Escola de Redes

Atualmente, no Brasil de junho de 2013, estamos vivenciando a manifestação clara da liderança-cidadã, fundamento da democracia interativa, que vem sendo vitalizada e construída por jovens estudantes secundaristas e universitários, além de trabalhadores, pequenos empresários e donas de casa, que mediados pelas ferramentas da internet, tais como Facebook, WhatsApp, Instagram, You Tube e outras, tecem as redes sociais de liderança difusa, multicêntricas e anárquicas.

Diante deste fenômeno típico do sáculo XXI muitos teóricos tradicionais e articulistas de jornais e revistas estão atônitos, pois não compreendem a natureza relacional e sistêmica da liderança. Estão ainda tão viciados com a Teoria do Grande Homem, ou da Liderança Carismática, que tornam  comuns as declarações do tipo:

"Sem líderes nem lideranças ostensivas, a temperatura aumenta e estimula os movimentos coletivos e anônimos, que não precisam de líderes para se exprimir e para explodir, surgidos ninguém sabe de onde, como nem por quê." (Octaciano Nogueira, historiador e cientista político, Correio Braziliense, 19/06/2013, pag. 15)

Não é verdade que estes movimentos sejam "sem líderes" ou que eles "não precisem de líderes para se exprimir". É claro que precisam de líderes, mas não de líderes hierárquicos e carismáticos de antigamente. A liderança está sendo protagonizada por milhares de líderes que se complementam, se contradizem, se amplificam e se repelem, e se alternam em relações de liderança espontâneas e situacionais. Isto é a expressão da liderança-cidadã em seu estado mais puro, portanto antes de descambar para o formalismo burocrático e hierárquico da gestão, que visa organizar e dar direção e foco às motivações e aspirações da miríade de lideranças, transformadas em seguidores.

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