Escola de Redes

FICOU PRONTA A VERSÃO PRELIMINAR INTEGRAL

Abrimos um grupo para conversar sobre o tema = MULTIVERSIDADE

 

Da Universidade dos anos 1000

para a Multiversidade dos anos 2000

 

Este é um texto sobre o esgotamento das universidades como burocracias do ensinamento e a emergência de novos processos de aprendizagem por co-criação na emergente sociedade-em-rede ou nos novos mundos altamente conectados do terceiro milênio. Trata-se de uma versão preliminar, aberta a sugestões de mudanças de forma e conteúdo.

 

 

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Respostas a este tópico

OK, caro Boyle. Lerei e darei minha opinião neste final de semana. Abraços.

Carlos Boyle disse:

É claro que a Multiversidade não substituirá a Universidade, mas conviverá com essa última. Escolas e universidades continuarão existindo por muito, muito, tempo. A elas cabe adestrar a mão de obra para as atividades da sociedade industrial, que não desapareceram.

Depois de algum tempo, porém, acontecerá com elas o que ocorreu com o Fax (toda empresa ou órgão governamental  ainda tem lá seu velho aparelho de facsímile). Escolas e universidades perdurarão, portanto. Na passagem do terceiro para o quarto milênio talvez ainda sejam encontrados vestígios dessas instituições (ao menos nos museus).

Prezado Augusto,

Considero excelente quanto à pertinência, Forma e Conteúdo.

É muito significativo em relação às minhas expectativas - em geral frustradas, minhas experiências e meu histórico no processo de aprendizagem-ensino-aprendizagem.

Quanto à Forma tenho observado ganhos quanto à organização, compreensão e compartilhamento nas representações através de Mapas Mentais.

Sugestão: Publicar utilizando também os recursos dos Mapas Mentais.

Uma boa solução para isto: http://www.mindmeister.com/pt

Obrigado pelo que tem sido compartilhado em Rede.

Abs.

 

 

 

Nova versão (de 25/12/11) da introdução de MULTIVERSIDADE já está disponível em http://t.co/3voousMF

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A ESCOLA É O PROBLEMA

 

Estamos vivendo agora a transição para a sociedade-rede ou o estilhaçamento do mundo único hierárquico em múltiplos mundos altamente conectados segundo um padrão cada vez mais distribuído do que centralizado.

Neste momento de transição, a grande tentação é pegar a onda dos novos processos interativos, que já começam a se manifestar, para melhorar a escola, tentar complementá-la, modernizá-la montando uma escola ou para-escola dita "alternativa" ou "nova". Ou para organizar uma “universidade do futuro”, uma “universidade da sustentabilidade” ou da “singularidade”, uma “universidade aberta” ou do “livre pensamento” – o que for. Todas essas tentativas tendem a reproduzir a velha escola e a velha universidade.

Maquiagens e alterações de denominações nada mudarão. Uma escola que recebeu um novo nome será uma escola com novo nome. Uma universidade diferente continuará sendo uma universidade.

Mesmo se mudarmos as denominações dos atores, nada acontecerá. Professores continuarão sendo professores quando chamados de facilitadores, tutores, catalisadores ou animadores – se o padrão de ensino for mantido. E alunos não deixarão de ser alunos só porque passamos a batizá-los de aprendentes – se o fluxo da aprendizagem tiver que escorrer por um caminho pré-cursado. Desde que permaneça a relação professor-aluno, com estes ou outros nomes, permanecerá a escola.

Introdução de tecnologias de ponta – como a utilização de um computador conectado por aluno em sala de aula ou à distância ou a adoção generalizada de mídias sociais (do tipo: todo mundo agora fazendo exercícios e provas no Facebook) – e outras tentativas de aggiornarmento que mantenham a relação vertical fundante da escola, nada mudarão.

Sim, a escola é o problema. Se a universidade não fosse uma escola (como burocracia do ensinamento), não haveria metade do problema (a outra metade do problema diz respeito à supervivência de uma corporação sacerdotal que valida o conhecimento e impõe normas para o acesso e à geração de conhecimento válido). Se a universidade fosse uma rede multidisciplinar de pesquisa onde os pesquisadores fossem livres para se associar uns aos outros e para traçar seus próprios caminhos de pesquisa – aprendendo enquanto pesquisam – não haveria problema. Acontece que ela – a universidade – é, fundamentalmente, escola (num duplo sentido: como burocracia do ensinamento e como centro disciplinador de fluxos para impedir ou restringir a livre invenção).

Ocorre que estamos descobrindo que proteger as pessoas da experiência da livre aprendizagem (a escola como estrutura centralizada de ensino) e protegê-las da experiência da livre invenção (a escola como centro autorizador de conhecimento válido e de processos capazes de gerar conhecimento válido) é a mesma coisa. Como essas relações são transitivas, o inverso também é verdadeiro: livre-invenção é aprendizagem e livre-aprendizagem é desensino.

Mas o que fazer então? Como podemos substituir essa instituição milenar (a escola) e, conseqüentemente, esse seu espichamento vertical corporativo secular (a universidade)?

Não podemos saber o que virá porque o que virá não será uma coisa, uma instituição, um tipo de organização e sim expressões de novos processos, múltiplos e diversos. Serão novas constelações de miríades de processos.

Isso significa que não há um modelo. Nos Highly Connected Worlds do terceiro milênio, não haverá mais uma instituição universal para ser espelhada e replicada em todas as sociedades como se todas fossem a mesma sociedade. Serão muitos processos, multiversais, em constituição. Como não levaremos mais a sério as abstrações regressivas e cognatas chamadas de “a sociedade” e “a educação”, cada sociosfera que se conformar terá os seus modelos de multiversidade.

Entretanto, em determinadas condições e dentro de certos limites, acontecerá o que formos capazes de inventar.

Continua...

Não pretendo escrever um livro sobre isso. Apenas um artigo, com no máximo 20 a 30 páginas.

Vou responder aqui porque sua pergunta foi feita aqui, conquanto este não seja o lugar. No geral tendo a concordar com suas observações, caro Boyle. Sobretudo concordo com sua conclusão (contida na última frase do artigo): "No serán las instituciones la que deban durar eternamente, sino los flujos que la atraviesen". 

Mas os fluxos só duram enquanto fluem. Não é um ou outro fluxo e sim o fluir que é eterno (enquanto dura, para citar o poetinha, jeje).

Por outro lado, não sei se qualquer identidade social-regional configurada às margens dos Estados-nações possam ser chamadas de TAZ. TAZ não se organiza contra identidades nacionais abstratas urdidas pelo Estado e sim contra as hierarquias (ou as heteronomias, inclusive locais, que soem pontificar também nessas comunidades, lato sensu, constituídas à margem da centralização estatal).

Por último, republicanismo ficou um conceito sem sentido na medida em que descobrimos que só é público o que foi publicizado, quer dizer, democratizado. A res-publica romana e as suas sucessoras não foram, na verdade, públicas. Assim como não é verdadeiramente pública nenhuma das repúblicas estabelecidas no âmbito de Estados (que é, em todos os casos, um ente privado - e faz-se exceção para aqueles assim chamados de Estados Democráticos e de Direito, mas esta particularidade está mais no terreno da doutrina do que na prática política cotidiana).

Abraços.

Augusto de Franco disse:

OK, caro Boyle. Lerei e darei minha opinião neste final de semana. Abraços.

Carlos Boyle disse:

Lo que propongo, y por eso me atreví a incluir en este apartado este debate, es considerar al mundo jerarquico como un conglomerado células de bordes rígidos definidos desde la centralidad. A las TAZ llevadas a su última ( o primer) acepción, como los espacios vacíos que dejan, o quedan etre jerarquía y jerarquía, una especie de espacio vacío, sin definición centrel, o si se quiere un espacio de disputa. Luego un movimiento dinámico estre espacio TAZ y espacio jerarquizado.

Esto puede ser aplicado a los estados nacionales, a Schooling, a las religiones, al arte, a la cultura, etc. Toda aquella regionalización definida desde una centrelidad. De hecho los imperios colapsan cuando llegan a un límite que no pueden abastecer desde la centralidad, como el imperio romano que fracasa por en medio de locomoción que tenía , el caballo. Por eso digo que entre dos imperium necesariamente se instala una TAZ, por ser una zona difusa que se arma justamente entre dos aguas y se apropia de los flujos que por allí circulan sin represión.

Cuando los TAZ le ganan espacio a los imperium no es porque los imperiums los permitan, sino porque no pueden atender debidamente su límite. Por lo que el florecimiento de las TAZ es un síntoma necesario de decadencia del imperio.

Finalmente Si los imperiums inhiben los Fluzzs los TAZ los habrán de restituir. Sin embargo Hay formas y formas de flujos y no todos son Fluzz. Fluzz es aquel flujo que propenda a la conservación, tanto en el mantenimiento como en la continuidad. De allí que Institución sería un Pacto Temporalmente Fraternal que se arma en función de un Fluzz. Sería una TAZ conservacionista, no anárquica, con un diseño determinado en función de una conservación ecológica del sistema.

Se pone interesante todo esto

Augusto de Franco disse:

Vou responder aqui porque sua pergunta foi feita aqui, conquanto este não seja o lugar. No geral tendo a concordar com suas observações, caro Boyle. Sobretudo concordo com sua conclusão (contida na última frase do artigo): "No serán las instituciones la que deban durar eternamente, sino los flujos que la atraviesen". 

Mas os fluxos só duram enquanto fluem. Não é um ou outro fluxo e sim o fluir que é eterno (enquanto dura, para citar o poetinha, jeje).

Por outro lado, não sei se qualquer identidade social-regional configurada às margens dos Estados-nações possam ser chamadas de TAZ. TAZ não se organiza contra identidades nacionais abstratas urdidas pelo Estado e sim contra as hierarquias (ou as heteronomias, inclusive locais, que soem pontificar também nessas comunidades, lato sensu, constituídas à margem da centralização estatal).

Por último, republicanismo ficou um conceito sem sentido na medida em que descobrimos que só é público o que foi publicizado, quer dizer, democratizado. A res-publica romana e as suas sucessoras não foram, na verdade, públicas. Assim como não é verdadeiramente pública nenhuma das repúblicas estabelecidas no âmbito de Estados (que é, em todos os casos, um ente privado - e faz-se exceção para aqueles assim chamados de Estados Democráticos e de Direito, mas esta particularidade está mais no terreno da doutrina do que na prática política cotidiana).

Abraços.

Augusto de Franco disse:

OK, caro Boyle. Lerei e darei minha opinião neste final de semana. Abraços.

Carlos Boyle disse:

Acredito e sempre defendi a idéia que ... o conhecimento é a maior conquista a qual o ser humano se expõe, segundo a sua pessoalidade a deparar-se e confrontar-se com adversidades e dificuldades, a serem transpostas e resolvidas, a fim de que se possa contemplar as necessidades e coletividades da sociedade e do seu desenvolvimento aplicado. Assim sendo, não se forma ou produz-se conhecimento ... muito pelo contrário ... se conquista ele. Dependendo de como aplicamos essa conquista, teremos como conseqüência direta a formação da cognitividade prática de sua execução, onde os resultados atingidos, serão os niveladores da sua eficácia produtiva. Isso é pensar ... qualificando, o diferencial na formação humana, segundo uma organização ecossocioeconômica a ser considerada.

Em nossa realidade de Educação, infelizmente, o mercado se consumou como fato, ao vendermos as informações sem exigirmos, minimamente alguma dificuldade a ser consumada. Hoje em dia, a Educação tornou-se a mercadoria mais simples para se gerar dinheiro. Em compensação, a sala de aula, tornou-se o caminho mais simples e direto, para a Área Técnica garantir o seu salário no bolso ao final de cada mês, sem precisar enfrentar conflitos com os Órgãos Governamentais ... Processos de Licenciamento ... Adequações Jurídicas Processuais ... Enquadramentos Normativos ... Pareceres ... etc. O Profissional fantasia-se de professor, vende o conhecimento que conquistou ao longo da sua carreira ... por qualquer preço ... e finge que dá aula; o aluno, por sua vez, interessado apenas no diplona, finge que aprende, pois não sabe estudar ... afinal, ao longo da sua carreira estudantil e universitária, nunca foi exigido ou submetido a alguma pressão que o direciona-se quanto às metodologias de estudo e pesquisa. Não sabem fazer ou desenvolver pesquisas. Logo, que preparo possuem para enfrentar o mercado de trabalho ... apenas indicações que os coloquem em posição de destaque como figurões ... agora ... por mérito próprio ... nenhum. Essa é a realidade das nossas Escolas, Universidades e Sistema educacional neste país chamado Brasil. Quer enfrentar a competitividade de elite? Então saia daqui ... estude e se aperfeiçoe no exterior, em outro país qualquer; porém, ao retornar, com certeza será muito mal aproveitado ... ou subaproveitado ... devido à estrutura incompetente, politicamente viciada, de gerenciamento do desenvolvimento em nosso país.

Entendi! Proponho conversar sobre isso no seu interessante post 

TFZ, Zona Temporalmente Fraternal

:)


Carlos Boyle disse:

Lo que propongo, y por eso me atreví a incluir en este apartado este debate, es considerar al mundo jerarquico como un conglomerado células de bordes rígidos definidos desde la centralidad. A las TAZ llevadas a su última ( o primer) acepción, como los espacios vacíos que dejan, o quedan etre jerarquía y jerarquía, una especie de espacio vacío, sin definición centrel, o si se quiere un espacio de disputa. Luego un movimiento dinámico estre espacio TAZ y espacio jerarquizado.

Esto puede ser aplicado a los estados nacionales, a Schooling, a las religiones, al arte, a la cultura, etc. Toda aquella regionalización definida desde una centrelidad. De hecho los imperios colapsan cuando llegan a un límite que no pueden abastecer desde la centralidad, como el imperio romano que fracasa por en medio de locomoción que tenía , el caballo. Por eso digo que entre dos imperium necesariamente se instala una TAZ, por ser una zona difusa que se arma justamente entre dos aguas y se apropia de los flujos que por allí circulan sin represión.

Cuando los TAZ le ganan espacio a los imperium no es porque los imperiums los permitan, sino porque no pueden atender debidamente su límite. Por lo que el florecimiento de las TAZ es un síntoma necesario de decadencia del imperio.

Finalmente Si los imperiums inhiben los Fluzzs los TAZ los habrán de restituir. Sin embargo Hay formas y formas de flujos y no todos son Fluzz. Fluzz es aquel flujo que propenda a la conservación, tanto en el mantenimiento como en la continuidad. De allí que Institución sería un Pacto Temporalmente Fraternal que se arma en función de un Fluzz. Sería una TAZ conservacionista, no anárquica, con un diseño determinado en función de una conservación ecológica del sistema.

Se pone interesante todo esto

Augusto de Franco disse:

Vou responder aqui porque sua pergunta foi feita aqui, conquanto este não seja o lugar. No geral tendo a concordar com suas observações, caro Boyle. Sobretudo concordo com sua conclusão (contida na última frase do artigo): "No serán las instituciones la que deban durar eternamente, sino los flujos que la atraviesen". 

Mas os fluxos só duram enquanto fluem. Não é um ou outro fluxo e sim o fluir que é eterno (enquanto dura, para citar o poetinha, jeje).

Por outro lado, não sei se qualquer identidade social-regional configurada às margens dos Estados-nações possam ser chamadas de TAZ. TAZ não se organiza contra identidades nacionais abstratas urdidas pelo Estado e sim contra as hierarquias (ou as heteronomias, inclusive locais, que soem pontificar também nessas comunidades, lato sensu, constituídas à margem da centralização estatal).

Por último, republicanismo ficou um conceito sem sentido na medida em que descobrimos que só é público o que foi publicizado, quer dizer, democratizado. A res-publica romana e as suas sucessoras não foram, na verdade, públicas. Assim como não é verdadeiramente pública nenhuma das repúblicas estabelecidas no âmbito de Estados (que é, em todos os casos, um ente privado - e faz-se exceção para aqueles assim chamados de Estados Democráticos e de Direito, mas esta particularidade está mais no terreno da doutrina do que na prática política cotidiana).

Abraços.

Augusto de Franco disse:

OK, caro Boyle. Lerei e darei minha opinião neste final de semana. Abraços.

Carlos Boyle disse:

Abrimos um grupo para conversar sobre o tema = MULTIVERSIDADE

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