Escola de Redes

PALESTRAS DE AUGUSTO DE FRANCO EM 2016

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1 - As empresas diante da crise: como cortar os custos invisíveis

Como inovar em tempos de crise para manter seu negócio sustentável? A crise também é uma oportunidade para realizar mudanças mais profundas, que não temos coragem de fazer - ou que a rotina e a cultura organizacional pretérita, que se conserva inercialmente, nos impede de fazer - em tempos considerados normais. A redução dos chamados custos invisíveis, como os custos de transação, os custos de atrito de gestão e os custos de (falta de) sinergia pode ser uma das medidas principais para enfrentar a crise com inovação organizacional, quer dizer: fugindo para frente e não para trás. Isso pode ser feito a partir da implantação de processos de rede nas empresas. A redução de custos óbvios - como demissões e cortes no orçamento dos programas - pode até aumentar os custos de atrito de gestão, quando o modelo de gestão não acompanha as mudanças. As "economias de palito" (peanuts) - como substituir o café por chá de capim limão - têm mais um efeito propagandístico, para vender internamente uma imagem de suposta austeridade, do que resultados econômicos reais. E as economias burras, como cortes nas áreas de inovação e desenvolvimento, têm, invariavelmente, o efeito de paralisar ou jogar para trás o impulso criativo do negócio e diminuir a confiança dos stakeholders na companhia.

Para quem | Empresas e outras organizações de grande e médio porte. 

Experiência no tema | Augusto de Franco trabalha há mais de uma década como consultor para implantação de processos de rede para inovação em empresas e transição organizacional, sustentabilidade empresarial e avaliação de risco sistêmico (dentre outras, nas empresas FIEP, Vivo, Tarpon, Natura, Tribanco). Professor convidado de várias business schools (como a FDC e outras), publicou, além de centenas de artigos, vários livros sobre o assunto, dentre os quais destacam-se: Algumas notas sobre os desafios de empreender em rede (2015), Sete aprendizagens sobre inovação na sociedade-em-rede (2014), Netweaving Technologies: Processos de rede em empresas (2013), Empreendimentos em Rede: Tendências e Desafios (2013), Vida e morte das empresas na sociedade em rede (2011).

2 - Processos de Rede para Inovação em Empresas

Augusto de Franco desenvolveu, juntamente com outros pesquisadores da Escola-de-Redes, uma iniciativa chamada Netweaving Technologies com o objetivo de reconfigurar os ambientes (virtual, físico e de inovação) de empresas no sentido de aumentar a interatividade dessas organizações e, consequentemente, a sua inovatividade (quer dizer, a sua capacidade sistêmica de inovar tempestivamente). O processo é baseado nas sete aprendizagens seguintes sobre inovação na sociedade-em-rede: 1 - Não adianta querer mudar (a dinâmica de funcionamento) sem mudar (o padrão de organização). 2 - Uma mudança só é possível do conhecido para o desconhecido, não do conhecido para o conhecido. 3 - Inovação é sempre um resultado inesperado e assim é inútil tentar controlar processos de inovação verificando se foram alcançados os resultados esperados. 4 - Inovação copiada é reprodução, não inovação. A inovação é sempre inédita e, portanto, é inútil tentar reproduzir os processos particulares pelos quais uma organização inovou com sucesso. 5 - Nunca se trata de substituição, de colocar uma coisa no lugar de outra e sim de deixar que os novos processos que se acrescentam aos antigos gerem novas configurações emergentes. 6 - Uma boa dose de comportamento aleatório é necessária para a inovação e não é possível ser criativo sem partir em novas direções tomadas sem um plano pré-definido. 7 - É estúpido tentar organizar a auto-organização.

Para quem | Empresas.

Experiência no tema | O pensamento de Augusto de Franco sobre o tema vem sendo exposto desde o início deste século a partir das investigações que levaram à elaboração do livro Capital Social (2001) e, posteriormente, de dezenas de outros escritos, dentre os quais Tudo que é sustentável tem o padrão de rede (2008), Cocriação: reinventando o conceito (2012) e Netweaving Technologies (2013). Programas decorrentes dessa visão inédita sobre inovação foram aplicados em algumas organizações, como – dentre várias outras - a FIEP, a Vivo, a Tarpon, a Natura e o Tribanco.

3 - Ambientes Inovadores de Aprendizagem

Como inovar em processos educacionais? Como criar processos de aprendizagem mais interativos, que estimulem a criatividade? Uma aprendizagem criativa não pode colocar toda sua ênfase na acumulação de conteúdos conhecidos, mas tem que ensejar que as pessoas se aventurem na compreensão do desconhecido. Numa época em que se fala tanto de inovação, parece que a chamada educação (sobretudo quando confunde ensino com aprendizagem) permanece intocada pelo espírito criativo. Além disso, as teorias da aprendizagem são baseadas em teorias do conhecimento que enfatizam quase que somente a aquisição de conteúdo pretérito e não a capacidade de descobrir coisas novas. Inovação em educação é uma preparação para a descoberta. Isso não se consegue ensinando as pessoas o que é inovação: inovador é quem inova, não quem fala sobre inovação. Ademais, ideias não mudam comportamentos, só comportamentos mudam comportamentos. É necessário configurar novos ambientes de aprendizagem onde as pessoas possam desenvolver novos comportamentos educativos. Augusto de Franco, juntamente com outros pesquisadores conectados à Escola-de-Redes, desenvolveu uma tecnologia social de configuração de ambientes favoráveis à inovação em educação baseada em uma nova visão interativista da aprendizagem, por meio da qual qualquer ambiente pode ser reconfigurado como ambiente de aprendizagem criativa. Isso pode ser aplicado na escola ou na universidade, na empresa, nas organizações sociais ou governamentais ou, até mesmo, nos ambientes familiares e comunitários.

Para quem | Organizações educacionais em todos os níveis, universidades e centros de pesquisa, empresas (sobretudo nas áreas de inovação e criação), empreendedores e inovadores que desejam criar novos projetos e processos educacionais e pessoas interessadas em experimentar novos processos de aprendizagem para si e para seus filhos.

Experiência no tema | Augusto de Franco vem desenvolvendo, a partir de suas investigações na Nova Ciência das Redes, uma nova visão interativista da aprendizagem. Publicou numerosos papers sobre o tema, dentre os quais destacam-se: AEL – Arranjos Educativos Locais (2009), Buscadores e Polinizadores, com Nilton Lessa (2010), Não-escolas (2011), Por que as plataformas de aprendizagem não são boas, com Nilton Lessa (2012), Multiversidade: da universidade dos anos 1000 à multiversidade nos anos 2000, com Nilton Lessa (2012), Roteiro para uma investigação aberta sobre OpenScience (2014) e A livre-aprendizagem na sociedade-em-rede (2015). Como consultor da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Augusto de Franco elaborou e coordenou a aplicação de um processo inédito de articulação de Arranjos Educativos Locais. Em 2008, como consultor da Vivo e assessor permanente do Instituto Vivo, coordenou a fundação da Rede Vivo Educação e co-organizou, nos anos seguintes, os seminários A Sociedade em Rede e a Educação (2009-2010). Juntamente com outros pesquisadores da Escola-de-Redes, ofertou, em 2015, os programas de aprendizagem Educação: Tem Solução? (no Facebook) e Inova-Edu: Ambientes Inovadores de Aprendizagem (na plataforma REDES).

4 - O Melhor Lugar do Mundo

Como promover o desenvolvimento local das localidade a partir da articulação e animação de redes sociais nos bairros, ruas e praças. Uma nova visão do desenvolvimento local sintonizada com a transição para uma sociedade-em-rede e na formação de uma nova realidade glocal.

Para quem | Empresas, governos locais ou estaduais e organizações da sociedade civil dedicadas ao desenvolvimento local.

Experiência no tema | Augusto de Franco trabalha há quase 20 anos com programas de indução ou promoção do desenvolvimento local ou comunitário. Em 1993 publicou um artigo seminal intitulado "Ação Local". Em 1995 publicou o livro "Ação Local: A Nova Política da Contemporaneidade". Em 1996 fundou a Rede Alpa - Ação Local em Alto Paraíso de Goiás, na Chapada dos Veadeiros, onde passou a experimentar metodologias de indução do desenvolvimento local nos três anos seguintes (trabalho que dará origem à chamada Metodologia do DLIS – Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável, que será aplicada em larga escala em todas as regiões do Brasil). Em 1999 publicou o livro "Por que precisamos de DLIS", que atingiu a marca de 50 mil exemplares vendidos em quatro edições sucessivas. De 1998 a 2002 participou da elaboração e da execução do Programa Comunidade Ativa que aplicou processos de DLIS em quase mil localidades do Brasil. De 1999 a 2002 reformatou o programa PRODER do Sebrae Nacional e criou o Programa PRODER Especial que deu origem ao Programa de Desenvolvimento Local, aplicado em milhares de municípios do país. De 2000 a 2004 construiu e dirigiu a AED - Agência de Educação para o Desenvolvimento, um programa público sob a liderança do SEBRAE Nacional em parceria com o PNUD, com a UNESCO, com a Casa Civil da Presidência da República, operado pela ARCA - Sociedade do Conhecimento, que tinha como um de seus objetivos precípuos a capacitação de agentes de desenvolvimento local. Em 2004 publicou o livro "O lugar mais desenvolvido do mundo: investindo no capital social para promover o desenvolvimento comunitário", uma espécie de guia para agentes de desenvolvimento local, que atingiu em três edições a tiragem de 15 mil exemplares. De 2005 a 2007, como consultor da UNESCO, elaborou o Programa de Governança Solidária Local executado pela Prefeitura de Porto Alegre. De 2007 a 2011 elaborou o programa Redes de Desenvolvimento Local na Federação das Indústrias do Estado do Paraná, que chegou a ser implantado em centenas de localidades daquele estado. Em 2011 reformatou a matriz metodológica do desenvolvimento local e elaborou (juntamente com Cacau Guarnieri) o social game O Melhor Lugar do Mundo. Entre 2000 e 2011 Augusto de Franco foi responsável pela capacitação de mais de 2 mil agentes de desenvolvimento local (ou comunitário).

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