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BIBLIOTECA DANIEL QUINN

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QUINN, Daniel (1999): Além da civilização

QUINN, Daniel (199?): Meu Ismael

QUINN, Daniel (199?): A história de B

QUINN, Daniel (1990): Ismael

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QUINN, Daniel (1992): Ismael

QUINN, Daniel (1999): Meu Ismael

QUINN, Daniel (2000): A História de B

QUINN, Daniel (2001): Além da Civilização

Falta agora reunir o restante da bibliografia de Daniel Quinn (ou sobre Daniel Quinn), encontrar as versões digitalizadas e pendurá-las aqui.

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Ismael - Comentários e Extratos para estudo compartilhado 4 respostas 

Iniciado por Claudio Estevam Próspero. Última resposta de rafael ferreira de paula 21 Ago, 2012.

Além da Civilização - Comentários e Extratos para estudo compartilhado 5 respostas 

Iniciado por Claudio Estevam Próspero. Última resposta de Claudio Estevam Próspero 17 Jun, 2012.

After Dachau - Comentários e Extratos para estudo compartilhado

Iniciado por Claudio Estevam Próspero 14 Jan, 2010.

The Holy (O Sagrado) - Comentários e Extratos para estudo compartilhado

Iniciado por Claudio Estevam Próspero 14 Jan, 2010.

Providence - Comentários e Extratos para estudo compartilhado

Iniciado por Claudio Estevam Próspero 14 Jan, 2010.

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Comentário de rafael ferreira de paula em 2 fevereiro 2013 às 16:30

Talvez uma forma de dialogar com as propostas do Daniel Quinn: http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/carolyn_steel_how_food_shapes_o...

Comentário de Augusto de Franco em 16 setembro 2012 às 8:21

BIBLIOTECA DANIEL QUINN também está reorganizada

Comentário de Luiz de Campos Jr em 11 janeiro 2012 às 12:56

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QUINN, Daniel (1992): Ismael

QUINN, Daniel (1999): Meu Ismael

QUINN, Daniel (2000): A História de B

QUINN, Daniel (2001): Além da Civilização

Comentário de Claudio Estevam Próspero em 14 janeiro 2010 às 18:32
DOMINGO, 13 DE JANEIRO DE 2008
Solução animista

Texto de Luiz Cipher

Muitos que analisam a obra de Daniel Quinn preferem se limitar aos seus três primeiros livros, a saber, na seguinte ordem: "Ismael", "A História de B" e "Meu Ismael". Alguns complementaram esta trilogia com o "Além da Civilização" e uns poucos ousaram incluir "After Dachau" na sua lista de análise.

Somente uma minoria parece reconhecer um padrão, intencional ou não, por trás da mensagem de DQ que se complementa em um dos seus livros mais estranhos, e pouco compreendido: "The Holy".

Os que se limitam à trilogia acima, acusam DQ de enveredar pelo caminho xamânico do guru brasileiro Carlos Castaneda em "The Holy", outros afirmam que tudo não passou de um exercício literário do autor que nunca negou gostar de livros deste gênero (inclusive ele já escreveu um conto de terror no passado e afirmou em uma entrevista que admira o trabalho de Castaneda).

Se as pessoas podem mudar de idéia, livros uma vez publicados tendem a congelar o pensamento. Felizmente isso não aconteceu com DQ, embora tenha acontecido com seus leitores mais conservadores.

Neste ponto, se hoje o nosso amado gorila não estivesse aposentado tranquilamente comendo brotos de vegetais nas florestas africanas graças aos esforços de seus amigos, qual seria sua mensagem? Será que ele continuaria delineando o problema ad infinitum com um acúmulo de informação típico da civilização? E a contribuição de todos os outros autores geniais como Zerzan, Jensen, Bob Black, para citar somente alguns?

Não. Ismael estaria muito mais ativo neste momento do que há 20 anos. Volto a inquirir: qual seria sua mensagem depois das conclusões e dúvidas de seus principais discípulos?

Resposta:
The Holy (O Sagrado).

Para quem ainda não entendeu a progressão das idéias de Quinn, a seguir faço uma breve sinopse da sua trilogia e dos livros que a complementam e, naturalmente, a enriquecem. O leitor deve entender que DQ gosta de simplificar esta matéria tão vasta e por isso tende a condensar seu texto cada vez mais, quer seja usando parábolas ou escrevendo livros para o público infanto-juvenil.

"Ismael": o problema é apresentado em termos de metáforas durante um diálogo. O mundo, não a elite que o controla, está à beira da devastação, seja natural ou artificial. Quem é este mundo: a humanidade, seja ela pegadora ou largadora. A solução prévia: avisar o máximo de pessoas, a Humanidade, a respeito desta ameaça. Leia a parte em que Ismael explica para Lomax sobre o papel de um professor que deve ensinar outros a ensinar e espalhar a mensagem.

"A História de B": o problema agora é mais bem dissecado e por isso este livro pode ser considerado o mais polêmico, uma vez que é também o mais revelador. As causas são apontadas e a solução apresentada é mais drástica: controle da comida para controlar a população. Aqui ele apresentou uma das soluções propostas no "Relatório Lugano", livro de Susan George igualmente chocante.

"Meu Ismael": seguindo sua linha de pensamento reducionista, DQ coloca na boca do gorila uma simplificação do problema, bem como esboça as formas de uma "nova revolução tribal", inclusive oferecendo uma série de passos e demonstrando que tribo e seita são basicamente o mesmo tipo de comunidade. E, assim como Lomax e B (Charles, Shirin e Jared), Julie acaba por incorporar o pensamento de acordo com seu "background" e tempo de exposição à cultura pegadora.

Lomax é um jovem adulto (uns 30 anos), escritor/jornalista e fica no âmbito da divulgação de idéias e teorias. B (Charles e Jared são homens maduros) têm formação sacerdotal e Shirin (uma mulher adulta) é uma defensora do animismo e ficam na área da religião. Julie é uma adolescente e fica no terreno da ação, profundamente tocada com a história do suicídio de um jovem de classe média e as matanças nos guetos de jovens pobres.

Assim, "Meu Ismael" prepara o solo para lançar a semente no formato de um livreto modesto e sem nada de "bombástico" para brindar o leitor.

"Além da Civilização", uma séria de ensaios curtos, é esta semente tímida, uma vez que DQ prega a necessidade de um abandono inicial da Civilização, um escape do modo de vida nas cidades para um outro mais comunitário e autônomo, mesmo que inicialmente dependente dos meios e dos recursos de uma metrópole. Porém, ele não dá modelos, apesar de citar alguns mais ou menos bem-sucedidos, como os circos e as companhias itinerantes de teatro e de desempenho artística corporal, e mesmo as cooperativas.

Em seguida, no livro distópico "After Dachau", ele mostra o futuro em que a elite (os novos faraós) sobreviveu: a eugenia foi a solução para os problemas apresentados no seu primeiro livro. Ele é sucinto, mas com um pouco de imaginação poderemos ver como ele descreve a mega-repressão que a humanidade passou durante séculos desde uma suposta vitória do III Reich. Hitler perdeu a guerra na história oficial, enquanto os EUA e outros países europeus e asiáticos deram seqüência ao seu movimento fascista. Ou seja, o III Reich continua!

Logo, "After Dachau" não é inteiramente fictício ou um relato comovente de reencarnação. Um genocídio progressivo e sistemático seria uma solução final fácil conforme demonstrou Susan George no "Relatório Lugano".

Finalmente, em "The Holy", Daniel Quinn lança sua cartada final e conta como um pai de família se torna um neo-beatnick, largando esposa e filho para empreender uma jornada estranha e non-sense depois da sua descrença no sistema educacional vigente (a exemplo de Quinn que passou por frustração semelhante depois de trabalhar no mercado editorial).

Mesmo "The Man Who Grew Young", "The Tales of Adam" e "The Book of the Damned", "Work, Work, Work" e "If They Give You Lined Paper, Write Sideways", seu mais recente livro, são apenas complementos para a solução animista que apresenta em "The Holy".

Enquanto a trilogia prepara as mentes, "The Holy" derruba sua inércia (uma das falhas que manteve na trilogia) e ousa exemplificar uma alternativa revolucionária e seus resultados imprevisíveis no mundo. E a mensagem final de "The Holy" é pura e simplesmente o que Daniel Quinn sugere abertamente em "Além da Civilização":
"Deixem meu povo ir embora!"

E nós somos este povo (sem toda a carga bíblica e/ou marxista que deram a ela, obviamente). Reparem também que no final o gorila Ismael volta para a floresta, Jared e Shirin viram foragidos depois do assassinato do B original, Julie sugere que irá preparar a sua "nova revolução tribal" (livre de escolas e universidades) e David (de "The Holy") se torna um outsider que mesmo com um fim trágico, realiza seu sonho e prepara a missão do seu filho com o exemplo de sua escolha por um modo diferente de viver e morrer.

Mesmo que DQ não tenha cogitado nada disso ou que ele nunca endosse o que descrevi acima, esta tese pode nos indicar algum caminho, afinal, esta é a vantagem da didática maiêutica de Sócrates.

Por favor, perdoe minha arrogância em tentar encontrar um modo pragmático de ação direta. E, depois de todo o exposto acima, a melhor e mais viável ação direta seria o fomento do êxodo urbano começando individualmente até gerar uma verdadeira onda que iria se acelerar com a inevitável busca de recursos naturais cada vez mais escassos. Esta troca de ambiente pode não erradicar o problema da mente Pegadora que iria junto com algumas das pessoas mais desavisadas, mas iria filtrar quem fica e quem sai. Na natureza selvagem não adianta o "pede prá sair"!

O corpo é a arma, como dizia o psiquiatra Roberto Freire.
Luiz Cipher

AVISO DE COPYRIGHT

"Minha mensagem, se essa é a palavra que você quer usar, não possue copyright. Você é livre para reproduzir, interpretar, distribuir, distorcer, fazer o que quiser, até mesmo assumir autoria, sem meu consentimento ou de ninguém."

POSTADO POR JANOS ÀS 19:07
MARCADORES: RESENHAS

5 COMENTÁRIOS:

Punk disse...
Realmente o anarquismo precisa conhecer o xamanismo mais a fundo... Castañeda era brasileiro? Não sabia dessa! Já que estamos no Brasil, que tal irmos mais atrás da antropologia dos povos amazônicos e xamânicos para ver se prodemos trocar umas idéias com eles?
14 DE JANEIRO DE 2008 11:30

Janos disse...
É uma idéia, eu gosto muito de conhecer a cultura dos povos tribais do Brasil, só que a maioria dessas culturas já se perdeu, infelizmente.
15 DE JANEIRO DE 2008 06:20

Rômulo disse...
Eu também tenho muita vontade de fazer uma coisa dessas, ver como são realmente esses tribais de quem tanto falamos.

29 DE JANEIRO DE 2008 16:59
Luiz Cipher disse...
Saudações,

Sou o autor do texto acima.
A Solução Animista foi inspirada em um fenômeno recente na natureza denominado pelos cientistas de DCC, a Desordem do Colapso das Colônias.
Não sei se Daniel Quinn já estava ciente disso quando escolheu a capa com a colméia invertida para o livro "Além da Civilização"...

Antes de citar o texto da notícia que gerou a Solução Animista, gostaria de complementar o mesmo citando outro livro de Daniel Quinn, uma espécie de autobiografia, chamado de "Providence". É excepcionalmente significativo a parte em que ele descreve seu sonho com um besouro sob uma árvore tombada em seu caminho e como este encontro alterou sua vida e culminou em seu livro mais famoso, Ismael.
Boa leitura,

Luiz Cipher
____________________________

DESORDEM DO COLAPSO DAS COLÔNIAS
Por Fábia de Mello Pereira

No início desse ano várias reportagens sobre o repentino sumiço de abelhas nos Estados Unidos e na Europa deixaram alarmados os produtores, ambientalistas, pesquisadores e público em geral. Desde então muito se tem questionado sobre os efeitos do aquecimento global e mesmo dos plantios de culturas transgênicas nesse sumiço. Por outro lado, existe o temor que esse problema venha a acontecer no Brasil, prejudicando não somente a apicultura, mas a produção de todas as culturas que utilizam os serviços de polinização das abelhas, como maçã, melão e laranja.

A Desordem do Colapso das Colônias é caracterizada pela ausência de abelhas vivas ou morta na colônia, mas com a presença de crias e alimento, podendo ser encontrado, em alguns, uma pequena quantidade de operárias e a rainha dentro da colméia. Em caso de colônias que estão iniciando a DCC, observa-se uma quantidade de cria maior do que a capacidade das operárias de cuidarem das mesmas, concentração de operárias novas na população da colônia, a presença da rainha e uma relutância da colônia em consumir o alimento energético ou protéico fornecido. Não se sabe, ainda, as causas da DCC, mas as maiores desconfianças incidem sobre uma nova doença que acomete as abelhas, envenenamento por defensivos agrícolas, desnutrição, alto nível de consangüinidade e estresse.

Segundo o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, órgão responsável por informar oficialmente a ocorrência de problemas sanitários animais e vegetais no Brasil, até o momento a Desordem do Colapso das Colônias não foi detectada no país. De qualquer forma é preciso que os produtores fiquem atentos e procurem auxílio técnico para qualquer problema de sanidade que encontrem em suas colônias, com o intuito de investigar as causas.

É importante que se deixe claro que problemas de doenças, morte de abelhas e mesmo abandono de colônias acontecem no Brasil, mas as causas são conhecidas e os sintomas são bem diferentes dos causados na Desordem do Colapso das Colônias. Em geral, a aplicação de agrotóxico é a principal causa da mortalidade de colônias no Brasil. Contudo, existe também a mortalidade por consumo de plantas tóxicas (em especial o barbatimão e o falso barbatimão), morte por fome e por doenças conhecidas.

O abandono das colméias é outro fator que provoca perda aos apicultores. Nesse caso as abelhas (operárias e rainha) vão embora da colméia, podendo ou não deixar o alimento e as crias para trás. Esse problema é sempre é precedido de uma situação de estresse (condições ambientais desfavoráveis, manejo inconveniente, falta de alimento ou ataque de predadores). No Nordeste, em períodos de estiagem prolongada, é possível que o apicultor perca até 100% de suas colônias. A principal diferença dessa perda e da DCC é que no abandono os favos deixados para trás são imediatamente atacados por inimigos naturais (como a traça da abelha) e por abelhas de outras colônias para saque. Na DCC isso não acontece, a colméia vazia passa algum tempo sem ser atacada por inimigos naturais ou saqueada por outras abelhas, sugerindo haver alguma substância tóxica ou repelente na mesma.

Como as causas do problema ocorrido nos Estados Unidos e Europa ainda não estão esclarecidas, é difícil saber se existe possibilidade da DCC chegar ao Brasil, sendo importante acompanhar de perto os resultados das pesquisas nos outros paises para que possamos tomar as providências necessárias e evitar que nossas abelhas sejam atacadas por esse mal.


Por Fábia de Mello Pereira
Pesquisadora da Embrapa Meio-Norte

___________________________

P.S.: recentemente também estão surgindo "misteriosamente" milhares de citações na web tratando da DCC (ou CCD, na sigla inglesa). Naveguem e confiram. LC

28 DE FEVEREIRO DE 2008 06:29

Anônimo disse...

Os cientistas que nomearam este fenômeno, o fizeram com êxito. Se tivessem chamado de Distúrbio do Colapso das Colméias, teriam cometido um erro básico de substantivo coletivo.

Não se sabe de casos em que Colméias de abelhas selvagens - como as africanas - desapareceram "misteriosamente". Somente as criadas de maneira artificial e as domesticadas, em colônias monitoradas de apicultura e nos ambientes onde rege a monocultura agrícola, é que estão padecendo deste distúrbio.

Este evento pode ter passado desapercebido para os antropólogos que ainda acham que Civilização, assim como Colônia, é a forma ideal dos humanos viverem e se reproduzirem biológica e culturalmente.

Uma vez que estamos arrebanhados nos grandes centros urbanos (qualquer comunidade com mais de 150 habitantes), e trocamos as tribos pelas colônias, o risco de um Distúrbio do Colapso da Civilização é tão certo quanto o que está ocorrendo com as abelhas.

O mal da vaca louca, a gripe aviária e mesmo as pragas e vírus decorrentes do uso de pesticidas nas plantações e do excesso de antibióticos no tratamento médico, podem todos ser considerados algum tipo de distúrbio: é o efeito - e não a causa - sinalizado no colapso do meio artifical em que foram inseridos.
É uma lei que inevitavelmente seria descoberta:

"A redução populacional em uma dada espécie é proporcional ao tempo em que ela se mantem fora do seu habitat natural".

Adiem o turismo para conhecer os índios e seu modo de viver, e reflitam sobre este assunto com a devida atenção.

28 DE FEVEREIRO DE 2008 08:46
Comentário de Claudio Estevam Próspero em 14 janeiro 2010 às 18:27
Claudio Estevam Próspero em 8 abril 2009 at 9:49
[Inovação necessária] Tribalismo étnico => Civilização de conquista => ?
http://escoladeredes.ning.com/group/ecoloucos/forum/topics/inovacao...


Uma pequena provocação:

Uma Civilização de Conquista pode ser resumida em dois "mandamentos":

Crescei e Multiplicaí-vos.

Controlem e Explorem, para o que entendem ser o seu benefício, todo o seu Ecosistema.


Qual tipo de Cultura Celular conhecemos que obedece estes dois princípios de existência?

A única que me ocorre é o Câncer...
 

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