu gosto muito del cuento Zen aquele en que se invita a matar a buda para trascender la trampa del apego a sua imagen, de hecho en mi casa tengo la que pienso es la mejor representación de eso, um Buda sim cabeza!! E entendo el punto cuando diz que hay que matar a Maturana, aunque a diferencia de Buda, Maturana é meu amigo entonces a ele nao mataré jajaja.
Me parece que voçe acierta en indicar la tentación, demasiado común, de convertir a Maturana en un icono intocable e la Biología-Cultural em uma secta o escola fechada. Mas nao cuando voçe pensa que para matar ao icono sólo se puede entrecruzar teorías o perspectivas. Hay outra forma. Mas antes do falar de isso eu quiser hablar de mi para situar la cuestión. Hace pouco eu fui em bora do Instituo (Hoy Escola), só pra facer um caminar desde mi donde poder realizar mis soños e intereces. Más eu conservo la amistad, gratitud e admiración por quienes fueron mis mestres en la comprensión B-C do humano, e eu comparto hoy com eles a misma comprensión do humano, aunque nao necesariamente tudas suas opiniones.
Bem, eu sei lo que es adorar al icono Maturana pos em um comienso eu lo adore, sim duvida, es más, llegué a hacer proselitismos sob a objetividade entre paréntesis quitandole inconscientemente el paréntesis. Nosa!! hahaha, um arma terrible e de double filo. Más no é o caso hace ya bastantes anos.
Bom, o asunto é el siguente, si la comprención B-C do humano consistiera em falar maturanez, concordaría que umo debería falar outras lenguas para llegar a vivir com libertad ese maturanez. Pero nao é el caso meu caro e sabio Don Augusto. Por um lado como voçe sabe bem, cuando uno entra en el camino de la comprención de cualquier cosa, los conceptos nos ayudan a integrar en nosso proprio entendimiento los conocimientos adquiridos y por adquirir. Los conceptos, como toda palabra, iluminan y a la vez oscurecen aquello que señalan. Mas cuando uno ya ha alcanzado el entendimiento este forma parte de uno de manera orgánica, uno se conduce y habita ao mondo inconcientemente desde ahí. Y es al actuar desde ahí, que alguien que posee el mismo entendimiento al observar el actuar del otro puede dizer; “Ah ese cara tem comprensión”. No se trata pois del maturanez sino de la comprensión de lo humano a traves de la reflexión y constatación de la propria humanidad de si. Cierto es que Maturana desarrollo estos conceptos, e ainda más, llevo a nuevos horizontes el pensamiento y escritura circular, que como voçe sabe consiste en aquele ámbito de reflexividad en que cabe tudo aquello que distinguimos y que luego recursivamente usamos como punto de partida para novas reflexioes, como ao falar sob lo que quiero querer. Lo cual es el sello que más identifica su escritura y que máis suele dificultar sua lectura, muitas veces hasta lo exasperante. Jajaja ¿né?. Bom, más é perfectamente posible conducirse desde esta comprensión sin usar ni los conceptos ni la escritura o fala circular, pero só cuando, por um lado, voçe a comprendido plenamente la naturaléza biológica del conhecer de uma manera intima, atendiendo a seus proprios padroes conductaes, y por otro cuando voçe entiende como es posible y cuales son las consecuencias de que los seres humanos seamos criaturas biológicamente amorosas, e el hecho de que, como diz Ximena Dávila, el origen de tudos nossos dolores e sofrimentos tem origen nesta cultura. Ainda más, ao llegar a este punto, uno necesita bastante experiencias todavía para poder explicar fluidamente sin los conceptos ni la circularidad. Mas ¿Por qué habría uno de querer no usar os conceptos o la circularidade para explicar? Ah… hay muitas circunstancias em que esto resulta adecuado y aún deseable, por ejemplo em diversos ámbitos pedagógicos o de asesoramiento de pessoas y organizaçoes. Pero quiero resaltar que es uma opción, no es algo que se “debe” hacer. Em verdad eu gosto muito de hacerlo cada vez que me parece oportuno, como dicen em México: “Eu navego com bandeira do pendejo” no aparento saber nada, simplemente me muovo y no me bem venir. Más em circunstancias virtuaes como esta donde so tem a palabra, eu uso los conseptos por que son herramientas para co-construir refleciones posibels. Y de hecho, como voçce podería notar em a maioría de meus escritos, eu trato de aminorar lo mas posible la circularidad, ya que, em mi opinión, que por cierto difiere de la de Don Humberto, ela ayuda a la comprensión del otrou só si el otrou ya entiende lo suficiente. Ademas eu no penso que otro posa entender a B-C a traves de la lectura, esta é só um complemento, fundamental, máis um complemento. ¿Do que? Do la experiencia de transformación em la comvivencia con otros que habitan no entendimiento.
Lo que quisiera acercar a dar a entender a voçe, é que ese otro camino que mencioné, es el de alcanzar el habitar numa unidad psiquica (pra no decir epistemológica hehehe) em que tudo cabe, em que puedo seguir alimentando mi vivir reflexivo com as enseñanzas do Tao, do shamanismo, do física cuantica, do psicoterapia ericksoniana, do poesía, etc., sim por ello ter que construir un pensar ecléctico donde umas coisas no encajan com outras.
Máis como voçe perfeitamene entende, al igual que cualquier budista nao-budista que a matado a Buda, este tipo de experiencia do cual quiero dar cuenta aquí no pode ser transferida a outro a través del explicar, sea circular, cuadrado o triangular. Por lo demás aclararé que, al menos para mi, nao é uma cosa que se alcanza y ya, é uma vida tuda, entera, pues la dualidad sigue al acecho día y noite (empezando por la dualidad entre unidad e dualidad), al igual que todas as tentaciones propias de nossa geocultura, especialmente arrogancia y prepotencia, simplemente por que hemos sido criados nela. Y ni aún el entendimiento cambiará ese fato, mas el entendimiento me otorga la potente libertad de elegir, y eso simplemente desde el darme cuenta de cómo vivo meu vivir. Quizas é por esta conciencia que tengo, que he elegido privilegiar, por ahora, la poesía, el jogo y el trance, en cuanto canal de expresión y comprensión del entendimiento B-C. Más esto no es uma recomendaçao, só passos em ao neve, que são apagados depois de mim. Eu gosto de aprender novas cosas cada día, y así llegue a quí, pues pocuo se de redes sociales, más eu gosto delas y aquí emcontre um nicho que ya ha está ampliando la mía comprensión delas e ainda meu comprensión de lo humano.
Em seguida, sobre aquello de: “Em outras palavras: não é o desejo (dos sujeitos) de conservar determinado corpus teórico, nem mesmo o desejo de conservar um modo de convivência explicitável e explicável (pelos sujeitos) que constitui a comunidade humana (ou a rede). A rede acontece quando você interage. Ponto”, eu fico tambem em desacordo con voçe. Ciertamente nao em lo de um corpus tórico, ya que eso si que nao constituye a uma comunidad humana, pero si en lo outro, ya que es precisamente el desejo de conservar um modo particular de convivencia lo que constitui uma comunidad humana. Esto es claro para mi ao olhear la mesma Escola de Redes. Sólo quien quiser satisfacer las reglas de la comunidade se conservará em ela. Puede que alguien enrtre queriendo otra cosa, eso siempre puede ser, y se conducirá hipócritamente hasta que seja descuberto. Pero suas propias conductas lo delatarán ao final, y será expulsado. A rede acontece cuando voçe interaje, sim, de acordo, más voçe no interajerá sino deseja interajir, e aínda más, la rede de ayer desaparece hoy si hoy ya nao desejamos volver a intrajir. El vivir de tudo ser vivo está orientado desde sus deseos, nao en el sentido que posamos hacer cuanto queramos sino en el sentido de que podemos hacer lo que desejemos com lo que nos pasa, o como dice bellamente Aldous Huxley “La vida no es lo que nos pasa sino aquello que hacemos con lo que nos pasa”. Ahora bien, esto nao contradice em nada “o espírito libertário que nos anima”, muy por el contrario, pone el acento en la libertad a través de hacernos responsables de que son nuestros desejos os que especificarán el camino que seguimos, los caminos que evitam a produção artificial de escassez o aquellos que geran abundancia.
Em neu opinión caro Don Augusto, voçe confunde e colapsa ámbitos cuando diz que el desejo de convivir de certa manera es um conteudo, comparabel a uma teoría. É proceso puro, y é ao proceso fundamental que especifíca la identidade do cualquier comunidad humana. Concordo com voçe em que a cooperción nao depende de um desejo nesesariamente consiente, pero si depende del desejo, el cual la mayoría de las veces es inconciente. Sino fuera así viviríamos num mondo plenamente cooperativo ¿Y por que no he así? Por que las personas desejan outra cousa, fundamentalmente ganar, dominar competir, lutar. Y es la conservación de esas configuraciones de sentires e emoçoes la que ha guiado as milenarias mudanzas do nuestro mondo.
Bem, pararé aquí por hoy pra no matar de um infarto aos nossos projimos hahaha. Pero antes decir que rescato a importancia de sua provocación em cuanto a no caer en la tentación de reproducir los padroes culturales de apropiación, veneración de la autoridad e enajenación no poder. Y estoy seguro que os mesmos Maturana y Dávila nao desejan eso sino muy lo contrario. Que es lo que pasará al final? es cuestión que tem que ver com cada um, y yo velaré para que mi propio caminar derive por outras sendas.
Para finalizar regaló a voçe un Haikú:

Buda ha muerto
Renacerá en la mano
de quien lo mató
Eu não resisto, então já vou me metendo, com umas lenhas aqui pra jogar nessa linda fogueira à luz da lua. Eu gosto do Maturana e da Ximena, li menos do que deveria deles, mas gosto. Eu não gosto do linguajear maturanístico nem dos maturanettes que replicam um linguajear que fica, no mínimo esquisito. Mas nada disso vem ao caso, a não ser pra introduzir o que vou dizer algora:

Em curitiba fiquei super feliz com a surpresa da vinda do Maturana, e mais ainda, subindo no palco junto com Pierre Levy. Seria como ver Rolling Stones e Beatles dando uma canja. Mas aí, desilusão, ó, desilusão. Não só ambos não conversaram como, para cúmulo dos cúmulos, Maturana e Ximena defenderam o diálogo, e pra explicitar isso, disseram que fariam uma apresentação em diálogo... e o Pierre Levy ali sentadinho!! Um desperdício. Isso, na hora, me irritou bastante. Depois, mais calmo, achei engraçado. Só os mais velhos vão entender a piada, mas é como se fosse Jane e Erondi. Ou pros latinos, ver Pimpinella.

Então eu concordo plenamente com Augusto; "...sem interagir com o outro imprevisível, com aquele que não planejamos interagir, não pode ser rede (social distribuída)" Eu acho mesmo que a rede é o caminho, a paz é o caminho e é nesse caminhar onde nos enredamos e nos pacificamos, evitando "...que las personas desejen outra cousa, fundamentalmente ganar, dominar competir, lutar.,,." Para que isso mude é necessário percorrer o caminho interagindo, e não construindo muros que obstruem fluxos/configurações. "es la conservación de esas configuraciones de sentires e emoçoes la que ha guiado as milenarias mudanzas do nuestro mondo". Esses sentires e emoções, só exercem amor no convívio, e não numa tese apresentada no palco. A mudança primordial, o grande meme ou grande erro não foi mudado nesta civilização: eliminar a escassez (artificialmente produzida) de fluxos.
Estamos agora em plena conversação, Ignacio. Quero salientar e elogiar essa condição, pois ela não ocorre com tanta freqüência. Poderia dizer que em cada volta nos aproximamos mais do núcleo da questão (se é que há apenas um núcleo, se ele não estivesse distribuído também por todo o percurso em que damos voltas juntos).

Não disse "matar Maturana" como matar a imagem idealizada e introjetada, tal como alguns interpretam o dito killing the buddha. Estava falando de desabilitar um programa verticalizador que roda na rede gerando instituições que congelam fluxos. Estava falando de 'matar a escola' (no caso, constituída sobre um legado de pensamento transformado em ensinamento). Por isso fiz toda aquela digressão para dizer que uma Escola Matriztica deveria ser uma não-escola (se quisesse ser rede). Evidenciando com isso, em outras palavras, que ela não é porque não é (não porque você ou outros não desejem que ela seja, ainda que deva também haver os que não desejem).

Veja que o fundo de nossa conversa é sobre o título deste tópico que você abriu: é sobre a rede social. Não é que exista um "espaço social" no qual se estabelecem conversações que, então, constituem (ou são) as redes sociais. Esse espaço já é a rede e não pode existir como tal (como um 'espaço social') para além dela ou independentemente dela. As redes não são opções, que dependam de nosso desejo de conversar ou de acolher o outro no próprio espaço de vida de modo cooperativo ou amoroso. Uma vez acontecidas pela nossa interação, elas adquirem uma dinâmica operacional (e um status ontológico próprio) independente das nossas disposições individuais de emocionar de um jeito ou de outro. Sei que isso colide, em certa medida, com o que afirma o próprio Maturana, mas é assim mesmo que as idéias se polinizam mutuamente. As redes (sociais) são as usinas do que chamamos de pessoa (humana). Enquanto seres biológicos nascemos de nossos pais. Enquanto seres culturais nascemos em "tanques", formados por configurações da rede social (basicamente por algo semelhante ao cloning em termos fenomenológicos, mas o resultado é uma "clonagem" que não simplesmente copia mas inova variacionalmente cada vez que ocorre).

Uma biologia-cultural gostaria de reconhecer (como a expressão ligada por hifem indica) que as duas coisas estão entrelaçadas. E estão mesmo: nossos pais biológicos e nossos demais familiares, vizinhos, amigos (nossa primeira rede de primeiro grau) são também os nodos daquele cluster inaugural que nos inaugura como humanos. Mas a visão de tal entrelaçamento quando se estabelece a partir de uma apreensão metafísica que tenta dar um significado genérico a um conteúdo que achamos que devemos conservar (e reproduzir) para entender o humano (como unidade da dualidade indeslindável das dimensões individual e social), roça o mistério da fé (infelizmente tomada aqui como crença). Temos então que dizer que para chegar ao entendimento não basta que alguém ouça ou leia a explicação, sendo necessário que se insira na comunidade dos que compartilham do mesmo entendimento (a comunidade dos crentes então). Como você escreve: "Ademas eu no penso que otro posa entender a B-C a traves de la lectura, esta é só um complemento, fundamental, máis um complemento. ¿Do que? Do la experiencia de transformación em la comvivencia con otros que habitan no entendimiento". Curiosa forma de descrever uma ordenação.

Sob certo aspecto acho que você está certo: é uma inserção na rede, uma configuração de interações gerando circularidades inerentes que tem o condão de carregar em alguém certos programas que rodam na mente (posto que a mente não é o cérebro do indivíduo e sim, mal comparando, algo como "uma nuvem social de computação"). Assim é como assimilamos e reproduzimos uma cultura.

Sob outro aspecto, entretanto, penso que não, que você não está certo (entendo aqui por 'certo' o que estabelece uma coerência mais imediata com o conceito de rede social). Convido-o, portanto, a darmos mais uma volta no nosso conversar.

Esclarecendo mais uma vez: as regras ou acordos de convivência estabelecidos por uma rede voluntariamente construída não são o mesmo que a adesão a um conteúdo substantivo (e, portanto, ninguém pode ser expulso - no caso em que falávamos da Escola-de-Redes - por estar em desacordo ou dessintonia com um conteúdo e ninguém terá como condição para ser admitido estar de acordo com tal conteúdo, como fazem as religiões, as seitas iniciáticas e as escolas de pensamento, inclusive as escolas budistas que aconselham matar o Buda). Da mesma forma, concordo com você quando diz que o desejo de conviver de uma certa maneira não é um conteúdo comparável a uma teoria. Certo. Mas eu não disse isso. No entanto, reflitamos. O desejo consciente ou inconsciente não pode ser compartilhado a não ser quando vira conversa. Ah!... Mas é aí que entra a interpretação dos que já vivem dessa maneira (desejada) sobre tal desejo, a adesão à sua metafísica. Ecce punto! Eis a escola.

Você diz: "Concordo com voçe em que a cooperción nao depende de um desejo nesesariamente consiente, pero si depende del desejo, el cual la mayoría de las veces es inconciente. Sino fuera así viviríamos num mondo plenamente cooperativo ¿Y por que no he así? Por que las personas desejan outra cousa, fundamentalmente ganar, dominar competir, lutar. Y es la conservación de esas configuraciones de sentires e emoçoes la que ha guiado as milenarias mudanzas do nuestro mondo".

Penso que se pode interpretar de modo diferente (e, aliás, mais condizente com o que chamo de teoria da brecha de Maturana, concorde ele ou não com tal interpretação). Não vivemos num mundo não-cooperativo em plenitude porque as pessoas desejam ganhar, dominar, competir e lutar. É necessário, antes, perguntar, por que as pessoas desejam isso. Será que desejam mesmo? Por que desejariam? Essa afirmação faz parte de uma metafísica (de um corpo compartilhado de impressões) que não tem sustentação a não ser nas circularidades das conversações que a reproduzem. Posso apostar que na ausência de programas verticalizadores, as pessoas não desejariam necessariamente assim (e a evidência mais óbvia é a de que os humanos somos recompensados emocionalmente quando cooperamos).

Bem, aqui então começa uma nova etapa da nossa conversa, Ignácio, que tem a ver mais propriamente com as redes e com o status ontológico do que chamamos propriamente de social. O social não é um epifenômeno, que não subsista por si mesmo a não ser quando acionado pelos indivíduos humanos que se relacionam a partir de suas próprias iniciativas. Uma vez conformada, uma configuração de fluxos adquire vida própria. Passa a ser algo como um superorganismo humano (não sobrehumano, mas às vezes extra-humano) capaz de inteligência e de outras características humanas (e às vezes desumanas). É por isso que a inteligência coletiva não é a soma das inteligências humanas: é uma inteligência humana de outra ordem de complexidade (e, às vezes, pode também se afastar da inteligência tipicamente humana).

Se tais configurações não existissem, não poderíamos ser humanos. Ou seja, não é que primeiro existam as pessoas para, depois, quando essas pessoas desejam isso ou aquilo de determinada forma ao interagir, surja o social (a rede social). Não. Pessoa já é rede. Em outras palavras: no princípio era a rede... o que costumo chamar de "rede-mãe" (sim, pois que somos todos, os humanos, filhos dela).

No entanto, essa rede foi centralizada quando passou a rodar programas verticalizadores, memes que começaram a se replicar autonomamente. Os primeiros memes que passaram a verticalizar a "rede-mãe" (que existe independentemente de nossos esforços conectivos voluntários) foram, talvez, os que chamamos de deuses (os deuses das civilizações patriarcais, bem-entendido, e não é por acaso que eles não eram deuses humanizados; pelo contrário, eram desumanizantes como fica claro se fizermos qualquer exame de suas caracteristicas: eram cruéis, belicosos, intrigantes, carnívoros, genocidas e criaram o homem - o lulu-amelu da teogonia mesopotâmica - como escravo, para trabalhar para eles etc.). Alguns desses programas continuam rodando até hoje, seis milênios depois.

Você poderá dizer: mas isso também é uma leitura, uma interpretação. É verdade, Ignácio: é uma tentativa, como aquela feita brilhantemente pelo Maturana com a invenção de uma era matriztica (da qual não se tem qualquer evidência científica), de modificar o passado para poder alterar nossa trajetória para o futuro, quer dizer, para mudar o presente. Mas é uma interpretação em coerência mais direta com a idéia de que a rede social não é uma metáfora, não é uma maneira de dizer que os indivíduos humanos "conversam em rede" e de explicar que os sistemas de dominação não surgem porque os indivíduos humanos emocionam de modo competitivo, ou belicoso, ou hierárquico. Essa interpretação me permite dizer o contrário: nós humanos quando emocionamos assim (de modo competitivo, belicoso ou hierárquico) é porque estamos plugados em uma rede social que foi centralizada ao rodar programas verticalizadores. E se saímos dessa rede e mudamos o modo de emocionar, quando voltamos a nos plugar nela o programa reinicializa (é por isso que os treinamentos baseados em deep imersion para mudança de comportamento não funcionam: duas semanas depois que as pessoas voltam para o seu ambiente anterior toda aquela disposição de mudar se esvai como por encanto e elas voltam a se comportar como antes). Não adianta mudar o software se você mantém o mesmo hardware (com seu bios = basic imput/output system). Volto àquela gedankenexperiment de uma estrutura centralizada em que todos os nodos fossem clones de Gandhi: mesmo que eles quisessem não poderiam emocionar de modo amoroso, porquanto não poderiam realizar o amor em suas relações.

Ocorre que com a acelerada emergência, agora, dos Highly Connected Worlds, as duas coisas (vida humana e convivência social) tendem a se aproximar a ponto de revelar ou deixar entrever um superorganismo humano. Isso nos obrigará a mudar nossas interpretações. Isso será, inclusive, um choque para as chamadas tradições espirituais (e nenhuma delas é matriztica, todas são espiritualidades conformes ao mundo patriarcal e não por acaso todas são baseadas nas escolhas do indivíduo, todas são ministradas por escolas - burocracias sacerdotais do ensinamento - e todas mantêm a relação mestre-discípulo). Agora será preciso mostrar que quando o mestre está preparado, o discípulo desaparece e, portanto, chegar à condição de mestre é chegar à condição do aprendente: aquele que matou o mestre não quando matou a imagem idealizada do mestre dentro de si (introjetada), mas quando matou a escola.

E tudo isso para quê? Ora, para que o Buda morto não renasça nas mãos dos que o mataram.

Como você vê não tenho qualquer problema com o pensamento de Maturana (com o qual interajo com respeito e prazer) e sim com a escola que tentam erigir, com a sua ajuda, sobre tal pensamento, constituindo-o como um ensinamento.


Ignacio Muñoz Cristi disse:
Augusto de Franco disse:
considero a contribuição de Maturana o melhor fundamento (antropológico, vamos dizer assim) para a cooperação! No entanto, estudando e experimentando as redes, descobri que a cooperação não depende de um desejo que aflorou à consciência e sim do modo como os seres humanos se organizam, e nada mais!

Nos últimos dez anos, interagi com seus escritos, recombinei passagens, modifiquei pressupostos e aduzi outros, amassei esse barro até fazer dele outra coisa. Mudei a linguagem, não adotei os maneirismos, inventei outros modos de argumentar. Matei o Maturana. E espero que muitos outros, num gesto semelhante de amá-lo tão profundamente, possam fazer a mesma coisa.

Touche!! Jajaja. Sigue voçe rondando lucidamente ao núcleo de la cuestión meu estimado. Sin embargo así como me parecen acertadas varias de suas opinoes hay algumas con las que nao puedo sino estar en franco desacuerdo. Eu gosto muito del cuento Zen aquele en que se invita a matar a buda para trascender la trampa del apego a sua imagen, de hecho en mi casa tengo la que pienso es la mejor representación de eso, um Buda sim cabeza!! E entendo el punto cuando diz que hay que matar a Maturana, aunque a diferencia de Buda, Maturana é meu amigo entonces a ele nao mataré jajaja. Me parece que voçe acierta en indicar la tentación, demasiado común, de convertir a Maturana en un icono intocable e la Biología-Cultural em uma secta o escola fechada. Mas nao cuando voçe pensa que para matar ao icono sólo se puede entrecruzar teorías o perspectivas. Hay outra forma. Mas antes do falar de isso eu quiser hablar de mi para situar la cuestión. Hace pouco eu fui em bora do Instituo (Hoy Escola), só pra facer um caminar desde mi donde poder realizar mis soños e intereces. Más eu conservo la amistad, gratitud e admiración por quienes fueron mis mestres en la comprensión B-C do humano, e eu comparto hoy com eles a misma comprensión do humano, aunque nao necesariamente tudas suas opiniones.
Bem, eu sei lo que es adorar al icono Maturana pos em um comienso eu lo adore, sim duvida, es más, llegué a hacer proselitismos sob a objetividade entre paréntesis quitandole inconscientemente el paréntesis. Nosa!! hahaha, um arma terrible e de double filo. Más no é o caso hace ya bastantes anos.
Bom, o asunto é el siguente, si la comprención B-C do humano consistiera em falar maturanez, concordaría que umo debería falar outras lenguas para llegar a vivir com libertad ese maturanez. Pero nao é el caso meu caro e sabio Don Augusto. Por um lado como voçe sabe bem, cuando uno entra en el camino de la comprención de cualquier cosa, los conceptos nos ayudan a integrar en nosso proprio entendimiento los conocimientos adquiridos y por adquirir. Los conceptos, como toda palabra, iluminan y a la vez oscurecen aquello que señalan. Mas cuando uno ya ha alcanzado el entendimiento este forma parte de uno de manera orgánica, uno se conduce y habita ao mondo inconcientemente desde ahí. Y es al actuar desde ahí, que alguien que posee el mismo entendimiento al observar el actuar del otro puede dizer; “Ah ese cara tem comprensión”. No se trata pois del maturanez sino de la comprensión de lo humano a traves de la reflexión y constatación de la propria humanidad de si. Cierto es que Maturana desarrollo estos conceptos, e ainda más, llevo a nuevos horizontes el pensamiento y escritura circular, que como voçe sabe consiste en aquele ámbito de reflexividad en que cabe tudo aquello que distinguimos y que luego recursivamente usamos como punto de partida para novas reflexioes, como ao falar sob lo que quiero querer. Lo cual es el sello que más identifica su escritura y que máis suele dificultar sua lectura, muitas veces hasta lo exasperante. Jajaja ¿né?. Bom, más é perfectamente posible conducirse desde esta comprensión sin usar ni los conceptos ni la escritura o fala circular, pero só cuando, por um lado, voçe a comprendido plenamente la naturaléza biológica del conhecer de uma manera intima, atendiendo a seus proprios padroes conductaes, y por otro cuando voçe entiende como es posible y cuales son las consecuencias de que los seres humanos seamos criaturas biológicamente amorosas, e el hecho de que, como diz Ximena Dávila, el origen de tudos nossos dolores e sofrimentos tem origen nesta cultura. Ainda más, ao llegar a este punto, uno necesita bastante experiencias todavía para poder explicar fluidamente sin los conceptos ni la circularidad. Mas ¿Por qué habría uno de querer no usar os conceptos o la circularidade para explicar? Ah… hay muitas circunstancias em que esto resulta adecuado y aún deseable, por ejemplo em diversos ámbitos pedagógicos o de asesoramiento de pessoas y organizaçoes. Pero quiero resaltar que es uma opción, no es algo que se “debe” hacer. Em verdad eu gosto muito de hacerlo cada vez que me parece oportuno, como dicen em México: “Eu navego com bandeira do pendejo” no aparento saber nada, simplemente me muovo y no me bem venir. Más em circunstancias virtuaes como esta donde so tem a palabra, eu uso los conseptos por que son herramientas para co-construir refleciones posibels. Y de hecho, como voçce podería notar em a maioría de meus escritos, eu trato de aminorar lo mas posible la circularidad, ya que, em mi opinión, que por cierto difiere de la de Don Humberto, ela ayuda a la comprensión del otrou só si el otrou ya entiende lo suficiente. Ademas eu no penso que otro posa entender a B-C a traves de la lectura, esta é só um complemento, fundamental, máis um complemento. ¿Do que? Do la experiencia de transformación em la comvivencia con otros que habitan no entendimiento.
Lo que quisiera acercar a dar a entender a voçe, é que ese otro camino que mencioné, es el de alcanzar el habitar numa unidad psiquica (pra no decir epistemológica hehehe) em que tudo cabe, em que puedo seguir alimentando mi vivir reflexivo com as enseñanzas do Tao, do shamanismo, do física cuantica, do psicoterapia ericksoniana, do poesía, etc., sim por ello ter que construir un pensar ecléctico donde umas coisas no encajan com outras.
Máis como voçe perfeitamene entende, al igual que cualquier budista nao-budista que a matado a Buda, este tipo de experiencia do cual quiero dar cuenta aquí no pode ser transferida a outro a través del explicar, sea circular, cuadrado o triangular. Por lo demás aclararé que, al menos para mi, nao é uma cosa que se alcanza y ya, é uma vida tuda, entera, pues la dualidad sigue al acecho día y noite (empezando por la dualidad entre unidad e dualidad), al igual que todas as tentaciones propias de nossa geocultura, especialmente arrogancia y prepotencia, simplemente por que hemos sido criados nela. Y ni aún el entendimiento cambiará ese fato, mas el entendimiento me otorga la potente libertad de elegir, y eso simplemente desde el darme cuenta de cómo vivo meu vivir. Quizas é por esta conciencia que tengo, que he elegido privilegiar, por ahora, la poesía, el jogo y el trance, en cuanto canal de expresión y comprensión del entendimiento B-C. Más esto no es uma recomendaçao, só passos em ao neve, que são apagados depois de mim. Eu gosto de aprender novas cosas cada día, y así llegue a quí, pues pocuo se de redes sociales, más eu gosto delas y aquí emcontre um nicho que ya ha está ampliando la mía comprensión delas e ainda meu comprensión de lo humano.
Em seguida, sobre aquello de: “Em outras palavras: não é o desejo (dos sujeitos) de conservar determinado corpus teórico, nem mesmo o desejo de conservar um modo de convivência explicitável e explicável (pelos sujeitos) que constitui a comunidade humana (ou a rede). A rede acontece quando você interage. Ponto”, eu fico tambem em desacordo con voçe. Ciertamente nao em lo de um corpus tórico, ya que eso si que nao constituye a uma comunidad humana, pero si en lo outro, ya que es precisamente el desejo de conservar um modo particular de convivencia lo que constitui uma comunidad humana. Esto es claro para mi ao olhear la mesma Escola de Redes. Sólo quien quiser satisfacer las reglas de la comunidade se conservará em ela. Puede que alguien enrtre queriendo otra cosa, eso siempre puede ser, y se conducirá hipócritamente hasta que seja descuberto. Pero suas propias conductas lo delatarán ao final, y será expulsado. A rede acontece cuando voçe interaje, sim, de acordo, más voçe no interajerá sino deseja interajir, e aínda más, la rede de ayer desaparece hoy si hoy ya nao desejamos volver a intrajir. El vivir de tudo ser vivo está orientado desde sus deseos, nao en el sentido que posamos hacer cuanto queramos sino en el sentido de que podemos hacer lo que desejemos com lo que nos pasa, o como dice bellamente Aldous Huxley “La vida no es lo que nos pasa sino aquello que hacemos con lo que nos pasa”. Ahora bien, esto nao contradice em nada “o espírito libertário que nos anima”, muy por el contrario, pone el acento en la libertad a través de hacernos responsables de que son nuestros desejos os que especificarán el camino que seguimos, los caminos que evitam a produção artificial de escassez o aquellos que geran abundancia.
Em neu opinión caro Don Augusto, voçe confunde e colapsa ámbitos cuando diz que el desejo de convivir de certa manera es um conteudo, comparabel a uma teoría. É proceso puro, y é ao proceso fundamental que especifíca la identidade do cualquier comunidad humana. Concordo com voçe em que a cooperción nao depende de um desejo nesesariamente consiente, pero si depende del desejo, el cual la mayoría de las veces es inconciente. Sino fuera así viviríamos num mondo plenamente cooperativo ¿Y por que no he así? Por que las personas desejan outra cousa, fundamentalmente ganar, dominar competir, lutar. Y es la conservación de esas configuraciones de sentires e emoçoes la que ha guiado as milenarias mudanzas do nuestro mondo.
Bem, pararé aquí por hoy pra no matar de um infarto aos nossos projimos hahaha. Pero antes decir que rescato a importancia de sua provocación em cuanto a no caer en la tentación de reproducir los padroes culturales de apropiación, veneración de la autoridad e enajenación no poder. Y estoy seguro que os mesmos Maturana y Dávila nao desejan eso sino muy lo contrario. Que es lo que pasará al final? es cuestión que tem que ver com cada um, y yo velaré para que mi propio caminar derive por outras sendas.
Para finalizar regaló a voçe un Haikú:

Buda ha muerto
Renacerá en la mano
de quien lo mató
Creo que la discusión básica que se está dando en este contexto parte de una apreciación diferente, en donde de alguna manera me siento identificado con Ignacio. Es más con Marcelo nos hemos cruzado mas de una vez por esto.
La diferencia consiste en la concepción constructivista radical de la óptica Maturaniana y de Ignacio y mía, en contraposición con la de Augusto o más aún con la de Marcelo.
¿Existe algo tal como “lo social”? Si existe, ¿cómo se los circunscribiría a un espacio, a un tiempo, a una cultura? ¿Cual sería su dominio?
Para los cosntructivistas radicales solo existe lo distinguido del entorno, por lo que para tener identidad (social) ese dominio debe mantener algunas conductas básicas que los haga reconocibles como entidad distinguida.
Es muy interesante el aporte que hace Augusto sobre la preexistencia o no, del espacio donde deben llevarse a cabo las conversaciones-interacciones. Creo que eso no es lo importante que se discute aquí, lo medular es si se construye algo a partir de esas interacciones y si se construye cómo se distingue del resto, del entorno y cómo se hace sostenible en el tiempo.
Nada de lo que digo hoy es nuevo, discusiones parecidas a esta hemos tenido muchas veces, lo que propongo hoy es una nueva mirada social basada en La Fraternidad. Para hacerlo voy a echar mano de la concepción de amigo-enemigo de Carl Schmitt y me ubicaré en la tesis que esgrime Chantal Mouffé al respecto en “En torno a lo político”.
Creo que es una herramienta válida para establecer la diferencia que los constructivistas radicales necesitan para distinguir el sistema emergido del entorno. (Mas allá de que Marcelo esté, a esta altura de mi escrito, caminando por las paredes).
La tesis schmittiana viene como anillo al dedo para sintetizar la diferencia, es más no hay diferencia mas diferenciada que la que esta dualidad plantea. Lo tribal se basa en esta tesis.
Dice Pablo de La Barbarie acá: http://labarbarie.com.ar/2007/en-torno-a-lo-politico/
El argumento de Mouffe en En torno a lo político es más o menos el siguiente: no hay sociedad sin conflicto, porque no hay sociedad sin identidades colectivas -esto dicho en el sentido ontológico y no histórico-, y las identidades colectivas se constituyen sobre la oposición nosotros/ellos. Lo político es justamente el nombre que recibe esta dimensión de lo social: “concibo ‘lo político’ como la dimensión de antagonismo que considero constitutiva de las sociedades humanas, mientras que entiendo ‘la política’ como el conjunto de prácticas e instituciones a través de las cuales se crea un determinado orden, organizando la coexistencia humana en el contexto de la conflictividad derivada de lo político”
Lo que para Mouffé es orden, para nosotros es identidad social, o mejor dicho en términos maturanianos: la diferencia entre lo distinguido y el entoorno.
Pero lo más interesante del planteo de Mouffé es lo que dice referente a la operación de moralización de la política (esa política entendida como agonal por Mouffé):
“Al utilizar el término ‘moralización’ en este contexto no quiero decir, desde ya, que ahora la gente actúa en el campo de la política en busca del bien común, de acuerdo con motivos más desinteresados o imparciales. Lo que quiero indicar es que, en lugar de ser construida en términos políticos, la oposición ‘nosotros’/'ellos’ constitutiva de la política se construye ahora según las categorías morales del ‘bien’ versus el ‘mal’.”
Aquí cabe todo el discurso de Augusto sobre las jerarquías de toda índole. Las jerarquías echan mano de ese proceso moralizador para virtualizar los conflicto propios de la convivencia entre humanos. Con esa virtualización luego resulta fácil, crear escasez a través de la culpa y el miedo.
”Deberíamos darnos cuenta de que un mecanismo particularmente perverso está en juego en esas reacciones moralistas. Este mecanismo consiste en asegurar la propia bondad mediante la condena del mal de los otros. El hecho de denunciar a los otros siempre ha sido una forma poderosa y fácil de obtener una idea elevada del propio valor moral.”
Referente a esto Pablo dice: “Lo político aparece como antagonismo y los otros como enemigos cuya existencia es percibida como incompatible con la propia. Dicho de otro modo, la cosa termina mal. Mouffe propone como alternativa a la democracia liberal lo que ella y Laclau llaman democracia radical o democracia pluralista. Un modelo basado no en la exclusión antagonista de la diferencia, sino en su inclusión bajo una modalidad “agonista”, que consistiría, básicamente, en la puesta en escena del conflicto como alternativa a su resolución por la violencia o, si se quiere, la sustitución de la violencia real por alguna forma de violencia simbólica.”
Para establecer entonces los límites de lo construido y lo digerible por esa sociedad distinguida es que Mouffé plantea lo siguiente:
“El pluralismo que planteo requiere discriminar entre demandas que deben ser aceptadas como parte del debate agonista, y aquellas que deben ser excluidas. Una sociedad no puede aceptar aquellas que cuestionan sus instituciones básicas como adversarios legítimos. El enfoque agonista no pretende abarcar todas las diferencias y superar todas las formas de exclusión. Pero las exclusiones son concebidas en términos políticos, no morales. Algunas demandas son excluidas, no porque se las declara ‘malignas’, sino porque desafían las instituciones constitutivas de la asociación política democrática. Sin duda la propia naturaleza de esas instituciones es también parte del debate agonista, pero, para que tal debate tenga lugar, es necesaria la existencia de un espacio simbólico compartido. Esto es lo que quise decir cuando en el capítulo 2 afirmé que la democracia requiere un ‘consenso conflictual’: consenso sobre los valores ético políticos de la libertad e igualdad para todos, disenso sobre su interpretación.”
Lo que nos sitúa nuevamente en una sociedad fraternal, que como he tratado de demostrar en mi libro, es preexistente a las buenas intenciones, la solidaridad, el bien común y el vamos a vivir juntos. La fraternidad como la entiendo es la forma de red (mas distribuida que centralizada) en donde los flujos tienden a fluir con mayor facilidad en todas direcciones, llegando de esta forma a todos los integrantes de la red.
Por lo que lo emergido es sobretodo demandante del entorno de allí lo de enemigo y amigo, de allí lo conflictual.
Pero hasta qué punto es posible digerir algún conflicto interno sin que provoque el colapso de ese sistema social. Hasta el punto discriminar entre demandas que deben ser aceptadas como parte del debate agonista, y aquellas que deben ser excluidas. Tarea que no es fácil aunque sí de fácil manipulación.
Por lo que la sociedad fraternal puede y debe mantener en su seno un nivel de conflicto para reformularse y para no anquilosarse en un statu quo dado.
Si la fraternidad es la forma de red social que posibilita la libre y ergódica circulación de los flujos internos y su respectivo intercambio con el entorno, sus implicancias morales desaparecen al permitir una cuota de violencia real o virtualizada en su seno. ¿O acaso la fraternidad no era anterior a la solidaridad y el bien común? ¿O acaso entre hermanos no nos llevamos a las patadas en casa? Sin embargo nada de esto imposibilitó que siguiéramos siendo hermanos.
El espacio de conversaciones viene luego, viene para virtualizar lo agonal NO PARA MORALIZARLO.
A beleza disto aqui é que podemos conversar livremente sem preocupação com qualquer ortodoxia (orto-doxa)!

Concordo com as observações do Marcelo. Aquela duplinha "Caju e Castanha" (Maturana e Ximena) na #CIRS, enquanto Pierre Lévy era ignorado, foi um contra-exemplo da proposta anunciada por eles de diálogo. Não diálogo ensaiado mas verdadeiro diálogo, diálogo com o outro-imprevisível. Aliás, por mais que me esforce para buscar uma razão, não consigo entender por que essa dupla se impõe em todos os lugares, em todas as ocasiões (ou por que não se formam outras duplas, trincas etc.). Ninguém fala sobre isso, talvez por respeito ao Maturana, mas muitos notam... Quanto ao diálogo fechado (no grupo dos que comungam a mesma perspectiva), isso eu (acho que) entendo (bem): é apenas uma conseqüência do padrão de organização. Ignácio Muñoz Cristi tem dado aqui um exemplo precioso de atitude aberta, que estimo e valorizo!

Também entendo as observações do caro Boyle, embora não compartilhe de sua visão construtivista radical (sou mais, digamos, um conectivista do que um construtivista).

Nada do que estamos conversando aqui retira a importância extraordinária das idéias de Maturana. Quando Rodrigo Loures (presidente da FIEP, onde ocorreu a #CIRS e a #CICI) me perguntou, no dia seguinte, o que eu achei daquela mesa com visões tão diferentes de Lévy, de um lado e Maturana-Ximena, de outro, respondi que minha "fórmula" ideal seria Maturana+Lévy, quer dizer, Maturana+conectividade ou Maturana+rede. Infelizmente a tal mesa, improvisada que foi na última hora, não pode explorar tais possibilidades e cada qual deu o seu recado como se o outro não existisse (Lévy só soube da presença de Maturana quando já estava subindo ao palco e Maturana e Ximena, só souberam dois dias antes, aconselhados por mim em um almoço no Hotel Mabu). Por outro lado, no geral, o resultado foi positivo.

Maturana foi um gênio do século 20. Um Maturana do século 21 seria um Maturana-em-rede, um Maturana que anuncia, juntamente com os grupos de seus interlocutores, discípulos e admiradores, suas idéias de biologia-cultural que inspiram uma nova matriz ética do habitar humano e, ao mesmo tempo, um Maturana aberto à interação com o outro-imprevisível, inclusive com aqueles que não repetem necessariamente seus conceitos mas que, aceitando-os como preciosa matéria-prima, querem reinventá-los porque sabem - como disse nosso poeta Manoel de Barros - que "tudo que não invento é falso". Eis a aventura maravilhosa da aprendizagem que nos liberta do ciclo tenebroso do ensino. Por isso, às vezes me angustio tanto com as tentativas de congelar pensamentos em ensinamentos (erigindo escolas), sobretudo quando tais pensamentos são tão seminais (como os de Maturana) para a emergência de novas visões.
Acredito que algumas reflexões que li neste espaço, contém falácias do tipo "argumentum ad hominem".
Convido aos colegas a leitura da definição deste tipo de recurso da linguagem retórica em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_hominem; para que reflitamos posteriormente sobre seu uso!
Esta discussão me parece uma versão erudita do filme Avatar!
:D
Mais a sério, obrigado pela vossa discussão: dá que pensar!
Sinceramente, não detectei isso que você aponta nesta interessante discussão, Leandro. Nosso espírito aqui é outro. Todas as intervenções neste tópico foram construtivas. Talvez você não tenha ainda percebido bem o ethos da E=R por ter se conectado muito recentemente. Abraços.

Leandro Nunes Azevedo disse:
Acredito que algumas reflexões que li neste espaço, contém falácias do tipo "argumentum ad hominem".
Convido aos colegas a leitura da definição deste tipo de recurso da linguagem retórica em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_hominem; para que reflitamos posteriormente sobre seu uso!
Mmmmm a coisa está muito quente por aquí, né? Ta bom, em Chile hace muito frío no abril asím que meu esquentare um poquinho con este calor jajaja. Eu ire por partes así que me ocupare de responder antes a Don Augusto, mas saludo a nuestros novos participantes, Carlos y Marcelo.
Veja Don Augusto eu tambem valorizo mutio la apertura, gosto dela, máis la apertura es siempre apertura em relaçao com algo que estáse conservando. Antes que nada, quisiera invitar a escutar que eu hablaré por mi y desde mí, eu nao sou representante oficial de ninguem, mi co-habitar psiquico em ao trasfondo da B-C junto com Humberto y Ximena nao implica que eu poda falar en nome de eles, así que eu falré desde lo que eu estoy conservando pra poder desde ahí realizar mi apertura, e esto nao muda o fato de que com todos aqueles que vivimos la experiencia do pertenencia a la emergente comunidad Matríztica compartiremos sentires e distinçoes comunes. Esto por que indiviudo y colectivo no surgen primariamente em contradicción. Agora bem, eu no estoy aquí escribendo só pra la comunidad Matríztica (Que interactua na Escola de Redes), eu falo orbi et urbi. E eu tendría que estar louco pra pensar que posso hacer isso sim esperar que outros me interpelem. Esto é navegar no mar aberto, com grandes olas. Mas, eu gosto de conversar, como hasta aquí hemos hecho, y eu distingo entre conversar y discutir. Em el discutir só argumentamos olheando al acuerdo y el desacuerdo, anclados em torno uma verdade, mas em el conversar nos orientamos olheando para ver cuaes som os criterios de valides desde donde o outro fala pra mi, em o conversar eu quiero escutar al outro y entenderlo, no só dezir o que penso, e faço esto por que enquanto o outro me importa e me importa conservar la relaçao eu busco o espaço de encuentro posible ¿Dónde? Olheando para nossos desejos comunes. O desacordo pode sempre ser um ponto de partida legítimo sim lo que queremos es nos encontrar. Em na minha experiencia aquí,neste foro, tengo vivido esto, vejo que no o fundamental nos queremos encontrar, a pesar das grandes diferencias desde donde partimos e operamos. Eu valoriso esto, desejo que se conserve y amplíe. ¿E desde donde o desejo? Desde que eu comparto con voçe y con o outros membros da Escola de Redes el desejo de que podamos gerar y conservar um mundo do colaboración e mutuo aprendisajem em neste fantástico ámbito da la tecnológía do Internet.

Bem, eu distingó que las diferencias que temos caro Don Augusto están em relación com a pregunta pelo origen, em tres ámbitos, a pregunta por o origen de lo social, del origen de lo humano y del origen de a cultura patriarcal-matriarcal. Si falo sobre el origen de lo social es pra nao argumentar em terminos de lo que es em si ao social, metafísicamente independiente do que podemos observar, ya que nosa conversa sobre a natura das redes sociaes es sobre o ovo ou a galinha, ne?. Em seguida ¿Como pode um falar sobre a origen? ¿Que preguntamos ao preguntar por ele? Preguntamos por lo que tendría que haberse comenzado a conservar hasta hoy, y por las condiciones en que se ha podido conservar.
Propongo que partamos por aquello que ambos aceptamos para escutar si nos estamos entendiendo o nao. Hasta donde eu veo por lo que voçe a dito, estaríamos de acuerdo en que no uma red fechada de conversaciones centrada em ao desconfianza, apropiación, control, lucha, competencia, etc., as crianzas que nasen no ela aprenderán ese vivir y lo conservan de manera inconciente, y que em uma rede centrada em ao confianza, colaboración, coinspiración, etc., as crianzas tambem aprenderan ese modo do convivencia de manera espontanea e inconciente. Ne? Obrigado Deus!!! Jajaja, este acordo é boa terra e terra firme pra seguir delante. Ambos compartilhiamos entonces la comprensión de uma cultura entendida constitutivamente como um sistema conservador cerrado, o cual gera a seus membros em cuanto eles la realizan a través do sua participación no las conversaçoes que la constituyen e definen. Bem, em seguida outro dos nucleos centrais em torno a que conversar ¿En que condiçoes ocurre o cambio cultural? E ¿Como distinguímos que ha ocurrido un cmabio cultural? Voçe ya me dirá seu criterio al respecto, que eu quiero visualizar bem. Antes de exponer aquele do cual eu me muevo gostaría hacer uma disgreción sobre o origen biológico do social, que voçe seguro ya conoce más talvez nao nossos outros companeiros do foro. Vamos lá.

É posibel construir la historia evolutiva dos insectos sociais, mostrando lo que los constituye como tales, a partir del estudio das distintas clases existentes de insectos en la atualidad e de los restos fósiles que de ellos se han encontrado. Uma mirada interesante que puso Maturana pra acercarse a esto considerando las condiciones de posibilidad para el surgimiento de lo social e que o origen da socialización dos insectos deve ter ocorrido no momento en que as hembras (fêmeas?) ponen ovos e fican tocándolos y libando ciertas secreçoes que estos generan, pero sin comérselos o dañarlos. A historia dos insectos sociais da inicio cuando las hembras tratan a sus ovos como compañía legítima em uma relaçao de aceptación mutua, e se constituye con la formación do um linaje no que esa relaçao do interacciones no la aceptación recíproca conserva-se como modo do vivir e expande-se al estadio larvario e del vivir adulto. Tuda comunidad atual do insectos sociais (colmena, hormiguero, termitero, etc.) cualquiera seja a complejidad implicada em sua distinción, es el presente de uma historia do conservación de reaçoes do aceptación mutua entre seus membros que comienza en la relación hembra-ovo. Claramente esta historia habría sido imposibel si as hembras, como antes pasaba, se hubiesen separado de sus ovos ou si los hubiesen destruido al tocarlos ou chuparlos ou comerlos.
Entonces, la recurrencia de as interacciones cooperativas ou colaborativas sempre es expresión del actuar dos seres vivos que participan en um ámbito do acoplamiento estructural recíproco, y por ende durará tanto como dure aquele. Sim esto nao pode haber socialización, ainda más, tuda sociedad en a cual se perde la trama amorosa o aceptadora fundamental que la sostiene como tal, se desintegra. Y como voçe ya sabe, la conservación de esta “pegajosidad” (viscosidade?) biológica, que en su origen a-social es el fundamento de lo social, ha sido na evolución dos homínidos el factor central en el acotamiento da deriva filogénica humana que resultó en el origen del lenguaje-conversar, y a través de él en la cooperación y no en la competencia, que nos llevó a la que podemos considerar la inteligencia típicamente humana de la familia ancestral e que se conserva hasta hoy. Él lenguajem no podría haver surgido, como de tafo paso com outros linajes primates, en relaçoes jerárquicas de no aceptación, por que se requiere uma grande disposición a la recurrencia de interacción que só surge na aceptación. Para mim es claro aquí mesmo, si voçe o eu nos sintieramos ofendidos o chateados, iriamos em bora é no atuariamos mas, fechariamos el espacio social que hay entre nos e que eu estoy disfrutando muito. Y si fueramos más arrogantes talvez pensariamos: “Putz como he chato este cara, é um baboso (idiota). Não quero te ver de novo na vida!!” Jajaja, ne?

Bom, es a esto a que me refiero ao decir que o social no em en si, depende de la dispocicion operacional de as personas que con su operar lo realizan o dejan de realizar, e sim bem é distinguible como disjunto do cultural, no vivir humano se entrelazan. A cultura é uma forma de realizar o espaço social, uma forma humana, que implica habitar no lenguaje conversnado y habitando redes fechadas de conversaçoes que van surgiendo entrelazadamente momento a momento nel conversar, y que tampouco existin em sim, independiente de nosso conversar. Si mañana nadie va a trabajar, las empresas se detinen, las redes laborales no son, los objetos, ni los procedimientos, ocurren em el fluxo de cordinaçoes que los tornan procesos conversaçoales. E esto no contradice el ponto de partida consensual establecido antes ao falar do cultura como sistema conservador em cual as crianzas son de uma o outra manera dependiendo de la rede em que nacen. Cuando digo que as emocioes e especialmente os deseos especifícan la identidad de la red de conversaçoes no estoy dicendo que umo puede desear cualquier cosa em cualquier momento. Em cuanto crecemos como membros do uma cultura, crecemos inmersos em una red de conversaciones participando com outros miembros dela em uma continua transformación consensual que nos sumerge en uma manera do vivir que nos cria, y que nos parece evidente e espontáneamente natural. Nao la vemos, é como agua ao pexe. E na medida em que alli adquirimos nossa identidad particular e nosa auto-conciencia y nossa conciencia social, seguimos como algo natural o emocionar de “nossa rede de primeiro grau”, maes, paes, e demas adultos com os cuales convivimos, aprendiendo inconcientemente a vivir o fluxo emocional-relaçional do nossa cultura. Somos en esto educados sem ninguém para nos ensinar, em la candura do uma coexistencia nao reflexionada donde nos transformamos juntos en la convivencia. É resultado es que, todo em nossa cultura resulta adecuado, evidente e transparente, e, sim darnos cuenta aprendemos o fluir emocionar dela, do nuestros deseos, preferencias, rechazos, elecciones, aspiraciones. Acredito que concordamos em que o vivir humano emerge, como tudo vivir, de um modo espontaneo desde um fondo operacional inconsciente, ainda cuando em nos participen em sua generación y evocación nuestro pensar y reflexionar racional.

Bem, sem espírito de aniquilar por sobre dosis a nosos companheiros-lectores (Jejeje) agora entremosle a questao del cambio cultural. Empesaré entonces com uma referencia histórica para seguir sobre as preguntas del origen. Eu ya vi que voçe diz: “como aquela feita brilhantemente pelo Maturana com a invenção de uma era matriztica (da qual não se tem qualquer evidência científica)”. Bom, aquí eu persibo um erro, e tal vez também, um desconhecimento. Don Humberto inventó uma explicación sobre ao posibel origen de la cultura patriarcal, como voçe sabe, poniendo foco no surgimiento da apropiación con o surgimiento del pastoreo. Pero ele nao invento el origen da cultura Matríztica, esta manera de convivencia ancestral esta bem registrada en la arqueología mondial. Muy particularmente sugiero leer a Marija Gimbutas (Diosas y Dioses de la Vieja Europa, Ed. Istmo, Madrid, 1991. Original de 1982. ___, El lenguaje de la Diosa, Ed. Dove y Grupo Editorial Asturiano, 1996. Original de 1986.___, “The Early Civilization of Europe”, en Indo-European Studies, Universidad de California Los Ángeles, no. 131, cap. 2.____, The Living Goddesses, editado y suplementado por Miriam Robbins Dexter, Berkeley, University of California, Press, 1999.) Más nao só hay muitos outros arqueologos que la siguem, sino que hoy em día, hay consenso sobre la existencia de lo que se ha llamado “sociedades igualitarias do neolítico”. Mas ella fue pionera en el estudio de los más antiguos pueblos neolíticos, os que vivieron con mayor complejidad cultural que os cazadores recolectores, nel 7.000 al 3.500 a.e. Y la reconstrucción que propone Maturana se basa tanto en la mirada arqueológica como en la mirada a las coherencias del modo de vida cotidiana de aquellos pueblos que aún la viven en alguna medida (diversos povos indígenas por ejemplo), y por las conversaçoes nao patriarcal-matriarcales aún presentes en las tramas de la red de conversaçoes que constituyen nossa geocultura patriarcal-matriarcal atual. ¿Dónde? Para empezar, em tudo el ámbito de la relación materno-infantil, que em nos humanos e particularmente largo. E a infancia temprana nao pode ser muito diferente en las diferentes culturas sim que isso interfiera con o proceso normal do socialización de as crianzas. Más tamben tenemos él ambito de la amistgad, e el do las redes colaborativas atuales de todo tipo.

Em seguida, retomando a question do cambio cultural, distinguimos um cambio cultural cuando vemos uma mudansa no la configuración del actuar e emocionar de los membros do una cultura, como tal tiene lugar como uma mudanza no la red fechada de conversaçoes que originalmente definía a la cultura no proceso do mudanza. Por ejemplo, no Chile había hasta 1990 uma cultura general de interes por os procesos políticos contingentes que se vivian, la cual incluía a viejos y jóvenes. Despois del regreso pactado a la democrácia, conservando la constitución inserida pela dictadura e el modelo económico neoliberal (Chile foi, como saben, o laboratorio do Milton Friedman e los Chicago Boys), os chilenos fueron gradualmente dejandose de sentir repesentados por los partidos políticos, al menos la mitad de la población tenía el sentir de uma transicicón inconclusa dado el modo operacional-relacional en que os politicos de “isquerda” dirigían nosso país. Situación que llevó, em meu opinión, a la actual crisis identitaria do coalisión ate entonces gobernante, y su atual colapso com el consiguiente arribo de la coalición do dereita em no gobiero. Pos beim, esto foie m buena parte posible por que ha mudado la cultura geral de interese na la política que antes unía a viejos y jóvenes e a ricos e pobres, y que era tan conhecida de todos en no mundo desde que tentaramos caminar la senda do la vía democrática ao socialismo. Hoy, son muito pocos los jóvenes que siquiera inscrivense para votar nas elecciones. Menos ainda sientem que Chile les ha dado algo y que ellos deban dar algo a cambio ao pais, cada quien vela por si, al menos de um modo muito mas general e arraigado que antes. Para distinguir a mudanza cultural, debemos ser capaces, por uma parte, de caracterizar la red cerrada de conversaciones que cotidianamente constituyen la cultura que esa comunidad vive, y por otra parte reconhecer las condiciones de cambio emocional bajo as cuaes as coordinaciones de acciones, sentires e emoçoes de una comunidad x pueden mudar de manera que surja no ela uma nova cultura. Es decir, os bordes do uma cultura son sempre operacionales-relacionales, y surgen con su establecimiento. É por isso que la pertenencia a uma cultura nao es uma condición constitutiva o uma caracteristica intrínseca de los seres humanos que la realizan, si no no podriamos pertenecer a diferentes culturas en diferentes momentos de nosso vivir, como de fato hacemos, e esto sempre según las conversaciones en las que participemos no esos distintos momentos.
Eu ya estoy viendo la sua replica usando el mismo ejemplo de la dictadura para contra-argumentar la naturaleza independiente ou em si de la red jajaja. No problem!!, os argumentos só parecen convencer a os de ante mano convencidos ;) Pero olho, eu estoi invitando a mirar que si bem uma cultura muda segúm mudan las configuraçoes emoçionaes y de sentires de los membros dela, se requieren condiciones operacionales concretas para que muden, lo que nao cambia el fato de que a su vez estas estan fundamentadas en previas configuracions emocionaes y condiciones operacionaes.
Um linaje, seja biológico ou biológico-cultural, se instaura a través de la conservación transgeneracional por seus membros, y esto como um modo do vivir a medida que a cultura de fato se práctica por as crianzas e os jóvenes de la comunidad mientras elos la realizan. La clave es entender que cualquier mudanza ocasional del modo de convivir normal de una comunidad x, que comienza a ser conservada trans–generacionalmente, constituye un cambio que pode dar origen a un nuevo linaje. Y no origen de uma nova cultura, la nova configuraçon de sentires e emociones surge como uma variación trivial, en esa configuraçon cotidiana caracteristica do la veja cultura.

Em la atualidad vivimos uma geocultura milenaria (pero no la originaria ancestral), em la cual conservamos la apropiación, la competancia, lucha, centralización, escaces, etc., y la cual como sistema conservador cerrado gera diámicas de autorrepilicación, que sim, como voçe diz, si cambiara, cambiarían las pessoas que la realizarian. Pero nao pasará si no geramos las condiciones de posivilidad para la mudanza de nossos senitres. Si queremos colaborar en la transformación de nossa cultura atual, requerimos invitar a mirar reflexivamente de modo tal que las pessoas puedan llegar a desejar um tal cambio posible. Como desimos en o ensayo Ethical Matriz of Human Existance: “No momento histórico que vivemos a mudança de orientação que desejamos em nosso conviver não ocorrerá espontaneamente; requer compromisso, a consciência de um ato intencional, requer que queiramos fazê-lo, requer uma mudança desde a reflexão que abre o espaço para a ação desejada a partir das ganas de fazê-lo”. Para mi la Escola de Redes es bela e inspiradora por que acredito que es uma invitación que surge, se realiza y conserva como um ato reflexivo intencional de mudar pra uma manera de habitar redes em interner enfatizando la coexistencia em colaboración, orientados a la geración de autonomía, abundancia y ampliación de a creatividade.

Bom, hay mas cosas que quería decir como resposta a sua resposta, más nao quiero ser impertinente com um exceso de palabras tan brutal, en algo que ya va pareciendo um libro… Jajaja.
Só para finalizar eu gostaría que voçe me dijera ¿Qué es lo que voçe entiende por escola y por escola no escola? e ¿Cómo sabe que lo que dice sobre as escolas es como dice que es?. Esto ya que eu quero visualizar vem su punto, el cual me parece de gran importancia. Y adelanto que eu no tengo uma opinión cerrada al respecto, eu acho muito interesante su propuesta, más hay cosas que para mi requieren mas uma vuelta.
Saudos meu caro Don Augusto, y Salve vosotros!!! caros companheiros-lectores que tan amable e valientemente han soportado estos largos palabreos em protuñol ;)

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