Escola de Redes

VÁ PARA BIBLIOTECA DA DEMOCRACIA

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Esta é uma primeira tentativa de, ao mesmo tempo, procurar livros específicos e organizá-los por tema, elegendo uma categoria. A categoria iniciada aqui leva o nome de BIBLIOTECA BÁSICA DA DEMOCRACIA e é composta por 40 textos. A justificativa para essa escolha está no post Não é possível tratar de redes sociais sem tratar de democracia. Destas 40 obras selecionadas, já temos algumas em nossa BIBLI.E=R. Outras, todavia, estão aguardando quem encontre...

Eurípedes (422): “As Suplicantes” (The Suppliants)
Tucídides (420?): “História da Guerra dos Peloponesos e Atenienses” (RAR)
Platão (c. 400-347): “A República (Volume 1 | Volume 2)”
Platão (c. 400-347): “O Político
Platão (c. 400-347): “As Leis” (Inglês)
Aristóteles (c. 350-322): “A Política
Aristóteles (atribuída: c. 322): “A Constituição de Atenas

Johannes Althusius (1603): “Política” (Inglês)
Baruch Spinoza (1670): “Tratado Teológico-Político” (Francês)
Baruch Spinoza (1677): “Tratado Político”
Jean-Jacques Rousseau (1754): “Discurso sobre a origem da desigualdade dos homens
Jean-Jacques Rousseau (1762): “O contrato social

Thomas Jefferson et allia (1776): “Declaração de Independência dos Estados Unidos da América”
“Publios” (Alexander Hamilton, John Jay e James Madison: 1787-1788): “O Federalista” (em especial Madison (1987) em um comentário sobre a Constituição dos Estados Unidos) (El Federalista)
Autore(s) desconhecido(s) (1789) “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
Thomas Paine (1791): “Direitos do Homem” (Inglês)
Alexis de Tocqueville (1835): “A Democracia na América” (La democracia em America)
David Thoreau (1849): “Desobediência Civil
Alexis de Tocqueville (1856): “O Antigo Regime e a Revolução” (excertos em espanhol)
John Stuart Mill (1859): “Sobre a liberdade
John Stuart Mill (1861): “Sobre o Governo Representativo” (Inglês)

John Dewey (1927): “O Público e seus problemas” (Excertos 1 | Excertos 2)
John Dewey (1929): “Velho e novo individualismo”
John Dewey (1935): “Liberalismo e ação social” (Excertos)
John Dewey (1937): “A democracia é radical
John Dewey (1939): “Democracia criativa: a tarefa diante de nós”
Hannah Arendt (1949): “As origens do totalitarismo
Hannah Arendt (c. 1950): “O que é política?” (Excertos)
Hannah Arendt (1954): “Que é liberdade”
Hannah Arendt (1958): “A condição humana
Hannah Arendt (1963): “Sobre a revolução

Claude Lefort (1981): “A invenção democrática: os limites da dominação totalitária”
Cornelius Castoriadis (1986): “Sobre ‘O Político’ de Platão” (edição póstuma (1999) de seminários realizados em 1986)
Humberto Maturana (1988): “Lenguaje, emociones y ética en el quehacer político
Humberto Maturana (1993?): “La democracia es una obra de arte” (s. /d).
Humberto Maturana (1993): “Amor y Juego: fundamentos olvidados de lo humano – desde el Patriarcado a la Democracia” (com Gerda Verden-Zöller) | Especialmente a parte inicial, de Maturana: Conversações matrísticas e patriarcais
John Rawls (1993): “O liberalismo político
Robert Putnam (1993): “Making Democracy Works”
Pierre Levy (1994): “A inteligência coletiva
I. F. Stone (1998): “O julgamento de Sócrates”
Amartya Sen (1999): “Democracia como um valor universal
Amartya Sen (1999): “Desenvolvimento como liberdade”

As referências acima não estão no formato convencional adotado aqui na BIBLI.E=R, mas estão nesse (ou serão convertidos a esse) formato (quando colocados) na listagem geral.

Algumas edições em inglês (HTML) dos textos acima foram encontradas em HIPERTEXTS. E também outras obras que não estavam na seleção acima mas são importantes para uma, vamos dizer assim, educação democrática.

PAINE, Thomas (1776-1797): Selected Works

HANCOCK, John et all. (1776): The Declaration of Independence

JEFFERSON, Thomas (1787): Notes on the State of Virginia

WASHINGTON, George et all. (....): The Constitution of the United States of America

USA (1791): The Bill of Rights (The first 10 amendments to the Constitution as ratified by the States)

USA (1795): Amendments 11-27 to the Constitution of the United States

PUBLIOS (Alexander Hamilton, John Jay e James Madison: 1787-1788): Federalist Papers

[...] (....): Antifederalist Papers

TOCQUEVILLE, Alexis (1835): Democracy in America

LIPPMAN, Walter (1922): Public Opinion

Exibições: 11327

Respostas a este tópico

MILL, John Stuart (1859): Sobre a liberdade

DITADURAS, AUTHORITARIAN REGIMES OU NOT FREE COUNTRIES

Estamos entrando em 2013. Vejam a espantosa lista que remanesce nesta segunda década do século 21.

1. Afghanistan 
2. Algeria 
3. Angola 
4. Azerbaijan 
5. Bahrain 
6. Belarus 
7. Brunei
8. Burma
9. Burkina Faso 
10. Cambodja
11. Cameroon 
12. Central African Republic 
13. Chad 
14. China 
15. Comoros 
16. Congo (Kinshasa | Brazzaville) 
17. Côte d’Ivoire 
18. Cuba 
19. Democratic Republic of Congo 
20. Djibouti 
21. Equatorial Guinea 
22. Eritrea 
23. Ethiopia 
24. Fiji 
25. Gabon 
26. Gambia 
27. Guinea 
28. Guinea-Bissau 
29. Iran 
30. Jordan 
31. Kazakhstan 
32. Kuwait 
33. Laos 
34. Libya 
35. Madagascar 
36. Morocco 
37. Myanmar 
38. Nigeria 
39. North Korea 
40. Oman 
41. Qatar 
42. Russia 
43. Rwanda 
44. Saudi Arabia 
45. Somalia
46. South Sudan 
47. Sudan
48. Swaziland 
49. Syria 
50. Tajikistan 
51. Togo 
52. Turkmenistan 
53. United Arab Emirates 
54. Uzbekistan 
55. Vietnam
56. Yemen 
57. Zimbabwe

Na verdade minha classificação política tem 7 categorias (sendo que a última pode ainda se desdobrar em várias):

1 - Ditaduras, authoritarian regimes ou not-free countries (como Cuba, China ou Coréia do Norte)

2 - Regimes em transição autocratizante ou protoditaduras (como a Venezuela)

3 - Regimes em transição democratizante ou protodemocracias (como a Tunísia)

4 - Democracias parasitadas por governos manipuladores ou manipuladuras (como Argentina e Brasil)

5 - Democracias formais representativas não-plenas ou flawed (como a Grécia ou a Índia)

6 - Democracias formais representativas plenas (como Noruega, Finlândia ou Japão)

7 - Democracias substantivas interativas (não há nenhum exemplo pois não se aplica a estruturas centralizadas como o Estado-nação, mas já pode ser ensaiada em comunidades de vizinhança, de prática, de aprendizagem e de projeto com topologias mais distribuídas do que centralizadas).

Augusto, acho que Israel merece estar na categoria 5, e não ser considerado como uma democracia plena, taken for granted. Israel é um estado ainda democrático, que vem resvalando para uma teocracia, e onde a democracia está em declínio. Talvez seja legal incluir também o Estado Palestino, que está sob ocupação militar.

Augusto, que tal estimularmos a realização de encontros tipo "rodas de conversa" para provocar um ritmo coletivo na leitura sistemática desse material, mas que vá além disso, e tenham a dinâmica de co-criação de processos democráticos, no âmbito do movimento de reforma do sistema político?

Temos várias faixas de onda passando por aqui em redes adjacentes à E=R, que poderiam convergir na base do swarming e crunching e gerar avanços políticos. Um pequeno exemplo: nos Românticos Conspiradores temos o José Pacheco, com o exemplo revolucionário da possibilidade de democratização da escola, usando brechas da legislação.

Talvez separando da E=R a discussão sobre democracia, e criando um clone da E=R especificamente sobre a democratização da política, de modo a ganhar força na base bottom-up e penetrar nas várias forças políticas.

Seria um spinoff que ganharia velocidade própria, ao atrair novos públicos que estão pensando essas coisas em outras esferas.

Um abraço

Claro, pode ser tudo ao mesmo tempo, Sérgio: 1) um novo grupo aqui na E=R (pois isto aqui não é um grupo e sim um tópico chamado Fórum ao qual faltam funcionalidades básicas), 2) uma nova plataforma, 3) um grupo no Facebook e... 4) o que mais vier.

Na minha classificação Israel está na categoria 5 mesmo. Já o chamado Estado Palestino é uma dúvida. Primeiro porque ainda não é um Estado stricto sensu, segundo porque estão em disputa tendências autocratizantes e democratizantes enraizadas naquele território (como sabemos, se predominarem tendências islâmicas teremos fatalmente processos autocratizantes, como estamos assistindo no Egito).

Sergio Storch disse:

Augusto, acho que Israel merece estar na categoria 5, e não ser considerado como uma democracia plena, taken for granted. Israel é um estado ainda democrático, que vem resvalando para uma teocracia, e onde a democracia está em declínio. Talvez seja legal incluir também o Estado Palestino, que está sob ocupação militar.

Pois é, Augusto. Concordo plenamente. E a discussão sobre a dinâmica de formação do Estado Palestino pode ter efeito enriquecedor da teia de discussões que estão acontecendo sobre o futuro da região. É uma discussão que pode prosperar no âmbito de um processo mais amplo de diálogo sobre o futuro da democracia. Tenho informação de que o Brasil vem sendo procurado para assessorar países como a Tunísia, com base na experiência da nossa transição para a democracia. Discutir Palestina pode não apenas contribuir para processos de intervenção da sociedade civil global, como também posicionar scholars brasileiros em democracia para darem contribuições efetivas a outros casos, como Tunísia e Egito.

Ao dizer "scholars", na falta de um termo melhor, refiro-me aos que estão na academia, mas principalmente aos que - como você - já escaparam dos seus limites e estão mais avançados do que ela permite.

Enfim, há um contexto fecundo ao nosso redor, e passa pelas redes sociais (no sentido que usamos na ciência das redes). Um pequeno exemplo é este apelo de intelectuais israelenses, que está coletando assinaturas do lado de lá, e que já estamos nos mobilizando para responder pelo lado de cá.

Você gostaria de combinar um café para se situar melhor nesses fluxos?

Um texto fundamental:

SEN, Amartya (1999): Democracy as a Universal Value

Anexos

Pessoal,

 Não sei se já sabem. Há um mecanismo de busca, o "www.filecrop.com" que permeia os maiores sites de hospedagem. Ao buscarmos nele,  este simplesmente busca em vários. Podemos encontrar muitos livros por lá.

Grato

Espetacular! Agradeço a disponibilidade de tanto conhecimento.

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