Escola de Redes

O universo é composto de energia e de informação.
A informação é o único recurso que tem a capacidade de gerar a si mesmo.
Uma informação pode gerar muitas outras informações.
As informações é que tiraM um sistema da inércia.
No sistema humano a informação é adulterada através dA interpretação e avaliação feitas por diferentes percepções.
Além de percorrer as redes humanas em velocidades aleatórias, as informações também sofrem alterações e provocam percepções distonantes em cada portador.
Uma mesma notícia sobre um acidente doméstico pode tomar diferentes proporções e reações dentro de um mesmo círculo social.
Isso provoca colisões e desgastes para reconfigurar cada evento do sistema.
Para um sistema organizado compartlhar informações com integridade e validade garantidas é preciso eleger a frequência e as características das informações relevantes bem como os responsáveis pela conferência dos dados e pela disciplina dos prazos.
Toda a rede deve poder acessar os indicadores previstos e realizados.
Diferentes fontes devem responder simultaneamente aos mesmos prazos com a disciplina de uma respiração. Se complicar, respira mais rápido.
Se parar de respirar, morre ou fica a mercê de quem organizar e distribuir as informações.
Isso é necessário para sistemas produtivos com propósitos comuns e metas compartilhadas de performance e produtividade. Sistemas coporativos precisam de governança.
Se uma rede é conectada por interesses facultativos e conexões ocasionais ela passa a ter funções relevantes para algumas atividades sociais como trocas de informações acadêmicas, contatos com significados sociais e sentido de pertencimento tribal.
Mas uma rede assim não atende aos requisitos minimos de confiança nos resultados e nas garantias de prazos que uma organização produtiva precisa ter para participar do jogo monetário.
Redes sociais, redes urbanas, rurais, nacionais ou internacionais serão sempre redes humanas.
Que usam códigos diferentes. Tem propositos diferentes.
Pessoas tem intenções aparentes e ocultas.
Muitos propósitos não são claros.
Os momentos alteram as percepções e impactam as decisões de cada um.
Estudar redes, é tambem estudar tribos.
As tribos promovem ritos ... (há de se conhecer os ritos).
Os ritos provocam contatos.
Contatos geram conexões.
E conexões produzem informações...
As informações movimentam as tribos que novamente promovem os ritos, que provocam contatos, que geram conexões, que produzem novas informações...
As redes fazem isso com a gente... Vão conectando, conectando, conectanto... idéias, palavras, informações, pessoas, ações, motivos, motivações...informações novamente.
Ah, e por falar nisso, o universo é composto de energia e de informação.
A informação é o único recurso que tem a capacidade de gerar a si mesmo...

Exibições: 105

Responder esta

Respostas a este tópico

Ei Shana, para mim fez sentido a distinção que Maturana faz em seus estudos. Para "nós" (se eu tô citando ele, a mensagem é minha também, né?) uma relação de trabalho não é, necessariamente, uma relação social, pois envolve poder, hierarquia, etc. Neste contexto, as pessoas tem um contrato a ser cumprido, algumas vezes em estado de não-aceitação uns dos outros, submissão, resignação, exclusão... Enfim, não estão plenas. Acredito que vc não fez este post para discutir o sexo dos anjos - ser ou não ser uma rede social, não é a questão daqui, né? Esta sua visão é muito próxima do meu dia-a-dia (embora seja sob enfoque de um paradigma novo). Não "estamos" falando de um modelo teórico, (olha eu ai de novo, agora sob sua companhia - pode Freud?????), mas do homem de carne, osso, emoção, consciência interferindo e sendo modificado pelas conexões que ora promove, ora é envolvido... Muitas vezes com um propósito que os mantém por perto, mas não necessariamente, juntos para o que der e vier.
Olha eu aí de novo. Agora, para me reposicionar. Mais uma vez, o "olhar" de Maturana & Varela está fazendo sentido para mim. Estou lendo o livro A árvore do conhecimento - veja um trecho, pág. 219: (abaixo). O que mudou? Vou tentar explicar-lhe o insight que tive com base no trabalho que vcs desenvolvem em Rio Acima: na verdade, vcs tem um mapeamento do DNA da gestão (as sementes). As sinapses (as "informações" que configuram o sistema) existem a partir da interação das pessoas dentro do contexto e fazem com que estas sementes germinem de forma personalisada. Cada uma é uma e reage de forma diferente (parece fala do Lula, né?). Pensa bem: o brilho nos olhos das pessoas que frequentam os cursos na Homo Sapiens vem da possibilidade delas serem co-criadoras (de fato) dos resultados da empresa ao criarem e manterem os processos sob sua autoridade (isto é gestão ou gestação????). Muito gasoso??? Vou te contar: vislumbrei que o TEVEP possa ser representado por uma mandala tridimensional, com o esquadrinhamento das sinapses vitais. Falei, falei, falei... Não sei se fui clara. Em uma frase: o DNA (o que, por exemplo vcs transmitem) não é informação. Ele é estrutura. Pronto, agora, deixa o Varela falar: "A METÁFORA DO TUBO PARA A COMUNICAÇÃO - Nossa discussão nos levou a concluir que, biologicamente, não há Informação transmitida na comunicàção. A comunicação ocorre toda vez em que há coordenação comportamental num domínio de acoplamento estrutural. Tal conclusão só é chocante se continuarmos adotando a metáfora mais corrente para a comunicação, popularizada pelos meios de comunicação. É a metáfora do tubo, segundo a qual
a comunicação é algo gerado num ponto, levado por um condutor (ou tubo) e entregue ao outro extremo receptor. Portanto, há algo que é comunicado e transmitido integralmente pelo veículo. Daí estarmos acostumados a falar da informação contida numa imagem, objeto ou na palavra impressa. Segundo nossa análise, essa metáfora é fundamentalmente falsa, porque supõe uma unidade não determinada estruturalmente,
em que as interações são instrutivas, como se o que ocorre com um organismo numa interação fosse determinado pelo agente perturbador e não por sua dinâmica estruturai. No entanto, é evidente no próprio dia-a-dia que a comunicação não ocorre assim: cada pessoa diz o que diz e ouve o que ouve segundo sua própria
determinação estrutural. Da perspectiva de um observador, sempre há ambigüidade numa interação comunicativa. O fenômeno da comunicação não depende do que se fornece, e sim do que acontece com o receptor. E isso é muito diferente de "transmitir informação". ".

Responder à discussão

RSS

© 2019   Criado por Augusto de Franco.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço