Escola de Redes

Uma civilização é tão próspera quanto a capacidade do seu povo de criar a própria realidade . A circulação de conhecimentos pode facilitar a vida de muita gente Dá pra contribuir com a vida humana sem gastar um centavo.
Basta TODO DIA ensinar alguma coisa para alguém.
Adotar pessoas que conhecemos para ensinar a mexer no computador, plantar uma horta, desenhar, fazer uma conta, ler, escrever, arquivar, planejar, vestir, escutar ou trabalhar. Se ensinarmos TODOS os dias serão 365 atitudes por ano que farão pessoas se sentir mais capazes.
Se cada uma também começar a ensinar algo todo dia vira um "calabocagalvão" social de alcance inimaginável.
Uma rede de valor vai brotar naturalmente entre as pessoas que aprendem e ensinam. Desta forma, gera-se um "passivo positivo" entre todas as pessoas que compartilham significado e adquirem conhecimentos recíprocos que as fazem se sentir mais capazes, mais uteis, mais seguras.
Certamente todos nós procuramos ensinar conteúdos que acreditamos ser necessários para amigos, colegas, funcionários ou parentes. Mas contribuir para reconfigurar rapidamente o conviver humano requer constância e significado. Ou seja, a disciplina de ensinar conscientemente todos os dias e procurar ensinar prioritariamente o que a outra pessoa esteja precisando e seja muito relevante no momento dela.
E, quando esta pessoa se encontrar com você sem saber como agradecer a redução de desconfortos através do seu ensinamento você poderá sugerir que ela faça como uma brincadeira de estudantes de transferir informações ou fazer piadas seguidas das palavras: "Passe pra frente!".

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Respostas a este tópico

Seria uma boa idéia para discutir num seminário em que estou envolvido agora: A Sociedade em Rede e a Educação. Pessoalmente, acho a idéia de 'ensinamento' muito problemática.
Realmente a raiz da palavra ensinar aparece exageradamente no texto e não é suficiente para traduzir o conceito de organizações que aprendem e que podem contar com a possibilidade social de localizar os conhecimentos. Numa comparação apenas referencial seria como as comunidades pudessem acessar a "memória interpessoal" (o conhecimento) que permitisse solucionar algo para alguém. "Uma rede de valor vai brotar naturalmente entre as pessoas que aprendem e ensinam". Para isso é preciso disciplina, propósito e significado. Se esses três eixos vão acontecer através dos ritos metodológicos protocolares da Academia ou através da aplicação prática da idéia eu não sei. Ambos os caminhos são capazes de fazer uma rede funcionar. Minha participação nesta ideia é apenas praticar isso todos os dias e ja estou fazendo isso. Eu me proponho a "ser útil" (melhor que "ensinar" né?) todos os dias para pelo menos para uma pessoa se sentir melhor. Discutir o tema não é meu forte. Mas boa sorte para vocês. Como eu disse, minha contribuição com o assunto termina aqui, na vontade de passar essa percepção pra frente.

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