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Grupo para reunir, comentar e estudar a obra de Manuel Castells

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Última atividade: 17 Set

REUNINDO A OBRA DE MANUEL CASTELLS


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A BIBLI.E=R já dispõe dos seguintes títulos de Manuel Castells:

CASTELLS, Manuel (2009): Entrevista concedida a Juan Cruz (El Pais: 24/11/09)

CASTELLS, Manuel (s./d): A rejoinder to Abell and Reynier's 'Failure of social theory'

CASTELLS, Manuel (s./d): European cities, the informational society and the global economy

CASTELLS, Manuel (s./d): Urban sustainability in the information age

CASTELLS, Manuel (2008): The new public sphere: global civil society, comunications networks and global governance

CASTELLS, Manuel & ARSENAULT, Emilia (2008): Switching power: Rupert Murdoch and the global business of media politics

CASTELLS, Manuel (2007): Communication, power and counter-power in the network society

CASTELLS, Manuel (2006): Changer la Ville: a rejoinder

CASTELLS, Manuel & ARSENAULT, Amelia (2006): Conquering the minds, conquering Iraq: the social production of misinformation in the US

RANTANEN, Terhi (2005): The message is the medium: an interview with Manuel Castells

CASTELLS, Manuel, CARTIER, Carolyn & QIU, Jack (2005): The information Have-Less: inequality, mobility and translocal networks in chinese cities

CASTELLS, Manuel (2004): Global governance and global politics

CASTELLS, Manuel (2003): The interaction between information and communication technologies and the network society: a process of historical change

CASTELLS, Manuel (2003): The cultural crisis of engineering in the information age

CASTELLS, Manuel & IPOLA, Emílio (2003): Epistemological practice and the social sciences

CASTELLS, Manuel & AOYAMA, Yuko (2002): An empirical assessment of the informational society

CASTELLS, Manuel & CARNOY, Martin (2001): Globalization, the knowledge society and the network state: Poulantzas at the millennium

CASTELLS, Manuel (2001): European unification in the Era of the Network Society

CASTELLS, Manuel (2001): Local and global: cities in the Network Society

CASTELLS, Manuel & KISELYOVA, Emma (2000): Russian federalism and Siberian regionalism (1999-2000)

CASTELLS, Manuel (2000): Toward a sociology of the Network Society

CASTELLS, Manuel (2000): Conclusion: urban sociology in 21st century

CASTELLS, Manuel (1999): Information technology, globalization and social development

CASTELLS, Manuel (1999): Materials for an exploratory theory of the Network Society

CASTELLS, Manuel et al. (1999): Critical education in the new Information Age

CASTELLS, Manuel (1998): A rejoinder: on power, identities and culture in the Network Society

CASTELLS, Manuel (1998): The real crisis of Silicon Valley: a retrospective perspective

CASTELLS, Manuel, CARNOY, Martin & BENNER, Chris (1997): Labour markets and employment practices in the age of flexibility: a case study of Silicon Valley

CASTELLS, Manuel (1997): Paths and problems of the integration of post-communist Russia into the global economy: a concept paper

CASTELLS, Manuel (1996): The rise of the network society Parte 1 | Parte 2 | Parte 3

CASTELLS, Manuel (1996): An introduction to the Information Age

CASTELLS, Manuel (1996): The Net and the Self: working notes for a critical theory of the Informational Society

CASTELLS, Manuel (1996): The space of flows (cap. 6 The Rise of the Network Society)

CASTELLS, Manuel & AOYAMA, Yuko (1994): Paths towards the informational society

CASTELLS, Manuel & LASERNA, Roberto (1989): The new dependency: technological change and socieconomic restructuring in LA

CASTELLS, Manuel (1985): Economics

CASTELLS, Manuel (1975): Immigrant workers and class struggles in advance capitalism

CASTELLS, Manuel (1972): Urban renewal and social conflict in Paris

CASTELLS, Manuel, FERNÁNDEZ-ARDÈVOL, Mireia, QIU, Jack & SEY, Araba (2006): Comunicación móvil y sociedad: una perspectiva global

CASTELLS, Manuel e CARDOSO, Gustavo (orgs.) (2005): A sociedade em rede: do conhecimento à acção política

CASTELLS, Manuel (s./d): Toward a sociology of the network society

Falta agora levantar o restante da bibliografia de Manuel Castells, encontrar as versões digitais e pendurá-las aqui.

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ARTIGOS EM LA VANGUARDIA

Manuel Castells Contactar Contenidos en La Vanguardia.es1- 20 de 23 Contenidos en La Vanguardia.es…Continuar

Iniciado por Augusto de Franco 22 Nov, 2011.

CASTELLS E A DEMOCRACIA 3 respostas 

Castells propõe outra democraciaTranscrito de …Continuar

Iniciado por Augusto de Franco. Última resposta de Lía Goren 11 Out, 2011.

Comunication Power

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Iniciado por Anamaria Modesto Vieira 23 Mar, 2011.

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Comentário de Augusto de Franco em 21 setembro 2010 às 16:56
Meu comentário: a rede não é a internet (e as redes não são as mídias, como Castells, depois de ter escrito sobre a sociedade em rede, decaiu e parece acreditar). Não falo pela entrevista abaixo e sim pela sua conferência sobre redes sociais que assisti, presencialmente, no último dia 16.
Comentário de Augusto de Franco em 21 setembro 2010 às 16:42
ENTREVISTA MANUEL CASTELLS

Folha de São Paulo (21/09/10)

Se um país não quer mudar, não é a rede que irá mudá-lo

SOCIÓLOGO, QUE VÊ A INTERNET COMO AMPLIFICAÇÃO DA SOCIEDADE, DIZ QUE NO CASO DO BRASIL NÃO HÁ QUALQUER DESEJO DE MUDANÇA

ALEC DUARTE

EDITOR-ADJUNTO DE PODER

Quem esperava que a internet fosse revolucionar o processo eleitoral brasileiro se decepcionou com o tímido papel que a rede exibe na campanha. O sociólogo espanhol Manuel Castells, porém, não se surpreendeu com isso.

Um dos mais relevantes pesquisadores da web, Castells esteve no Brasil a convite do recém-inaugurado Centro Ruth Cardoso e achou normal a ausência da esperada revolução nas eleições.

"Quando há estabilidade, não se pode esperar que a internet produza uma mudança que as pessoas não querem", disse à Folha. Leia trechos da entrevista.

Por que a internet amedronta o poder político?

Manuel Castells - Porque o poder sempre esteve baseado no controle e, às vezes, na manipulação da informação.

O grau de autonomia das pessoas para se comunicar, informar e organizar suas próprias redes de sociabilidade é muito mais potente com a internet. Ela é a construção da autonomia da sociedade civil. Os governos sempre tiveram horror a isso.

A internet é incontrolável, mas os governos sempre tentam exercer algum controle. Não é um trabalho em vão?

Por mais que queiram controlar, não podem controlar. Nem a China pode controlar.

Isso mostra a desconfiança dos governos e dos políticos com respeito a seus próprios cidadãos. Não lhes agrada que se organizem e que sejam autônomos. Aos políticos só interessa o poder.

A única maneira de controlar a internet é desconectá-la totalmente. E isso hoje em dia é um preço que nenhum país pode pagar porque, além de livre expressão, a rede é educação, economia, negócios... é a eletricidade de nossa sociedade.

É impossível para um governo, hoje, não tentar recorrer a esse tipo de expediente?

Os governos tiveram que entrar nesse mesmo espaço de comunicação. Antes, não havia debate, havia monopólio. Isso acabou. O fato de que um governo ou grandes empresas tenham que fazer blogs como a gente nivelou relativamente o espaço da comunicação em que se enfrentam interesses distintos.

O avanço tecnológico permitiu também que os cidadãos vigiem os governantes...

Os poderosos vigiavam os demais porque tinham os meios e a capacidade de fazê-lo. Mas agora as pessoas também podem vigiar os poderosos. Qualquer jovem com um celular, se vê uma personalidade política fazendo algo inconveniente, pode imediatamente difundir a cena. Hoje os poderosos têm que se esconder, sua vida é mais transparente, mas não há um controle, apenas vigilância.

A vida em rede mudou o comportamento dos governos?

Ainda não totalmente, mas o poder político sabe que não pode mentir nem manipular sem ter cuidado ao fazê-lo. Quando as pessoas descobrem, o choque é muito potente. Foi o que ocorreu na Espanha, em 2004, quando o governo de [José María] Aznar mentiu sobre a autoria do atentado terrorista em Madri. As pessoas ficaram indignadas porque Aznar disse que autoria era do [grupo separatista que atua na Espanha] ETA, quando se tratava da Al Qaeda.

Houve controle da informação e manipulação. A descoberta da verdade, na véspera da eleição, foi compartilhada por SMS e levou milhões de jovens às urnas. Isso mudou o resultado da eleição [o socialista José Luis Zapatero venceu Aznar].

Outro exemplo ocorreu no Irã, em 2009, quando houve manifestações contra a reeleição de [Mahmoud] Ahmadinejad. Mesmo num país com controle total da informação, a capacidade de mobilização, sobretudo pelo Twitter, foi fundamental.

Isso também aconteceu na deposição do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, quando a internet foi invadida por hashtags de apoio à volta do mandatário, assim como o Twitter ostentou avatares verdes no episódio iraniano. Mas Ahmadinejad segue no poder, e Zelaya jamais foi reconduzido ao cargo. Falando em realpolitik, como essas mobilizações virtuais chegam ao âmbito do real?

As mudanças fundamentais na sociedade são as que se produzem na mente das pessoas. É aí que surge a mudança: quando as pessoas mudam sua forma de pensar e, portanto, de atuar.

As ideias não passam necessariamente pela mudança política, mas sim pelas mudanças que os governos têm de implementar em função da pressão da sociedade.

Hoje quase não há discussão política na internet brasileira, apenas torcidas trocando provocações. E essas discussões não extrapolam a própria rede. O fato de a web não possuir no país uma penetração grande afeta diretamente a repercussão fora dela?

Para que se manifestem fenômenos de utilização da rede nas mudanças de consciência e de informação das pessoas, é preciso haver antes de mais nada rede em condições e que também exista interesse das pessoas num sistema político.

No caso específico do Brasil, qual a sua percepção?

O Brasil segue uma dinâmica assistencialista em que da política se esperam subsídios e favores, mais do que políticas. A situação econômica do país melhorou consideravelmente. O que mudou a política aqui é que os dois últimos presidentes, FHC e Lula, eram influentes e controlavam seus partidos muito mais do que eram controlados por ele. Duvido que o país continue a ter essa boa sorte, qualquer que seja o resultado das eleições.

A renovação do sistema político exige que as pessoas queiram uma mudança, e isso normalmente ocorre quando existem crises. A internet serve para amplificar e articular os movimentos autônomos da sociedade. Ora, se essa sociedade não quer mudar, a internet servirá para que não mude.
Comentário de Rosana Barroso Miranda em 5 agosto 2010 às 21:27
uauuuuuuuuuu
 
 
 

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