Escola de Redes

O dia foi particularmente atípico, onde me vi impelido a súbitas auto-reflexões em momentos distintos que me lembrou os escritos de Fritjof Capra e por consequência uma instigante película chamada " Mindwalk - O Ponto de Mutação " que reproduzo um trecho em especial >

http://bit.ly/MindwalkMutation


A proposta é partir dos pontos-chaves elencados pela cientista-personagem (Liv Ullman) considerar se os mesmos se aplicam em alguma medida/forma à E=R e caso positivo, de como ocorre.

Cordialmente,

@VRSS

Exibições: 200

Respostas a este tópico

.
Eu vi este filme há uns 12 anos atrás, quando começei estudar "pesado" transdiciplinaridade e sistemas dinâmicos complexos e cia.

E eu diria que o que o filme fala se aplica a qualquer coisa, desde que se tenha noção com isso que se estará se referindo a um outro tipo de modelo de mundo.
.
Vinicius obrigada! Você chegou na hora exata. Quando você pergunta "Quais seriam seus pontos de mutação?" eu estava aqui lendo sobre sincronicidade e pensando exatamente nisso. Não sei para todos, eu penso que sinto a mudança como agir sem esforço, deixando-se levar pelo fluxo da vida. Isso não é inação, parece mais uma dança como disse a atriz " A evolução é uma dança em progresso".
Bjks
Vera
Um outro tipo de "modelo de mundo" ?

A primeira leitura que me vem à cabeça, levando-se os pontos chaves da película é que ou o mundo de sociedades que criamos é por demais artificial (anti-natural) e por isso incapaz de se auto-organizar & transcender ( neste sentido a própria democracia serial algo freak), ou chegamos a tal "ponto de mutação" que pela primeira ( ou no máximo segunda) vez vamos de fato transcender....

Mas ainda assim mantém-se a reflexão > sabedores deste caótico pano de fundo, como se dá a auto-organização e transcendência aqui na E=R ?

Cordialmente,

@VRSS

Maria Thereza do Amaral disse:
.
Eu vi este filme há uns 12 anos atrás, quando começei estudar "pesado" transdiciplinaridade e sistemas dinâmicos complexos e cia.

E eu diria que o que o filme fala se aplica a qualquer coisa, desde que se tenha noção com isso que se estará se referindo a um outro tipo de modelo de mundo.
.
Interessante Vera esta inesperada sincronicidade, pelo menos no plano da consciência.

Agora será que a mudança ( leia-se ponto de mutação) no ãmbito das nossas vivências E=R ocorre sem esforço, como por uma espécie de advecção sub-consciente do fluxo da vida ? Pode até ser mas imagino que este "fenômeno" seja algo mais "sublingual".

Afinal, se levarmos em conta por exemplo a "lógica da abundância" os desdobramentos infinitos em nodos, grupos prescinde ação com interação ( seria a tal permanente auto-organização ?)..... e esta dinâmica por si só o ponto de mutação de uma rede distribuída como a E=R ?

@VRSS



Vera Maria dos Santos Moreira disse:
Vinicius obrigada! Você chegou na hora exata. Quando você pergunta "Quais seriam seus pontos de mutação?" eu estava aqui lendo sobre sincronicidade e pensando exatamente nisso. Não sei para todos, eu penso que sinto a mudança como agir sem esforço, deixando-se levar pelo fluxo da vida. Isso não é inação, parece mais uma dança como disse a atriz " A evolução é uma dança em progresso".
Bjks
Vera
.
Eu preciso pensar sobre isso.

Mas lhe digo que sinto que vale a pena pensar sobre isso.
.


Vinicius Braz Rocha disse:
Um outro tipo de "modelo de mundo" ?

A primeira leitura que me vem à cabeça, levando-se os pontos chaves da película é que ou o mundo de sociedades que criamos é por demais artificial (anti-natural) e por isso incapaz de se auto-organizar & transcender ( neste sentido a própria democracia serial algo freak), ou chegamos a tal "ponto de mutação" que pela primeira ( ou no máximo segunda) vez vamos de fato transcender....

Mas ainda assim mantém-se a reflexão > sabedores deste caótico pano de fundo, como se dá a auto-organização e transcendência aqui na E=R ?

Cordialmente,

@VRSS

Maria Thereza do Amaral disse:
.
Eu vi este filme há uns 12 anos atrás, quando começei estudar "pesado" transdiciplinaridade e sistemas dinâmicos complexos e cia.

E eu diria que o que o filme fala se aplica a qualquer coisa, desde que se tenha noção com isso que se estará se referindo a um outro tipo de modelo de mundo.
.
Um grande ponto de mutação seria a quebra do ciclo da auto-destruição ao qual nos submetemos nos atos da criação e recriação de nosso sistema antigo, tal qual o conhecemos. Paradoxal sentir que é dessa mesma habilidade de criação que virá a solução. Auto-transcendência é a chave, como a Política é o meio para isso, assim como a boa (Auto) Educação, a massa que nos liga (tanto a nós mesmo como ao outro). MAs precisamos de novos principios, construção de valores, aí entra a rede, a cidade educadora e a sustentabilidade, mas frente a todos esses novos valores e principios, ainda precisamos de um cotidiano que se disponha a se debruçar sobre os mesmos constantemente, meu deus, porque tantos penduram a ética no cabide por tão pouco?
Vcs viram que no filme, ela não aceita o desafio de colocar a mão na massa, de gritar no meio de muitos para se fazer ouvir, prefere o prazer de gritar confortavelmente no deserto, olha a sátira da intelectualidade inútil, da masturbação intelectual. Os convido a serem intelectuais organicos para que possamos sim fazer a diferença na sociedade, como diria Gramsci, os intelectuais têm a função de unificar os conceitos para criação de uma nova cultura, que não se reduz apenas a formação de uma vontade coletiva, capaz de adquirir o poder do Estado, mas também a difusão de uma nova concepção de mundo e de comportamento.

RSS

© 2019   Criado por Augusto de Franco.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço