Escola de Redes

Proponho que se discuta o que chamei de "Segunda Queda do Muro". Quem quiser ler a íntegra clique aqui (4 minutos estimados de leitura).

Em síntese, o debate que proponho é o seguinte:

Um novo padrão de organização distribuído não logrou ainda se materializar no interior e no entorno das organizações empresariais, governamentais e sociais, que continuam se estruturando de modo centralizado ou hierárquico.

No entanto, tudo indica que está em gestação uma "segunda queda do muro", fractal, localizada, em cascata ou, talvez, uma espécie de swarming, afetando muitas organizações.

Alguns fenômenos acompanhantes dessa "segunda queda do(s) muro(s)" ja começaram a se manifestar:

(i) uma tendência acentuada à desobediência dentro das organizações hierárquicas;

(ii) a incapacidade dessas organizações de inovar no ritmo exigido pelas mudanças contemporâneas (ou melhor, de se estruturar para inovar permanentemente); e,

(iii) as perdas irreversíveis de oportunidades e condições de sustentabilidade para as organizações fechadas que não forem capazes de iniciar a transição do seu padrão piramidal para um padrão de rede.

Quem quiser discutir o assunto, deixe por favor um comentário aqui.

Exibições: 223

Anexos

Respostas a este tópico

Mais um texto de referência para o debate proposto acima:
Anexos
oi, augusto. um tema que eu gostaria de discutir seria o lifestreaming como uma modalidade de comunicação, como parte de uma ecologia cognitiva (bateson).

abraços,

renata
Legal, Renata. Faça um pequeno texto propondo isso, abra um forum aqui neste grupo e pronto! Já teremos, com a sua, 4 boas sugestões. Abaços.

renata lemos disse:
oi, augusto. um tema que eu gostaria de discutir seria o lifestreaming como uma modalidade de comunicação, como parte de uma ecologia cognitiva (bateson).

abraços,

renata
Augusto, o problema dessa quebra de paradigma nas empresas, ao meu ver, tem relação com a questão da propriedade do capital. A rede distribuída pode ter dono?
Por outro lado, pergunto-me: redes sociais tem uma dimensão espontânea como fenônemo social propriamente dito. No entanto, no mundo político e empresarial elas pode ser fenômenos induzidos por fins e para fins determinados, o que constitui um paradoxo.
Essa transição para o novo paradigma pode ser induzida ou ela será resultado de um processo inexorável já em curso, embora contraditório e não linear?
Boas questões Paulo. Fazer as perguntas hoje é o mais importante. Amanhã lhe respondo (seguramente com novas perguntas, hehe). Mas já temos cases importantes de empresas com faturamento ascendente e significativo, estruturadas em rede (sem centralização, sem esquemas comando-e-controle, sem sede, sem mobiliário e sem, sequer, uma secretária - no lugar dos empregados: acionistas). Abraços.

Paulo G. M. de Moura disse:
Augusto, o problema dessa quebra de paradigma nas empresas, ao meu ver, tem relação com a questão da propriedade do capital. A rede distribuída pode ter dono?
Por outro lado, pergunto-me: redes sociais tem uma dimensão espontânea como fenônemo social propriamente dito. No entanto, no mundo político e empresarial elas pode ser fenômenos induzidos por fins e para fins determinados, o que constitui um paradoxo. Essa transição para o novo paradigma pode ser induzida ou ela será resultado de um processo inexorável já em curso, embora contraditório e não linear?
Professor,

Neste ano eu completarei em Maio (31) os meus primeiros 50 anos de vida. Entendo necessário iniciar este comentário com a informação acima, porque desde os meus 15 anos de idade, estive diretamente envolvido em trabalhos sociais, de formação religiosa (Igreja Católica), educacionais, movimentos pró isso-e-aquilo (menos os estundantis e de caráter político-partidário), classistas (patronal), e nos últimos 15 anos trabalhei paralelamente às minhas atividades profissionais (comércio exterior e logística) em prol da promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes (Conselho Estadual dos DCA de SC, Fórum Municipal dos DCA de Itajaí (SC) e Secretário da Criança e do Adolescente da Prefeitura de Itajaí de Janeiro/2007 a julho/2008), esta última atividade foi a única em que fui remunerado (e bem), convidado pelo Prefeito à época, mesmo eu não tendo vínculo e atividades político-partidárias - o que não tenho até hoje.

No meu histórico de trabalhos sociais na área, está incluído uma dessas "terríveis" formas de organização hierarquizadas, que chamamos de ONGs e que sequer ONGs são, já que dependem quase que 100% dos convênios assinados com governos municipais, estaduais e federal. Em fevereiro (devido a falácia do modelo organizacional na nossa O(n)G) estarei novamente assumindo a presidência da Associação Passos de Integração (da qual sou um dos membros-fundadores e ex-presidente), e que desenvolve programas na área de promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes, incluindo um "Recanto" Infantil (programa de acolhimento institucional, - abrigo).

O dia 22 de novembro de 2008 marca o início das enchentes que se abateram sobre Itajaí e outras cidades do Vale do Itajaí (principalmente Blumenau e Ilhota (Morro do Baú)), e também o dia em que iniciei a Rede Social Arca de Noé, trabalho voluntário que hoje conta com 1.156 membros, 1.498 fotos, 70 videos, 179 tópicos, 32 eventos, 1.887 postagens no blog e mais de 224.000 visitas e quase 522 mil page views e o qual já me permitiu levantar e expressiva quantia de USD 100,00 (cem dólares) em monetização via Google-AdSense, Mercado Livre e outros (obviamente que a culpa não está nos sistemas de monetização, eu é que sou um péssimo gestor e não tenho me dedicado com afinco à tais possibilidades remuneratórias).

O Epílogo de "A Teia da Vida" : Alfabetização Ecológica, diz que: "reconectar-se com a teia da vida significa construir, nutrir e educar comunidades sustentáveis, nas quais podemos satisfazer nossas aspirações e nossas necessidades sem diminuir as chances das gerações futuras".

Animado pelo "sucesso" da Arca de Noé, "sucesso" este que deve muito a (des)organização do nosso Sistema Nacional de Defesa Civil e a falta de um fórum próprio para se mobilizar e articular ações efetivas de prevenção, de preparação para emergências e desastres, de resposta aos desastres e de reconstrução, o que deveria estar organizado de forma multissetorial e nos três níveis de governo – federal, estadual e municipal - com ampla participação da comunidade, conforme previsto no SNDC e também devido que neste ano estão/estarão sendo realizadas as primeiras conferências municipais, intermunicipais, regionais, estaduais e nacional de Defesa Civil e Assistência Humanitária, venho estudando o tema "redes sociais" e me animando para o desafio de construir uma Arca de Noé virtual para cada um dos 5.561 municípios brasileiros.

Assim sendo, o que foi uma ferramenta para atender vítimas das enchentes, está se tornando uma proposta para "revitalizar nossas comunidades - inclusive nossas comunidades educativas, comerciais e políticas - de modo que os princípios da ecologia se manifestem nelas como princípios de educação, de administração e de política", ou seja a ECO-ALFABETIZAÇÃO proposta por Capra e aqui usada para ilustrar uma abordagem e uma sugestão de tema para o "OPEN SPACE" da CIRS.

Entendo importante registrar que neste ano iniciamos (na contramão das tendências das Redes Sociais na web), a descentralização da nossa rede, construindo redes virtuais (sob a plataforma Ning) na cidade de Joinville (SC), e já em fase final de configuração para Mirassol (SP) e São José do Rio Preto (SP), e conforme afirmado acima, nos impusemos um desafio de criar uma Arca de Noé virtual para cada município brasileiro, na expectativa de a partir dessas redes virtuais criar redes presenciais que trabalhem com o objetivo de fortalecer o Sistema Nacional de Defesa Civil a partir da (des)organização local e com seus moradores.

Escrevi acima na contramão das tendências das Redes Sociais na web, porque observo que o que tem contado no mundo virtual não é a qualidade do conteúdo e sim a quantidade (quantos membros eu tenho, quantos me seguem... "a minha comunidade no Orkut tem 50 mil membros", etc), mas isso só importa para aqueles que visam o imediatismo do lucro ou para o alimentar o próprio ego.

Entendo que o nosso grande desafio será criar o "vírus do comprometimento" que contagie as comunidades - lugar do perdão e da festa (tão bem descrita por Jean Vanier da L'Arche em seu livro), e que as tornem "vibrantes e comprometidas, sustentadas por uma teia de relações (Capra)" viral.

A Escola de Redes e a Alfabetização Ecológica : Inoculando o Vírus do Comprometimento na Teia da Vida, é a minha proposta de tema para o OpenSpace.

[ ]',

Raciel Gonçalves Junior
Criador da Rede Social Arca de Noé
...
Contribuo com o seguinte texto, do Financial Web, publicado dia 17/02, de autoria do Carlos Cruz, que fala sobre a importância de ser lembrado por colegas de profissão.

Quantas pessoas conhecem você?

Ter nas mãos uma lista de contatos é apenas um detalhe, já que não importa quantas pessoas você conhece, e sim, quantas sabem quem e o que você é. O Networking é hoje, sem dúvida, um dos grandes meios para alcançar melhores resultados nos negócios. Em um mundo cada vez mais competitivo, conhecer pessoas, manter relações saudáveis com companheiros de trabalho e estar atento aos acontecimentos é fundamental para quem pretende se destacar em sua área de atuação e explorar oportunidades.

Leia mais >>>

RSS

© 2019   Criado por Augusto de Franco.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço