Escola de Redes

INCONCLUSÕES DO QUARTO SIMPÓSIO DA ESCOLA-DE-REDES

Quando alguns espécimes da família dos efemerídios se encontraram em São Luis do Paraitinga

Terminou ontem (14/12/2014) o 4 Simpósio da Escola-de-Redes. O nome é meio pomposo (embora não devesse sê-lo de vez que seu significado original é apenas beber e conversar).

Foi, como todo simpósio que realizamos, apenas um bate-papo de poucas pessoas (considerando que estão conectados na E=R 10.632 pessoas). Um simpósio como este e os outros que aconteceram não se parece em nada como uma conferência (como as duas CIRS - Conferência Internacional sobre Redes Sociais, que realizamos em Curitiba, com cerca de 3 mil pessoas) ou com qualquer outro grande ou pequeno encontro que se realizou tendo como referência a Escola-de-Redes, com pauta definida, convidados, palestras e outras atividades programadas.

Como sempre, um simpósio desse tipo nunca é um evento "oficial" da Escola-de-Redes, até porque não há atividades oficiais (com ou sem aspas) na E=R e sim uma iniciativa de algumas pessoas que convidaram outras pessoas para conversar sobre um assunto geral que estava no centro do seu campo de preocupações: "um encontro só para quem está tendo o desejo (e um entendimento profundo da oportunidade) de conversar sobre como ficaram e ficarão as configurações dos campos sociais e das bolhas interativas neste novo período que se iniciou após os grandes swarmings de junho de 2013 e do contra-vapor das eleições de 2014".

Não pode haver uma versão do que foi o simpósio. Cada pessoa que interagiu lá presencialmente terá sua própria versão. Tivemos 3 rodadas de conversas gerais de mais ou menos 3 horas: duas no sábado e uma no domingo. Mas muitas outras rodinhas menores e conversas bilaterais espontâneas. Alguém pode ter anotado, por sua própria iniciativa, qualquer coisa do que foi conversado. A maior parte das conversas gerais foi filmada (mas não se sabe nada ainda sobre a qualidade da gravação).

A minha versão é a seguinte: como estamos numa espécie de diáspora, as clusterizações são eventuais, episódicas, breves, efêmeras. Fazendo um paralelo zoológico, na diáspora somos assim como aquela família de insetos efêmeros da ordem dos arquípteros (do grego ephemerís, - ídos, "de cada dia"). A cada dia pessoas que têm desejos aderentes aos desejos que levaram, há cinco anos, à articulação da Escola-de-Redes, estão se encontrando, virtual ou presencialmente. Mas não há uma identidade a ser preservada, não há um "nós" organizacional.

Este quarto simpósio nasceu por iniciativa de pessoas que se encontram há pouco mais de um ano com mais regularidade no NEXT do NEXT (a continuidade incerta de um programa de investigação-aprendizagem sobre a transição de hierarquia para rede chamado NEXT, que aconteceu de 5 de agosto a 23 de novembro de 2013 no LABE=R).

Sempre que uma coisa dessas que chamamos de simpósio acontece é tudo meio desorganizado mesmo, sem resultados esperados, sem conclusões aprovadas ou consensualizadas e sem expectativa de continuidade.

Para mim foi muito importante, pelo que foi e pelo que imagino terá servido de insumo à nova viagem exploratória intitulada (provisoriamente) "Democracia como modo-de-vida: usando a democracia para desprogramar seis milênios de cultura autocrática". A camiseta do Conrado De Biasi na foto simboliza, quem sabe, isto e o contrário disto: é Dagobah. É Learn you will (o dístico impresso na T Shirt). Mas - definitivamente - não é Academia. Sim: mais Protágoras, menos Platão!

Como escrevi acima, entretanto, para cada um terá sido - ou será - alguma coisa peculiar. No mais foi um prazer conviver com Rafael FerreiraLúcio Dos Santos Ferreira (e família), Marcelo MaceoGuga Casari (e Ana), Gilberto Lamberti FariaLuiz de Campos JrGiovanni Gigliozzi BiancoCarla Ferro (e Denis Goraieb, que só vai ler isto aqui se a Carla mostrar para ele), Caren Lissa HarayamaDiego Jim Guarani KaiowaRafael Almeida, Conrado de Biasi (o da camiseta), Vinicius Braz Rocha e Vania TrindadeRafael Henrique Siqueira RodriguesMayalu Guarani-Kaiowá OliveiraDenise PiresFernando Lasman (e seu pai), Luciana Kimi Luciano.

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SÍNDROME DE TOP DOWN

Tirada ótima do Giovanni Gigliozzi Bianco no https://www.facebook.com/profile.php?id=739086846176668&ref=ts&...

Em uma das rodadas de conversa que procurava caracterizar certo comportamento recorrente na Matrix realmente existente: "Síndrome de Top Down"

 Fotos do Simposium...

Pessoal, vamos fazer o quinto simpósio da Escola-de-Redes em Campos do Jordão (voltou para o lugar original) nos dias 18, 19 e 20 de março de 2016.

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