Escola de Redes

Repercussão de desastres naturais nas redes sociais

Como já ocorreu em outras situações, vemos japoneses trocando dicas de sobrevivência na rede social online. Em meio a terremotos e tsunamis, pessoas produziam vídeos, escreviam no Twitter e publicavam fotos no Facebook. Vimos casos de brasileiros que, sem outro tipo de comunicação, já avisavam que estavam bem pelas redes de relacionamentos para que parentes, amigos e colegas soubessem, rapidamente, de suas situações.

 

Em um dos primeiros livros que li sobre redes sociais, havia a história de um fotógrafo americado que estava no Egito e, ao publicar a palavra "Preso" no Twitter, viu uma grande movimentação acontecer ao ponto de a embaixada americana ser velozmente acionada.

 

Já vi também que causas sociais, tragédias e desastres ficam no topo do ranking das palavras mais usadas e temas mais discutidos na web que um professor meu disse que se tornará X.0. Vai acontecer o Twestival no mundo inteiro, onde o foco é discutir marketing digital e redes sociais, enquanto o mundo recebe ajuda, como com a limpeza da água e a inclusão digital. Pelo menos aqui em Brasília, parece que não haverá uma discussão sobre este poder que as redes sociais tem de mobilização em situações de emergência ou de causas sociais.

 

Tenho pensado um pouco sobre isso, e gostaria de ouvir algumas opiniões. O que, por exemplo, leva uma pessoa a se preocupar em captar um vídeo para publicá-lo no You Tube, enquanto vê uma onda de 10 metros de aproximar? Ou o que leva um japonês a gravar um vídeo instrutivo, inclusive com dicas faladas durante a filmagem, enquanto seu apartamento se treme todo no momento em que ocorre um terremoto?

 

Mesmo sabendo que aquelas podem, de alguma forma, ser suas últimas palavras ou imagens, elas reunem forças para produzir conteúdos e propagá-los. Eis aí um comportamento muito interessante. Não sei se alguns aqui podem considerar esta discussão desnecessária ou um tanto simplista, mas, talvez ela possa render uma boa reflexão.

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