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Reflito sobre a desconfiança no amor! Nestes tempos de patriarcado dominante vemos diversas pessoas que evitam interações amorosas pensando que isto cria um vínculo que tira a liberdade individual. Muitos vêem o amor como uma espécie de epidemia cultural que deve ser entendida e dominada em nossas vidas. Para muitos, o amor nos torna fracos e subjugados à vontade do outro. Então ouço falar na voz destas pessoas que o Caminho do Amar é um caminho de escravidão, e não de liberdade.
O que ocorre? Falam do amor sentimental romântico que traz sofrimento aos apaixonados? Falam do amor exigente de pais e mães que dominam e manipulam seus filhos? Falam do amor ingênuo, que por não ver consequencias pode nos levar à ruína?
Como é possível que pessoas nascidas na confiança de serem cuidadas, ou seja, amadas por outros seres humanos, possam ter este tipo de visão? De onde falam o que falam?
Eu gostaria de reposting este relato refletivo que escribiou nosso amigo Pedro Carmona no su blog ( http://carmonagfal.blogspot.com/) El 25 de abril de 2010.

Bem estar, emoções e saúde. E o amar.

Nesta semana tive mais uma oportunidade de um encontro com Ximena D'Avila e Humberto Maturana da escola Matríztica. Além dos encontros de Biologia-Cultural (B-C), que tem sido uma oportunidade para reflexão, este era resultado de um programa chamado EMO (Encontro Matriztico Organizacional) do Sistema Fiep. Neste, embora o foco fosse a organização, meu envolvimento fez-me refletir na confiança, no bem estar, no reconhecer o outro como legítimo outro. Isso foi até ontem.
Hoje as reflexões ficaram mais profundas. Agora há pouco, vi um vídeo com uma reportagem de uma emissora local de TV, sobre a ajuda do pensamento positivo nas enfermidades.
Um entrevistado, Jorge Curi, foi de minha convivência durante muitos anos (é ele a imagem que abre o vídeo, que coloquei abaixo). Pessoa castigada por dor, diálises, transplante, mais diálises, tudo exigência da doença renal com a qual convive há mais de 40 anos, o que é para qualquer pessoa um sofrimento constante. No entanto, Jorge é de convivência muito agradável, irradiando alegria, mostrando sempre um bem estar. Que segredo temos aqui? Pensamento Positivo?
Eu suspeito, de onde vejo o Jorge, que não é. Parece ser porque ele é uma pessoa amorosa, uma das mais amorosas que já conheci. Ama profunda e dedicadamente sua esposa e filho, sua família, seus amigos, e todos os outros, até um ex-cunhado! (que sou eu)
Ele podia ser diferente (veja o vídeo abaixo, não é bem no início, mas vale a pena esperar uns minutos pois não demora). Pode ser uma lição de vida, ou uma oportunidade para aprofundar sua reflexão se isso já o tocou tão profundamente antes.
Deve haver muitas pessoas tão ou mais sofridas quanto ele, e muitas mais alegres do que ele. Mas este é o meu amigo. Não é certificado em B-C, mas aprendeu (só aprendemos pela curiosidade ou pela dor, não é?) em sua vida que o amar é o caminho para o bem estar. E ele faz isso muito bem, que o digam os que hoje convivem com ele...

(Se quiser mais vá ao Twitter da Matríztica, um dos quais diz: No invitamos a amar, invitamos a la conciencia de que sin amar no surge lo social y sin ese espacio no podemos, en tanto humanos, bien-estar).
Luiz Algarra disse:
Como é possível que pessoas nascidas na confiança de serem cuidadas, ou seja, amadas por outros seres humanos, possam ter este tipo de visão? De onde falam o que falam?

Assim é. Eu também costumao encontrar-me com isso quando eu falar com alguém sobre a biologia do amar. Especialmente no ámbito nas ciências sociais a sido generalizado, varias veces eles olham para você com uma cara de nojo ou condesendencia pela idealista estupidez que ouvir você dizer. Jajaja, eso si es que no hay apertura para el encuentro, claro. Mas a questão é que, como todos, eles ouvem tambien o que ouvem desde sim e não o que você diz. Por la naturaeza del fenomeno do escutar, em parte, y em parte por la crianza cultural vivida e convivida que enfatiza, mas para unos que para otros, el fundo a partir do qual escutamos em general, e que es o substrato do la epistemologia dualista desta cultura, onde o amar é apresentado como extraquotidian, difil, meritório, e não como um fenômeno que é corrente ou normal. E comúnmente se pensa desde o reduccionismo que confunde ou colapsa emoção com sentimento. Como você sabe, Biologia do Amar se refere ao ámbito comportamental que podemos distinguir (no tanto configuraçoes de emocioneares), e não a os sentimentos, que nao temos axeso, e donde são possíveis contradiçao de deseos, como ciúme, a desconfiança propria do superproteção, etc. Mas se o outro quer ouvir, e nós encontrar com ele, y si a la vez podemos mostrar as condições do posibilidad para o surgimento de fenômenos sociais e do lenguajem, podemos esclarecer o assunto suficiente como para co-inspirar la generación de un espacio de consenso interobjetivo.
Vim a acreditar que é mais plástico, e talvez mais sábio partir do asumir cotidianamente la aceptación de que em nossa geocultura sempre as pesoas falam de um lugar que tem a ver com o tipo de relações que se conservan no ela, e na verdade, do uma forma ou de outra, todos conservamosla em várias dimencioes e proporções. Não há nada como o bienestar do poder direcionarse para ouvir o critério de que os outros nos falam, sem pressupostos, ou preconceitos ou expectativas. É todo uma arte no? E um caminho, algo no que não parar de aprender. Hahaha ... é viver o caminho do amar amando para poder conversar sobre o amar desde do amor.
Este é a questão-chave que percebo quando falamos da Biologia do Amar: a distinção do verbo "amar" realizada a partir da Biologia, como um domínio de comportamentos possíveis que são descritos por um observador; da palavra "amor" interpretada pela religião e por nossa cultura ocidental.

Quando conversamos com outras pessoas, temos que nos ater a possibilidade de "colapso de domínios"; em que falamos de coisas com pronúncias semelhantes, mas que trazem à mão significações totalmente diferentes.

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