Escola de Redes

Olá Augusto.

Obrigado pela generosidade em compartilhar seus conhecimentos, tempo etc.
Simples e claro seu texto sobre o assunto em epígrafe,
Lendo-o passou pela minha cabeça:
1- -As redes em funcionamento não criam expontâneamente um movimento de sístole e diástole no sentido do seu nível de distribuição?
Quanto a autoridade, as idéias criam um campo gravitacional em torno de sí mesmas e atraem algumas mentes, Durante algum tempo o gerador daquela idéia acaba ganhando uma certa autoridade, até que esta se não estiver em movimento atinja nível maximo de redundância e entra em diástole.

2- A afinidade pressupõe algum tipo de autoridade e consequentemente hierarquia mesmo que por algum tempo. \assim a hierarquia em si não é necessáriamente nociva, desde que mude de centro.

3-- Existe hierarquia/ autoridade de algum tipo na rede mas ela muda de centro permanentemente. Não acha?

Viajei na maionese? Tenho dificuldade para o diálogo por escrito.

Penso enquanto falo/porque desfalo/E refalo.
Por escrito é mais difícil.

Você escreve muito bem.

Um abraço

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Respostas a este tópico

Amigos não sei se postei no lugar certo. se não soory.
Gracio Antonio,
Gostei da forma como vc escreveu, externou seus pensamentos. Está em português claro. Tenho dificuldades quando forço a não pensar na existência de hierarquia, autoridade... Talvez a falsa hierarquia e a falsa autoridade devam mesmo ser repugnadas.
A natureza é belo exemplo de como tudo deve funcionar. Todas as nossas ciências derivam daí, através do estudo, da prática, enfim do que podemos comprovar e usufruir.
Falhamos sim quando não a soubermos interpretar. A mente humana também é dessa natureza, e não existe mente humana em seu nível de desenvolvimento, uma igual a outra. Muito difícil àquela mente que tem mais, não impor às outras, mesmo que de forma sutil. A pessoa terá que ter a habilidade sempre de se por ao nível de quem o ouve, o acompanha, caso contrário, exclui-se também.
Os mais avançados auxiliam os menos e assim vamos nos conduzindo.
Outro detalhe: não consigo entender nada que não seja expressado em um bom português, simples, de preferência mas que seja eloquente.
Portanto, compreendo, que as palavras (no meu caso em português) são os instrumentos que mostram toda a dignidade do homem.
Como devo traduzir por exemplo frases onde constam neologismos ou expressões que desconheço (acho que a rede deveria primar pela nossa língua). Exemplos que não entendo: "hubs, fund raising, swarming, crunch, croudsoucing, top dow, stakeholders, thint tank, netweawing, netweaver, etc".
Caramba, isso eu não colocaria nunca com as comunidades que trabalho, comunidades em desenvolvimento.
Se puder me traduzir tudo isso? Agradeço.
Concordo com você, eu posso me inibir, não participar das discussões, por medo de viajar na maionese (como afirmou vc)
Sobre "a natureza como exemplo de como tudo deve funcionar", dê uma olhadinha quando puder, Carbonar, neste texto. Cito um trecho:

[Na natureza] "o padrão jamais é o da luta, tal como nós, os humanos, a concebemos. O padrão jamais é de competição, como a praticamos. Não há nenhum triunfo e os indivíduos de qualquer espécie não-humana, por mais que tenham conseguido superar grandes dificuldades para sobreviver ou se reproduzir, não desfilam em carro aberto como os generais romanos. Maturana já nos mostrou que animais não-humanos não competem por alimentos, simplesmente seguem seu impulso de se alimentar, não importando para nada se outro exemplar da espécie ficou sem alimento; ou seja, não é constitutiva da sua ação (nem da sua emoção, no caso dos mamíferos), a diretiva de vencer o outro (não sendo essencial para quem come o fato de que o outro deixe de comer).

Da mesma forma, não há liderança nos reinos de organismos (com exceção dos humanos, no reino animal). A abelha rainha não lidera as outras abelhas. As colônias de formigas não têm chefe (nem coordenador, nem facilitador). Como escreveu a cientista Deborah Gordon (professora de ciências biológicas em Stanford, que pesquisou durante 17 anos colônias de formigas no Arizona), “o mistério básico que cerca as colônias é que nelas não há administração... Não há nenhum controle central. Nenhum inseto dá ordens a outro ou o instrui a fazer coisas de determinada maneira... De fato, não há entre elas líderes de qualquer espécie”. E não há, ademais, qualquer programação genética capaz de determinar um tipo de comportamento especializado em relação aos demais indivíduos da espécie: “as formigas não nascem para executar certa tarefa; a função de cada uma delas muda juntamente com as condições que encontra, incluindo as atividades de outras formigas”.

Outra hipótese perversa, supostamente científica – que também tem sido instrumentalizada para legitimar a idéia de sucesso competitivo-excludente – é a de que existe uma escala evolutiva segundo a qual alguns seres vivos seriam mais “evoluídos” do que outros. E assim como o homem seria mais evoluído do que o macaco ou do que uma fischerella (uma cyanobactéria), assim também, entre os próprios seres humanos, alguns seriam mais “evoluídos” do que outros: ou seja, a evolução natural se espelharia ou teria uma espécie de continuidade em uma evolução cultural baseada em fatores naturais diferenciados (daí as perversões que levaram alguns a justificar a superioridade do ‘macho branco no comando’: os caucasianos seriam superiores aos negros, amarelos e pardos, os machos seriam superiores às fêmeas, os arianos seriam superiores às demais “raças” humanas e outras barbaridades).

Nada disso! Novamente aqui é Lynn Margulis que vem puxar a orelha dos impostores: “Todas as espécies existentes são igualmente evoluídas. Todos os seres vivos, desde a minúscula bactéria até o membro de um comitê do Congresso, evoluíram do antigo ancestral comum que desenvolveu a autopoese e que, com isso, tornou-se a primeira célula viva. A própria realidade da sobrevivência prova a “superioridade”, já que todos descendemos de uma mesma forma originária metabolizadora. A delicada explosão da vida, numa sinuosa trajetória de quatro bilhões de anos até o presente, produziu-nos a todos”.





José Celso Carbonar disse:
Gracio Antonio,
Gostei da forma como vc escreveu, externou seus pensamentos. Está em português claro. Tenho dificuldades quando forço a não pensar na existência de hierarquia, autoridade... Talvez a falsa hierarquia e a falsa autoridade devam mesmo ser repugnadas.
A natureza é belo exemplo de como tudo deve funcionar. Todas as nossas ciências derivam daí, através do estudo, da prática, enfim do que podemos comprovar e usufruir.
Falhamos sim quando não a soubermos interpretar. A mente humana também é dessa natureza, e não existe mente humana em seu nível de desenvolvimento, uma igual a outra. Muito difícil àquela mente que tem mais, não impor às outras, mesmo que de forma sutil. A pessoa terá que ter a habilidade sempre de se por ao nível de quem o ouve, o acompanha, caso contrário, exclui-se também.
Os mais avançados auxiliam os menos e assim vamos nos conduzindo.
Outro detalhe: não consigo entender nada que não seja expressado em um bom português, simples, de preferência mas que seja eloquente.
Portanto, compreendo, que as palavras (no meu caso em português) são os instrumentos que mostram toda a dignidade do homem.
Como devo traduzir por exemplo frases onde constam neologismos ou expressões que desconheço (acho que a rede deveria primar pela nossa língua). Exemplos que não entendo: "hubs, fund raising, swarming, crunch, croudsoucing, top dow, stakeholders, thint tank, netweawing, netweaver, etc".
Caramba, isso eu não colocaria nunca com as comunidades que trabalho, comunidades em desenvolvimento.
Se puder me traduzir tudo isso? Agradeço.
Concordo com você, eu posso me inibir, não participar das discussões, por medo de viajar na maionese (como afirmou vc)
Augusto li seu texto abaixo e coloco aqui algumas considerações, meus pontos de vista.

A luta externa não deveria existir; a competição nunca mesmo porque como a própria palava expressa: com petição, ou seja dois ou mais pedem a mesma coisa (petição) e no final só um leva. Acho isso desumano mesmo.

Tudo o que persiste ao longo dos tempos é realmente a colaboração, a cooperação.

Na natureza tudo evolui naturalmente. Todos os seres evoluem, mas, existe um que pode evoluir com seus próprios esforços e não fica evoluindo inconscientemente como os demais. Quem assume a condição de lutar sim, mas, somente a luta que realmente justifica, dignifica: lutar consigo mesmo para melhorar sempre. A inteligência de quem se propõe a isso se avantaja tanto que os demais não sabem nem definir. Os definem como iluminado. Isso é tao natural e também não representará nada a mais do que deve ser, ou seja ele se torna mais humano a cada dia. Aí sim pode até colaborar com o outro que tem prerrogativas iguais (inteligência e suas faculdades).

Aí reside uma diferença básica entre os animais e o homem. Não seria melhor denominar o reino a que o homem pode se inserir como reino hominal?

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