Escola de Redes

VISÕES SOBRE O SIMPÓSIO DA ESCOLA-DE-REDES

Quem participou do Simpósio da Escola-de-Redes (Campos do Jordão, 26-28 de junho de 2009) pode deixar aqui suas visões, impressões, anotações. Se tiver fotos pode pendurar aqui também.

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Já temos as fotos tiradas pelos "Papagaios". Estão no Flikr. Mas alguém pode transferir para cá (uma a uma) ou (eles mesmos) para a seção Fotos.

Saíram, todavia, muitas agendas compartilhadas do Simpósio: novos grupos, novas atividades. Seria bom se elas também fossem anunciadas aqui.
Legais as fotos, Algarra, Fernanda e Papagallisianos!

Parabéns, Augusto, pessoal da organização e todos os que participaram do evento, em que só pudemos participar na 6a., mas que pelas fotos, acabaram ficando ainda mais interessantes no domingo!

Fiquei com alguns contatos, ficamos de nos falar ainda hoje ou amanhã, aqui em SP com algumas pessoas de outros estados que ficarão mais um tempo por aqui e vamos tocando as vidas em redes inter-conectadas/ ins-piradas, tbem com o pessoal da Eletrocooperativa e outros nodos (como os de SP e da Lapa...)!

Até a próxima (msg ou encontro), com mais detalhes sobre essas experiências mui significativas e significantes!

Abs, Celso Sekiguchi

(tbem pela Associação Politeia -
www.politeia.org.br/ celso@politeia.org.br)
Bem, mais do que descrever impressões o que foi muito marcante nesta experiência foi o viver ela, conversas de altíssimo nível, a cabeça da gente chega a entrar em parafuso de vez em quando....hehehehe...mas enfim, acredito que o Simpósio contribuiu para que a relação, o contato entre membros da Escola-de-Redes não se dê somente pelo campo virtual, mas presencial.
Agradeço a todos pelo espaço de aprendizagem, pois como eu disse no último dia ao meu grupo o que me nutre para o trabalho no dia-a-dia é ouvir as histórias de cada um e aprender com elas, e no evento ouvi muitas histórias.
Vale registrar aqui também que quem não pôde estar presencialmente no encontro, pode sentir um gostinho do que aconteceu por lá acessando o canal do Qik onde transmitimos o evento - http://www.qik.com/escoladeredes
Abraços
Oi, todo mundo da Escola de Redes.

O Simpósio de Campos do Jordão superou todas as minhas expectativas.

Foi muito bom reencontrar velhos amigos como o Augusto, a Cláudia e o Poli ( que se chama Ederval) e conhecer muitas pessoas interessantes sob todos os pontos de vista, tudo em uma atmosfera de muita disponibilidade para aprender e compartilhar, de acolher o outro e de relacionar-se em profundidade.

A beleza do lugar, a configuração aconchegante dos espaços de encontro, os cuidados dos organizadores, as dinâmicas de facilitação dos trabalhos, os olhos nos olhos e o eficiente suporte tecnológico conspiraram todo o tempo para o estabelecimento de vínculos significativos e gostosos entre os participantes e para a eficácia da aprendizagem e criação coletivas.

Valeu muito! Precisamos aproveitar o exemplo para tomarmos iniciativas semelhantes, ou diferentes, realizando outros encontros de membros da Escola de Rede. A turma de Sampa que estava presente já decidiu fazer um Simpósio do seu Nodo e os gaúchos estão pensando em reunir o pessoal do Nodo de Porto alegre para conversar sobre o que aconteceu em Campos do Jordão. É por aí.

De novo, meus agradecimentos e parabéns a todos que fizeram deste Simpósio um encontro tão marcante.

Abraço geral do

João de Paula
Realmente superou também as minhas expectativas, infelizemnte não pude estar no domingo. Pessoas de alto nível trocando informações de alto nível. Com certeza já surgiram muitas idéias e parcerias. Mas acima de tudo foi um encontro de gente, seres humanos, pessoas e isso é dificil de descrever .... só vivendo.
Um grande abraço a todos.
Estou lembrando algumas coisas, mas preciso da ajuda dos que participaram e anotaram tudo em cada grupo.

Surgiram algumas agendas compartilhadas: quantas foram? Nove?

Lembro apenas daqueles grupos em que compareci: "audiolivros piratas" (que vai virar Grupo aqui) e "simpósio do Nodo São Paulo".

Mas tem também sobre ARS e várias outras.

Vamos colocar tudo aqui?
Augusto:
As agendas que anotei foram as seguintes:

Redes de profissionais (Sérgio)
Para que servem e a quem servem as Redes Sociais (Ronaldo)
Empregabilidade, Amadorismo, e Rede (Fabiano)
Manual para o uso do NING Luis G)
Organizar Simpósio da Escola de Rede do Nodo SP (Carlos)
Audiolivro Pirata ( Luiz)
Conexão é diferente de interação ( Viviane)
Como acolher a manifestação de liderança em uma rede sem rejeitá-la como manifestação de hierarquia. (Yuri)
Funcionamento de Rede Fechada, mas horizontal (Gilmara)

Abração do
João
É isso mesmo, Marinho.

Essa construção no estilo do "caminante no hay camino, se hace el camino al andar" foi, de fato, um dos pontos fortes do simpósio, possibilitando também se percorrer em caronas amigas os caminhos de Campos do Jordão ( como as que usufruí por conta da gentileza do Cláudio e dos Papagallis) e a de volta para São Paulo, ofertada por você a Gilmara e a mim, que chegou quase à perfeição, ao nos dar a oportunidade de assistir aos momentos finais do jogo Brasil X Estados Unidos no aeroporto de Guarulhos, vendo aquela virada maravilhosa e nos poupando do sufoco vexatório do primeiro tempo da partida.

Do ponto de vista da aprendizagem, além de todos os elementos que, com aguda percepção, você aponta sobre a dinâmica de tessitura do encontro de Campos do Jordão, acrescentaria mais um ( e certamente iremos descobrindo muitos outros): o papel do Augusto. Sem dar a receita do bolo, ele assegurou que todos os ingredientes estivessem lá. Em outras palavras, com seu talento e com muito suor, o Augusto criou as condições para que as coisas acontecessem e que isso se ocorresse da melhor forma. E aqui entra uma questão que ainda é controvertida entre nós:o papel dos articuladores ( ou animadores, ou impulsionadores) nas redes. Alegrei-me com a iniciativa do Yuri de encarar este tema ao propor no simpósio a agenda "Como acolher a manifestação de liderança em uma rede sem rejeitá-la como manifestação de hierarquia". Acredito que o debate desse assunto possa ser muito útil para nossa rede.

Abração do
João







teJosé Marinho disse:
Quando encontrei hoje em Curitiba pessoas que leram sobre o simpósio, a primeira pergunta que fizeram foi como é possível realizar um evento desorganizado que se organiza em seu encaminhamento?
Achei interessante a questão, porque foi a tônica da realização do simpósio da escola de redes. Expliquei que uma coisa era óbvia: as pessoas presentes em Campos do Jordão tinham o desejo em comum de tratar das redes sociais. Apenas isso. O que veio então fluiu da construção (desconstruída) sobre o que achávamos ´gostoso´ abordar nas conversas travadas e alinhavadas no decorrer das situações - múltiplas pelo fato de que rompiam de acordo com o fluxo dos acontecimentos.
Olhem, portanto, como surge, nasce e experimentamos algo diferente. E que a rede funciona como o emarenhamento orgânico da fluição de intuições de idéias que se se conectam e se prosperam sem qualquer princípio enfadonho de linhas coercitivas de pensamentos.
Ninguém muda nada e não se subverte a ordem. Falo de uma ordem intransferível que perpassa as características, crenças e pertencimento de cada indivíduo. Mas nos damos conta de que a conexão entre as pessoas pode acrescentar e fazer pensar em torno de fenômenos espontâneos de pactuação de sentimentos. Afinal convergimos e divergimos. Chegamos a um ponto de vista de que o quatro pode não vir da soma de 2. E que o anel azul do dedo anular pode ser preto. Ou que o anul preto do dedo anular pode ser azul. Depende da perspectiva do olhar, da localização e da iluminação.
O simpósio pra mim foi isso. A descoberta ou despertar de uma fenda possibilitando um conhecimento da multiplicidade das coisas. E acho que esta é a base da escola de redes: não ser nada e ser tudo. Ser um ambiente que ensina e confunde. Que acrescenta e subtrai. Que permite acima de tudo perceber nossa complexidade de relações. Para que serve e qual será o futuro de E = R? Eu não sei. Ninguém definiu visto que somos nada herméticos.
O João, no Ceará, foi preso por causa dos pães num congresso da União dos Estudantes anos e anos atrás. Depois foi detido em Curitiba. Nos dois lugares não houve o encontro pretendido. Então estudou no Chile e na Alemanha. Tornou-se médico. Hoje trabalha com redes sociais e com a mente humana. Tenta, entre tantas outras inquietações, entender a transição organizacional.
A Gilmara, do RS, está empolgada em utilizar conhecimentos de redes sociais para aplicar em seu ambiente de trabalho. Não há nada nem ninguém excluído, porque depende das perspectiva do que seja tal exclusão, segundo o pensamento de pessoas que fazem um trabalho esplendoroso (no meu ponto de vista) em Salvador. E a Vivianne colocou-se de forma absolutamente compreensível: redes de instituições empodera quem quer apoderar-se...
Divino tudo isso. Uma riquesa. Um prato quente e cheio para os papagaios ou papagallis. Estes deram o tom de uma organização a partir de algo desconstruído. Praticaram o Open Space. E nós, ávidos por nada quadrado e convencional, participamos do jogo. Quanta inquitação e angústia nas almas. Mas quanto preenchimento de vazios inexplicáveis.
Eu, pelo menos, não consigo mensurar nada do que foi o simpósio. Só sei que foi. E foi algo muito bom pra minha mente e pro meu espírito!

Abraço a todos,
Marinho
Este encontro foi para mim a construção de uma família. Não a família institucional, patriarcal, careta, essa não. Muito menos a família formadora do clã, da egrégora ou facção. Não a famĺia que isola, que discrimina ou rechaça, essa não.
Para mim foi como estar em uma família matrística, formada de modo não-centralizado a partir da rede-mãe, a rede de todas as redes.
Uma família pautada pela espontaniedade da convivência onde cada um surge para o outro como legítimo em si mesmo. Um encontro onde pudemos compartilhar afetividade na sensorialidade recursiva das conversações cotidianas.
Rimos juntos, discutimos juntos, comemos e bebemos juntos.
Retornei cheio de amigos e conectado com pessoas com quem estarei conversando e construindo coisas pela rede.
Tem melhor?
Acho que o grupo do Ronaldo foi "Para que serve a Análise de Redes Sociais". Ei, Ronaldo: é isso mesmo?

João de Paula Monteiro Ferreira disse:
Augusto:
As agendas que anotei foram as seguintes:

Redes de profissionais (Sérgio)
Para que servem e a quem servem as Redes Sociais (Ronaldo)
Empregabilidade, Amadorismo, e Rede (Fabiano)
Manual para o uso do NING Luis G)
Organizar Simpósio da Escola de Rede do Nodo SP (Carlos)
Audiolivro Pirata ( Luiz)
Conexão é diferente de interação ( Viviane)
Como acolher a manifestação de liderança em uma rede sem rejeitá-la como manifestação de hierarquia. (Yuri)
Funcionamento de Rede Fechada, mas horizontal (Gilmara)

Abração do
João
Quando encontrei hoje em Curitiba pessoas que leram sobre o simpósio, a primeira pergunta que fizeram foi como é possível realizar um evento desorganizado que se organiza em seu encaminhamento?
Achei interessante a questão, porque foi a tônica da realização do simpósio da escola de redes. Expliquei que uma coisa era óbvia: as pessoas presentes em Campos do Jordão tinham o desejo em comum de tratar das redes sociais. Apenas isso. O que veio então fluiu da construção (desconstruída) sobre o que achávamos ´gostoso´ abordar nas conversas travadas e alinhavadas no decorrer das situações - múltiplas pelo fato de que rompiam de acordo com o fluxo dos acontecimentos.
Olhem, portanto, como surge, nasce e experimentamos algo diferente. E que a rede funciona como o emarenhamento orgânico da fluição de intuições de idéias que se se conectam e se prosperam sem qualquer princípio enfadonho de linhas coercitivas de pensamentos.
Ninguém muda nada e não se subverte a ordem. Falo de uma ordem intransferível que perpassa as características, crenças e pertencimento de cada indivíduo. Mas nos damos conta de que a conexão entre as pessoas pode acrescentar e fazer pensar em torno de fenômenos espontâneos de pactuação de sentimentos. Afinal convergimos e divergimos. Chegamos a um ponto de vista de que o quatro pode não vir da soma de 2. E que o anel azul do dedo anular pode ser preto. Ou que o anel preto do dedo anular pode ser azul. Depende da perspectiva do olhar, da localização e da iluminação.
O simpósio pra mim foi isso. A descoberta ou despertar de uma fenda possibilitando um conhecimento da multiplicidade das coisas. E acho que esta é a base da escola de redes: não ser nada e ser tudo. Ser um ambiente que ensina e confunde. Que acrescenta e subtrai. Que permite acima de tudo perceber nossa complexidade de relações. Para que serve e qual será o futuro de E = R? Eu não sei. Ninguém definiu visto que somos nada herméticos.
O João, no Ceará, foi preso por causa dos pães num congresso da União dos Estudantes anos e anos atrás. Depois foi detido em Curitiba. Nos dois lugares não houve o encontro pretendido. Então estudou no Chile e na Alemanha. Tornou-se médico. Hoje trabalha com redes sociais e com a mente humana. Tenta, entre tantas outras inquietações, entender a transição organizacional.
A Gilmara, do RS, está empolgada em utilizar conhecimentos de redes sociais para aplicar em seu ambiente de trabalho. Não há nada nem ninguém excluído, porque depende das perspectiva do que seja tal exclusão, segundo o pensamento de pessoas que fazem um trabalho esplendoroso (no meu ponto de vista) em Salvador. E a Vivianne colocou-se de forma absolutamente compreensível: redes de instituições empodera quem quer apoderar-se...
Divino tudo isso. Uma riqueza. Um prato quente e cheio para os papagaios ou papagallis. Estes deram o tom de uma organização a partir de algo desconstruído. Praticaram o Open Space. E nós, ávidos por nada quadrado e convencional, participamos do jogo. Quanta inquitação e angústia nas almas. Mas quanto preenchimento de vazios inexplicáveis.
Eu, pelo menos, não consigo mensurar nada do que foi o simpósio. Só sei que foi. E foi algo muito bom pra minha mente e pro meu espírito!

Abraço a todos,
Marinho
Grata por poder (des) construir esse viver espontâneo, amoroso e sobretudo humano com vocês.

O carinho da Cláudia
A sabedoria e desapego do Augusto
O acolhimento da Simone
A energia do Carlos
O choque do Sérgio
A doçura da Luciele
A força do João
As provocações dos Eletrocooperativos
A humanidade dos amigos de Taubaté
Os saberes da Vivianne
A abertura da Gilmara
O brilho no olho do Iuri
A experiência do Marinho
A animação do Haroldo
A ponderação do Claudio
A suavidade do Fabiano
A alegria do Augusto
A discrição da Helena
As piadas do Volney
A rapidez da Carla
O doce silêncio do Gugga
A apreciação da minha amiga apreciativa
de quem eu nunca soube o nome
A irreverência dos Papagaios
E a intenção de todos que lá estiveram
que aqui se sintam nomeados

Tudo isso foi sendo tecido
Numa rede de saberes e fazeres
De conhecimento e entendimento
Num mosaico de afetos discretos
Numa história presente e pulsante

Um tecido cheio de cores
Cheio de falas, rico de quereres
De desejos e sonhos
De um futuro que quando vimos ... já estava lá!

Guardo tudo isso em mim, amigos!
Grande beijo,
Fernanda

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