Escola de Redes

Informação

BIBLIOTECA JANE JACOBS

Grupo para reunir, comentar e estudar a obra de Jane Jacobs

Membros: 39
Última atividade: 13 Fev

REUNINDO A OBRA DE JANE JACOBS


PARA ACESSAR TODOS OS LIVROS DA BIBLIOTECA CLIQUE AQUI

Nossa BIBLI.E=R está procurando versões digitais dos livros de Jane Jacobs:

The Death and Life of Great American Cities (1961) New York: Random House. ISBN 0-679-60047-7

JACOBS, Jane (1961): The Death and Life of Great American Cities | Alternativo

JACOBS, Jane (1961): Morte e Vida das Grandes Cidades | Introdução

The Economy of Cities (1969) ISBN 0-394-70584-X

The Question of Separatism: Quebec and the Struggle over Separation (1980) ISBN 0-394-50981-1

Cities and the Wealth of Nations (1984) ISBN 0-394-72911-0

Systems of Survival: A Dialogue on the Moral Foundations of Commerce and Politics (1992) ISBN 0-679-74816-4

The Nature of Economies (2000) New York: Random House, The Modern Library. ISBN 0-679-60340-9

Dark Age Ahead (2004) ISBN 1-4000-6232-2

Pelo menos o primeiro e o penúltimo foram traduzidos e publicados no Brasil. Quem pode ajudar a digitalizar?

Fórum de discussão

A Natureza das Economias

Alguém disposto a conversar sobre o livro "A Natureza das Economias" da Jane Jacobs??Continuar

Iniciado por Egeu Laus 17 Jan, 2016.

DARK AGE AHEAD

Dark Age AheadFrom Wikipedia, the free encyclopedia.PDF: …Continuar

Iniciado por Augusto de Franco 7 Abr, 2014.

Designs For Working

Articles from the New YorkerPDFDecember 11, 2000DEPT. OF HUMAN RESOURCESWhy your bosses want to turn yournew office into Greenwich…Continuar

Iniciado por Augusto de Franco 23 Set, 2011.

Caixa de Recados

Comentar

Você precisa ser um membro de BIBLIOTECA JANE JACOBS para adicionar comentários!

Comentário de Augusto de Franco em 27 outubro 2011 às 15:33
Comentário de Adriana Costa em 28 março 2011 às 14:01

Video sobre a importancia do envolvimento da comunidade local,,com entrevista de Jane Jacobs.

http://annalusis.blogspot.com/2011/02/jane-jacobs-bairros-sustentav...

 

Comentário de Jaime Tak em 28 janeiro 2011 às 11:13
Tem uma resenha de Hugo Segawa do livro Death and Life of Great American Cities de Jane Jacobs em http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/resenhasonline/01.001/3259
Comentário de Jaime Tak em 10 janeiro 2011 às 8:46
Em relação aos dados estatísticos de uma determinada cidade, um distrito, um bairro é inevitável ao planejador utilizá-los para fazer uma análise quantitativa, o que ele tem que fazer a mais é admitir que nada sabe sobre a diversidade e a qualidade dos indivíduos, tribos e redes sociais existentes. Antes de planejar qualquer coisa ele tem que criar um processo de feed back, para incentivar e motivar a participação dos moradores nos planos e projetos. O planejador tem que 'fluzz' em todas as redes sociais para desenvolver o capital social do lugar. Vou fundo na JJ!
Comentário de Jaime Tak em 7 janeiro 2011 às 8:13
Augusto, muito interessante essa percepção da Jane Jacobs da organização social da cidade ou de um distrito, de um bairro. Acho que agora entendi o conceito de Capital Social. Como o Capital Social é criado e utilizado pelos moradores de um lugar, a participação deles nos 'muitos planejamentos' para desenvolver ou revitalizar uma cidade ou parte dela é fundamental. Vou fundo na leitura de Jane Jacobs! Grato!
Comentário de Augusto de Franco em 7 janeiro 2011 às 4:34

Eis o que escrevi sobre Jane Jacobs em 2000, em Capital Social (pode ajudar, acho):

 

3.6 – A dinâmica sociológica de Jacobs

Jane Jacobs parece ter sido a primeira pessoa a explorar, depois de Tocqueville, a intimidade sociológica do fenômeno que se quer captar com o conceito de Capital Social.


Jacobs (1961) é apontada por alguns como a primeira pessoa a usar o conceito, ou a expressão, 'Capital Social', na seguinte passagem de "Morte e Vida das Grandes Cidades Americanas": "Para a autogestão de um lugar funcionar, acima de qualquer flutuação da população deve haver a permanência das pessoas que forjaram a rede de relações do bairro. Essas redes são o capital social urbano insubstituível. Quando se perde esse capital, pelo motivo que for, a renda gerada por ele desaparece e não volta senão quando se acumular, lenta e ocasionalmente, um novo capital" (Jacobs, 1961: 151) (n. g.).


Ao final da primeira parte deste seu livro de 1961, considerado um clássico do planejamento urbano, ela analisa "as vantagens e os pontos fortes peculiares às cidades grandes e também suas fraquezas" (Jacobs, 1961: 153). A idéia de Jacobs era que "o conjunto de oportunidades de todo tipo existentes nas cidades e a espontaneidade com que essas oportunidades e opções podem ser usadas são um trunfo – não uma desvantagem – para encorajar a estabilidade do bairro. Contudo, esse trunfo precisa ser capitalizado. Ele é desperdiçado nos lugares em que a mesmice prejudica os distritos, servindo, portanto, somente a uma faixa estreita de renda, gostos e circunstâncias familiares. Os recursos que o bairro oferece para pessoas-índice imutáveis, sem corpo, são recursos para a instabilidade. As pessoas que se encontram nele e são dados estatísticos podem permanecer as mesmas. Mas não as pessoas que se encontram nele e são pessoas. Tais lugares são eternos locais de passagem” (Idem: 152-3) (n. g.).


Jacobs estava preocupada com os fatores que tornam "viva" uma localidade, que fazem com que ela se torne aquilo que chamava de uma "Entidade real", com a teia de relações tramada por pessoas humanas, vivas e reais, que vivem naquela localidade: "As inter-relações que permitem o funcionamento de um distrito como uma Entidade não são nem vagas nem misteriosas. Consistem em relacionamentos vivos entre pessoas específicas, muitas delas sem nada em comum a não ser o fato de utilizarem o mesmo espaço geográfico.


Os primeiros relacionamentos que se formam em áreas urbanas, desde que haja uma estabilidade populacional nos bairros, são os que ocorrem na vizinhança e entre pessoas que têm alguma coisa em comum e integram instituições – igrejas, APMs, associações de negócios, diretórios políticos, ligas cívicas, comitês para angariar recursos para campanhas de saúde ou outras causas públicas, os naturais de tal e tal vila (associações hoje comuns entre porto-riquenhos, como já foram entre os italianos), associações de proprietários, sociedades de amigos de bairro, grupos contra injustiças e assim por diante, ad infinitum.


A profusão de organizações, na maioria pequenas, existente em quase todas as zonas relativamente estáveis de uma cidade grande, deixa qualquer pessoa tonta. Goldie Hoffman, uma das executivas de um departamento de reurbanização de Filadélfia, decidiu fazer um levantamento das eventuais organizações e instituições existentes numa pequena área lúgubre da cidade com cerca de 10 mil habitantes, designada para revitalização. Para surpresa geral, encontrou dezenove. As organizações pequenas e as organizações com fins específicos crescem nas cidades como as folhas de uma árvore e são, à sua maneira, uma manifestação impressionante da persistência e obstinação da vida.


Contudo, a etapa crucial para a formação de um distrito efetivo vai muito além disso. Deve desenvolver-se um conjunto diferente de inter-relações; são as relações ativas entre pessoas, geralmente líderes, que ampliam sua vida pública local para além da vizinhança e de organizações ou instituições específicas e proporcionam relações com pessoas cujas raízes e vivências encontram-se, por assim dizer, em freguesias inteiramente diferentes” (Jacobs, 1961: 146).


Jane Jacobs está tratando de algo muito mais profundo do que a segurança pública, ao contrário do que quis salientar Fukuyama (1999: 31). Ela investiga a formação do "ser social" que chama de "Entidade real" (com 'E' maiúsculo): "É necessário um número surpreendentemente baixo de pessoas que estabeleçam ligação, em comparação com a população total, para consolidar o distrito como uma Entidade real. Bastam cerca de cem pessoas numa população mil vezes maior. Mas essas pessoas precisam dispor de tempo para se descobrir em umas às outras, para investir em colaboração proveitosa - e também para criar raízes nos diversos bairros menores locais ou de interesse específico" (Jacobs, 1961: 147).


Surpreendentemente a passagem acima não gerou nenhuma reflexão mais fecunda, nem por parte dos leitores-admiradores de Jacobs, nem por parte dos teóricos do Capital Social. Mas aqui talvez esteja, ao meu ver, uma das pistas para desvendar a complexa dinâmica das sociedades humanas.


Para Jacobs são as pessoas humanas reais, "de carne e osso", e não o seu número – ou, imagino que se possa inferir, outros fatores quantitativos que possam ser aferidos em abstração da sua pessoalidade, quer dizer, da qualidade do capital humano envolvido – que tramam o tecido social, produzindo Capital Social, de modo a torná-lo "vivo", constituindo uma comunidade concreta numa dada localidade e condicionando, de uma forma sempre peculiar, o seu estado presente e o seu processo futuro.


"Assim que consiga firmar-se no distrito, uma rede de ligações desse tipo, boa e forte, poderá expandir-se relativamente rápido e assumir qualquer outro feitio... As pessoas que estabelecem as ligações, assim como aquelas que formam elos menores nas ruas e organizações de interesse específico, não são de forma alguma os índices estatísticos que supostamente representam pessoas nos projetos urbanísticos e habitacionais. Pessoas-índice são uma fantasia por várias razões, uma das quais é elas serem encaradas como sempre substituíveis. As pessoas de carne e osso são únicas; investem muitos anos em relacionamentos significativos com outras pessoas únicas, e são, no mínimo, insubstituíveis. Desfeitos seus relacionamentos, destrói-se sua condição de seres sociais verdadeiros - às vezes por pouco tempo, às vezes para sempre" (Jacobs, 1961: 148-9).


Jane Jacobs, portanto, não apenas usou a expressão 'Capital Social'. Ela trabalhou, de fato, com o conceito de Capital Social, desenvolveu este conceito, aportando contribuições novas e substantivas para desvendar o processo de sua formação em comunidades. Ocupada com a vida coletiva, com o viver social, ela não "economicizou" o conceito – no sentido de transformá-lo num fator matemático que se pudesse quantificar em abstração das pessoas que, conectadas de certa maneira, logram gerá-lo – como fizeram, depois, alguns economistas e sociólogos que queriam ser levados a sério por alguns economistas, ainda que tenha usado, várias vezes, a expressão 'acumular' para se referir ao processo progressivo de estabelecimento daquelas conexões em rede, entre pessoas, que chamou de Capital Social.

Comentário de Jaime Tak em 6 janeiro 2011 às 10:05
Vera Maria, na página 14 JJ conclui:"A aparência das coisas e o modo como funcionam estão inseparavelmente
unidos, e muito mais nas cidades do que em qualquer
outro lugar. Porém, quem está interessado apenas em como
uma cidade "deveria" parecer e desinteressado de como funciona
ficará desapontado com este livro. É tolice planejar a aparência
de uma cidade sem saber que tipo de ordem inata e funcional ela
possui. Encarar a aparência como objetivo primordial ou como
preocupação central não leva a nada, a não ser a problemas." Grato!
Comentário de Vera Maria dos Santos Moreira em 6 janeiro 2011 às 9:44

Achei muito interessante o comentário que ela faz sobre a necessidade de diversidade para a sustentabilidade das cidades. Está na pag. 13 da Morte e Vida. Há algum tempo escaneei o primeiro capítulo . Serve como um tira-gosto que mai sparece bota-gosto d etão bom que é. Ela vê a cidade como algo vivo. Vai aí Morte%20e%20Vida%20de%20Grandes%20Cidades.pdf

Abs

Vera

 

Comentário de Jaime Tak em 6 janeiro 2011 às 9:37
"O que observei no departamento de Real State é que tanto os economistas quanto os arquitetos estudam a cidade na escola de planejamento urbano. A diferença é que os primeiros se debruçam sobre os fatos do cotidiano. Eles têm modelos econômicos para entender como vivem milhões de pessoas, entendem por que as pessoas migram, pesquisam os sucessos e fracassos urbanos. Os arquitetos e urbanistas pensam como a cidade deve ser, não como é. Não analisam os problemas existentes. Jane Jacobs dizia que as cidades são laboratórios. É preciso se debruçar sobre elas para conseguir soluções. De certa forma, ela pensava como economista.' Witold Rybczynski http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,a-metropole-improvis...
Comentário de Jaime Tak em 6 janeiro 2011 às 9:06
Valeu Harley, por enquanto estou pesquisando no google, lá encontrei uma homenagem do Sirkis à JJ "Posso dizer, sem exagero algum, que Jane Jacobs mudou minha vida. Após ler The Death and Life of Great American Cities, meu olhar e meu pensamento sobre cidades mudou completamente, foi o equivalente a uma revelação. Fecho esse registro com uma de suas frases antológicas:

“Cidades cheias de vida têm essa maravilhosa habilidade, inata, de compreender, de comunicar, de concatenar e inventar o que será necessário para combater suas dificuldades...Cidades ativas, diversificadas, intensas contêm não só as sementes de sua própria regeneração, como energia suficiente para irradiar soluções para problemas e necessidades além de seus próprios limites.” "Por decreto do prefeito César Maia, o prédio que abriga o Instituto Pereira Passos (IPP) passou a chamar-se Jane Jacobs, da mesma forma com que seu auditório. Uma justa homenagem" para conferir veja http://www2.sirkis.com.br/noticia.kmf?canal=257&noticia=4588607
 

Membros (39)

 
 
 

© 2017   Criado por Augusto de Franco.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço