Escola de Redes

É HOJE O LANÇAMENTO DA INICIATIVA NOVOS PENSADORES

Hoje (08/01/2018), às 20h00, será o lançamento da iniciativa NOVOS PENSADORES.

Se você ainda não sabe do que se trata, leia a explicação abaixo.

Estamos articulando - eu, Augusto de Franco e alguns amigos e amigas da Escola-de-Redes - uma rede de pessoas que tenham desejo de conhecer o pensamento de investigadores que criaram e estão criando novas visões da humanidade, da história humana, da civilização, da cultura, da sociedade, da comunidade, da política, da sabedoria, da inteligência humana, da criatividade e da inovação, da educação, da filosofia e da ciência - tudo isso do ponto de vista das redes de pessoas e da democracia como modo-de-vida. E que queiram ser também, desse ponto de vista, novos pensadores.

Vamos começar trabalhando com cerca de 50 temas que são percebidos de uma maneira tradicional e de uma nova maneira. Alguns exemplos dessas defasagens ou incongruências de compreensão:

Você fala REDE, a pessoa entende INTERNET; você fala REDE SOCIAL, a pessoa entende MÍDIA SOCIAL (COMO O FACEBOOK); você fala INTERAÇÃO, a pessoa entende PARTICIPAÇÃO; você fala COMUNICAÇÃO, a pessoa entende transmissão de INFORMAÇÃO; você fala DISTRIBUIÇÃO, a pessoa entende DESCENTRALIZAÇÃO; você fala LÍDER, a pessoa entende CHEFE; você fala SOCIAL, a pessoa entende CONJUNTO DE INDIVÍDUOS; você fala FLUXO e a pessoa não entende...; você fala PESSOA, a pessoa entende INDIVÍDUO; você fala SOCIEDADE, a pessoa entende PAÍS (ou ESTADO-NAÇÃO); você fala POLÍTICA, a pessoa entende LUTA PARA CONQUISTAR E MANTER O PODER; você fala DEMOCRACIA, a pessoa entende ELEIÇÃO; você fala PÚBLICO, a pessoa entende ESTATAL; você fala PAZ, a pessoa entende AUSÊNCIA DE CONFLITO; você fala GUERRA, a pessoa entende VIOLÊNCIA; você fala REVOLUÇÃO, a pessoa entende TOMADA DO PODER (DE ESTADO); você fala GLOBALIZAÇÃO, a pessoa entende GLOBALISMO; você escreve GLOCALIZAÇÃO, a pessoa acha que é um erro de digitação...; você diz que a democracia não precisa de doutrina ou é SEM DOUTRINA, a pessoa entende que você está defendendo uma nova DOUTRINA; você diz que a democracia não é o governo de todos, mas de QUALQUER UM, a pessoa, simplesmente, não entende...; você fala APRENDER, a pessoa entende adquirir mais CONHECIMENTO; você fala APRENDIZAGEM, a pessoa entende ENSINO (OU EDUCAÇÃO); você fala ESPIRITUALIDADE, a pessoa entende RELIGIÃO.

E vamos trabalhar também imaginando quais seriam as respostas para as questões colocadas pelos temas mencionados acima de cerca de 70 pessoas que inovaram em suas áreas de investigação, pensando fora da caixa. Um exercício criativo de conversar com alguns vivos que ainda não morreram enquanto vivem e com vários mortos que estão vivos.

A título de exemplo (não-exaustivo) escolhemos, dentre os teóricos das redes (e da sociedade-em-rede) investigadores como Albert Barabasi, Duncan Watts, Fernando Veja-Redondo, Fritjof Capra, Jacob Moreno, Jane Jacobs, Jure Leskovec, Manuel Castells, Manuel Delanda, Nicholas Christakis, Pierre Lèvy e Steven Strogatz, entre outros. Também vale a pena conhecer os antecessores (ou precursores) de um pensamento sobre redes, como – para citar apenas alguns exemplos notáveis – Buckminster Fuller, Francisco Varela, Gregory Bateson, Heinz von Foerster, John von Neumann, Ludwig von Bertalanffy e Norbert Wiener.

Dentre os pensadores da democracia, escolhemos Alexis de Tocqueville, Amartya Sen, Baruch Spinoza, Claude Lefort, Cornelius Castoriadis, Francis Fukuyama, Hannah Arendt, Henry Thoreau, Humberto Maturana, Isaiah Berlin, Jacques Rancière, Jean-Jacques Rousseau, Johannes Althusius, John Dewey, John Rawls, John Stuart Mill, Karl Popper, Norberto Bobbio, Ralf Dahrendorf, Robert Dahl, Thomas Paine. Mas como a democracia é um processo de desconstituição de autocracia (e aprender democracia é desaprender autocracia), não puderam ficar de fora os principais distopistas, como Aldous Huxley, Alexander Soljenítsin (este narrando uma experiência concreta de sofrimento humano em uma distopia real), Arthur Koestler, George Orwell, Jerome Klapka Jerome, Ray Bradbury, William Golding e Yevgeny Zamyatin.

Outros pensadores fora da caixa foram também selecionados. Por exemplo, os que escreveram sobre educação – e o tema é particularmente relevante na medida em que se refere à programação de controle para repetir passado – de um ponto de vista heterodoxo, como Carl Roger, Ivan Illich, John Holt e Liev Tolstoi (para não falar de Friedrich Nietzsche). E também algumas mentes inquisitivas em geral, em todos os campos, da psicologia à história, passando pela biologia, pela epistemologia, pelas formas não-religiosas de espiritualidade, como Alfred North Whitehead, Carl Jung, Calors Castaneda, Daniel Quinn, Edgar Morin, Hakim Bey, James Hillman, Jiddu Krishnamurti, Lynn Margulis, Marshall McLuhan, Osho, Paul Feyerabend, Ralph Abraham, William Irwin Thompson. Sem esquecer, é claro, dos ficcionistas que, de certa forma, anteciparam futuro, como Bruce Sterling, Frank Herbert, Isaac Asimov, Philip Dick e William Gibson.

É claro que muita gente ficou fora dessas listas, mas tomamos apenas alguns exemplos iniciais de pensadores que merecem ser conhecidos (e muitas vezes não são). Todas (ou quase todas) as pessoas citadas foram, nas suas respectivas épocas e lugares, novos pensadores, não apenas no sentido de que tiveram novas ideias e sim que pensaram o que pensaram (e sobre o que pensaram) de uma nova maneira, rompendo a repetição de passado conhecida como tradição.

Durante o programa vamos dedicar pelo menos uma sessão a cada uma dessas pessoas. O objetivo não é apenas conhecer o que elas pensaram sobre os grandes temas, mas pensar com elas, através delas e em seguimento delas, sempre combinando nosso próprio pensamento com os pensamentos que elas tiveram ou teriam sobre as questões que nos colocamos.

Bom, estou propondo esta iniciativa porque, chegado a este momento da vida, concluí que é o que posso fazer de melhor: compartilhar a minha própria experiência como livre investigador dos temas escolhidos. E também porque é uma maneira de poder viver e conviver mantendo-me ativo, em condições de continuar minhas novas investigações sobre redes, democracia e temas correlatos. Não consigo mais vender serviços para grandes empresas ou governos para me sustentar, pois tais atividades - além de consumir parte significativa do meu tempo - se revelam cada vez mais incompatíveis com minhas explorações.

Gostaria que você - se ainda não o fez - participasse desta iniciativa que é a de irmos formando uma comunidade de novos pensadores. O lançamento será hoje, segunda-feira, dia 8 de janeiro de 2018, às 20 horas, em um ambiente virtual a que terão acesso todos os que embarcarem na aventura. Claro que você pode entrar a qualquer momento, pois a atividade proposta será permanente (e toda segunda-feira tem).

Saiba tudo clicando no link a seguir: http://novospensadores.com

Um forte abraço do

Augusto de Franco

P. S. - Um recado rápido. O curso Novos Pensadores começa hoje, segunda-feira (08/01/2018).

Iniciamos as vendas para este curso com um valor promocional (assinatura anual por R$ 490 e semestral por R$ 300). Foi uma forma de dar uma contrapartida para quem se inscrevesse antes do início do curso. Após o dia 08/01/2018 passa a valer o preço normal (assinatura anual por R$ 720 e semestral por R$ 360).

Se você quiser aproveitar o preço promocional deve fazer sua inscrição até às 23h59 do dia 08/01/2018 (que é hoje).

Outra vantagem para quem adquirir o plano anual até o dia 08/01/2017 é receber gratuitamente o programa SEM DOUTRINA (cujo preço atual é R$ 297).

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