Escola de Redes

Como tirar o melhor da inteligência coletiva? O poder das multidões.

Gostaria de discutir com vocês alguns cases, idéias, possibilidades, de trabalhar crowdsourcing, principalmente no contexto organizacional.
Como você acha que a inteligência coletiva pode mudar o mindset dos modelos de negócio atuais?

O que você acha do papel do "ditator benevolente", será que a rede sempre precisa de um orientador?

Quais são as principais barreiras hoje? e como podemos superá-las?

Retirei um pedacinho do livro O poder das multidões.

10 regras do Crowdsourcing

1. Escolha o modelo certo
2. Escolha a multidão certa
3. Ofereça os incentivos certos
4. Deixe as cartas de demissão na gaveta
5. A burrice das multidões ou o princípio do ditador benevolente
A maioria dos esforços bem-sucedidos de crowdsourcing consiste em produtos de uma colaboração robusta entre multidão e as pessoas que orientam, chamadas “ditadores benevolentes” em projetos de software de código aberto.
6. Mantenha a simplicidade e divida as tarefas
7. Lembre-se da Lei de Sturgeon (diz que 90% de tudo é lixo)
8. Lembre-se dos 10%, o antídoto contra a Lei de Sturgeon
Se há alguma mágica no crowdsourcing, ela está na capacidade que a multidão tem de corrigir sua tendência de inundar as redes com uma profusão de material de baixa qualidade. Em outras palavras, se vc receber uma tonelada de coisas, não perca tempo tentando fazer triagem sozinho. Tome uma atitude prática e democrática, permitindo que a multidão garimpe a fim de encontrar os diamantes melhores e mais brilhantes.
9. A comunidade sempre está certa
10. Não pergunte o que a multidão pode fazer por você, mas sim o que vc pode fazer pela multidão.

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Respostas a este tópico

Eu li e reli o livro "O Poder das Multidões", Patrícia. Na minha opinião ele diz muita, mas muita besteira. Sobretudo na parte final. Mas essas 10 regrinhas acima também são de um primarismo a toda prova.

A rede precisa, sim, de netweavers (no plural). Essa história de "um ditador benevolente" - mesmo entre áspas - demonstra, a meu ver, um grau acentuado de analfabetismo democrático. É o que dá - e deu - a confusão entre redes sociais e redes digitais, sites de relacionamento, plataformas interativas e assemelhados. É possível tratar de redes sem tratar de democracia. Mas não é possível tratar de redes sociais sem tratar de democracia. A democracia é uma espécie de metabolismo dos 'corpos em rede'. Quanto mais distribuídas e densas (conectadas) forem as redes sociais, mais o seu metabolismo será democrático. No limite, pluriáquico.

Haveria muito a discutir aqui, mas tenho em mente fazer um blog post sobre isso. Aliás, não é a toa que, Hannah Arendt anda aparecendo em nossa BIBLI.E=R. Maturana, ela (Joahannah), John Dewey, Mill, Tocqueville, Paine, os Federalistas, Jefferson, Spinoza, Rosseau e Althusius deveriam ser, na minha visão, um itinerário obrigatório de educação democrática.

A turma que tomou consciência das redes a partir da Internet, em sua imensa maioria, nunca teve a cabeça violada por uma dessas idéias democráticas e acha que foi a tecnologia que "criou" as redes. Ainda não se deu conta de que a própria Internet, antes de ser uma ICT é uma Social-Tech. Esse pessoal aprendeu a cultuar a tecnologia e usar um jargão técnico, mas não teve oportunidade de pensar no processo dialógico, nas configurações que brotam das relações entre as pessoas

Grande abraço.
Oi Pati
A discussão de crowdsourcing nas organizações é legal, mas sugiro separar o crowdsourcing desse conjunto de "teses" tão simplistas.

Não sei se estou pensando o mesmo livro. Vc está falando da "Sabedoria das Multidões"? Fiquei arrepiado com a tese de que as multidões são inteligentes quando não houver influência de uns sobre outros, e cada um puder pensar apenas por si próprio. Ora, a inteligência coletiva é exatamente o oposto: é o pensar junto.
Para mim, é uma cartilha neoliberal das mais primárias.

Não lembrava dele ter dito que "a comunidade sempre está certa". Não dá pra concordar com isso. É uma tautologia de triste memória: linchamentos, pogroms, genocídios são cometidos por comunidades.

Um abraço
Sérgio
Sim, foi bom o Sérgio perguntar. Creio que estamos falando do mesmo livro, de Jeff Howe, traduzido no Brasil com o título "O Poder das Multidões: Por Que A Força Da Coletividade Está Remodelando O Futuro Dos Negócios". Tradução de" Crowdsourcing: Why the Power of the Crowd Is Driving the Future of Business".

Este é o cara

Howe, Jeff
Sim, o livro que eu tirei as top 10 é do livro que o Augusto descreveu acima!

Augusto de Franco disse:
Sim, foi bom o Sérgio perguntar. Creio que estamos falando do mesmo livro, de Jeff Howe, traduzido no Brasil com o título "O Poder das Multidões: Por Que A Força Da Coletividade Está Remodelando O Futuro Dos Negócios". Tradução de" Crowdsourcing: Why the Power of the Crowd Is Driving the Future of Business".

Este é o cara

Howe, Jeff
Bom, contextualizando um pouco o fórum.
O livro é simples, quase uma cartilha (como colocou o Sergio), ele exemplifica as idéias de crowdsourcing e conduz uma historinha.
Eu só queria que fosse um ponto de partida para discussões mais profundas sim e mais reais também (como iniciar uma discussão de Liderança, citando O monge e o executivo, rs)

Se iniciarmos com um Maturama, a discussão vai ficar lá em cima, talvez começando com algo mais simples e polêmico, os diferentes pontos de vista surjam naturalmente, enriquecendo o fórum!

...está errado?
Oi Patricia...

Concordo com sua colocação de construir o conhecimento a partir de idéias mais simples. Percebo que as discussões em muitas redes começam robustas demais e isto acaba restringindo a troca de ideias entre algumas pessoas, o que não é bom e nem produtivo. Acredito que não podemos elitizar a informação, existem pessoas de todos os níveis dentro desta rede por exemplo, e muitas delas acabam se inibindo em participar por não ter um conhecimento tão profundo. É óbvio que não podemos também ficar restritos ao básico temos que ir acrescentando informações.

Abraços
Patrícia, não há certo, nem errado. Minhas observações não têm nada a ver com este Fórum que você abriu, que é muito bom enquanto iniciativa e sim com as coisas que o Jeff Howe escreveu. E são opiniões.
Eu acho que tudo é bem pertinente...
e como estamos em uma escola, rs, quero aprender com quem manja!

O post, que mais parece uma aula, no fórum Não é possível tratar de redes sociais sem tratar de democracia envolve a temática dos netweavers vou colocar minhas dúvidas lá!!!

Nos vemos lá! rs

Abraços
Paty

Augusto de Franco disse:
Patrícia, não há certo, nem errado. Minhas observações não têm nada a ver com este Fórum que você abriu, que é muito bom enquanto iniciativa e sim com as coisas que o Jeff Howe escreveu. E são opiniões.
Como dice Luis Antonio, algunos como yo (además de no manejar bien el idioma, jeje) no entendemos mucho de algunos temas, como cuando hablan de crowdsourcing. Es un concepto que puedo entender literalmente, como torpe traducción del inglés.
Pero aunque sé que estoy bastante lejos en lo teórico y técnico en muchos temas de E=R he tomado la actitud de leer igual, de dejarme atravesar y ver en qué nivel me resuena o me moviliza lo que estoy leyendo.

Desde nuestra experiencia educativa de ser alumnos hemos construido también una relación jerárquica respecto de el saber y de los que saben (Y del no saber y de los que no saben.) Por eso, creo yo, tendemos a retirarnos y a acobardarnos.
Así pues, he tomado la actitud de "zambullirme" y nadar entre las palabras, las miradas y los conceptos, he elegido darme a mí misma el derecho a leer y participar aunque no entienda "todo". A veces el agua se siente más tibia y aparecen conexiones y otras veces es como escalar pendientes escarpadas, no entiendo nada!!. Pero no importa!! no me siento obligada a entender, eso está muy bueno!!.

Hecha esta introducción, les cuento que la imagen/idea que me surgió (si es que algo entendí, jaja!) cuando leía "crawd"sourcing o "multitudes" es la de el film The Matrix. A veces veo como se le da tanto valor a lo que hacen algunas multitudes, pero, al mismo tiempo, veo a esas multitudes (generacionalmente un poco alejadas de mí) como los seres que habitan la matriz, que creen que viven una vida "cierta", "verdadera" y no se dan cuenta de que están donde otros quieren que estén siendo que, en realidad, no están eligiendo nada.

El padre de la hipnosis moderna, Milton Ericson, comentaba un recurso hipnótico (muy usado en ventas) explicándolo a partir de una experiencia suya como padre de familia. Si el quería convencer a su hijo de ir a dormir le preguntaba (no recuerdo si estas eran exactamente sus palabras): "¿Te vas a dormir con el pijama verde o con el rojo?" El niño elegía el color y se iba contento a la cama. El niño siente que es autóno y proactivo pues elige el color del pijama, siente que tiene el control y se siente bien. Entonces no juega el poder, no discute, la idea de irse a dormir. No percibe una relación de "comando e control". El supuesto no elegible que era el de ir a la cama quedó "aceptado".

Esta es mi sensación cuando veo tanta multitud creyendo que está siendo libre y que elige. Y es lo que me preocupa, porque lo que da terror es pensar en aquellos supuestos que se están dando por válidos y aceptables, no sometidos a la más mínima crítica.

Cariños para todos!!
Lia, ADOREI sua participação no fórum!!!

E a história do pijama foi muito boa, me fez refletir!

Eu não sei definir o que seria o crowdsourcing, mas vejo as iniciativas empresariais tipo Idea Connection e Innocentive que conheço mais devido ao envolvimento com farmacêuticas, e acho que temos enormes possibilidades de construir algo sensacional através do crowdsourcing.

Eu estou tentando achar alguma literatura atual que fale sobre o assunto que seja simples e prática, li o Poder das Multidões (já comentado pelo Augusto, rs) , Sabedoria das Multidões, ...
Se alguém tiver alguma dica de livro sobre o assunto que seja boa e divertida (de preferencia) eu agradeceria muito!

Top 10 crowdsourcing companies pela Wired

Abraços
Paty

Lía Goren disse:
Como dice Luis Antonio, algunos como yo (además de no manejar bien el idioma, jeje) no entendemos mucho de algunos temas, como cuando hablan de crowdsourcing. Es un concepto que puedo entender literalmente, como torpe traducción del inglés.
Pero aunque sé que estoy bastante lejos en lo teórico y técnico en muchos temas de E=R he tomado la actitud de leer igual, de dejarme atravesar y ver en qué nivel me resuena o me moviliza lo que estoy leyendo.

Desde nuestra experiencia educativa de ser alumnos hemos construido también una relación jerárquica respecto de el saber y de los que saben (Y del no saber y de los que no saben.) Por eso, creo yo, tendemos a retirarnos y a acobardarnos.
Así pues, he tomado la actitud de "zambullirme" y nadar entre las palabras, las miradas y los conceptos, he elegido darme a mí misma el derecho a leer y participar aunque no entienda "todo". A veces el agua se siente más tibia y aparecen conexiones y otras veces es como escalar pendientes escarpadas, no entiendo nada!!. Pero no importa!! no me siento obligada a entender, eso está muy bueno!!.

Hecha esta introducción, les cuento que la imagen/idea que me surgió (si es que algo entendí, jaja!) cuando leía "crawd"sourcing o "multitudes" es la de el film The Matrix. A veces veo como se le da tanto valor a lo que hacen algunas multitudes, pero, al mismo tiempo, veo a esas multitudes (generacionalmente un poco alejadas de mí) como los seres que habitan la matriz, que creen que viven una vida "cierta", "verdadera" y no se dan cuenta de que están donde otros quieren que estén siendo que, en realidad, no están eligiendo nada.

El padre de la hipnosis moderna, Milton Ericson, comentaba un recurso hipnótico (muy usado en ventas) explicándolo a partir de una experiencia suya como padre de familia. Si el quería convencer a su hijo de ir a dormir le preguntaba (no recuerdo si estas eran exactamente sus palabras): "¿Te vas a dormir con el pijama verde o con el rojo?" El niño elegía el color y se iba contento a la cama. El niño siente que es autóno y proactivo pues elige el color del pijama, siente que tiene el control y se siente bien. Entonces no juega el poder, no discute, la idea de irse a dormir. No percibe una relación de "comando e control". El supuesto no elegible que era el de ir a la cama quedó "aceptado".

Esta es mi sensación cuando veo tanta multitud creyendo que está siendo libre y que elige. Y es lo que me preocupa, porque lo que da terror es pensar en aquellos supuestos que se están dando por válidos y aceptables, no sometidos a la más mínima crítica.

Cariños para todos!!
Hola Lia
Seus comentários me fizeram perceber como nos tornamos, sem querer, arrogantes no uso da linguagem. Sem perceber, começamos a excluir pessoas que não participam de nosso jargão.
Vou explicar, e peço que outros complementem: crowdsourcing é um termo que tem se tornado comum nas tribos que acompanham as mudanças nos modelos de negócio viabilizados pela nova base tecnológica.
É um trocadilho do termo outsourcing (terceirização), ou seja, contratação de serviços fora da organização tradicional.
O crowdsourcing é um modelo de compras de serviços sem que saibamos a priori quem irá nos fornecer. Lanço uma pergunta tecnológica (caso Innocentive, que a Patricia mencionou) para uma rede de pesquisadores, e vários me fazem propostas, ganhando aquele que tiver a melhor solução.

O livro que conheço que melhor explora teoricamente esse novo fenômeno nos negócios é Don Tapscott, WIKINOMICS. Tem tido muito sucesso entre empresários.

Acho que temos que lhe agradecer a disposição de se colocar dessa forma, e de nos levar a aprender com você essa forma bonita de enfrentar o "não-entendido".

Um abraço
Sérgio
Gracias Sergio!!
Saludos

Sergio Storch disse:
Hola Lia
Seus comentários me fizeram perceber como nos tornamos, sem querer, arrogantes no uso da linguagem. Sem perceber, começamos a excluir pessoas que não participam de nosso jargão.
Vou explicar, e peço que outros complementem: crowdsourcing é um termo que tem se tornado comum nas tribos que acompanham as mudanças nos modelos de negócio viabilizados pela nova base tecnológica.
É um trocadilho do termo outsourcing (terceirização), ou seja, contratação de serviços fora da organização tradicional.
O crowdsourcing é um modelo de compras de serviços sem que saibamos a priori quem irá nos fornecer. Lanço uma pergunta tecnológica (caso Innocentive, que a Patricia mencionou) para uma rede de pesquisadores, e vários me fazem propostas, ganhando aquele que tiver a melhor solução.

O livro que conheço que melhor explora teoricamente esse novo fenômeno nos negócios é Don Tapscott, WIKINOMICS. Tem tido muito sucesso entre empresários.

Acho que temos que lhe agradecer a disposição de se colocar dessa forma, e de nos levar a aprender com você essa forma bonita de enfrentar o "não-entendido".

Um abraço
Sérgio

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