Escola de Redes

Olá pessoal,

 

Gostaria de saber se alguém já trabalhou, ou conhece, alguma experiência de desenvolvimento de rede social em escolas públicas ou privadas... Gostaria de saber um pouco mais sobre como essas instituições têm desenvolvido e gerenciado esse tipo de projeto.

 

Se alguém pudesse indicar ou compartilhar uma experiência ou projeto que tem conhecimento, seria muito interessante.

 

Muito Obrigada

 

Suelen

Exibições: 472

Responder esta

Respostas a este tópico

Suelem, tb gostaria de ter contato com experiências de redes sociais em escolas públicas de algum município, no caso com a participação de pais, mestres e alunos.
Eu conheço experiências em universidades, mas em escolas não... Será que servem?

Oi Alberto, obrigada por responder... Serve sim, todo relato desse tipo de ação é importante para mim... O meu foco são escolas da rede pública, mas não sei se alguma secretaria de educação já desenvolveu algo neste sentido..O que tenho encontrado são experiências isoladas de escolas (na grande maioria particulares).

 

Mas me conte sobre a sua experiência. Como é o acesso desses alunos? Qual software estão utilizando?

 

Abraços

O software e Elgg, mas desenvolvido especificamente para a universidade. E a rede da universidade de Vigo:

https://redesocial.uvigo.es/

 

O idioma e galego (uma mixtura de português e espanhol), mas também tem inglês e espanhol.

 

É a rede (de universidade) mais desenvolvida atualmente, pois tem todo o que se precisa numa instituição de ensino e esta aberta a toda a comunidade. Você pode acessar também.

Muito Obrigada Alberto! Já estou por lá...

Olá Suelen, Iniciarei  uma pesquisa sobre a interação dos alunos de IF (Instituto Federal) onde trabalho nas redes sociais dispoíveis na Internet para montar uma estratégia de uso. Na minha instituição atendemos alunos desde a formação média-integrada à Pós-graduação. Assim que identificarmos os perfis vamos propor uma montagem de rede do próprio instituto (que possui mais 04 Unidades). Nessa perspectiva, não queremos apenas montar um plataforma AVA para atividades escolares, a idéia, é que todos os indivíduos envolvidos com o instituto possam participar. O que achas? Poderíamos conversar sobre isso.

 

Abraços

 

Oi Ricardo, obrigada pela postagem... É sobre isso mesmo que me refiro..trabalhar com uma grande rede de alunos, no meu caso seria para uma rede estadual de ensino e somente para os alunos...A grande questão é pensar o desenvolvimento dessa rede, tipos de moderação? atividades direcionadas nas comunidades, sim não? Fico aqui imaginando qual interesse estes alunos teriam em participar de uma rede social, quando na web eles já tem tudo e mais um pouco...inclusive com seus colegas de escola.. Faço esse questionamento porque fico imaginando qual o diferencial para esta rede.."o que teria lá dentro?" tem que ter coisa de interesse deles. Acredito que uma comunidade se estabelece e se desenvolve por interesses em comum (como é o caso desta na qual estamos trocando informações), agregado a isso temos outros fatores, não menos importantes...enfim....Qual o objetivo do IF? Apenas trocas de experiência ou vocês pensam em direcionar algumas ações dentro desta rede? Vamos conversando...

 

Abraços

Na Espanha a rede fica como o centro para obter informações administrativas e acadêmicas e é também aproveitada para elearning, ou pelo menos para providenciar leituras, atividades, provas... Todo passa pela rede.

A realidade, o nome de Rede Social, tem um pouco de marketing. Se trata de uma comunidade virtual de ensino, com um componente de rede social. 

Suelen e Alberto,

 

O IF faz parte da "rede deferal" de escolas técnicas e é direcionado ao ensino básico, técnico e tecnológico. É um grande desafio realmente, mas o que teria lá dentro? Boa pergunta a sua. Aí te respondo: Conectividade e interações. Mirando um pouco no que o Prof. Augusto Franco postulou, "as redes sociais são espaços de interação e não de participação". Peguemos então essas palavras e vamos fracioná-las: INTER / AÇÃO, que poderíamos imaginar como ações internas (não ação, mas sim, ações) e PARTICIPA / AÇÃO (que remete à participar da ação do outro). Vendo assim teríamos lá tudo que envolve a educação, que tambpem está nas outras redes sociais de "fora" do espaço escolar. Nesse sentido, temos que que inagurar um "não lugar" de conexões para que os conteúdos se formem  e não, como geralmente acontecem nos AVAS, encontrá-los lá.

 

Lá e Cá são espaços que se comunicam, daí a necessidade de se ter não só professores e alunos nesse espaço. Devemos incluir o pessoal da limpeza, da administração... Porque o ORKUT é tão acessado no Brasil, por exemplo? O que necessáriamente tem lá? Aquilo que você mesmo responde "o que é de interesse deles". Que é o que? Aí te respondo, a conectividade.

 

Vamos em frente, tô gostando do debate

 

Há um tempo atrás eu fiz uma pesquisa de redes sociais para a educação, e vi que existem alguns softwares nacionais disponíveis online para a construção de canais educativos e de interação para as escolas. A única coisa é que todos os usuários tem que seguir um mesmo padrão. De qualquer forma, me pareceu interessante, pois há espaços para abertura de grupos para cada turma da escola, onde podem ser disponibilizados conteúdos complementares para a realização de trabalhos, além de discussões, vídeo aulas, chats monitorados, galeria de fotos (espécie de espaço para o livro do ano), etc. Acho que, na verdade, antes de ter uma boa ferramenta, é preciso ter uma boa estratégia e um gerenciamento eficiente. Pode-se, por exemplo, identificar quais são os potenciais produtores de conteúdos da escola e inserí-los como colaboradores da rede, chamando a atenção dos alunos. É possível até fazer com que eles gerem notícias de forma guiada. Por exemplo: uma equipe de profissionais auxilia alunos a selecionarem temas e pessoas, abordando-os nas redes sociais. Gincanas sociais e outras ações, como aplicativos para auxílio aos estudos antes de provas também poderiam gerar um bom retorno. A questão é que podemos ter boas idéias o tempo todo, só que depois é preciso ver a viabilidade técnica e financeira. Já tive algumas idéias muito bacanas, mas acabei descartando por serem complicadas de executar.

Cinthia, você pontua algo bastante interessante que é a relação ferramenta conteúdo. Não basta você ter uma boa ferramenta se não há possibilidades de tráfego do conteúdo. O contemporâneo exige cada vez mais respostas conceituais diferentes. Um texto de num Artigo de Marcella Costa, no artigo "as redes sociais como possibilidade: uma nova forma de ensinar, aprender e divulgar o conhecimento histórico, a href="http://www.ufpe.br/nehte/simposio/anais/Anais-Hipertexto-2010/Marcella-Albaine-Farias-da-Costa.pdf>" target="_blank">www.ufpe.br/nehte/simposio/anais/Anais-Hipertexto-2010/Marcella-Alb...; cita que enquanto a escola é típica da modernidade, os alunos, ou o seu “público freqüentador”, são frutos da contemporaneidade – esta marcada pela pulverização e fragmentação social (tanto em esfera pública quanto privada), pela fugacidade do tempo (um tempo ahistórico) e das informações etc. que, ao mesmo tempo, convivem com a globalização e com os avanços tecnológicos.

 

Se observarmos programas como o PROINFO ou mesmo, em 97, a TV Escola, o que vivemos sempre foi o que chamo de equipação das unidades escolares. O que podemos debater é como propor novos conceitos de interação.

 

Vejam esse vídeo que um aluno me enviou: http://www.youtube.com/watch?v=6Cf7IL_eZ38&feature=player_embedded  (Não basta conectar, tem que ser belo. rs...)

 

Abraços!!

Na Rede Vivo Educação temos tentado fazer isso, entendendo que redes sociais não são as ferramentas (plataformas interativas) e sim pessoas conectadas interagindo e que educação em uma sociedade em rede deve corresponder a uma diversidade de processos de livre aprendizagem e não ao tripé escola-ensino-professor (as burocracias do ensinamento).

 

A Rede Vivo Educação pretende ensejar a experimentação de idéias inovadoras em educação, na linha do Texto de Referência publicado na convocatória do Festival de Idéias Inovadoras em Educação, resumido nos 17 pontos seguintes:

 

1 - Em uma sociedade em rede aumentam as possibilidades de aprendizagem.

 

2 - Isso não depende, nem apenas, nem principalmente, das tecnologias (TIC) e sim de novos padrões de organização social.

 

3 - Novas tecnologias sociais estão mudando as condições de vida e convivência social no século 21.

 

4 - Está mudando a maneira como nos organizamos para produzir e comercializar, governar e legislar e conviver. E está mudando a forma como aprendemos.

 

5 - Mas as instituições e os processos educativos que foram pensados para um tipo de sociedade que está deixando de existir, ainda remanescem e continuam aplicando seus velhos métodos.

 

6 - As instituições e os processos educativos já começam a ser obstáculos à criatividade e à inovação.

 

7 - Nos últimos séculos tivemos uma educação massiva e repetitiva, voltada para enquadrar pessoas em um tipo de sociedade insustentável, para infundir noções de ordem, hierarquia, disciplina e obediência e para adestrar a força de trabalho.

 

8 - Nos últimos dois séculos a educação esteve voltada para a reprodução de habilidades requeridas pelos velhos processos produtivos e administrativos e para a execução de rotinas determinadas.

 

9 - Agora estamos vivendo a transição para outra época, para uma nova era da informação e do conhecimento, na qual as capacidades exigidas são outras.

 

10 - O que se requer agora é que as pessoas sejam capazes de criar e de inovar, mudando continuamente os processos de produção e de gestão para descobrir maneiras melhores de fazer e organizar as coisas.

 

11 - Isso só será possível se as pessoas tiveram autonomia para aprender o que quiserem, da forma como quiserem e quando quiserem.

 

12 - Isso só será possível se as pessoas puderem se relacionar com outras pessoas de sua escolha, gerando cada vez mais conhecimento.

 

13 - Para tanto, é necessário libertar o processo educativo das amarras que tentam normatizá-lo de cima para baixo, em instituições hierarquizadas, burocratizadas e fechadas.

 

14 - Libertar o processo educativo das instituições e dos processos desenhados para guardar em caixinhas o suposto conhecimento a ser transferido (à revelia do que as pessoas desejariam de fato aprender).

 

15 - Ficou evidente que o conhecimento é uma relação social e não um objeto que possa ser estocado, transportado, transferido ou transfundido de um emissor para um receptor.

 

16 - O processo de geração e compartilhamento do conhecimento ocorre na sociedade e não em organizações separadas da sociedade por paredes opacas e impermeáveis.

 

17 - Novas formas de educação na sociedade tenderão a envolver comunidades de aprendizagem: pessoas conectadas com pessoas; pessoas interagindo livremente em rede; pessoas construindo seus próprios roteiros e compartilhando agendas de aprendizagem.

Responder à discussão

RSS

© 2020   Criado por Augusto de Franco.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço