Escola de Redes

UMA TECNOLOGIA NÃO CONDUCIONISTA DE APRENDIZAGEM É POSSÍVEL?

Tudo indica que sim. Depois de quase duas décadas de estudos sobre a formação do chamado capital social e sobre a morfologia e a dinâmica da sociedade-em-rede, de investigações e experimentações sobre configurações sociais favoráveis à criatividade e à colaboração, elaboramos a tecnologia social INOVA.EDU. É uma aplicação das conclusões de uma rede de investigadores dedicados à elaboração de uma Teoria Interativista da Aprendizagem – um novo corpo teórico explicativo (em desenvolvimento) da aprendizagem humana.

Não é uma tecnologia de condução de pessoas, que proponha levá-las por passos sequenciados, determinados antes da sua interação e sim uma tecnologia social de configuração de ambientes interativos favoráveis à criatividade e à inovação. Como dizia McLuhan, não é a tecnologia que muda as pessoas e sim o ambiente.

Essa tecnologia de configuração de ambientes físicos, virtuais e sociais, pode ser aplicada por organizações educacionais de todos os níveis, universidades e centros de pesquisa, empresas, sobretudo nas áreas de inovação e criação, empreendedores e inovadores que desejam criar novos projetos e processos educacionais e, inclusive, por pessoas interessadas em novos processos de aprendizagem para si ou para seus filhos.

A partir do dia 17 de agosto de 2015 vamos começar a compartilhar essa tecnologia por meio do programa relâmpago a distância (sim, tudo em 7 dias consecutivos) chamado INOVA.EDU. O programa também tem uma parte presencial (opcional) de 1 dia de imersão (que será realizado no Fórum de Inovação Permanente em Campos do Jordão, em primeira oferta, no dia 29 de agosto de 2015, mas é possível fazer apenas a parte virtual). As inscrições para esse programa já estão abertas no site http://edu.inova.vc/

O objetivo do programa é ensejar que as pessoas (e suas organizações) descubram formas práticas e inéditas para inovar em ambientes de aprendizagem, criação e pesquisa; compreendam novas formas interativas de aprender que estão emergindo em toda parte e serão predominantes em uma sociedade cada vez mais conectada; sejam capazes de configurar novos ambientes de aprendizagem mais significativos, criativos, estimulantes e diversificados; criem espaços e dinâmicas mais favoráveis à investigação-aprendizagem e à construção de relações colaborativas entre as pessoas; e aprendam a aplicar todas essas mudanças em seus ambientes físicos, virtuais e sociais.

Ambientes inovadores de aprendizagem podem ser instalados na forma de um projeto experimental, laboratório ou como atividade complementar, de acordo com o desejo da organização ou das pessoas envolvidas. Sua aplicação é customizável, adaptando-se a diversas realidades organizacionais e sociais.

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:) 

No programa, não se podia substituir "estudo de cases" por "estudo de casos"? A palavra "casos" e a expressão "estudo de caso(s)" existem ambas em português e não me parece justificado usar uma expressão inglesa, quando há uma portuguesa exatamente com o mesmo sentido. 

O programa não usa tal palavra, Artur. Isso foi apenas o uso de um termo corrente no meio empresarial brasileiro num post de divulgação. Mas eu, particularmente, não ligo para tais coisas. Não tenho nenhum apego a qualquer idioma. Em breve todos falaremos uma espécie de portspanglish. Somos apenas uma humanidade ocupando um mesmo planeta. E não vejo a hora da barreira da língua ser derrubada.

Artur Silva disse:

No programa, não se podia substituir "estudo de cases" por "estudo de casos"? A palavra "casos" e a expressão "estudo de caso(s)" existem ambas em português e não me parece justificado usar uma expressão inglesa, quando há uma portuguesa exatamente com o mesmo sentido. 

Sugiro que em novos posts de divulgação digam "estudos de casos", em vez de "estudos de cases"

E, não; a língua faz parte da cultura dos povos. E levará muitos séculos até se falar uma língua "única" universal, que, em caso algum, será um portspanglish, mas, mais provavelmente um chino-arabic-english. 

Mas, mesmo então, nas casas e nas praças, as pessoas continuarão a falar as suas línguas maternas, como em Espanha, onde apesar do castelhano ser a língua oficial há séculos, ainda se fala catalão na Catalunha, basco no país Basco, e galego na Galiza.
Ou como em Angola se falam, além do português, não só 6 outras "línguas nacionais", mas mais cerca de uma centena de línguas e dialectos regionais menores (ver: https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADnguas_de_Angola). 
E conservar as línguas, na sua evolução natural, é conservar a cultura da humanidade e, portanto, tão ou mais importante que manter a diversidade biológica.
Esta é a minha opinião. Não a mudarei, mas não insistirei na discussão, que é marginal ao que nos aproxima aqui.

É sua opinião, Artur. Tudo bem. Cada qual pode falar a língua que quiser. Ou uma combinação delas. Não sou multiculturalista, não acho que se deva preservar qualquer cultura. Sou pela miscigenação, não forçada, mas emergente. Com o estilhaçamento do mundo único estamos entrando em múltiplos mundos altamente conectados: uma realidade glocal. Então é bem possível que tenhamos mais do que as 7 mil culturas linguísticas detectadas até agora (incluindo línguas, dialetos, regionalismos etc.). Então a sua sugestão tanto pode ser aceita pelos que estão propondo este programa, quanto não. Não é um programa da Escola-de-Redes, que é uma rede mais distribuída do que centralizada e sim de pessoas que se conectam na Escola-de-Redes.

Artur Silva disse:

Sugiro que em novos posts de divulgação digam "estudos de casos", em vez de "estudos de cases"

E, não; a língua faz parte da cultura dos povos. E levará muitos séculos até se falar uma língua "única" universal, que, em caso algum, será um portspanglish, mas, mais provavelmente um chino-arabic-english. 

Mas, mesmo então, nas casas e nas praças, as pessoas continuarão a falar as suas línguas maternas, como em Espanha, onde apesar do castelhano ser a língua oficial há séculos, ainda se fala catalão na Catalunha, basco no país Basco, e galego na Galiza.
Ou como em Angola se falam, além do português, não só 6 outras "línguas nacionais", mas mais cerca de uma centena de línguas e dialectos regionais menores (ver: https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADnguas_de_Angola). 
E conservar as línguas, na sua evolução natural, é conservar a cultura da humanidade e, portanto, tão ou mais importante que manter a diversidade biológica.
Esta é a minha opinião. Não a mudarei, mas não insistirei na discussão, que é marginal ao que nos aproxima aqui.

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