Escola de Redes

UM CURSO GRATUITO SOBRE REDES SOCIAIS E PLATAFORMAS INTERATIVAS

Assista a apresentação abaixo. Se você se enquadra nos critérios deixe uma mensagem no campo de comentários, não esquecendo de colocar o seu perfil no Twitter: exemplo = @seunomenotwitter

O curso faz parte de um experimento: é gratuito, mas apenas para quem satisfaz os critérios que estão na apresentação abaixo:


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Respostas a este tópico

Não é não, Ney. O curso gratuito é uma contrapartida minha ao esforço de juntar pessoas que atendem aos critérios. A explicação bem sucinta dos critérios está acima, no meu comentário imediatamente anterior ao seu. Mas faz parte do experimento (na verdade um riddle, como tuitei ontem) não revelar demais as razões dos critérios numéricos adotados.

Você jamais seria eliminado (sei que foi brincadeira) porque questionou os critérios.  Foi, digamos, não admitido pelos números: @neyqueiroz é seguido por 2.259 pessoas e segue 971 (um número relevante e incomum se considerarmos a imensa maioria dos tuiteiros que, via de regra, usa o twitter como ferramenta de broadcasting e não como ambiente de conversação). Mas a razão 2.559/971 = 2,6 (ou seja, exatamente o dobro de 1,3). O critério, no seu caso (mais de 2 mil e menos de 3 mil) diz: "Tuiteiros com mais de 2 mil seguidores cuja razão seguidores/seguidos é igual ou menos que 1,3".

Tudo isso, inclusive esta conversa, faz parte da investigação...

Ah, claro, tudo bem! Mas que se trata de hierarquia, não resta dúvida: alguém define padrões, filtra e admite ou não quem participa; mas isso é normal e necessário na vida em sociedade! Abraços!

Nada disso, Ney. Hierarquia (hieros + arché) é um poder sacerdotal, quer dizer, uma ordem imposta top down pela intermediação. Em termos de topologia de rede é sinônimo de centralização. Veja uma explicação mais aprofundada sobre isso em O Poder nas Redes Sociais.

A hierarquia é uma medida de centralização. Quanto mais distribuída for uma rede (ou quanto menos centralizada ela for) menos hierarquia terá. Redes distribuídas são movimentos de desconstituição de hierarquia.

Mas no caso, não houve nenhuma iniciativa organizacional envolvida. Eu (uma pessoa) resolvi dar um curso gratuito para algumas pessoas que satisfizessem determinadas condições. Qual é a hierarquia aí? Eu converso com quem eu quero, faço uma palestra para quem eu quero, dou um curso para quem eu quero. Hierarquia haveria se eu subordinasse outras pessoas, o que só se pode fazer obstruindo (ou filtrando) fluxos (ou caminhos), separando (desatalhando clusters) ou excluindo nodos. Não há outra maneira de exercer o poder hierárquico (propriamente dito). Leia o texto e você verá por que (na minha explicação).

Como se trata de um ato voluntário e unilateral - o meu desejo de dar um curso para pessoas da Escola-de-Redes que são tuiteiros com certas características - e não estou submetido a nenhuma regra comum que me obrigue a fazer isso em determinadas condições previamente estabelecidas (não sou uma entidade pública e muito menos a rede que é a Escola-de-Redes o é, não vive de recursos captados compulsoriamente, nem de quaisquer contribuições voluntárias das pessoas conectadas) então... é descabida a alegação.

Também não posso concordar com sua última frase de que "isso [se fosse uma atitude hierárquica, o que não é] é normal e necessário na vida em sociedade". Por que seria? A menos que assumamos a crença religiosa - pois que nada tem de científica - de que o ser humano e inerentemente competitivo (no todo ou em parte). Mas eu não rezo por essa cartilha hobbesiana. Acho, pelo contrário, que o ser humano (enquanto ente biológico-cultural) é inerentemente cooperativo, porque foi a cooperação que nos tornou humanos (por exemplo, o linguagear e o conversar - que já exigem acoplamento estrutural e, portanto, co-operação).

Já encetamos numerosas discussões sobre esse ponto aqui na Escola-de-Redes. Você não tem obrigação de saber isso - nem de concordar com isso -, mas pode, se desejar, fazer uma busca (o campo está lá no topo da página, no canto superior direito: basta clicar a palavra 'hierarquia' e você verá dezenas, talvez centenas, de páginas).

Obrigado pela resposta, Augusto.

Entretanto, não consigo concordar com sua defesa, pois muito contraditória. Esse "processo seletivo", por exemplo, é uma ordem imposta top down, claramente; percebo que você tenta ao máximo evitar a hierarquia, mas realmente acredito que ela é necessária na vida em sociedade; lei (sistema jurídico) é hierarquia; a não ser que você acredite que podemos viver sem um sistema jurídico, apenas com humanos co-operando, perceberá que a hierarquia está presente necessariamente em nossa sociedade pós-moderna. 

Não se esqueça que os humanos até podem ser cooperativos, mas são animais; sem leis, sempre venceu o mais forte.

Hehe, Ney. Pessoas não são animais a não ser do ponto de vista biológico, da espécie homo. Mas, como diz nosso amigo Matu, a genética não consuma o humano, apenas funda o que é humanizável.

Foi bom, entretanto, você falar em animais: taí um exemplo onde não está presente a hierarquia (assim como não está presente nos outros reinos de seres vivos (bactérias, proctotistas, fungos e plantas). Dê uma espiadinha no livro fabuloso da Deborah Gordon (pesquisadora de Stanford, que ficou 17 anos estudando as formigas no Arizona e desmascarou as crendices sobre administração nos formigueiros). Fiz aqui uma resenha significativamente intitulada Sem Administração.

Essa idéia hobbesiana, depois assumida como senso comum de que sempre vence o mais forte é muito primária. Pelo contrário, na natureza, a longo prazo, subsistem sempre os mais cooperativos. A vida é uma rede fractal de seres interdependentes. E não estaríamos aqui - pois não existiria nem a célula nucleada - sem a simbiogênese.

O fato de a hierarquia estar presente em nossa sociedade não autoriza a conclusão de que ela é "natural" ou inerente à nossa natureza animal. Isso seria uma contra-prova, visto que na natureza não-humana nada há como isso. A hierarquia é uma construção social (ou melhor, uma perversão anti-social).

Outro dia, a propósito de uma diferença de ênfase com Clay Shirky, numa mesa em que estávamos juntos, afirmei que a hierarquia é necessária, é claro: para as organizações hierárquicas! Sim, ela é necessária para esse tipo de sociedade do padrão civilizatório patriarcal e guerreiro que remanesce.

Ah! Achei uma longa conversação aqui onde o assunto da hierarquia voltou pela enésima vez: Conversações recorrentes na Escola-de-Redes.

Abraços.

Ola  Augusto,

 

Aqui esta o meu perfil: @coisinhasdsussu

 

Obrigada suzana

Obrigado, Suzana. Mas o perfil @coisinhasdsussu é seguido por 1.508 pessoas e segue apenas 456, o que dá uma razão de 3,3. Para tuiteiro(a)s com mais de 1 mil e menos de 2 mil seguidores, a razão deve deve ser igual ou menor a 1,2. E a sua é quase três vezes maior. Abraços.

Suzana Carvalho disse:

Ola  Augusto,

 

Aqui esta o meu perfil: @coisinhasdsussu

 

Obrigada suzana

Mais uma vez obrigado pela resposta, sempre bem fundamentada. Mas acredito que você tenha esquecido de comentar sobre a necessidade (ou não) dos sistemas jurídicos na vida atual. Só isso. Abraços.
Ei Augusto, precisa avisar aqui com o curso não vai emitir certificado para os caçadores de diplomas....hehe
Pressinto que não vamos ter mais de 10 inscritos. Faz parte do experimento responder por quê?

Olá tenho muito interesse em participar do curso:

 

www.twitter.com/kahgrimello

www.facebook.com/profile.php?id=100001334302387

 

Estou à disposição.

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